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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

JUSTIÇA URBANA (2007)


Há um bom motivo para ir atrás de JUSTIÇA URBANA, um dos filmes mais passáveis da filmografia recente de Steven Seagal: com algumas pequenas mudanças aqui e ali, esta produção é uma refilmagem disfarçada - e bem mais comedida, claro - de "Desejo de Matar 3", apenas trocando um velho e acabado Charles Bronson por um gordo e acabado Steven Seagal. O resto é tudo igual. Irresistível, não?

Só para constar nos autos, essa é a terceira e última resenha resgatada do meu aposentado Multiply, e publicada originalmente em outubro de 2008. Outra vez, mudei e adaptei quase tudo aqui para a nossa MARATONA STEVEN SEAGAL.


Bom, quem está acompanhando a Maratona deve ter percebido que já virou clichê dizer que o ex-astro Seagal afundou sua carreira, que está gordo que nem um porco, que interpreta sempre o mesmo personagem, bla bla bla. Portanto, vou poupá-los desta lenga-lenga - até porque acho que já usei todas as piadinhas sobre a gordura do Seagal.

Vamos direto ao assunto, que é o que vale: o Steven Seagal de JUSTIÇA URBANA é o mesmo Steven Seagal filha-da-puta e furioso de clássicos dos anos 80-90, como "Fúria Mortal" e "Marcado para a Morte".

Aquele Seagal desgraçado que dá porrada em quem vem pela frente ao invés de fazer discursos medíocres sobre ecologia e paz mundial; aquele Seagal que quebra braços e narizes como se esta fosse a sua forma normal de dialogar; aquele Seagal que não precisa de dublês nas lutas e nem de cenas retiradas de outros filmes e encaixadas na edição; enfim, aquele Seagal que mata a sangue-frio e acha que "bandido bom é bandido morto".


Talvez o ex-astro estivesse se recuperando da sua traumática colaboração com a Millenium Films, que rendeu-lhe alguns dos piores filmes de sua carreira ("Determinado a Matar", "Hoje Você Morre" e "Mercenário").

Após o fim do contrato com aquela produtora (em "Mercenário"), ele pulou de cabeça em três produções baratíssimas rodadas em Bucareste, na Romênia (!!!): respectivamente "O Homem Sombra", "Força de Ataque" e "O Vôo da Fúria" (todas filmadas em 2006).

Voltando para os Estados Unidos, reencontrou-se com o diretor Don E. FauntLeRoy, responsável por alguns de seus piores filmes ("Hoje Você Morre" e "Mercenário"), e aparentemente lhe deu outra chance ao invés de quebrar seu braço em "agradecimento". A surpresa é que dessa vez o trabalho dos dois funciona, talvez por estarem longe do pessoal da Millenium Films!


JUSTIÇA URBANA é uma produção barata e nada hollywoodiana; logo, passa longe daqueles roteiros "socialmente engajados". E ao contrário de outros filmes que Seagal fez no período, este não é repleto de escaramuças, traições e reviravoltas, como se o roteiro tivesse sido escrito por John LeCarré.

Trata-se, isso sim, da simples e boa trama de vingança, e amém. Ainda quer continuar? Então vamos adiante.

Nossa história começa com um daqueles policiais honestos e incorruptíveis típicos do cinema de ação norte-americano. Ele se chama Max Ballister (Cory Hart), e acaba futricando onde não deve quando, num dia de tocaia, flagra colegas corruptos negociando com traficantes de drogas.


Sem pensar duas vezes, Max fotografa os policiais sujos, mas, antes que possa entregar as fotos à corregedoria, é convocado para uma missão noturna num bairro barra-pesada e baleado à traição, morrendo bem no meio da rua. Queima de arquivo, lógico.

Ficaria por isso mesmo, se fosse no Brasil (como vimos em "Tropa de Elite 2"). Mas, para o azar dos tiras corruptos, o finado Max era filho de um ex-soldado das forças especiais, Simon Ballister (Seagal, obviamente). No funeral do filho, Simon promete à sua ex-esposa que vai encontrar o assassino de Max e dar um jeitinho nele. Olho por olho, dente por dente.


A primeira parada de Simon é a delegacia onde o finado trabalhava. Ali, nosso herói encontra o responsável pela investigação, o detetive Frank Shaw (Kirk B.R. Woller, que trabalhou com Spielberg em "A.I" e "Minority Report"). Para Shaw, Max foi morto por uma bala perdida numa guerra de gangues, já que o bairro onde aconteceu a tragédia é dominado por duas violentas quadrilhas de traficantes de drogas.

Ainda sem suspeitar que há sujeira na jogada, Simon decide que a única forma de encontrar o culpado é fazer como Charles Bronson em "Desejo de Matar 3": mudar-se para o bairro violento onde o filho morreu, ficar morando lá por uns dias e enfrentar a bandidagem na cara-dura até encontrar os responsáveis.

Das duas quadrilhas que lutam pelo domínio do bairro, uma é formada por latinos e chefiada por El Chivo (Danny Trejo!!!); a outra é formada por negros e liderada por Armand Tucker (o comediante Eddie Griffin), que é apaixonado por "Scarface" e passa o tempo todo citando frases e cenas do filme de Brian DePalma, numa piada já fraquinha que logo perde a graça.


Simon muda-se para um pulgueiro administrado pela bonitinha Alice Park (Carmen Serano; e como são bonitas as mulheres latinas!). Logo na chegada, é obrigado a quebrar os ossos do "comitê de boas-vindas" enviado por uma das gangues.

Aos poucos, ele vai comprando briga com os dois grupos, surrando seus integrantes até começar uma guerra particular. Quando o próprio El Chivo garante não ter nada a ver com a bronca, Simon intensifica a pressão sobre a quadrilha de Tucker, e descobre que os negros estão associados ao tal grupo de policiais corruptos, chefiado por ninguém menos que o detetive Shaw!


Escrito por Gilmar Fortis II e Gil Fuentes (nunca vou entender porque roteiros rasos como este precisam de dois autores...), JUSTIÇA URBANA não faz feio no quesito ação. A não ser, lógico, que você procure algo diferente de um filme direto para locadora.

Com uma trama descomplicada, muita pancadaria e sangrentos tiroteios (cada tiro resulta num exagerado esguicho de litros de sangue do corpo da vítima), o filme na verdade é surpreendentemente divertido, ainda mais para quem não esperava coisa alguma depois dos péssimos "Hoje Você Morre" e "Mercenário".


O próprio Seagal parece estar se divertindo muito no papel. Destaque para a cena em que Tucker aponta uma pistola para o desarmado Simon e diz: "Então você é o filho da puta que vem dando socos numa briga de armas?". Após arrancar o revólver das mãos do bandido, com um golpe rápido como um raio, o herói aponta a arma para seu antagonista e responde: "Sim, sou eu".

Claro, falta muito para chegar no mesmo nível "cult" do hoje clássico "Desejo de Matar 3", mesmo que as histórias dos dois filmes sejam bem semelhantes. A maior falha do filme de FauntLeRoy é levar tudo a sério demais, coisa que Winner não fazia naquela aventura maluca estrelada por Bronson.


Seria melhor ter partido logo para o exagero e colocar Seagal metralhando os delinqüentes sem dó nem piedade. Mas, pelo contrário, o roteiro aqui gasta um tempão mostrando a investigação de Simon pelos verdadeiros culpados do assassinato do filho, ao invés de simplesmente botar o herói para pipocar todos os marginais que lhe cruzam o caminho.

Uma diferença bem politicamente incorreta: ao contrário do velho Paul Kersey naquele clássico dos anos 80, o personagem de Seagal tem um rígido código de conduta em relação aos bandidos. Uma das diretrizes é não matá-los sem um bom motivo e nem estragar seu "negócio"; tudo que ele quer é chegar ao assassino do filho.


Ou seja, desde que os caras não tenham matado o rapaz, eles estão livres para continuar ameaçando inocentes e vendendo drogas para crianças! Porque em JUSTIÇA URBANA Seagal não é um homem da lei e nem o amigão da vizinhança, apenas um pai louco por justiça.

Quando descobre que o verdadeiro culpado é Shaw e seus policiais corruptos, por exemplo, o "herói" libera tanto El Chivo quanto Tucker de receberem o merecido castigo por serem maus meninos!

É claro que eu preferia ver o herói dizimando os dois lados do confronto, à la Justiceiro (o bairro, pelo menos, ficaria mais seguro). Mas confesso que achei bastante divertida (e corajosa) essa ideia de não se meter com a bandidagem a não ser quando provocado.


E se "Desejo de Matar 3" tinha cenas de ação que não convenciam, devido à idade avançada de Bronson, JUSTIÇA URBANA surpreende ao mostrar um Seagal gordo, mas ao mesmo tempo ainda rápido e mortal.

Acredite se quiser: o homem convence nas cenas de luta, distribuindo chutes altos (algo que não fazia há séculos) e socos a granel. E aqui é ele mesmo, e não um dublê lutando, como você pode ver na foto abaixo. Sobra até para quem não tem nada a ver com a história, tipo o grupo de skinheads que cai de pára-quedas no filme apenas para render mais uma cena de quebra-pau.


Às vezes o filme nega fogo, como numa longa e nada interessante perseguição automobilística pessimamente filmada e editada. E Seagal e Danny Trejo não lutam, apenas conversam, algo meio estranho depois que se assiste "Machete".

Mas estes probleminhas são compensados no tiroteio final, em que Ballister mata mais da metade do elenco, e até demonstra sua fúria descarregando o pente inteiro do revólver em alguns deles (lembrando os velhos filmes de John Woo, que devem ter sido a inspiração do diretor FauntLeRoy)!


Portanto, sem pensar duas vezes, eu diria que JUSTIÇA URBANA é o mais perto de um bom filme de Steven Seagal que vi da safra recente do Free Willy com rabinho-de-cavalo. Tanto que foi cogitado o seu lançamento nos cinemas, o que só não se concretizou pela falta de verba da produtora (o último filme estrelado pelo ex-astro exibido na tela grande foi "No Corredor da Morte", em 2002).

Mas talvez seja melhor assim, porque JUSTIÇA URBANA é aquele típico filme de locadora ou de Domingo Maior, para ver sem grandes pretensões e esquecer tudo horas depois. Aliás, sobre que filme eu estava escrevendo mesmo???

Trailer de JUSTIÇA URBANA



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Justiça Urbana (Urban Justice, 2007, EUA)
Direção: Don E. FauntLeRoy
Elenco: Steven Seagal, Eddie Griffin, Carmen
Serano, Cory Hart, Liezl Carstens, Kirk B.R.
Woller e Danny Trejo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MERCENÁRIO (2006)


MERCENÁRIO marca o fim de um contrato que Steven Seagal tinha com a Millenium Films para estrelar três produções baratas "direct-to-video". Já virou lenda o quebra-pau que o ex-astro teve com Avi Lerner, um dos cabeças da Millenium, que o deixou emputecido a tal ponto de simplesmente não aparecer em alguns dias de filmagem.

Sendo assim, depois dos horríveis "Determinado a Matar" e "Hoje Você Morre" (as outras duas obras do contrato com a produtora), MERCENÁRIO fecha com chave de ouro - ou, nesse caso, chave de merda - a parceria entre Seagal e a Millenium.


E o filme é ruim?

Não.

É péssimo!

Mas sejamos justos: é bem melhor que os dois anteriores, especialmente o péssimo "Hoje Você Morre", e um pouco melhor filmado também, embora tenha o mesmo diretor no comando (Don E. FauntLeRoy). Pelo menos dessa vez não usaram a picaretagem das cenas chupadas de outros filmes incluídas na edição.


Originalmente, o título em inglês seria apenas "Mercenary", tal e qual a tradução nacional. Parece que também nesse caso Seagal bateu o pé e exigiu a troca para "Mercenary for Justice", ou "Mercenário pela Justiça", porque não queria interpretar um personagem anti-heróico. Aham...

Antes de ver o filme, eu tinha lido tantas críticas negativas que já fui preparado para o pior. Mas confesso que fiquei realmente boquiaberto com os primeiros 20 minutos, que trazem Steven "Balofo" Seagal liderando um batalhão de mercenários numa ação suicida durante uma violenta guerra civil na África.

A bem da verdade, o ex-astro só aparece em cena depois de uns 13 minutos. Antes, parte do seu pelotão de mercenários participa de uma ousada ação numa embaixada na África, de onde sequestram o embaixador e sua família. Tem até uma loira gostosa tocando o terror, aniquilando uns soldados como se fossem escoteiros!


Aí Seagal, "interpretando" o mercenário John Seeger (Seeger - Seagal... captou?), aparece bem no meio de um violentíssimo fogo cruzado, numa cena de batalha bem filmada e bem editada, repleta de tiros, explosões, pessoas voando, outras rodopiando crivadas de balas, e por aí vai. Em suma, um momento belíssimo!

Assim, por alguns instantes (mais especificamente uns 20 minutos), pensei que estava diante da volta por cima de Steven Seagal depois das duas bombas que fez com a Millenium - uma espécie de "Rambo 4" do quebrador de braços.


Mas aí o conflito termina e o filme realmente "começa", com história e clima totalmente diferentes. E é aí, meu amigo, que MERCENÁRIO afunda, fazendo jus a todas aquelas críticas negativas. É como se você tivesse trocado de canal e colocado num telefilme bagaceiro do Supercine. A ação frenética e violenta ficou só naqueles 20 minutos iniciais mesmo...

(Em tempo: o trailer do filme, daquele tipo totalmente enganador, foi montado APENAS com essas cenas boas do início!)

A real trama, se é que isso importa, mostra Seeger voltando aos Estados Unidos para cuidar da família de um dos seus homens, morto no conflito na África.


Ele tenta honrar a memória do falecido cuidando da sua esposa e filho, mas seus antigos empregadores têm uma nova missão: resgatar o filho de um dos maiores traficantes sul-africanos de um presídio de segurança máxima.

Sabendo que Seeger não vai aceitar o serviço, os caras sequestram a família do amigo morto para forçá-lo a aceitar a missão. Mexeram com o gordinho errado, como sempre acontece nos filmes de Steven Seagal.

Lendo assim, até parece um belo ponto de partida para um festival de tiros e pancadaria, não é mesmo? Com certeza. Funciona em MERCENÁRIO? Não, não funciona.


Depois de ver vários dos novos filmes do "ator" em sequência (você está acompanhando a MARATONA STEVEN SEAGAL, não está?), juro que não entendo o que os caras que fazem essas bagaças têm na cabeça...

Pense comigo: você acabou de contratar um ex-astro decadente, mas que ainda possui um bom número de fãs; ao mesmo tempo, você sabe que existe um grande público ávido por filmes de ação violentos e descerebrados, desse tipo "direct-to-DVD" mesmo.

Ora, mas uma coisa puxa a outra: Seagal sempre foi conhecido como herói violento e impiedoso ("quebra-braço" é um dos seus apelidos populares), e não precisa ser muito inteligente para fazer um filme de ação sem firulas, que seja apenas divertido e descartável, tipo aquelas velhas produções que Chuck Norris, Charles Bronson e Michael Dudikoff faziam para a Cannon Films.


Mas parece que os realizadores desses últimos filmes de Steven Seagal não pensam assim. Para cada obra divertida e descerebrada, como "Resgate Sem Limites" e "Lado a Lado com o Inimigo", temos cinco ou dez baboseiras tipo MERCENÁRIO.

O ponto de partida é bom, o ex-astro nem está tão mal (mais fácil acreditar nele como mercenário do que como o arqueólogo de "Determinado a Matar"), as cenas de ação são razoáveis, o início é ótimo... Tinha tudo para chegar lá, mas em menos de meia hora o filme todo vira uma completa baboseira.


O primeiro problema é que há um excesso de traições e "re-traições" no roteiro que são desnecessárias para o tipo de história que se pretende contar. Dois personagens vilanescos passam a história toda enganando-se mutuamente, e perto do final você nem sabe mais quem é vilão e quem é aliado.

Supostamente tentando criar uma "reviravolta" na trama, o roteirista também inventa um assalto a um banco super-seguro (?!?) que acaba substituindo o ataque à penitenciária prometido pelo roteiro (e também pelo resumo na capinha do DVD).

Não sei se peguei no sono ou se não prestei atenção, mas o motivo para Seagal e sua equipe assaltarem o tal banco até agora foge à minha compreensão...


Finalmente, no terceiro e último ato, o herói parte com o que restou da sua equipe para resgatar a família do falecido amigo das garras dos vilões. Segue-se mais um pequeno massacre de figurantes malvados, mas nada no mesmo nível daquela excelente cena inicial.

Inclusive parece que outros realizadores assumiram a produção DEPOIS daquela cena de guerra no início. Porque os 20 minutos iniciais são bem filmados, bem editados e até empolgantes, tensos.


O resto do filme, em contrapartida, é levado no piloto automático, com alguns poucos bons momentos para manter o espectador acordado - só para constar, tirei duas sonecas a partir da metade, e tive que ficar voltando o filme apenas para constatar que não perdi nada. Parece até que gastaram toda a grana da produção no início e depois tiveram que improvisar.

Talvez a narrativa bagunçada se explique pelo clima de tensão e caos entre Seagal e os produtores. Afinal, o roteiro original de Steve Collins foi alterado até ficar irreconhecível, o que explica a trama picotada que nunca se decide entre o rumo a seguir - segundo o IMDB, Joe Halpin, Danny Lerner, Les Weldon e o próprio Seagal deram "contribuições" não-creditadas ao roteiro.


Talvez a pauleira entre astro e produtores explique, também, o porquê do protagonista do filme aparecer tão pouco no filme que deveria estrelar! Existem tantos personagens e subtramas que, no fim, Seagal aparece no máximo 35 ou 40 minutos em MERCENÁRIO. E raras vezes lutando ou matando alguém. Alguns personagens principais do filme nem contracenam diretamente com o ator!

Uma das poucas qualidades numa produção tão equivocada é a bela morena boa de tiro que atua do lado dos heróis, interpretada por Jacqueline Lord (que tem um ar de Catherine Zeta Jones quando novinha).

No final, fica aquela sensação de tempo perdido e de excesso de pretensão dos realizadores, que podiam fazer um filme muito mais simples e divertido seguindo a cartilha padrão da ação barata.


Fica, também, a certeza de que Steven Seagal precisa, urgentemente, de um roteiro melhorzinho. Ou quem sabe de outro agente, que selecione umas produções mais interessantes para ele estrelar.

O "ator" faria ainda um outro filme com o diretor FauntLeRoy (o gordinho não aprende), "Justiça Urbana", nossa próxima atualização aqui na MARATONA STEVEN SEAGAL.

Mas esse, surpreendentemente, é bom, ainda mais comparado a tralhas como "Hoje Você Morre" e MERCENÁRIO, os outros dois trabalhos anteriores da dupla.

Trailer de MERCENÁRIO



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Mercenário (Mercenary for Justice,
2006, EUA/África do Sul)

Direção: Don E. FauntLeRoy
Elenco: Steven Seagal, Jacqueline Lord, Luke
Goss, Roger Guenveur Smith, Michael K. Williams,
Adrian Galley e Langley Kirkwood.