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terça-feira, 21 de setembro de 2010

AS DOZE CONDENADAS (1987)


A guerra dos sexos é um tema bastante freqüente no cinema, especialmente nas açucaradas e normalmente intragáveis comédias românticas norte-americanas. Já pensaram como esses filmes ficariam bem mais interessantes se Sandra Bullock, Julia Roberts, Cameron Diaz e outras figurinhas carimbadas resolvessem suas diferenças com os homens dando tiros de metralhadora nos sujeitos? Pelo menos assim, quem sabe, os finais das comédias românticas seriam DIFERENTES!

Exageros à parte, filmes com mulheres sensuais e armadas até os dentes enfrentando homens não são exatamente uma idéia de jerico do autor desse blog. Existe um subgênero, "hot bimbos with guns", que compreende várias fitas de ação baratas produzidas principalmente a partir dos anos 70, e que sempre trazem loiras oxigenadas e peitudas empunhando metralhadoras contra exércitos masculinos - verdadeiras Rambetes, se quiserem chamar assim.


A bem da verdade, garotas com armas são um bizarro fetiche bastante popular nos Estados Unidos, onde há sites e revistas no estilo "guns & girls", trazendo fotos de peitudas de biquíni em poses sensuais com metralhadoras e revólveres de cano longo (qualquer sentido fálico NÃO é mera coincidência).

Chega a dar asco de imaginar aqueles rednecks gringos se masturbando com publicações do gênero - será que a "dedicatória" é para a modelo ou para a arma?

(Para quem não lembra, Quentin Tarantino ironizou essa maluca paixão nacional colocando um vídeo de garotas de biquíni com metralhadoras em "Jackie Brown"...)


No cinema, figuraças como Andy Sidaris e Fred Olen Ray trataram de manter vivo esse subgênero, produzindo baratíssimas aventuras picaretas com mulheres-machas. Mas poucos filmes são tão absurdos na sua representação da "guerra literal dos sexos" quanto AS DOZE CONDENADAS, uma engraçadíssima aventura pobretona dirigida por... tcham, tcham, tcham, tcham... O homem, o mito, a lenda David A. Prior, um sujeito que merecia um blog caprichado sobre a sua obra no estilo do Radioactive Dreams, que os amigos Ronald Perrone e Osvaldo Neto fizeram para o Albert Pyun (algum voluntário?).

Prior produziu AS DOZE CONDENADAS em 1987, mesmo ano do seu grande clássico, "Deadly Prey - Extermínio de Mercenários" (aliás, algumas cenas dos dois filmes são idênticas, embora com atores diferentes).


O título em português entrega a principal inspiração do diretor-roteirista (o clássico "Os Doze Condenados", de Robert Aldrich), mas estraga o nada sutil título original, "Matadoras de Homens". Querem guerra dos sexos? Pois tomem guerra dos sexos!

Basicamente, para não me alongar demais, AS DOZE CONDENADAS conta a história de uma ex-agente da CIA chamada Rachael McKenna (Lynda Aldon), uma loira peituda e estilo modelete que em nada lembra uma agente da CIA, quem dirá ex-agente... Mas tudo bem!

Em sua última missão, Rachael quase foi morta por seu ex-parceiro, um agente renegado chamado John Mickland (William Zipp, que está em quase todos os filmes do David Prior). Nos tempos atuais, Mickland é um traficante de drogas e de escravas brancas (!!!) que tem uma base militar na Colômbia, e está sempre de gelzinho no cabelo e fazendo cara de malvado.


Eis que os chefões da CIA resolvem chamar Rachael de volta para liderar a missão de exterminar Mickland, aproveitando-se do ódio da garota por ele. A moça aceita, mas com uma condição: recrutar 12 condenadas (hahaha) da penitenciária local e treiná-las em técnicas de combate para acompanhá-la na missão colombiana.

E por que garotas? "Porque Mickland não estará esperando por mulheres", justifica Rachael. Ah, tá...

Caso a missão seja bem-sucedida, as 12 prisioneiras receberão o perdão pelos seus crimes. Bem, pelo menos aquelas que sobreviverem, é claro...


Segue-se um resumão de "Os Doze Condenados", com a moça recrutando suas 12 presidiárias, todas condenadas à morte ou prisão perpétua por assassinato, tráfico de drogas ou assaltos (e que, apesar de estarem mofando na cadeia, aparecem sempre penteadas e maquiadas como se tivesse recém saído do salão de beleza!).

O filme não faz muita distinção entre as garotas e nem tenta criar personagens decentes - a maioria só está ali para morrer mesmo. Mas tem uma ruiva, uma negra, uma oriental e umas oito loiras estilo Barbie, todas iguais.

Após a tradicional montagem com música pop mostrando o árduo treinamento das garotas, elas partem para a base de Mickland com a missão de destruir o vilão e seus asseclas. E começa a guerra literal dos sexos, com belas garotas de shortinho atolado na bunda e camisetas curtinhas metralhando, esfaqueando, explodindo e estrangulando os vilões - todos homens, claro!


Guerra dos sexos mostrada sem qualquer sutileza pelo diretor Prior. Numa cena antológica, Mickland dá um esporro num capanga que fugiu das garotas armadas até os dentes: "Eu não acredito que você correu de um bando de mulheres!".

Sexista até o talo, AS DOZE CONDENADAS também faz questão de mostrar todos os homens como tarados incorrigíveis, e todas as mulheres como predadoras sexuais, já que elas seduzem os inimigos mostrando os peitos e enchem os coitados de tiros ou facadas (inclusive nas partes baixas!) quando eles baixam a guarda! É simplesmente hilário...


E como se trata de um filme de David A. Prior, você já sabe desde o começo o que esperar: pobreza, indigência técnica e uma quantidade absurda de abobrinhas por segundo. O quartel general de Mickland, por exemplo, é formado por meia dúzia de casamatas cujas paredes são meras folhas de zinco - mas os tiros disparados por heróis e vilões milagrosamente nunca atravessam as paredes!

Como em todo filme de Prior, também, as cenas de combate são hilárias, com os dois lados do confronto atirando um no outro sem qualquer cobertura, e eventualmente atingindo o rival por pura sorte – mas só depois de disparar uns 200 tiros a esmo.

Mas nada é mais impagável do que o duelo final entre Rachael e Mickland, quando a mocinha dá um tiro no coração do vilão, mas ele não morre; depois dá um tiro na perna, mas ele continua de pé; depois dá dois tiros no peito, mas ele novamente teima em levantar; finalmente, dá um tiro na barriga, Mickland cai, mas novamente consegue ficar de pé (!!!) e até entrar num carro (!!!) para tentar atropelar a heroína - o sujeito é praticamente um cruzamento entre Tony Montana, Agente Smith e Jason Voorhees.


Rachael só consegue matá-lo com um tiro de bazuca, embora o orçamento seja tão pequeno que não permita aos produtores explodir realmente o carro (só o que vemos é o capô voando e algumas faíscas e fumaça, quando no mundo real um tiro de bazuca provavelmente reduziria o veículo inteiro a cinzas!).

A citação a Tony Montana no parágrafo anterior não foi gratuita: em mais uma cena antológica, Mickland tortura ao estilo "Scarface" um agente da CIA infiltrado no seu acampamento - ou seja, desmembrando-o com uma serra elétrica.


Pobre e tosco em seus mais mínimos detalhes, AS DOZE CONDENADAS é um filme que só pode ser visto com bom humor, ou então sob a influência de tóxicos - algo que costuma ajudar MUITO ao se ver as obras de David A. Prior.

Mas é impossível não rir com as ridículas explosões de granadas (que mais parecem estalinhos de São João), com os figurantes que morrem três ou quatro vezes e, principalmente, com as roupinhas sensuais das garotas, completamente deslocadas para agentes especiais em missão militar.

Pena que, apesar do tom de sacanagem geral do filme, nem um único peitinho apareça em cena - apesar de decotes generosos como o da moça aí embaixo, que, acredite ou não, está indo para uma missão suicida, e não para um bar de striptease!


Num mundo perfeito, a sua namorada adoraria ver filmes como esse com você, e não as comédias românticas açucaradas da Sandra Bullock e da Julia Roberts! Puxa vida, e como não gostar de um filme classe Z com mulheres de shortinho fuzilando traficantes de escravas brancas?!?

PS: Em meio a um festival de "bimbos" que nunca fizeram outro filme além desse e atores de fundo de quintal, AS DOZE CONDENADAS traz três esquecidos atores outrora famosos em pequeno papel - uma prática habitual de diretores picaretas tentando valorizar seu filme furreca. Aqui, aparecem os literalmente veteranos Edd Byrnes (um astro juvenil dos anos 50 e 60, que também fez spaghetti westerns, como "Vou, Mato e Volto", do Castellari), Gail Fisher (que nos bons tempos chegou a ganhar dois Globos de Ouro pelo seriado de TV "Mannix") e Edy Williams (uma ex-sex symbol da década de 60). Os três nomes aparecem por primeiro nos créditos iniciais, apesar de suas participações no filme, somadas, não durarem nem 5 minutos. Como se vê, é triste envelhecer em Hollywood...

Uma ceninha de AS DOZE CONDENADAS



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As Doze Condenadas (Mankillers, 1987, EUA)
Direção: David A. Prior
Elenco: Lynda Aldon, William Zipp, Christine
Lunde, Suzanne Tegmann, Marilyn Stafford,
Edd Byrnes, Gail Fisher e Edy Williams.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O DÓLAR FURADO (1965)


Você sabe que fez parte da Era de Ouro do VHS no Brasil se alguma vez o seu pai chegou em casa com a velha fitinha do bangue-bangue O DÓLAR FURADO - aquela mesma que ele já havia assistido e reassistido inúmeras vezes em outras oportunidades -, e o tema inconfundível de Gianni Ferrio ecoou pela sala em glorioso som mono, cheio de chiado, mas mesmo assim assobiado a plenos pulmões pelo seu velho.

Considerado um clássico do western spaghetti, O DÓLAR FURADO na verdade tem bem pouco em comum com outras obras bem mais famosas do ciclo - além, é claro, do óbvio fato de também ter sido produzido na Itália.

O filme foi dirigido por Giorgio Ferroni (recém-saído dos "peplums", aquelas aventuras épicas baratas produzidas na Terra da Bota) em 1965. No ano anterior, 1964, Sergio Leone lançara "Por um Punhado de Dólares", considerado por muitos pesquisadores a epítome, a obra inaugural, a pedra fundamental do western spaghetti, e largamente imitado a partir de então.


O DÓLAR FURADO, entretanto, não teve tempo de pegar carona no ciclo, e seus realizadores ainda imitavam a fórmula bem-sucedida (e bem mais comportada) daqueles westerns norte-americanos certinhos do período, como "Os Brutos Também Amam" (1953) e "Sete Homens e um Destino" (1960). Assim, não há anti-heróis cafajestes vestidos de negro e com barba por fazer, nem tiros pelas costas, nem violência nua e crua, nem sujeira e roupas em farrapos, muito menos a ironia que marcou os verdadeiros western spaghetti.

O herói comportado, limpinho e bem barbeado é encarnado por Giuliano Gemma, considerado o primeiro grande astro do faroeste italiano, aqui em seu primeiro papel em filmes do gênero, também saído das produções "peplum" com Hércules e Macistes genéricos.


Como o filme tenta se passar por produção norte-americana ("estratégia de marketing" muito comum na época), todo mundo esconde seus nomes de batismo com pseudônimos em inglês. Gemma optou por "Montgomery Wood", nome pomposo que só usaria em mais dois filmes antes de assumir o seu nome verdadeiro.

Embora não siga de perto os cânones do western spaghetti, o diretor Ferroni (rebatizado "Calvin Jackson Padget" nos créditos iniciais!) copia pelo menos as vinhetas animadas nos créditos iniciais, que se tornariam um referencial do subgênero depois de "Por um Punhado de Dólares".


O DÓLAR FURADO começa com o final da Guerra da Secessão, entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos. Gary (Gemma) e Phil O'Hara (Nazzareno Zamperla, ou "Nick Anderson") são dois irmãos confederados (os sulistas, lado derrotado da batalha) que estão entre os diversos soldados libertados de um campo de prisioneiros de guerra.

Como uma espécie de humilhação, os nortistas (vencedores da guerra) devolvem aos derrotados seus revólveres com os canos serrados - o que arruína completamente a mira da arma.


Sem perspectivas de vida após o final do conflito, os irmãos se separam: Phil resolve seguir para o Oeste em busca da sorte grande, e Gary volta para seu velho rancho, onde reencontra a esposa Judy (Ida Galli, ou "Evelyn Stewart").

Algum tempo depois, Gary também resolve tentar a sorte e segue os passos do irmão até a cidade de Yellowstone, dominada por um figurão, McCory (Pierre Cressoy, ou "Peter Cross"), que está forçando os pequenos fazendeiros a venderem suas propriedades a preço de banana - coisa típica de vilão de western.


Num argumento parecido com tragédia grega, Gary é engambelado por McCory e convencido a matar um "sanguinário bandido" chamado Black Eye, que, na hora H, descobre ser seu próprio irmão Phil!

O saldo da brincadeira é que Phil/Black Eye é morto pelos homens de McCory, e Gary acaba sendo mortalmente atingido com um disparo no coração, mas salvo milagrosamente por uma moeda de dólar que levava no bolso e que desviou a trajetória da bala - o "dólar furado" do título.


De volta do mundo dos mortos, Gary corta a barba e o bigode e, de cara limpa, infiltra-se no bando de McCory para semear a discórdia e acabar com todos os facínoras. Mas a situação se complica quando a "viúva" Judy aparece na cidade em busca de notícias do marido.

Muito diferente dos filmes de Leone, Corbucci e cia, O DÓLAR FURADO tem um clima de ingenuidade que às vezes chega a irritar, principalmente porque o mocinho interpretado por Giulianno Gemma é bonzinho DEMAIS. Até mesmo sua vingança lhe é roubada na cena final, quando a população da cidade impede que Gary mate um desafeto desarmado, e os próprios cidadãos fazem justiça com suas pistolas.


Embora o filme de Ferroni seja muito bem dirigido, contornando com habilidade as limitações de orçamento e produção, a narrativa é excessivamente lenta, dando ao herói pouquíssimas oportunidades de sacar seu revólver para passar chumbo nos bandidos. Pelo contrário, Gary prefere usar a astúcia, jogando os criminosos uns contra os outros e deixando que os próprios se matem!

Mesmo assim, há algumas coisas bem interessantes neste "pré-western spaghetti", como a idéia dos canos serrados das armas, uma curiosa alusão à castração e à perda de masculinidade. Embora faltem bons tiroteios no filme, o duelo final entre O'Hara e McCory, envolvendo um destes revólveres sem o cano, é antológico - talvez a coisa mais memorável de O DÓLAR FURADO depois da música-tema.


E num filme que é bem comportado na maior parte do tempo (sem sangue ou buracos de bala nas trocas de tiros, algo que só viraria moda anos depois), duas cenas surpreendem pela violência.

A primeira é a morte de um dos capangas de McCory, que leva uma punhalada no pescoço. A segunda é o espancamento de O'Hara pelos bandidos, que culmina com uma tortura sádica e inusitada: o herói é deixado amarrado ao sol com a boca cheia de... sal!!!

O DÓLAR FURADO foi um sucesso estrondoso na Itália e alavancou a carreira de Giulianno Gemma, que a partir de então se tornaria figurinha carimbada dos faroestes feitos no país.


No mesmo ano, ele apareceria também em "Adiós Gringo", dirigido por Giorgio Stegani. Com o pseudônimo "George Finlet", Stegani escreveu O DÓLAR FURADO ao lado de Ferroni, e levou para "Adiós Gringo", além de Gemma, boa parte do elenco deste filme: Ida Galli, Pierre Cressoy e vários figurantes (sabe como é, em time que está ganhando não se mexe...).

A verdade é que o astro faria produções muito melhores nos anos seguintes, especialmente "O Dia da Ira", e Tonino Valerii, e "Quem Dispara Primeiro?", de Giulio Petroni.


E, como aconteceu com Terence Hill e Trinity, Gemma ficou associado eternamente ao personagem "Ringo": embora tenha interpretado Ringo em único filme ("Uma Pistola Para Ringo"), vários de seus trabalhos posteriores ganharam títulos "alternativos" como o nome Ringo, mesmo que interpretasse personagens com outros nomes.

Uma das produções posteriores dirigidas por Ferroni e estreladas por Gemma, por exemplo, chama-se "Per Pochi Dollari Ancora" (Por Alguns Poucos Dólares), mas no Brasil o título foi "Ringo Não Perdoa" (1966).

Por sinal, "Per Pochi Dollari Ancora" é considerado uma espécie de continuação de O DÓLAR FURADO - neste caso seria uma "prequel", já que o personagem de Gemma é um soldado confederado durante a guerra (e também se chama Gary, embora tenha outro sobrenome, Diamond).


Ainda que visivelmente datado, e lento demais na maior parte do tempo, O DÓLAR FURADO continua tendo o mérito de ter iniciado toda uma geração (este que vos escreve inclusive) no ciclo do western italiano, graças às já citadas fitinhas VHS que foram um verdadeiro fenômeno nos primórdios do vídeo no Brasil. Locadora que se prezasse tinha que ter o filme do Ferroni na estante, ou perdia dinheiro.

Em DVD, o filme ganhou algumas edições péssimas e uma surpreendente cópia de ótima qualidade lançada por uma revista virtual, a Showtime. Essa é a única que vale comprar: traz o áudio original em italiano e imagem cristalina em widescreen, sem os abomináveis cortes laterais para a imagem "caber na tela", que muitas distribuidoras ainda adotam (esquecendo que a Era do VHS já acabou faz anos).


Enfim, é aquele tipo de filme antológico que é obrigatório conhecer, nem que seja para ficar assobiando a inesquecível música-tema, que posteriormente foi parar em filmes tão díspares quanto "Patricia Gennice" (uma produção independente dirigida por... eu mesmo!) e "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino - mas que fique registrado que eu usei a música antes dele!!!

PS: Embora lembrado com carinho pelos fãs de western spaghetti, hoje Giuliano Gemma vive meio abandonado lá na Terra da Bota, fazendo pequenas participações em minisséries e filmes da TV italiana. Ele completou 72 anos no começo de setembro, e merecia um pouco mais de consideração por ter sido um ídolo para diversas gerações.

Trailer de O DÓLAR FURADO



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O Dólar Furado (Un Dollaro Bucato/
One Silver Dollar1965, Itália/França)

Direção: Calvin Jackson Padget (Giorgio Ferroni)
Elenco: Montgomery Wood (Giuliano Gemma), Evelyn
Stewart (Ida Galli), Peter Cross (Pierre Cressoy) e
Max Dean (Massimo Righi).