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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ALERTA TOTAL (1997)


Quando se fala em cinema policial de Hong-Kong, os preconceituosos (aí incluídos muitos críticos e jornalistas "sérios" aqui do Brasil) já começam a pensar em tiroteios mirabolantes como os dos filmes da fase áurea de John Woo, cenas de ação absurdas ou as tradicionais e rocambolescas lutas com os atores suspensos por cabos metálicos.

Felizmente, isso é só preconceito. E filmaços como ALERTA TOTAL, de Ringo Lam, estão aí para esfregar isso na cara de quem não assiste produções orientais por considerá-las exageradas ou fantasiosas.

ALERTA TOTAL é uma daquelas desconhecidas produções do gênero feitas em Hong-Kong numa fase áurea para o cinema policial/de ação: a década de 90. No Brasil, o lançamento do filme foi ridículo e certamente apenas para aproveitar a "Woomania" (febre temporárias pelos filmes orientais do John Woo), saindo apenas naquelas velhas fitas dubladas em português. E é uma pena que obras tão interessantes permaneçam na obscuridade - caso também de "Conflitos Internos", de Wai-keung Lau e Siu Fai Mak, excelente filme policial que só começou a ganhar projeção depois de ser refilmado por Martin Scorsese como "Os Infiltrados".


Ironicamente, dada a obscuridade da produção até entre os entendidos da área aqui no Brasil, qualquer resenha estrangeira que você ler sobre ALERTA TOTAL trará elogios como "sublime" ou "quase perfeito". E acredite: não é fogo de palha.

Ringo Lam filmou-a no retorno à sua terra natal, após uma experiência traumática em Hollywood. Em 1996, como outros colegas do Oriente (e como o próprio John Woo), Lam foi "importado" para os EUA apenas para dirigir filmes de ação esquemáticos e sem maior interesse. O debut norte-americano foi "Risco Máximo", com Jean-Claude Van Damme, que nem é dos piores, mas que perde feio para o que Lam fazia em Hong-Kong (depois ele dirigiria, ainda nos EUA, os igualmente fracos "Replicante" e "Hell", todos com Van Damme).

E eis que na volta a Hong-Kong o diretor resolveu deixar de lado o show pirotécnico para concentrar-se na história e na relação entre os personagens de lados opostos da lei. Assim, surgiu um filme policial com cérebro e sentimentos, onde as ações dos personagens não são idiotas e nem "cinematográficas", e onde ninguém fica correndo sobre 100 bandidos disparando duas pistolas (por mais que isso seja bastante divertido... hehehe).

ALERTA TOTAL começa com um cadáver, já em decomposição, sendo encontrado na caixa d’água de um edifício - e o diretor não poupa o espectador de detalhes nojentos, como a informação de que vários inquilinos ficaram doentes ao beber a água "batizada". O cadáver pertence a um arquiteto que foi esfaqueado e afogado por Mak Kwan (o excelente Francis Ng, de "Infernal Affairs 2"), um jovem que trabalha com demolição na construção civil, e que de bandido não tem nada.


Investigando o crime está um policial estressado, o inspetor Pao (Ching Wan Lau, de "Máscara Negra", também perfeito). Dez anos antes da febre "Tropa de Elite", Pao já é um policial à beira de um ataque de nervos, estilo Capitão Nascimento, quase a ponto de explodir, que vê o caso do assassinato do arquiteto como um último grande caso antes de, quem sabe, pendurar as chuteiras - já que, como confidencia à esposa, passa os dias com medo de dar e de levar tiros.

Não demora para que a lei chegue a Kwan, já que, criminoso de primeira viagem, ele deixou diversas pistas no apartamento da vítima. O jovem confessa o assassinato, mas se recusa a falar sobre outras coisas que a polícia encontra em sua casa, como plantas do que parece ser um cofre e material para construção de explosivos. Tarimbado pelos muitos anos à frente da força policial, Pao sabe que Kwan está aprontando algo grande.

E está, claro. Associado a um perigoso bandido chamado Zang (Jack Kao), Kwan está tramando o "roubo perfeito": assaltar o jóquei-clube de Hong-Kong na final de um grande torneio, quando o cofre de segurança máxima está recheado com milhões em grana viva.

O local é impenetrável, mas, sendo um engenheiro e tendo estudado as plantas do local ao lado do arquiteto que assassinou, Kwan conhece o único ponto fraco da construção. E como ele está preso, seus "sócios" correm contra o relógio para libertá-lo, enquanto Pao e seus homens tentam fechar o cerco, sem saber ao certo o que a quadrilha está tramando.


Não há golpes de kickboxing em ALERTA TOTAL, nem elaborados tiroteios com dezenas de vítimas. Ringo Lam prefere centrar o foco na relação entre Pao e Kwan. Fica claro, desde o início, que ambos são bem parecidos, embora estejam em lados opostos da lei. O próprio Kwan é representado como alguém que virou criminoso por acaso: embora pareça frio e implacável, ele passa o filme com a consciência atormentada pelo único assassinato que cometeu na vida.

ALERTA TOTAL também mostra com bastante riqueza o relacionamento entre herói e vilão com os personagens secundários: a equipe de policiais e a família de Pao de um lado, os cúmplices, o irmão e a namorada de Kwan do outro. Quando Pao e Kwan se chocam de frente, os dois lados saem perdendo, levando a uma conclusão dramática e bem longe do tradicional "tudo acabou bem".

Por sinal, a impressão que fica é de que ALERTA TOTAL é uma espécie de versão oriental do clássico "Fogo Contra Fogo", de Michael Mann, com Wan Lau no lugar de Al Pacino e Ng no de Robert DeNiro. E a obra de Lam não faz feio em comparação.

Completando a lista de qualidades, o filme faz questão de mostrar a maneira como seu "herói", Pao, vai se tornando mais frio e obcecado na sua caçada, ao ponto de atingir um pedestre inocente com um tiro durante uma perseguição aos bandidos - e continuar a caçada por mais alguns minutos, sem nem ligar para a vítima da bala perdida -, ou ainda de arrebentar um dos seus desafetos a porradas quando finalmente consegue colocar as mãos nele. Como o Capitão Nascimento, Pao também passa o filme todo tomando calmantes para aliviar a tensão.


E embora não tenha nada tão mirabolante e exagerado quanto outras produções do gênero (especialmente as de John Woo), ALERTA TOTAL traz algumas cenas explosivas em seu realismo, como uma fantástica perseguição de carros (veja o vídeo abaixo) que lembra os bons tempos de William Friedkin.

Os malabarismos feitos pelos motoristas pelas ruas repletas de veículos são reais, sem CGI nem truques de câmera, o que só aumenta a tensão da cena - cujo clímax inclui carros invadindo os trilhos do trem e desviando por detalhes de um trem que vem em sentido contrário, momento que, diz a lenda, foi filmado de maneira ilegal, sem permissão das autoridades e sem que o condutor do trem soubesse. São 9 minutos de pura nitroglicerina, que deveriam deixar com vergonha os diretores destes "Velozes e Furiosos" da vida.

Logo, não deixe de garimpar sua locadora atrás desta perola. E ignore a dublagem ridícula em português. Vale a pena. Nem que seja para ver mais um filme policial sobre "crime perfeito", aqui executado com maestria e muita tensão e suspense.

A ótima perseguição de carros de ALERTA TOTAL


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Go Do Gaai Bei/Full Alert (1997, Hong-Kong)
Direção: Ringo Lam
Elenco: Ching Wan Lau, Francis Ng, Amanda
Lee, Jack Kao, Monica Chan, Kar Lok Chin,
Wing Lin Sho e Emily Kwan.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os DVDs que eu trouxe na mala

Minha principal missão na viagem que fiz à Europa em janeiro, além daquelas coisas típicas de turista (subir a Torre Eiffel, visitar o Coliseu, fumar maconha em Amsterdam...), era trazer o maior número possível de DVDs europeus para complementar minha coleção aqui no Brasil. Ou pelo menos a maior quantidade que eu conseguisse comprar com meus parcos euros e conseguir transportar numa única e pobre mochila.

Para começar a conversa: quem gosta de cinema, e de colecionar filmes, como eu, se sente um merda em lugares onde estas duas paixões são realmente respeitadas. Sim, porque se aqui no Brasil você está acostumado a comprar DVDs em que os únicos "extras" são seleções de capítulos e menus animados (!!!) por um preço caríssimo, e as chamadas "edições de colecionador" mais parecem brincadeira de mau gosto e desrespeito com o colecionador (também a preços exorbitantes), na Europa o negócio funciona. Até filmes chinfrins ganham edições especiais maravilhosas por lá.

Portugal foi minha primeira parada, e, como não achei nenhuma produção portuguesa nas lojas que visitei, acabei comprando a famosa "Edição Estendida" do "O Senhor dos Anéis", aquela mesma que a Warner se recusou a lançar no Brasil dizendo que era economicamente inviável (saiu até matéria na SET), provocando uma febre de importações da edição norte-americana ("economicamente inviável", né?).


Aqui mesmo, na minha cidade, tenho um amigo que se orgulhava de ter comprado as caixas com edições estendidas made in USA dos três filmes da série, pela "bagatela" de 38 dólares (uns 98 reais) cada. Não perca as contas: as edições estendidas dos três filmes custaram quase 300 reais para este meu pobre amigo!

A caixinha que eu comprei era do primeiro filme, "A Sociedade do Anel" (em Portugal, "A Irmandade do Anel"), que, acreditem ou não, é o único da trilogia que eu realmente gosto (não tenho saco para rever os outros dois, muito longos). O box português é idêntico ao norte-americano, com quatro discos numa caixa bonitaça repleta de mapas e desenhos. Os dois primeiros discos trazem a versão normal do filme e também a estendida, além de uma paulada de comentários de áudio; já os outros dois têm milhões de extras que o cara provavelmente nunca vai conseguir ver na vida.

Sabe a única diferença deste box português para a edição norte-americana, além da óbvia presença de legendas em português (de Portugal)? O preço! Morra de inveja, meu amigo que gastou 300 reais nos boxes gringos, mas esse que eu comprei, completinho, custou apenas 19,95 euros. Trocando em miúdos, menos de 60 reais!!!

A segunda parada da viagem, a Espanha, foi a mais produtiva em matéria de compras, até porque os espanhóis têm uma longa tradição em cinema fantástico. Infelizmente, clássicos de gente como Paul Naschy, Armando de Ossorio e Juan Píquer Simon ainda não são valorizados por lá (mais ou menos como o Zé do Caixão por aqui), e você só encontra filmes tipo "Slugs", ou a versão espanhola de "Oasis of the Zombies", do Jess Franco, em versões bem simples que parecem até aqueles DVDs da Works que tínhamos por aqui. E todos a preços altos: 15 euros por um disco pelado, quando paguei 20 pela caixinha de "O Senhor dos Anéis" em Portugal! Nem pensar!

Em compensação, cineastas espanhóis contemporâneos que começam a fazer sucesso fora da Espanha já ganham edições mais caprichadas de seus filmes. Assim, resolvi trazer três edições de colecionador de filmes que já conhecia e gosto muito: "Tesis", do Alejandro Amenábar (no Brasil, "Morte ao Vivo"), "Fragiles" (no Brasil, "Terror em Mercy Falls") e "REC", do Jaume Balagueró.


Os três filmes foram lançados lá em edições de disco duplo, cheios de extras (comentários do diretor, bastidores, cenas eliminadas, material promocional, material gráfico, enfim, aquele tipo de coisa que as distribuidoras brasileiras acham bobagem colocar num DVD). O "REC" ainda vem numa bonita embalagem com caixinha de papelão e livreto trazendo notas de produção, outra coisa misteriosamente abolida das edições brasileiras.

Ainda na Espanha, aproveitei para comprar um box caprichado com 6 DVDs trazendo os filmes da série "Peliculas Para No Dormir", uma espécie de "Masters of Horror" espanhol, onde cada filminho (com cerca de 60 minutos) foi dirigido por algum grande nome do cinema de lá (alguns destes até já saíram no Brasil). Os diretores são Alex de la Iglesia, Jaume Balagueró, Narciso Ibañez Serrador, Mateo Gil, Enrique Urbizu e Paco Plaza. O preço disso tudo foi uma verdadeira bagatela: não chegou a 60 euros. Só o duplo do "REC" custava 9 euros (27 reais), para dar uma idéia do bom negócio que fiz!


Em Amsterdam, minha parada holandesa, eu estava louco para talvez encontrar edições especiais dos primeiros filmes do Paul Verhoeven (que, para quem não sabe, é holandês), ou talvez tralhas como "O Elevador Assassino" (que também é holandês!).

Infelizmente não achei nada disso, mas em compensação trouxe para casa a magnífica "Ultimate Edition" de "Duna", filme do David Lynch que provavelmente só eu gosto.


Existe uma edição nacional ultrabagaceira que não faz jus a este clássico cult, mas a edição holandesa é mais completa até do que a norte-americana: são três discos, o primeiro com a versão oficial do filme (135 minutos), o segundo com a versão estendida renegada pelo Lynch (188 minutos), e o terceiro só com documentários, making-ofs, entrevistas da época e fotos do filme. Coisa de maluco mesmo! Preço: 16 euros e uns quebrados. Em reais, pouco mais de 50 contos. O DVD nacional bagaceiro custava inacreditáveis 75 reais!

A passagem pela França foi tão corrida que acabei nem visitando lojas de filmes por lá. Fiquei até feliz, porque queria mesmo era guardar dinheiro para torrar na Itália, a última parada da viagem, onde eu podia gastar toda a minha grana sem me preocupar com o dia de amanhã.

Bom, em primeiro lugar, um momento de confissão: me decepcionei bastante com os DVDs italianos. Já estava fantasiando maravilhosas edições dos filmes do Lucio Fulci ou do Umberto Lenzi, mas a coisa não funciona bem assim. Algumas lojinhas mais descoladas de Roma até têm prateleiras separadas para o horror italiano, mas o que você encontra por lá são DVDs bem chinfrins, que não fazem jus ao material original. Por incrível que pareça, as edições de colecionador de clássicos como "The Beyond", "Cannibal Holocaust" ou dos gialli produzidos aos baldes na Itália só saíram nos Estados Unidos, através de distribuidoras como Anchor Bay e Blue Underground. Na Itália, que é a terra dos caras, você só encontra DVDs pelados e simplezinhos. Um pecado!

Um dos únicos diretores de horror que tem maior projeção por lá é o Dario Argento, por isso você até encontra os últimos filmes dele em versão de colecionador, com dois discos. Mas os antigos, como "O Pássaro das Plumas de Cristal" e "Prelúdio para Matar", só saíram em DVD italiano simples, onde o único extra é o trailer, às vezes nem isso - a despeito de haverem belíssimas edições norte-americanas destes filmes em DVDs duplo e até triplo, repletas de extras!

Mas pelo menos os caras têm certa consideração com os clássicos filmes policiais produzidos às dúzias na Itália entre os anos 60-70. Clássicos como "La Mala Ordina", de Fernando di Leo, são vendidos em versões com 2 DVDs cheios de extras. Aproveitei para trazer para o Brasil o box "L'Asse Della Violenza", que traz quatro DVDs com clássicos do período: "Torino Violenta", de Carlo Ausino (com George Hilton); "Paura in Città", de Giuseppe Rosati (com Maurizio Merli); "Milano Odia: La Polizia Non Puo' Sparare", de Umberto Lenzi (aka "Almost Human", com Henry Silva e Tomas Millian), e "Milano Trema: La Polizia Vuole Giustizia", de Sergio Martino (aka "Violent Professionals", com Luc Merenda), cada disco com comentários em áudio, trailers e outros extras.


E foi no último dia de viagem que eu comprei uma belíssima "Edizione Speciale" em dois discos do clássico "La Maschera del Demonio", do Mario Bava. O filme foi lançado no Brasil pela Works, mas esta edição, além da arte belíssima da capa, contém também um livrinho com curiosidades e notas de produção e, entre os extras inéditos por aqui, uma entrevista com Barbara Steele e o documentário longa-metragem "Mario Bava - Maestro of the Macabre", de Charles Preece. Preço? 12 euros (36 reais). O mesmo preço do DVD nacional pelado da Works antes de ele ir parar nos ofertões da vida.

Ainda na Itália: algumas lojas têm espaços separados para grandes celebridades italianas, e aí você encontra, lado a lado com os filmes do Fellini, do Vittorio De Sica e do Pasolini, as comédias da dupla Terence Hill e Bud Spencer! E as grandes lojas de Roma também têm prateleiras enormes para os clássicos "spaghetti westerns", mas infelizmente são DVDs tão pelados e sem graça quanto estes que a Ocean Filmes lança aqui no Brasil. Acabei não comprando nenhum.


Claro que é foda ser um turista-colecionador brasileiro com pouco dinheiro para torrar e pouco espaço na bagagem diante das maravilhas que você encontra lá fora. "Edições de colecionador", na Europa, são dignas desse nome: você pode comprar uma caixa do "Cães de Aluguel", do Tarantino, que traz junto os bonequinhos de todos os personagens (tive que morder o lábio para não comprar isso), ou a edição especial do "Homem de Ferro" dentro de uma embalagem com a forma da máscara da armadura do herói (em tamanho natural)! Ou ainda uma caixa da trilogia "Um Drink no Inferno" trazendo 4 DVDs (um disco é só com extras) e uma miniatura do Titty Twister, o cabaré onde vivem as putas-vampiras da série!

Porém o que mais me surpreendeu foi encontrar, na Itália, uma edição especial do "Dawn of the Dead", do George A. Romero. Eu achei que aquela versão norte-americana da Anchor Bay, que vinha numa caixa com 4 discos e toneladas de extras, era a definitiva. Pura ingenuidade: a edição italiana tem 5 DISCOS (!!!), um deles só para a trilha sonora da banda Goblin, e alguns extras diferentes, tudo numa caixa metálica (!!!) que, ao que parece, teve o dedo do Dario Argento. O preço exorbitante da peça (algo como 50 euros) me impediu de trazer também este que é um dos meus filmes preferidos.

E para quem está até hoje esperando que as distribuidoras brasileiras lancem filmes recentes e inéditos, como "Death Proof", do Tarantino, ou "Redacted", do Brian DePalma, uma última provocação: em Portugal, um jornal popular estava dando esses DVDs de graça (!!!) para quem pagasse uns trocos a mais pela edição de domingo do periódico (os títulos portugueses para estes filmes são "À Prova de Morte" e "Censurado", respectivamente).

E aqui, quem diria, as distribuidoras fingem que estes filmes nem existem, e ainda acham que estão fazendo um favor ao espectador quando mandam para as locadoras três ou quatro anos depois que eles foram originalmente lançados.

Terceiro Mundo, literalmente, é foda...