sábado, 28 de fevereiro de 2009

O dia em que QUASE conheci John Landis


Essa viagem que fiz para a Europa em janeiro foi uma viagem de "quases". Eu quase peguei o Fantasporto, famoso Festival de Cinema Fantástico na cidade portuguesa de Porto (passei por lá exatamente um mês antes do início do evento!). Eu quase dei de cara com o Jaume Balagueró e o Paco Plaza filmando as últimas cenas de "REC 2" em Barcelona (descobri tarde demais onde ficava o prédio usado para as filmagens, mas esta história eu conto numa próxima postagem). E eu quase, mas quase mesmo, conheci pessoalmente um dos meus ídolos, John Landis.

Para explicar a importância que este senhor barbudo e bonachão de 59 anos teve na minha vida, comecemos do princípio: meu interesse pelo cinema fantástico e de horror se deve a um dos seus clássicos, "Um Lobisomem Americano em Londres" (1981). Até ver esta perfeita mistura de horror, comédia, efeitos especiais e sangue na telinha do SBT, eu, então lá pelos meus 10 anos de idade, odiava (leia-se "morria de medo") filmes de terror. Com "Um Lobisomem Americano em Londres", Landis despertou o monstro que havia em mim - mais ou menos como o lobisomem que "saía de dentro" do David Naughton no filme.

E mesmo que esteja meio sumido há alguns anos (este ano teremos seu retorno com a comédia de humor negro "Burke and Hare", atualmente em pré-produção), Landis já imortalizou seu nome entre os grandes do mundo do cinema com clássicos do calibre de "Os Irmãos Cara-de-Pau" e "O Clube dos Cafajestes", e até pérolas da cultura pop como o imortal videoclip "Thriller", do Michael Jackson (sim, aquele em que o cantor dança com zumbis).

Mas vamos aos fatos: eu estava em Paris com meu irmão Goti e consegui, por acaso, um folder com a programação da Cinemateca Francesa (La Cinèmathèque Française, para os parisienses). Primeiro, fiquei louco ao descobrir que lá estava sendo realizada uma exposição sobre a vida e carreira do cineasta francês Georges Meliès (um dos pioneiros dos efeitos especiais, ainda nos tempos do cinema mudo). A exposição tinha cenários, figurinos, desenhos, câmeras, filmes... enfim, mais de 700 itens relacionados ao trabalho de Meliès, além de promover palestras e seminários sobre sua obra.

Depois, descobri que a Cinemateca tem um famoso museu sobre a história do cinema mundial, onde é possível ver peças famosas de grandes clássicos, como as engrenagens que sugam Charles Chaplin em "Tempos Modernos", a sedutora robô de "Metrópolis", de Fritz Land, e pôsteres de filmes da época.

E então veio o golpe de misericórdia: analisando a programação de filmes da Cinemateca, descobri que, entre retrospectivas dos trabalhos de Dennis Hopper, Freddie Francis e Michael Mann, e de uma exibição de "Luca, O Contrabandista", de Lucio Fulci (!!!), estava para começar um ciclo com todos os trabalhos de John Landis. E estava lá, em destaque, na programação, no dia 28 de janeiro: "Overture de la rétrospective John Landis: 'Inocent Blood', en présence du réalisateur".

Acho que nem preciso dizer que esta última frase significa "com a presença do realizador", não é mesmo?

Surtei. A exibição seria na noite do dia 28, uma quarta-feira. Então era segunda-feira, dia 26, e eu sabia que meu irmão já tinha comprado a passagem de trem para a Suíça, nosso próximo destino. Porra, para quando é que aquele desgraçado teria comprado a passagem, dia 28 ou 29?

Seguiu-se um diálogo mais ou menos assim:

- Goti, quando a gente vai pra Suíça?
- Deixa eu ver aqui... (Mentalmente, Felipe fica repetindo: "Dia 29, dia 29, dia 29!!!") Vamos no dia 28. De manhã.
- Dia 28? (Furioso) Por que não vamos dia 29?
- Mas já vimos tudo aqui em Paris, quer ficar aqui fazendo o quê?
- Tá, mas não dá para ir dia 29?
- Não dá, já comprei as passagens e a reserva do hotel aqui em Paris é só até dia 28. Por quê?
- Goti, tem certeza que não podemos ir dia 29?
- Não. Mas tu quer o quê afinal?
- (Resignado) Nada, nada...


E assim, por umas meras 12 horas de desencontro, eu não consegui conhecer pessoalmente o John Landis. Mesmo que fosse para vê-lo bem de longe, ou de relance - ainda assim eu estaria dividindo o mesmo ambiente com ele (para vocês terem uma idéia, este imenso prédio aí embaixo...).


Talvez eu devesse ter estrangulado meu irmão, rasgado as passagens já compradas para a Suíça e dito: "Nós vamos ficar aqui de qualquer jeito porque eu quero conhecer o John Landis! Essa é uma oportunidade única e não vai ser a tua mania de programar tudo com antecedência que vai me deter!".

Por outro lado, tive que reconhecer a paciência e a organização de meu pobre irmão caçula, que realmente programou tudo com perfeição e ia atrás destes detalhes burocráticos da viagem, como datas e horários de trens e aviões, enquanto eu ficava enchendo a cara e procurando DVDs baratos. Sim, eu devia isso a ele. Não podia esbofeteá-lo nem estrangulá-lo. Além disso, a culpa não era dele, mas sim da Cinemateca Francesa. Não podiam ter marcado o início da retrospectiva antes, tipo para a segunda-feira?

Já conformado em ter perdido o encontro com Landis, aumentei minha dor quando conferi o restante da programação: a retrospectiva do trabalho do cineasta se estenderia durante todo o mês de fevereiro, até 1º de março, com exibições de praticamente todas as obras do cineasta, das mais famosas às mais obscuras, como "The Kentucky Fried Movie" (que na França, estranhamente, foi rebatizado "Cheeseburger Film Sandwich"!!!) e até "Schlock", seu primeiro filme. De todo jeito, o homem em carne, osso e barba só estaria presente no dia 28.

E lembro que fiquei imaginando quando, aqui no Brasil, teríamos uma programação desse nível: uma retrospectiva da obra de um famoso cineasta, internacional ou brasileiro mesmo, com a exibição de todos os seus filmes e a presença do próprio fulano comentando seus trabalhos de antes e de agora.

No ano passado, participei da sessão de pré-estréia de "Encarnação do Demônio" em Porto Alegre, com a presença do Zé do Caixão em pessoa, mas não era a mesma coisa (alguém já promoveu uma retrospectiva completa e comentada da obra de Mojica, incluindo seus pornôs e filmes mais obscuros?). Assim, morri de inveja dos parisienses, das suas retrospectivas maravilhosamente completas e de sua maldita Cinemateca Francesa!

Para terminar este triste relato, na terça-feira, 27 de janeiro, antes da partida para a Suíça, fui tentar afogar minhas mágoas com uma visita à Cinemateca, onde pretendia pelo menos ver a exposição do Meliès e o museu com as relíquias de uma época de ouro do cinema.

E foi quando percebi que estou mesmo precisando me benzer: justamente naquele dia, o meu último dia livre em Paris, toda a estrutura da Cinemateca estaria fechada para preparar o início da Retrospectiva John Landis!!!

32 comentários:

Allan Verissimo disse...

Até o momento,eu só vi três filmes de John Landis:os filmaços "OS IRMÃOS CARA DE PAU" e "TROCANDO AS BOLAS" e o péssimo "OS IRMÃOS CARA DE PAU 2000".Ainda não vi "UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES", infelizmente,só aquela porcaria de "UM LOBISOMEM AMERICANO EM PARIS"(é esse o nome mesmo?).

"Depois, descobri que a Cinemateca tem um famoso museu sobre a história do cinema mundial, onde é possível ver peças famosas de grandes clássicos, como as engrenagens que sugam Charles Chaplin em "Tempos Modernos", a sedutora robô de "Metrópolis", de Fritz Land, e pôsteres de filmes da época."

Você deve estar brincando?E o senhor não conseguiu ver essas reliquias de "TEMPOS MODERNOS" e "METROPOLIS" que são dois filmaços e verdadeiros classicos do cinema?Nem mesmo uma foto?
Se fosse eu,eu me matava!

Que país horrivel em que vivemos...

Ibertson Medeiros disse...

País de primeiro mundo é outra coisa. Isso nunca que teria acontecido no Brasil. E que azar, hein? Mas da próxima vez que for, programe-se bem direitinho para pegar algum festival que estiver acontecendo.

Leandro Caraça disse...

Só para informar, na última semana de janeiro ocorreu na Espanha o primeiro "Festival Internacional del Cine Clásico de Granada", com presença de Caroline Munro, Dario Argento, Pupi Avati e Eugenio Martin, entre outros. Vejam a programação e chorem por viverem num paísinho bunda : http://www.retroback.es/edicion09/programacion/

artur disse...

não sei se teria tanta paciênçia como você, principalmente se eu fosse na italia e tivesse um festival do tonino valleri ou do castellari,não me lembro o nome, mas passava um filme de lobisomem sempre na tela de sucessos, "OS IRMÃOS CARA-DE-PAU" eu assisti, bem legal.

Matheus Ferraz disse...

Felipe, desculpa fazer tantas postagens off topic (juro que esta é a última) mas eu queria sua opinião. Você acha que o Watchmen do Snyder vai ser mais ou menos horroroso que o Halloween do Rob Zombie?

Felipe M. Guerra disse...

Eu não estou esperando grandes coisas do Watchmen, pelo que vi nos trailers e pela experiência anterior do Snyder (sim, eu achei 300 um porre!). Mas tem que ser muito coió para fazer um filme horroroso como o Halloween do Rob Zombie, e não, isso não é perseguição ao Zombie.

Allan Verissimo disse...

O que o senhor não gostou em 300?Até que foi um filme razoavel,embora os personagens eu achei muito caricaturais.Só valeu pelas cenas de ação,mas é aquele filme que você só tem vontade de ver uma vez e só e acabou.
E quando é que o senhor vai ver o novo Hulk,o novo 007 e o novo Sexta-Feira 13?

Allan Verissimo disse...

Eu sei que o senhor gosta muito de METROPOLIS,e TEMPOS MODERNOS,o senhor gosta?
Até o momento,só vi os três filmes do Landis que eu já falei.Qual mais dele o senhor me recomendaria?

Matheus Ferraz disse...

Pergunto isso porque são "reinvenções" de obras clássicas, o que normalmente significa bomba. E eu sei que não é perseguição ao Zombie, porque eu admito que adorava a obra dele, fiquei até um pouco nervoso com seu artigo, mas segurei as pontas até baixar o filme, e era ruim mesmo. Já o Snyder, que é um cineasta mediócre e sem imaginação, além de ganhar o título de "visionário" (blerrrgh!) foi eleito pela Entertainment Weekly um dos 30 maiores diretores em atividade! Ao lado de Martin Scorcese, Spielberg e Tarantino!! E preferiram colocar ele que o Cronenberg, o Verhoeven e o Edgar Wright!!!

O pior é que um cara da faculdade disse que 300 foi o melhor filme de 2007!!!! E é uma faculdade de cinema!!!!! Pessoalmente, estou esperando uma bomba de Watchmen. Talvez não seja tão ruim quanto o Halloween, mas como diria certo crítico "é como dizer que facada na barriga não é tão ruim quanto tortura testicular".

Voltemos ao tópico, então.

Marcelo Milici disse...

"300" é ruim mesmo. Mas, ele fez o ótimo "Madrugada dos Mortos"....

Matheus Ferraz disse...

Madrugada é bom, Marcelo. Só que quando 300 foi lançado, no lugar de "Snyder fez um filme fraco, mas vamos perdoar" tivemos "Snyder é um gênio". Daí fica difícil de aguentar.

Felipe M. Guerra disse...

Também gosto do "Madrugada dos Mortos". O que não consigo entender é como um videoclipeiro que ninguém conhecia lança apenas um remake e um filme ruim baseado em quadrinhos (chupando, na estética, o "Sin City" do Robert Rodriguez), e de repente é considerado DIRETOR VISIONÁRIO, termo que, nos bons tempos, era usado para caracterizar gente como Ridley Scott e Stanley Kubrick! Estamos mal de visionários, pelo jeito...

Allan Verissimo disse...

Se for para analisar bem,pessoal,tinha gente bem melhor do que Snyder para dirigir Watchmen.E esse negocio de 300 ser o melhor filme de 2007 deve ter sido uma piada de mau gosto.E "TROPA DE ELITE"?"E ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ"?E "SANGUE NEGRO"?Esses sim é que foram os melhores de 2007 e houve uns dez filmes em 2007 bem melhores do que 300 que foi um filme apenas razoavel.
SPIRIT é tão ruim assim como falam?É o proprio Frank Miller que dirigiu o filme!

Leandro Caraça disse...

>e houve uns dez filmes em 2007 bem melhores do que 300 que foi um filme apenas razoavel.

Em 2007 houve uns 100 filmes ou mais melhores do que "300".

>SPIRIT é tão ruim assim como falam?É o proprio Frank Miller que dirigiu o filme!

Por isso mesmo.

Bruno C. Martino disse...

Vi o trailer do Spirit no cinema. Se não fosse o Spirit acho que eu nunca iria ver. Nem mostrava a trama direito, só a mulherada a fim do Spirit, puta treco chato.

E quanto aquele Spirit feito pra TV? Alguém já viu? Sempre passava no SBT. Deve ser melhor que o do Miller. :P

Leandro Caraça disse...

É um telefilme passável. Fraco, mas bem melhor do que a porcaria que o Miller fez.

João Pires Neto disse...

Não queria contrariar toda a elite, mas eu gostei do "300", e conheço mais uns 300 (dãã..) que gostaram. Mas fazer o que, se todo mundo pensasse igual ia ser chato pra kct.

Felipe M. Guerra disse...

Ora, um monte de gente gostou do "300", caso contrário o Snyder não estaria com essa moral toda que tem hoje...

Mas não foi o meu caso.

Allan Verissimo disse...

Mas afinal,senhor Guerra,o que foi que o senhor não gostou em 300?

Leandro Caraça disse...

Tirando os cenários virtuais feios, o excessivo uso de slow-motions, as péssimas cenas de ação, o plot da Rainha que só enche o saco e a viadagem geral que permeia o filme ?

João Pires Neto disse...

Leandro,

Os cenários são iguais aos quadrinhos,as cenas de ação tb são no "estilo" dos quadrinhos, a parte da rainha é desnecessária mesmo, de viadagem eu não entendo então não posso dizer nada...o filme pode até não ser bom e é lógico que o diretor não tem nada de visionário, mas tb não vamos escrachar tanto o filme. Chega a ser incoerente detonar o filme e exaltar outras tantas porcarias (eu tb faço isso, não estou falando exatamente de vc ou do Felipe) só pq são "undergrounds", obscuras ou de baixo orçamento...

Allan Verissimo disse...

A trama da Rainha realmente é o ponto mais fraco do filme,assim como o fato de que não dá para gostar de nenhum personagem do filme.

Matheus Ferraz disse...

Meu maior problema não é com o filme em si, mas com essa badalação em cima dele. O filme é chato, burro e redundante, mas dava pra assistir. Só que o que não falta é neguinho chamando ele de obra prima. O Snyder devia ter tido uma baixa na carreira e ir fazer produções menores... mas ao contrário, chamam o cara de gênio e dão o roteiro do Watchmen.

Quanto aos quadrinhos, não li (tenho muitas lacunas para preencher) mas, sinceramente, o fato de adaptar quadro a quadro não é garantia de gerar um bom filme. Às vezes é melhor um bom diretor que tenha boas idéias para renovar o material do que um zé mané que faça tudo igualzinho o original por medo de desagradar o autor.

Felipe M. Guerra disse...

Eu não gosto de 300 pelos mesmos motivos do Caraça, e mais alguns ainda: excesso de "estilismos", tipo a troca de câmera lenta para acelerada um milhão de vezes nas cenas de luta; personagens ridículos e mal-caracterizados e, principalmente, um ritmo pesado que nem uma bigorna. Quer dizer, quase não tem roteiro, o filme simplesmente vai pulando de uma batalha para outra, e todas são iguais (câmera lenta, câmera acelerada, sangue feito por computador jorrando). E os caras ainda por cima são invencíveis (até o final, claro). Acho que quadrinhos e cinema são duas mídias bem diferentes, você não pode pegar e adaptar uma graphic novel quadro a quadro, tipo neste caso do "300", porque fica bem esquisito. Sem contar que o quadrinho é caricatural, exagerado, e tentar fazer isso num filme levado a sério (o que "Sin City", por exemplo, não é) acaba sendo um tiro no pé.

João Pires Neto disse...

Ok,entendi, vcs não gostaram de "300". Mas Felipe, tiro no pé mas vc mesmo diz que o Snider é considerado um gênio (não por nós mortais) e ganhou o roteiro do Watchmen, enfim, o cara se deu muito bem...

Mas voltando ao Watchmen, tenho a impressão que não vou curtir muito, nunca li os quadrinhos, mas todo mundo diz que é complexo, cheio de "segundas intenções"...quais eu não sei se serão compreendidas por quem nunca leu a hq, como eu.

Falando em adaptação de quadrinhos, vou confessar mais uma coisa que vai acabar com o resto da minha dignidade: assisti Batman - O Cavaleiro das Trevas novamente, e só confirmei o que já tinha acontecido da primeira vez: não consigo ver nada demais nesta adaptação do Nolan (tirando o Coringa, óbvio)...por favor, sem ofensas...kkkk

Allan Verissimo disse...

Os dois BATMAN de Tim Burton também pegaram o mesmo tom de fantasia e absurdo dos quadrinhos,e mesmo assim,são dois filmaços.

>não consigo ver nada demais nesta adaptação do Nolan (tirando o Coringa, óbvio)...

Seu herege!Estou brincando,é claro,respeito a sua opinião,João,mas continuo achando BATMAN-O CAVALEIRO DAS TREVAS o melhor filme de 2008.

Leandro Caraça disse...

>Os cenários são iguais aos quadrinhos

Não são. Os cenários virtuais são feios e irreais. São falsos quando deviam passar a impressão de realidade. É um videogame de duas horas de duração. Em nenhum momento eu tive a impressão de haver mais do que 10 ou 20 espartanos em cena.

>as cenas de ação tb são no "estilo" dos quadrinhos,

Não. São mal coreografadas, chatas e cheeeeeiiiiiaaaaassss de sloooow-moooootttttiiiiiooooonnnnnn. "300" não passa de teatrinho filmado em frente a uma tela azul. Alguém tem que avisar o Snyder (além do Frank Miller) que cinema é bem mais do que isso.

João Pires Neto disse...

Leandro

-teatrinho filmado em frente a uma tela azul...
..pelas fotos que vi são verde, mas tudo bem. Agora, qual a obrigatoriedade do cenário passar a impressão de realidade se não era essa a proposta do filme?
Agora pode falar que o filme é ruim, mas o cenário e o timming das cenas de ação são iguais a dos quadrinhos, não há como negar... é pegar o gibi e comparar com o filme. Olha só, não digo que o filme é genial ou que o diretor é visionário (até pq se ele copiou quadro a quadro, ele não "visionou" nada)...mas colocamos um ponto final aqui.
Vamos ver Watchmen e ver o que sai desse mato...

Romulo Stantz disse...

Entendo sua tristeza, afinal, ele dirigiu o MELHOR DE TODOS: Os Irmãos Cara de Pau (prefiro Blues Brothers mesmo...)

sitedecinema disse...

Eu fazia intercâmbio no sul da California em 1986 quando fui ver um filme num shopping com 13 salas (muito antes de existir algo assim em Porto Alegre)-acho q era WATERLAND, um longa belo mas chato com o Ethan Hawke e o Jeremy Irons, quando o Landis saiu de uma das salas com dois amigos.
Naquela época rolavam muitos papos q ele poderia passar o fim dos dias dele no 'xilindró', devido à morte do veterano Vic Morrow nas filmagens de TWILIGHT ZONE-O FILME

Pintim disse...

Putz, cara eu tambem sou meio sem sorte com essas coisas. Quando morava nos States, em Los Angeles, encontrei com o Dick Dirk (o professor de boquetes de Old School) numa boate, com o Ken de Street Fighter - O Filme (irreconhecivel - gordo e mais moreno) e o Alec Baldwin (um dia depois de ganhar o Globo de Ouro por 30 Rock), ambos no Burger King que trabalhava no Aeroporto. No caso do Baldwin, descolei um autografo (grandes bostas) e ele comeu um um cheeseburger feito com minhas proprias maos (devia ter cuspido no burger... ele nao parece ser um cara muito simpatico). Em todos os casos nao tinha uma camera pra tirar uma fotinha... No caso do Ken, eu tinha, mas nao reconheci o cara de primeira...

Jah no aeroporto de Miami esbarrei (literalmente) com o Dan Aykroyd, mas mais uma vez nao tinha uma camera comigo... Oh well...

Ateh o unico filme que esbarrei nas filmagens (que era no LAX onde eu trampava - 5 meses em LA e soh esbarrei com uma locacao de filme!!!) foi do desconhecido "Final Approach" feito pra tv... mas isso pelo menos foi uma experiencia bacana...

Quanto ao Rob Zombie, eu gostei de "The Devil's Rejected", eh divertido e a trilha sonora eh muito boa, mas tenho que confessar que aquela discussao sobre o Elvis e o Grouxo Marx ficou pra lah de artificial...

Presto disse...

Você sabe porque o John Landis não fez mais filmes de terror sendo que ele acertou em cheio com Lobisomen? É um dos meus filmes de terror favoritos!