terça-feira, 15 de setembro de 2009

Muito mais críticas rápidas para pessoas nervosas


JUSTICEIRO - EM ZONA DE GUERRA (Punisher - War Zone, 2008, EUA. Dir: Lexi Alexander)
Depois de duas versões anteriores e decepcionantes do famoso personagem da Marvel (uma de 1988, estrelada por Dolph Lundgren, e outra muito ruim de 2004, com Thomas Jane), finalmente surge um terceiro filme que pode ser considerado uma adaptação realmente decente do anti-herói, passando a borracha em todas as bobagens perpetradas no passado e "reiniciando" do zero. Se o filme de 88 era prejudicado pela produção furreca, e o de 2004 tinha um Justiceiro politicamente correto que praticamente não matava ninguém, aqui a coisa é casca-grossa e sangrenta como devia ser desde o começo. Ray Stevenson interpreta o personagem nos moldes dos quadrinhos: como um sujeito violento, de poucas palavras e que tem prazer de matar. Na verdade, o Justiceiro desse novo filme é tão ou mais psicopata que os vilões que enfrenta. E, nesse caso, são vários, e todos selvagemente violentos. Esqueça aquele vilão boiola interpretado por John Travolta no asqueroso filme de 2004: aqui temos o cruel Jigsaw/Retalho (Dominic West) e seu irmão desequilibrado interpretado por Doug Hutchinson (o Tooms do seriado "Arquivo X"). Eles darão muita dor de cabeça ao nosso amigo Frank Castle, além de deixar uma pilha de cadáveres que compete com a do próprio "herói". Analisando friamente, o filme não tem nada de especial. O roteiro chega a ser idiota às vezes, como ao insistir naquele insuportável clichê de "pendurar o uniforme". Mas o resultado é uma aventura amalucada e exagerada estilo anos 80, que fica ainda melhor em comparação com os dois filmes anteriores do personagem. Embora a maior inspiração seja a fase atual do Justiceiro nos quadrinhos, especialmente as aventuras escritas pelo desequilibrado Garth Ennis (de onde saíram o atrapalhado policial Soap e a "Força Tarefa Anti-Justiceiro"), o filme também tem elementos das antigas, como o esconderijo subterrâneo do herói e a presença do seu velho parceiro Microchip. Repleto de truculência e brutalidade (com direito a canibalismo e velhinhas tendo a cabeça explodida pelos vilões), este é um autêntico "filme pra menino". Por isso, chama a atenção o fato de ter sido dirigido por uma "menina", Lexi Alexander. Enfim, é disparado o melhor filme do Justiceiro, mas ainda está longe de ser um graaaaande filme. Se por algum milagre sair um quarto filme do personagem, bem que podiam adaptar aquela clássica aventura em que Frank é preso e enviado à Ilha Ryker, onde pode aproveitar para exterminar alguns bandidões atrás das grades mesmo.




QUASE IRMÃOS (Step Brothers, 2008, EUA. Dir: Adam McKay)
Sabe aquelas comédias que tentam ancorar os risos unicamente na cara conhecida dos protagonistas? Bem-vindo a "Quase Irmãos"! Teoricamente, devemos rir do Will Ferrell simplesmente porque ele é o Will Ferrell e é engraçado, e não porque seu personagem tenha boas cenas ou boas piadas. A trama até é interessante: quando um casal cinqüentão resolve juntar os trapos e morar junto, seus filhos marmanjões (Ferrell e John C. Reilly) são obrigados a dividir o mesmo teto, como se fossem irmãos. A idéia era boa, mas os tais marmanjões são representados como crianças crescidas, adultos de 40 anos quase débeis mentais, já que gostam de brincar como garotos, apanham de outras crianças e provavelmente até são virgens. O filme podia ser bem mais engraçado se os personagens fossem mais normais e "adultescentes", e menos babacas estilo "Debi & Lóide", que constróem casinhas na árvore e se emocionam ganhando brinquedos de super-heróis como presente de Natal - e Ferrell e Reilly visivelmente interpretam seus personagens como se eles fossem retardados, e não adultos imaturos. No fim, sobram algumas tiradas mais divertidas pelo exagero do que propriamente pela graça, como Ferrell enterrando o rival vivo (e gritando "Zumbi!!" quando ele consegue sair da cova rasa), ou o mesmo Ferrell esfregando o saco (explicitamente!) na bateria do "quase irmão". Mas, no geral, "Quase Irmãos" não passa de uma comédia muito idiota, que só provoca sorrisos e risos amarelos - o que me lembrou outro trabalho anterior de McKay, "O Âncora", também com Ferrell. Mas, como toda porcaria, tem o seu público. (Será que só eu estou cansado de ver Will Ferrell interpretando sempre o mesmo papel?)




BRÜNO (idem, 2009, EUA. Dir: Larry Charles)
Tem um quê de piada repetida esse novo filme do inglês Sasha Baron Cohen, que lembra demais o excelente "Borat", de 2006. Aliás, "lembrar demais" é generosidade minha: é praticamente o mesmo filme, apenas trocando o repórter cazaque de "Borat" por um egocêntrico repórter de moda, austríaco e gay. Cohen é um autêntico camaleão, e seu Brüno em nada lembra o simpático Borat. O grande problema do novo personagem, e desse novo filme, é que Brüno também não é tão divertido e interessante quanto o pobre jornalista do Cazaquistão. Enquanto em "Borat" o cara-de-pau Cohen conseguia momentos impagáveis ao fazer aflorar o preconceito e a ignorância dos norte-americanos, em "Brüno" seu personagem tenta roubar o show com o choque puro e simples, incluindo closes do seu pinto de fora, "piadas" tipo garrafa de champanhe e controle remoto enfiados no ânus, e outras bagaceirices. O resultado, quase sempre, é apenas exagerado e escatológico, e as próprias entrevistas "reais" não ficaram tão divertidas quanto as barbaridades que ele arrancou de seus entrevistados em "Borat". Mesmo assim, há alguns momentos de rachar o bico, como a "entrevista" com Harrison Ford ou a participação de Brüno fazendo figuração num episódio do seriado "Medium" (e é preciso aplaudir a cara-de-pau do ator nestes dois momentos). Outras cenas mostram que o humorista também é muito corajoso, como quando encena um agarramento gay (ao som da trilha de "Titanic"!) no meio de um ringue de vale-tudo, cercado por centenas de homofóbicos machões loucos por um linchamento. Mas o clima de "piada ouvida duas vezes" incomoda. Na maior parte do tempo, parece apenas um remake disfarçado - e bem menos divertido - de "Borat". Mais um para a lista "Vi, mas nunca mais vou ver de novo".




ARRASTE-ME PARA O INFERNO (Drag Me To Hell, 2009, EUA. Dir: Sam Raimi)
Para mim, pelo menos, foi uma decepção esse retorno de Sam Raimi ao terror, depois do frustrante "O Dom da Premonição" - e lá se vão quase 30 anos que ele revolucionou o gênero com o primeiro "Evil Dead". Vejam bem, não quero dizer que o filme é ruim, só não vi nada de tão espetacular, nem ao menos memorável. E pela quantidade de elogios e rótulos de "novo clássico" que o filme vinha recebendo, minha expectativa estava nas alturas. Concordo com o Renato Doho, do blog RD - B Side, quando ele chama o filme de "um episódio de Tales from the Crypt alongado". Não por acaso, o roteiro chupa vários elementos de uma interessante HQ publicada na extinta revista Cripta do Terror (de onde saíram o demônio chamado lâmia, a figura do médium, o namorado incrédulo e até a cena final na estação de trem). Evocada pela maldição de uma velha cigana vingativa, a lâmia transforma num inferno a vida da protagonista, uma jovem e ambiciosa bancária. Certos momentos até lembram o Raimi do passado, como os jatos de vermes na boca da mocinha, o humor negro e os endiabrados movimentos de câmera. Por outro lado, há um excesso de computação gráfica e de sustos movidos pelo aumento da trilha sonora (o conhecido "susto TCHAAAM!"). Talvez tudo funcionasse melhor, mesmo, como um episódio de "Contos da Cripta", já que às vezes a narrativa acaba caindo na enrolação, e até mesmo o suposto "final-surpresa" perde a surpresa justamente pela demora em se revelar. Além disso, caramba!, eu realmente esperava mais do cara que fez "Evil Dead", e não apenas um terrorzinho censura livre. A cena do jantar com os sogros, por exemplo, tinha tudo para ser um festival de sangue e escatologia, mas nega fogo, como vários outros momentos do longa (a cena do exorcismo é outra que podia ser infernal, mas não é). Se esse é para ser o retorno de Raimi ao horror, prefiro que ele continue na série "Homem-Aranha". Certas crianças, como Sam, Wes Craven e também Tobe Hooper, parecem ter ficado deslumbradas demais com brinquedos eletrônicos, esquecendo de como era divertido quando tinham que construir seus próprios brinquedos...




SE BEBER, NÃO CASE (The Hangover, 2009, EUA. Dir: Todd Phillips)
Uma certa revista brasileira "especializada" em cinema disse que essa nova obra de Todd Phillips não pode ser chamada de "uma das melhores comédias do ano". Ora, às favas a tal revista: até segunda ordem, e até aparecer coisa melhor (o que eu duvido...), "Se Beber, Não Case" é, sim, uma das melhores comédias de 2009, se não a melhor. O filme começa com quatro amigos indo a Las Vegas para a despedida de solteiro de um deles. Mas após uma noite de bebedeira, onde acabam tomando "boa noite, Cinderela" acidentalmente, três deles acordam num destruído quarto de hotel, sem lembrar de nada do que aconteceu na madrugada. E, pior, sem saber que fim levou o quarto integrante da trupe, que é justamente o noivo! A partir de então, o filme segue a bizarra investigação do desmemoriado trio para saber o que aconteceu naquela noite (e também o que faz um tigre no banheiro do quarto e de quem é o bebê esquecido dentro do armário, entre outros enigmas). A situação não é exatamente nova, e já foi desperdiçada em outras comédias bem ruinzinhas ("Cara, Cadê Meu Carro?", alguém?). A diferença é que aqui a coisa funciona, e também é muito fácil se identificar com os "heróis" - quem nunca tomou um porre e descobriu só no dia seguinte, pelos amigos, o que foi que aprontou durante a bebedeira? Talvez o melhor do filme seja o trio de protagonistas interpretado por atores praticamente desconhecidos (fora Will Ferrell, Ben Stiller, Vince Vaughn e outros malas!). Um deles, o gorducho Zack Galifianakis, é simplesmente hilário: toda vez que ele abre a boca, é para soltar uma boa piada, tipo "Eu não sabia que distribuíram anéis no Holocausto". E o diretor Phillips dessa vez não se rendeu a piadas chulas, lições de moral ou ao politicamente correto, como fez nas suas outras comédias ("Caindo na Estrada" e "Dias Incríveis", por exemplo, tinham proposta interessante, mas resultado meia-boca). Assim, ao final, ninguém aprende nada nem se transforma num ser humano melhor, pelo contrário. E o filme ainda fecha com chave-de-ouro, exibindo uma colagem de absurdas fotografias tiradas pelos bebuns durante sua noite desmemoriada. Resumindo: um filme imperdível e talvez a única comédia realmente engraçada que eu vi em 2009.




INIMIGOS PÚBLICOS (Public Enemies, 2009, EUA. Dir: Michael Mann)
Michael Mann é um dos poucos cineastas contemporâneos que vale a pena acompanhar, e cujos trabalhos ficam entre o ótimo e o espetacular. Mas esse seu "Inimigos Públicos", mais uma versão romanceada das "aventuras" do famoso gângster John Dillinger, nega fogo e fica anos-luz distante dos clássicos de Mann, como "Fogo Contra Fogo". Isso porque o diretor parece distante do filme, e até falha em criar cenas emocionantes. Tirando aquela em que o Dillinger de Johnny Depp assiste a um filme de gângster no cinema com um sorriso nos lábios (já que sua vida é bem mais emocionante do que aquela que vê na tela), sobrou um filme bastante frio, nada didático (quem não souber um mínimo da vida de Dillinger vai ficar boiando) e historicamente incorreto, com várias liberdades poéticas. Na verdade, o filme é todo de Depp, e a câmera fica nele a maioria dos 140 minutos dessa história sobre bandidos não tão malvados e policiais não tão bonzinhos. Por causa disso, o "herói" - o agente do FBI interpretado por Christian Bale - acaba completamente apagado, num personagem superficial que parece não ter sentimentos ou vida pessoal. O que, vale ressaltar, é uma constante na carreira recente de Bale, igualmente apagado/sem-identidade como Batman e como John Connor no quarto "Terminator". O mesmo acontece com os capangas de Dillinger, como Baby Face Nelson: apresentados o tempo todo como meros coadjuvantes do "dono do show", estes personagens são tão pouco desenvolvidos, sem ganhar características próprias, que fica até difícil diferenciá-los e reconhecê-los ao longo da trama (eu mesmo só fui descobrir que Stephen Dorff interpretou Homer Van Meter pelo IMDB!). Felizmente, quem comanda o espetáculo é Michael Mann. As primorosas cenas de tiroteio, em que o diretor não poupa o espectador de ver o estrago que faziam aquelas metralhadores dos anos 30, coloca "Inimigos Públicos" um pouco acima da média, embora não compense os seus pontos fracos. Vale por algumas ótimas cenas, como os assaltos a banco, a fuga de Dillinger da prisão e sua visita ao escritório da "Força-Tarefa Dillinger", que comprovam porque Mann é um dos melhores cineastas da atualidade. Mas é pouco, em comparação à obra pregressa do cineasta e principalmente se colocado lado a lado com filmes de gângster "das antigas", como "Os Intocáveis" ou "Uma Rajada de Balas".




EU TE AMO, CARA (I Love You, Man, 2009, EUA. Dir: John Hamburg)
É melhor do que parece essa sensível comédia para adultos, que miraculosamente fica longe do terreno da escatologia e das piadas sexuais. Paul Rudd interpreta Peter, um apaixonado corretor de imóveis que pede a namorada Zooey em casamento. Surge um problema: Peter é aquele tipo sensível e meio metrossexual, que só tem amigas mulheres e não costuma fazer "programas de meninos", tipo bebedeiras ou jogos de pôquer. Assim, quem é que ele vai convidar para ser padrinho no seu casamento? A busca desesperada do protagonista por amizades masculinas rende algumas das melhores piadas do longa (já que a amizade "forçada" de Peter acaba soando como uma aproximação homossexual). Finalmente, sem querer, ele topa com Sidney (Jason Segel, do divertido "Ressaca de Amor", resenhado aqui), um bonachão "adultescente" que acaba ensinando ao noivo os benefícios da amizade masculina. Esse é o tipo de roteiro que certamente viraria bobagem nas mãos de alguém como Adam Sandler. Mas com Rudd e Segel o resultado não apenas é divertido, mas também agradável de ver: os personagens e a relação entre eles nunca parece forçada ou caricatural, nem o filme apela para piadas forçadas ou gratuitas (mesmo as várias situações envolvendo gays fogem do terreno do ofensivo). Talvez o único defeito de "Eu Te Amo, Cara" seja o fato de a história ser esticada mais do que o necessário, uma praga das comédias modernas. Afinal, essa é a típica "comédia de uma piada só", e a dita cuja não precisava ser tão longa. Pequeno defeito que é facilmente perdoado graças à ótima caracterização de Paul Rudd (hilário nas suas tentativas frustradas de parecer descolado e "cool", inventando expressões esdrúxulas que as legendas em português não conseguem acompanhar). Vale também pela divertida participação de Lou Ferrigno interpretando ele mesmo. Entre "Quase Irmãos", "Brüno" e esse, nem pense duas vezes entre qual escolher.




HALLOWEEN 2 (idem, 2009, EUA. Dir: Rob Zombie)
Eu pensei que nada poderia ser pior do que aquela aberração que foi o remake do "Halloween", dirigido pelo metaleiro e projeto de cineasta Rob Zombie em 2007. Mas eis que o próprio Zombie se supera e lança "Halloween 2", um filme tão ruim que quase torna o anterior assistível (ênfase no "quase"). Para não me alongar demais, vou deixar aqui a receita para fazer uma bomba: primeiro, escreva um roteiro que não tenha absolutamente NADA para dizer ou acrescentar ao remake original (que já era ruim), e que não se preocupe em explicar como é que o seu vilão assassino sobreviveu a um tiro à queima-roupa na cabeça no final do anterior (ou como o dr. Loomis ainda tem os olhos se eles foram esmagados no mesmo final do filme anterior). Aí adicione uma boa dose de desrespeito aos personagens originais, transformando Laurie Strode em uma metaleira chata e enfeiada, e o dr. Loomis num mercenário arrogante que só pensa em fama e dinheiro, e se recusa a acreditar num possível retorno de Michael Myers (o completo oposto do dr. Loomis imortalizado por Donald Pleasence na série original). Depois, crie uma ótima cena inicial de 20 minutos que resume o "Halloween 2" de 1981 (o ataque de Michael ao hospital onde Laurie está internada), mas logo revele que aquilo é apenas um pesadelo da protagonista (isso mesmo, uma cena inteira de 20 minutos NÃO aconteceu, e aquilo, por incrível que pareça, é a melhor coisa do filme!). Ah, não esqueça da câmera epilética nas cenas de morte (que devem ter a crueldade quintuplicada, com múltiplas facadas na cabeça e coisas do gênero), e nem do metal pesado na trilha. Pronto, você já tem uma bomba daquelas, prontinha para explodir nos cinemas. Mas, já que é pra avacalhar mesmo, não esqueça de colocar a sua esposa, cuja personagem morreu na Parte 1, para aparecer o tempo inteiro como fantasminha, acompanhada de um inacreditável cavalo branco!!!! O resultado dessa mistura indigesta é esse tal de "Halloween 2", mais uma prova de que Rob Zombie é um dos maiores blefes da "nova geração do horror" (ah, como eu queria ver a cara daqueles que o saudaram como gênio após "Rejeitados pelo Diabo"...). Pelo jeito, Zombie anda precisando demais de dinheiro, já que garganteou que odiava remakes, mas "defecou" o "Halloween" de 2007 (e agora quer refilmar também "A Bolha Assassina"); depois disse que nunca faria uma seqüência das aventuras de Michael Myers, mas voltou correndo para filmar essa nova bomba. Felizes devem estar os diretores das continuações fraquinhas da série original, tipo "Halloween 5", pois elas parecem Shakespeare depois dessa esculhambação que o Zombie fez com o personagem!




UMA MÃE PARA MEU BEBÊ (Baby Mama, 2008, EUA. Dir: Michael McCullers)
Outra suposta comédia para adultos que, como "Quase Irmãos", tem idéia boa, mas execução meio-pau. Uma mulher independente (Tina Fey), que exerce cargo de chefia e não tem tempo para relacionamentos, sonha com um bebê, mas é infértil. Ela resolve, então, contratar uma "barriga de aluguel" para carregar seu óvulo fecundado. O problema é que a barriga pertence a uma garota desmiolada e desbocada (Amy Poehler), que acaba se mudando para a sua casa após brigar com o namorado. O filme até começa bem, e achei que a coisa seria interessante justamente por retratar com bom humor o universo feminino e da maternidade. Mas logo tudo descamba para a tradicional "dupla que se odeia, mas aprende a se gostar", e no terceiro ato ainda vira comédia romântica, quando a personagem de Tina conhece Greg Kinnear (completamente sem graça e sobrando no filme). A verdade é que são bem poucos os momentos divertidos, e quem espera alguma piada mais forte e bagaceira, estilo Judd Apatow, vai fica decepcionado, porque o filme é praticamente inofensivo - perdendo de feio, por exemplo, para "Ligeiramente Grávidos", de Apatow e cia. Além disso, a personagem de Amy é insuportável, mas sem a menor graça. Quem rouba o show é Steve Martin (não-creditado), como o patrão "zen" de Tina. O resto, por mais que divirta durante 1h30min, desaparece da mente em poucas horas, e fica muito aquém do que poderia ser feito com o mesmo argumento.

39 comentários:

Leandro Caraça disse...

Não gostei do novo Justiceiro. Sou mais o primeirão.

Já viu o SEGURANDO AS PONTAS ?

Fui rever o SE BEBER,NÃO CASE nos ciemas e reparei numa coisa. Na versão que havia baixado, o chinês quando sai do porta-malas está sem a cueca !!!

Felipe, onde vc arrumou o THE OFFSPRING ?

Felipe M. Guerra disse...

Vi Segurando as Pontas no começo do ano, mas achei o Se Beber Não Case mais engraçado (e tecnicamente o Segurando... é de 2008, então eu diria que certamente foi a melhor comédia de 2008, hehehehe).

Realmente, a versão do Se Beber Não Case que passou nos cinemas brasileiros foi meio "maquiada" para garantir censura 14 anos. Além da cueca digital no japonês, eles também embaçaram uma das fotos no final, que mostrava uma cena de sexo oral.

Ah, e o Offspring eu vi no Fantaspoa desse ano.

João Pires disse...

Gostei muito do "Se Beber Não Case", embora comédia não seja o meu gênero favorito. Também acho que "Inimigos Públicos", se tivesse um roteiro mais trabalhado seria "o" filme de gangster, já que a trilha sonora foi ótima, as boas cenas de ação, e Depp, como sempre arrasando. "Arraste-me Para O Inferno" gostei muito, e nem é pq é do Raimi, pq nem curto estes "Homens Aranhas" da vida...

Leandro Caraça disse...

Hã, Sr. Guerra, me explica uma coisa. A primeira versão onde o Loomis morre não tinha sido rejeitada ? A oficial não a segunda (ou terceira) versão ? Agora pra poder continuar, o Rob Zombie resolveu que a que vale é o workprint ?

Felipe M. Guerra disse...

Vejamos: o Loomis morre no final da Versão de Cinema e sobrevive no final da Workprint (aquela em que Michael é fuzilado pela polícia como "herói incompreendido" que era) e também da Director's Cut, já que, após ser atacado por Michael, ele aparece se contorcendo no chão e ainda tenta segurar as pernas do assassino.

O problema é que nas duas versões em que Loomis é atacado por Michael (tanto a de Cinema, em que ele morre, quanto a Director's Cut, em que ele sobrevive) vê-se claramente que o sujeito tem os olhos perfurados pelo assassino. Logo, sobreviver tudo bem, mas nada explica a milagrosa recuperação dos ferimentos.

(Eu sei que o Loomis original sobreviveu a uma explosão no final da Parte 2 e reapareceu na Parte 4 com umas míseras cicatrizes de queimaduras no rosto, mas...)

Alexandre disse...

Felipe tava inspirado hein rsrs .

Vamos lá e em pouquissimas palavras.

Justiceiro: Não gostei. 5,5

Quase Irmãoes: Sem graça. 3

Bruno: Piada repetida mais ainda engraçada. 7

Arraste-me: melhor seria como curta . 7,5

Se Beber Não Case: F.O.D.A. 9

Inimigos Públicos: e Johnny Depp continua o mesmo. 7

Eu te Amo Cara: "menos pior" que Quase Irmãos. 4

Halloween 2: ainda não vi :(

Um colaborador do meu blog falou sobre o Bruno no meu ultimo post... o cara adorou o filme. Legal como um filme que pra uns é uma porcaria, pra outros é um jóia.

artur disse...

bem nã o vi nenhum, mas depois de ler isso:" e agora quer refilmar também "A Bolha Assassina" " se esse Rob Zombie está estragando os filmes do Carpenter, imagine o que ele fara com esse clássico do CINEMA EM CASA,só fslta ele querer refilmae CHIRISTINE (NUNCA !!!) se BRUNO for igual a BORAT deve ser legal INIMIGOS PÚBLICOS ainda quero ver, mas também vou procurar a versão de JOHN MILLIUS da vida de DILLINGER

Allan Verissimo disse...

A entrevista que Cohen faz com alguns pais que concordam com qualquer coisa para que suas crianças estejam diante de uma câmera, para mim, é a melhor cena do filme, e chega a lembrar as barbaridades chocantes que os entrevistados de BORAT diziam. Pena que o resto do filme é mero choque barato.

ARRASTA-ME PARA O INFERNO teria funcionado melhor em um filme de terror dividido em histórias.

E gostei muito de SE BEBER, NÃO CASE e INIMIGOS PÚBLICOS. Quem diria, Deep, que é um ótimo ator, está mais contido nesse filme, sem os seus divertidos maneirismos. Foi uma boa escolha.

Gênesis C. da Cruz disse...

Para mim o Arrasta-me para o Inferno funcionou que é uma beleza, deu até para perdoar os CGI's da vida! E entrar no cinema e sentir um gostinho de Evil Dead que for, já é uma delícia.

Acho que vc que tá ficando velho, gaúcho! ha ha ha ha

je_luca276thebest disse...

Eu achei esse filme do Justiceiro bem legal. Porém achei os vilões muito caricatos e bobos, principalmente o irmão maluco do Retalho. E quem vocês acham melhor como Justiceiro: Thomas Jane ou Ray Stevenson? Para mim, é empate técnico entre os dois.

Felipe M. Guerra disse...

Eu prefiro Ray Stevenson, toda vida... Achei o Thomas Jane muito franzino e muito "bonachão" para o papel, sempre com um sorrisinho na cara, tentando fazer o tipo bonzinho. Pra mim, o Stevenson é o mais perto do Justiceiro que o cinema já conseguiu chegar, especialmente dessa fase atual dos gibis.

Fotograma Digital disse...

A única coisa que eu gostei nesse filme do Justiceiro foi a caracterização do Mr. Castle, logo meu voto vai pro Stevenson.

Allan Veríssimo disse...

A melhor coisa do JUSTICEIRO de 2004 era a FANTÁSTICA luta do Justiceiro contra o Russo e os vinte minutos finais quando ele ataca a base do vilão.

Vagno Fernandes disse...

Pra mim o primeiro Justiceiro é o melhor, tanto em números de mortes, como em canastrice e por isso mesmo é insuperável. Aliás tem uma lista na net,com o ranking hehe, dos maiores matadores do cinema em que o vencedor é justamente o sueco Dolph Lundgren. Só nesse Justiceiro que ele fez, ele detona 189 bandidos!!! Schwarzenegger fica em segundo, Bruce Willis nem entra no Top 5, ahaha. Podem conferir.

Felipe M. Guerra disse...

Sim, no primeiro Justiceiro o Lundgren matava uns 50 só ao descarregar sua metralhadora num grupo de samurais que estava ajoelhado meditando (os caras nem perceberam o caminhão que atropelou eles!).

Mas achei o Frank Castle desse terceiro filme o mais violento e sanguinário dos três. Bem ao estilo dos quadrinhos, percebe-se que ele gosta do que faz e ADORA inflingir dor à bandidada.

Vagno Fernandes disse...

PQP, Guerra, você respondendo um comentário meu é uma honra! Sou seu fã. Quanto ao novo Castle, isso é verdade, o cara realmente veste a camisa do Justiceiro. Guerra, tem dois filmes que acho que você nunca comentou, e gostaria muito que você falasse sobre eles: Los Angeles - Cidade Proibida, de 97, e Trovão Tropical de 2008.

Allan Verissimo disse...

Ei, Vagno, o Felipe chegou a comentar sobre TROVÃO TROPICAL nos comentários de FORÇA INVASORA.

Vagno Fernandes disse...

Ô Allan valeu pelo help, deixei passar essa.

Alexandre disse...

Totalmente off ao seu post:

Indiquei vc para receber um selo de qualidade pelo seu trabalho no blog ... passa lá no meu e retire seu presente rsrs

Felipe M. Guerra disse...

VAGNO - Que negócio é esse de honra, rapaz? Aqui somos todos como amigos sentados num boteco e tomando cerveja! hehehe. Do Trovão Tropical já comentei, conforme lembrado pelo Allan, e o LA - Cidade Proibida eu tenho que rever, mas gostei muito quando vi no cinema.

ALEXANDRE - Valeu pela distinção e sucesso ao blog Fotograma Digital!

Allan Verissimo disse...

>cuja personagem morreu na Parte 1, para aparecer o tempo inteiro como fantasminha, acompanhada de um inacreditável cavalo branco!!!!

Depois dessa ninguém mais vai falar mal da seita druida da parte 6.

Matheus Ferraz disse...

E eu me retrato aqui como um ex-fã de Rob Zombie que percebeu que o cara não faz a menor idéia do que tá faznedo. 20 minutos de pesadelo? É muito tempo para se jogar fora! Quando viu essa cena, você chegou a pensar que o Rob tinha salvação?

Inimigos Públicos pra mim é o filme do ano, pelo menos até ver Bastardos Ingórios e Avatar.

À propósito, já viu Heróis de Guerra (The Last Drop)? Foi feito alguns anos atrás, mas funcionaria como uma versão Asylum do Bastardos.

Felipe M. Guerra disse...

Por mais estúpido que possa parecer, esse pesadelo de 20 minutos no início de Halloween 2 é mesmo a melhor coisa do filme. E sim, eu comecei a pensar que talvez o Zombie tivesse corrigido as bobagens do primeiro filme (o remake) e esquecido a sua obsessão por cabeludos, escuridão, sujeira e caipiras desbocados.

Nessa cena, Laurie, Annie e o dr. Loomis são levados ao hospital, e a sutura dos ferimentos é mostrada nos mínimos detalhes (com direito a unhas arrancadas). Parece vídeo de aula de medicina. Aí Michael aparece, mata todos os médicos e enfermeiras (uma delas é desfigurada a golpes de facão na cabeça, estilo "Irreversível"), e faz Laurie fugir mancando pela noite de Haddonfield.

Descontando a brutalidade excessiva da coisa (PRECISA tanta violência ou é só para disfarçar a falta de roteiro?), essa cena inicial consegue até ter certo suspense e tensão.

Finalmente, Michael alcança a irmã e a mata... e aí Laurie acorda, quando ficamos sabendo que os 20 minutos NÃO aconteceram e fomos feitos de palhaços, e aí tudo aquilo que é típico no cinema Zombiniano (cabeludos, sujeira, caipiras desbocados, metaleiros...) começa a dar as caras. Com um roteiro inexistente, vale ressaltar.

Desconfio seriamente que outra pessoa dirigiu o prólogo e o Zombie entrou na parada só depois disso...

Allan Verissimo disse...

Só falta Zombie querer refilmar HALLOWEEN 3. Os capangas do Cochran seriam cabeludos, com certeza...

Allan Verissimo disse...

>Doug Hutchinson (o Tooms do seriado "Arquivo X").

E também foi o guarda Percy de À ESPERA DE UM MILAGRE.

Vagno Fernandes disse...

Esse negócio de ramakes, prequels, prelúdios, restarts, reboots já bateu. Não aguento mais. Concordo que alguns filmes, (muito poucos) até podem ter uma refilmagem, mas em sua maioria não passam de perda de tempo e energia. Antigamente eu ia muito ao cinema, agora esses filmes novos, só vejo em DVD, e ainda procuro saber antes se é bom mesmo, aqui no Blog, pra não gastar dinheiro a toa, ahahaha.

J. Luca disse...

Concordo plenamente contigo Vagno: chega de remakes e genéricos;falta criatividade, principalmente em se tratando de filme de terror. Eu fiquei sabendo que eles vão refilmar Suspiria!! Pô, um filmaço desses não merece ser refilmado. Não há nada a acrescentar, além de dinheiro para o bolso dos produtores. Desculpem o meu jeito aqui, mas eu acho que a minha opinião não é algo isolado (vide o comentário do nosso amigo Vagno).

Felipe M. Guerra disse...

E eu concordo plenamente com essa opinião. Se fosse um remake para cada 10 filmes originais, tudo bem. Mas ultimamente parece que é o contrário. Esse ano, dos lançamentos de filme de horror nos cinemas brasileiros, quase tudo é refilmagem (Sexta-feira 13, Dia dos Namorados Macabro 3D, Halloween...) ou continuação (vem aí o Jogos Mortais 6...).

E cadê as produções originais? Martyrs e Dead Snow, dois filmes europeus muito legais, continuam inéditos por aqui e sem qualquer notícia de lançamento.

Vagno Fernandes disse...

O espaço para comentários, quase que virou um epaço para desabafo, ahahahaha. Mas é que a situação é mesmo revoltante. Há uma listinha macabra no (mau sentido) de filmes a sair logo mais. Citaram lá em cima o Suspiria, A Bolha vai voltar pelas mãos do próprio Zombie, O Bebê de Rosemarie, Alien vai ganhar um prelúdio. Até o Exorcista estava em pauta, mas parece que os produtores desistiram da idéia (graças a Odin ou ao Pazuzu, sei lá).
E esse Lobisomem, alguém aposta nele? Gostei do trailer.

J. Luca disse...

Eu acho que o Lobisomem pode até ser bacana; o trailer é bom e o elenco também.
Eu fiquei sabendo que o remake d'O Bebê de Rosemary foi cancelado; só não me lembro em que site eu li isso...

Felipe M. Guerra disse...

Já está em filmagens o remake do Plan 9 From Outer Space, para vocês terem uma idéia de como a coisa está ficando ridícula...

Allan Verissimo disse...

Sinceramente, acho que O LOBISOMEM de 1941 envelheceu mal, e por isso acho que talvez o remake tem chances de ser legalzinho.

Kurt Breichen disse...

Calma aí... Essa história do "Plan 9" é piada, certo? Certo?

Se tem um remake que me parece ter chances de prestar é do "Lobisomem". O roteiro original de Andrew Kevin Walker, pelo menos, era muito bom, o original tem 60 anos e lá vai pau e o texto fazia mais ou menos como o "Thing" do Carpenter ou "A Mosca" do Cronenberg, ele era "remake" só no sentido que pegava algumas idéias básicas do original, mas fazia uma história bem diferente em cima - parecia o tipo de remake que faz sentido. Mas reescreveram o roteiro (radicalmente, tenho a impressão), mudaram o diretor... já está parecendo que a coisa vai esculhambar.

E o remake do "Suspiria"... rapaz, acho que não sai, não. Desde 2002 ou 2003, se não me engano, que rola essa conversa e o filme não sai do papel.

Thales disse...

Argento jurou com todas as forças que iria fazer o possivel para atrapalhar e impedir esse remake do Suspiria.

Felipe M. Guerra disse...

Infelizmente não é piada:

http://www.youtube.com/watch?v=eJh-gdpJxJo

Esse é o teaser trailer do remake do Plan 9, e podem ver que parece não ter absolutamente nada em comum com o filme do Wood.

Allan Verissimo disse...

E ainda mativeram os dialogos pavorosos do Criswell. Meu deus.

Kurt Breichen disse...

HAHAHAHAHAHA... Isso é tão retardado que não dá nem pra se irritar. Allan, os diálogos do Criswell são a única coisa que eu achei divertidas no trailer. O resto parece um ripoff vagabundo do remake de Dawn of the Dead. Toda vez que eu penso que é impossível alguém ter uma idéia mais retardada que o Psicose a cores, surge alguém para provar que eu estou errado (o remake de Suspiria) e outro para mostrar que o fundo do poço não é o limite (esta nova pérola).

Matheus Ferraz disse...

Outro dia tive um pesadelo em que os gringos estavam refilmando os filmes do Zé do Caixão.

Na verdade, O Lobisomem original é o meu filme preferido no gênero, ao lado de A Companhia dos Lobos. Mesmo assim estou apostando no remake.

E pelo amor de Deus, o zumbis do Ed Wood não comiam carne humana!!!

Allan Verissimo disse...

Mas nesse trailer eu não vi nenhum disco voador...