sábado, 1 de setembro de 2012

ESTE É SLEDGE (1995)


Nesta sexta-feira, 31 de agosto de 2012, estreou no Brasil o aguardado "Os Mercenários 2". Se o filme original já pretendia ser o sonho realizado de todo cinéfilo que cresceu vendo os filmes de ação dos anos 80, este novo é a própria visão do paraíso para o mesmo público-alvo, reunindo numa mesma aventura os astros da época do VHS Sylvester Stallone, Dolph Lundgren, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, além de alguns destaques da nova geração - Jason Statham, Jet Li, Terry Crews, Randy Couture e Scott Adkins.

Como eu ainda não vi "Os Mercenários 2", e como todos os outros sites e blogs de cinema vão estar falando exaustivamente sobre ele agora e pelos próximos dias, preferi aproveitar a atualização de hoje para fazer uma homenagem diferente ao cinema de ação dos anos 80, resgatando uma comédia obscura que é ao mesmo tempo sátira e homenagem aos astros e filmes deste período. Trata-se de ESTE É SLEDGE, produção de 2005 que até saiu em DVD no Brasil, mas quase ninguém viu.


ESTE É SLEDGE (título original "Sledge: The Untold Story", ou "Confessions of an Action Star") é um "mockumentary" (falso documentário) no estilo daqueles episódios da série "E! True Hollywood Story" (que contam a trajetória e as fofocas da carreira de grandes astros), narrando a trajetória de um fictício astro de ação chamado Frank Sledge (David Leith, também roteirista), e sua carreira repleta de altos e baixos.

Na infância, o pequeno Sledge estudou dança na escola da professora Samantha Jones (Lin Shaye); já crescido, foi trabalhar como dançarino num clube das mulheres, onde acabou sendo descoberto por um produtor de filmes de baixo orçamento. A partir de então, o falso documentário acompanha o caminho do rapaz da obscuridade ao estrelato, sua transformação de jovem humilde em estrelinha de cinema problemática, a dura experiência com as superproduções hollywoodianas e seus diretores e produtores, a decadência e, finalmente, uma segunda chance no mundo do cinema.


Tanto o astro e roteirista Leith quanto o diretor Brad Martin têm conhecimento de causa para brincar com o assunto. Martin atua como dublê em Hollywood desde 1990; Leith faz o mesmo desde 95. Nesse período, foram testemunhas oculares de como o "Sistema" funciona por dentro, e também puderam acompanhar de perto a fase decadente de pelo menos um astro de filmes de ação - o belga Jean-Claude Van Damme, de quem Leith foi dublê nos péssimos "Replicante", "A Irmandade" e "Hell".

Usando este "conhecimento de causa" sobre os bastidores dos filmes de ação de Hollywood, a dupla fez não apenas uma comédia satírica sobre a ascenção e queda de um astro de filmes de ação, mas principalmente uma hilária retrospectiva do próprio gênero e de suas peculiaridades e talentos da metade dos anos 80 até o começo do século 21 (lembre-se que o ano de produção é 2005).


Assim, ESTE É SLEDGE se transforma numa divertidíssima brincadeira de cinéfilo, destinada principalmente aos fãs de filme de ação, pois satiriza várias fases históricas do gênero, começando pelas produções classe B direto para VHS da Cannon Films e pelas aventuras tipo "Rambo" (anos 80), passando pelo sucesso de lutadores de artes marciais que não sabiam atuar, como Steven Seagal e Van Damme, e pela febre de filmes ocidentais que imitavam as pancadarias orientais (anos 90), até chegar às produções caras e repletas de efeitos especiais do final do século ("Matrix").

Com referências diretas a estes astros e filmes, a comédia arranca mais de uma sonora gargalhada de quem, como eu, acompanhou de perto o mesmo período.


Por exemplo, a carreira de Sledge começa quando ele é convidado a estrelar o filme fictício "Bloodfight 2", uma óbvia brincadeira com "Bloodsport", um dos primeiros filmes de Van Damme (no Brasil, "O Grande Dragão Branco"). O problema é que ele é contratado justamente para substituir o astro do "Bloodfight" original, Jason Everstrong, que não quis voltar na continuação. Para justificar o ator diferente interpretando o mesmo personagem, os roteiristas apenas inventam uma frase em que um personagem do filme fictício olha para o herói e diz: "Jesus, olha só... Você parece uma pessoa completamente diferente!".

Este episódio permite inclusive que os realizadores façam uma brincadeira complexa que somente os fãs das antigas irão entender: Jason Everstrong, o astro de "Bloodfight" substituído na continuação, é interpretado por Daniel Bernhardt (imagem abaixo); na vida real, foi o próprio Bernhardt quem substituiu Van Damme nas três sequências fuleiras de "O Grande Dragão Branco!


Com o sucesso inesperado de "Bloodfight 2", Sledge começa a fazer filmes de ação com produção melhorzinha e adota um novo estilo, com roupas pretas e rabinho-de-cavalo. Chega o momento de ESTE É SLEDGE satirizar Steven Seagal.

Os filmes fictícios seguintes estrelados pelo jovem ator são "Bellow the Law" (Abaixo da Lei), uma brincadeira com "Above the Law"/"Nico - Acima da Lei"; "Out for Vengeance", que satiriza "Out for Justice"/"Fúria Mortal", e "Under Attack", sacanagem com "Under Siege"/"Força em Alerta". Os cartazes dos filmes de mentirinha são produções exatas da arte original das produções estreladas por Seagal, apenas com "David Sledge" no lugar do ator real!


Trata-se de uma das melhores partes de ESTE É SLEDGE, pois é quando a comédia sacaneia direto a figura de Steven Seagal, considerado um sujeito insuportável e arrogante por quase todo mundo que já trabalhou com ele.

Seguindo os passos dele, Sledge também começa a maltratar as equipes dos filmes e até seus colegas de trabalho - tipo Sean Young e Eric Roberts, interpretando eles mesmos, e com quem Sledge contracena em "Bellow the Law" e "Out for Vengeance". Fico imaginando se Seagal sabe da existência deste filme, pois deve ter ficado muito puto com as brincadeiras com a sua carreira.


A partir de então, Sledge é alçado à condição de grande astro do cinema de ação e começa a enfrentar problemas com drogas e bebedeiras (como Van Damme), e também com um "engordamento" descontrolado (como Seagal), porque não consegue parar de comer nos intervalos das gravações.

Já na condição de astro problemático, ele é chamado para o papel-título de "Jimbo" (uma brincadeira com "Rambo 2 - A MIssão)", onde contracena com Angelina Jolie e Ernie Hudson no papel de Coronel Trautman (com direito ao clássico diálogo do "Vocês vão precisar de muitos sacos para cadáveres"). O problema é que Sledge sequer consegue ficar consciente para filmar, devido a abuso de álcool - o que também rende algumas belas piadas, como quando o diretor do filme fictício aproveita que o astro está inconsciente para filmar uma cena em que seu personagem é torturado!


Decadente e desempregado, Sledge começa a frequentar os Alcoólicos Anônimos, e só consegue emprego como entregador de pizza. Sua chance de voltar ao estrelato é um convite para atuar como policial branco às voltas com uma policial oriental (Kelly Hu) numa comédia de aventura chamada "Traffic Jam", uma brincadeira com "Rush Hour"/"A Hora do Rush", de Brett Ratner.

Este episódio brinca com a febre do cinema "oriental" em Hollywood, quando os estúdios descobriram os filmes de ação de Hong-Kong e passaram a tentar imitá-los, porém sem preparar seus astros e estrelas devidamente para encarar os malabarismos realizados no Oriente. Sledge enfrenta vários problemas com as cenas de lutas de "Traffic Jam" e acaba sendo despedido; ele e Kelly Hu são substituídos por Chris Tucker e Jackie Chan, e o filme se transforma em "A Hora do Rush"!

Diretores novatos que não sabem dirigir filmes de ação, como Ratner em "A Hora do Rush", também são sacaneados nessa parte da comédia, e o próprio é "homenageado" com a presença de um Brett RaDner interpretado por Steven Roy.


Finalmente, a volta por cima de Sledge acontece quando ele é chamado para estrelar uma ficção científica cheia de pancadaria sobre um sujeito que descobre que a realidade é uma ilusão controlada por um supercomputador. "Matrix"? Exatamente. Só que o nome do filme fictício é mais didático: "Computer Generated Environment That Enslaves Us" (ou "Ambiente Gerado por Computador que nos Escraviza"!!!).

A tiração de sarro com "Matrix" é uma das piadas mais geniais de ESTE É SLEDGE, porque aqui o pseudo-"Matrix" não é exatamente um filme de ação, como o estrelado por Keanu Reeves em 1999, mas sim um MUSICAL! E ver o herói DANÇANDO em "bullet time" ao lado de cópias do Agente Smith é de chorar de rir, conforme você pode ver no vídeo abaixo:

"Matrix" - O Musical!



Além da tiração de sarro com filmes e estrelas, ESTE É SLEDGE traz uma carta na manga: a presença de diversos atores e atrizes REAIS interpretando "eles mesmos", e dando depoimentos sobre Sledge e sobre como foi atuar ao lado dele em seus filmes fictícios. Considerando que esta é uma produção barata e praticamente obscura, o elenco de celebridades em participações especiais é de cair o queixo: Angelina Jolie, Sean Young, Eric Roberts, Carrie-Anne Moss, Kelly Hu, Ernie Hudson, Richard Lewis, Debbie Allen, Jason George e Hugo Weaving.

Alguns deles não contribuem apenas com seus depoimentos, mas também aparecem contracenando com Sledge nos seus filmes fictícios. E como Martin e Leith trabalharam como dublês em produções de toda essa gente, fica meio óbvio que eles devem ter aparecido nesta comédia como um favor para amigos. (O IMDB informa que Ben Stiller também aparece num dos filmes falsos, mas confesso que não o reconheci.)


Outras duas caras conhecidas para quem cresceu vendo filmes de ação dos anos 80-90 são a de Gerald Okamura e Al Leong, ambos repetindo, nas aventuras fictícias estreladas por Sledge, os papéis que fizeram em muitas produções de verdade - respectivamente, o velho mestre que ensina artes marciais ao jovem pupilo e o sádico torturador oriental (Leong praticamente repete o papel que fez em "Máquina Mortífera").

E se brincar com atores, diretores (um tal de "John Hu" aparece lá pelas tantas) e filmes já não fosse mérito suficiente, ESTE É SLEDGE ainda tem coragem de apresentar Eric Roberts e Richard Lewis brincando com suas próprias imagens de atores problemáticos envolvidos com abuso de álcool e drogas - Lewis inclusive aparece nas cenas do grupo de Alcoólicos Anônimos frequentado por Sledge.


Pelo conjunto, e principalmente pelos realizadores demonstrarem conhecimento do assunto que estão satirizando, o filme fica degraus acima das sátiras cinematográficas feitas no mesmo período e hoje, como a série "Todo Mundo em Pânico" (que tenta maquiar a falta de graça com piadas escatológicas) e as comédias desmioladas realizadas pela dupla Jason Friedberg e Aaron Seltzer (como "Os Vampiros que se Mordam"), que acham que, para fazer graça, basta imitar as cenas de filmes famosos com outros atores.

Mas eu não diria que ESTE É SLEDGE é um filme para todos os públicos. Como comédia, e não sátira cinematográfica, ele não funciona tão bem e não é engraçado; como sátira do mundo do cinema, e com um recorte bem específico (os filmes de ação), exige que o espectador faça a lição de casa para entender do que os realizadores estão brincando, ou mesmo do que estão falando.


Embora as gozações com "Rambo 2" e "Matrix" sejam mais óbvias para o público em geral, outras não são. Por exemplo, a cena ultra-gay em que Rocky e Apollo correm na praia em "Rocky 3" é recriada aqui numa montagem (sacaneando também "Flashdance" e "Footloose"!) em que Sledge e seu amigos e professor de dança Glenn (Nathan Lee Graham) correm na praia, e a música diz "Rocky had Apollo/And I have got Glenn/That's something so inspiring about/A sweating black man". Mas é claro que isso dificilmente terá graça para quem não lembrar ou não souber que estão tirando sarro de "Rocky 3"!

Da mesma forma, ver Sledge imitando os trejeitos de Van Damme e Steven Seagal é algo que exige um mínimo de conhecimento sobre ambos e sobre o cinema de ação da época (que exigia, por exemplo, que um astro bonitão mostrasse a bunda em algum momento do filme, como Van Damme fez algumas vezes), caso contrário a piada passará em branco.


Tudo considerado, ESTE É SLEDGE é um divertido mockumentary que eu recomendo apenas ao seleto leitor de FILMES PARA DOIDOS, e principalmente para todos aqueles que cresceram vendo as produções da Cannon Films, Steven Seagal, Van Damme, Stallone e cia.

Esta comédia pode até ser um belo aperitivo ou complemento para ver antes ou depois de "Os Mercenários 2" e lembrar de como o cinema de ação mudou (para pior, creio) em pouco mais de 30 anos.

PS: A seguir, o FILMES PARA DOIDOS começará sua nova maratona, dessa vez com atualizações dia sim, dia não cobrindo as cinco aventuras da série "Desejo de Matar". Até lá!

Trailer de ESTE É SLEDGE



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Sledge: The Untold Story (2005, EUA)
Direção: Brad Martin
Elenco: David Leitch, Nathan Lee Graham, Angelina Jolie,
Sean Young, Eric Roberts, Carrie-Anne Moss, Kelly Hu,
Gerard Okamura, Ernie Hudson e J.B. Ghuman Jr.

16 comentários:

spektro72 disse...

é,mestre!os filmes de ação dos anos 80 sao mil ou um milhão de vezes melhor do que os atuais,tambem vou assistir aos " MERCENARIOS 2 " no cinema esta semana,aguardo ansiosamente vossa maratona da serie ' DESEJO DE MATAR'..( CUIDADO PARA NAO COCHILAR NO 5 , ja que o filme mais fraquinho,o primeiro e segundo sao serios, terceiro é charles bronson ála RAMBO é mole,quarto ééé...bonzinho, meu finado pai era um fa do charles bronson pegou ate estes filmes para reve-los em VHS, mestre antes de terminar conhece este filme que CHARLES BRONSON fez com ALAN DELON, video era " CODIGO DA VIOLENCIA "sao dois ladroes que ficam presos em um cofre forte de um banco,passou na CNT em 1994, mas nao sei se o titulo da tv era esse pois as vezes as emissoras mudavam os titulos dos filmes EX: O CARRO, A MAQUINA DO DIABO ( TV GLOBO EM 1982 SESSAO DE GALA),O CARRO FANTASMA ( TVS-SBT em 1986 no SESSAO DAS DEZ).. ate mais mestre!

Anônimo disse...

Talvez então não seja errado afirmar que o This is Spinal Tap foi para as bandas de heavy metal farofa dos anos 80, o que o Este É Sledge é para os filmes de ação dos anos 80/90.

Fabiano

Oficial de Ciências disse...

Interessante a proposta ai! Também não tenho curtido muito os filmes de ação atuais. Um ou outro com o Statam é até legal mas a maioria é a mesmíssima coisa.

Agora, falando na homenagem que os Mercenários 2 presta, é loucura minha achar que falou ali o Jean Reno? Sei que os filmes do Reno de ação e mais conhecidos foram a partir da década de noventa, e que foram poucos. Porém me pareceram filmes "impactantes" dentro do gênero.

Mas é isso ai, mais um para a listinha!

Anônimo disse...

Estes documentários falsos estilo mockumentary são bem legais.

Paulo Roberto disse...

Cara, nem sabia desse filme aonde posso baixar? Será que tem legendas?
Preciso assistir a este filme...Valeu!

www.futeboldigital.com disse...

Leitura diária obrigatória !!

Anônimo disse...

Ricardo Lira

O SBT/TVS era mestre em alterar o titulo dos filmes talvez para enganar os mais afoitos e desinformados 'A Hora do Lobisomem = Bala de prata'(Silver Bullet)é um exemplo que eu me lembro pois quando assisti no cinema e a 1ª vez que passou na tv eles usaram o titulo(A Hora...) e depois mudaram para 'Bala de Prata', tudo bem é o correto, a traduçao literal, mas imagina se cada emissora resolver renomear os filmes, cada um do jeito que quiser a zona que vai virar. Mas até a tv por assinatura tem feito isso ultimamente. Tem um filme do Samuel L. Jackson que hoje em dia passa como "Fórmula 51" (The 51st State) que foi lançado nos cinemas como "Baladas, Rachas e um Louco de Kilt". Passou na globo com o titulo "Baladas..." e a um tempo atrás passou na Band como "Fórmula 51" o mesmo usado pelas tvs por assinatura. Agora se for um filme famoso que ganhou oscar ninguém mexe, imagina um dia ver no SBT o filme: "O Barco Gigante que Afundou" (Titanic) rsrsrssssss

Felipe M. Guerra disse...

O melhor exemplo da lambança que o SBT fazia com os títulos, mudando e remudando a cada reprise, é o clássico "Deadly Prey", de David A. Prior. A emissora do Baú passou isso com os títulos "Isca Mortal", "O Exterminador de Mercenários" e até... pasmem... "Danton - Sozinho e Armado"!!!

J. Verneti disse...

Boa dica, vou procurar.
Só uma correção, no texto está escrito McG, como sendo o diretor de A Hora do Rush, ao invés de Brett Ratner.
Agora uma pergunta: Felipe, você lembra de um filme exibido na "Sessão Livre" da Band, nos anos 90, sobre um alienígena que surge em uma cidade do Velho Oeste e faz amizade com um velho solitário, um cão e crianças de uma escola?
O tal E.T é interpretado por um anão com uma maquiagem que lembra um pouco o vampiro Nosferatu.
Valeu

Felipe M. Guerra disse...

VERNETI, obrigado pelo alerta, eu tinha corrigido o nome no parágrafo de baixo, mas em cima ficou McG como diretor dessa tralha. Quanto ao filme do alien no Velho Oeste, trata-se de "A Incrível Visita do Extraterrestre", com 99% de certeza. Dá uma olhada no trailer: http://www.youtube.com/watch?v=CamGYSBFeT0

J. Verneti disse...

Cara é esse filme mesmo.
O detalhe bizarro (pra não dizer triste) é que na verdade não era um ator anão com maquiagem especial interpretando o personagem mas, sim, uma criança real portadora de uma doença rara chamada Progeria que provoca envelhecimento acelerado e deformações.
Tipo de coisa impensável nos dias de hoje.
Obrigado pela informação e que venha a maratona com o Paul Kersey.

Tonino disse...

Lembro quando o SBT mudou o nome do "Operação Dragão" para "Mãos de Ferro".

Anônimo disse...

Ricardo Lira

J. Verneti só para constar o filme "Freaks" de 1932 do diretor Tod Browning que se passa em um circo, também mostra pessoas com deficiências reais, só para chocar o espectador e o filme obviamente criou muita controvérsia na época... acho que foi até proibido.

Oficial de Ciências disse...

Esta coisa de se usar atores com diferenças reais para papeis que o exigem só é ruim para este pessoal cansativamente doentio com o tal do politicamente-correto.

Pouco depois que vi Big Fish vi uma reportatem com o Matthew McGrory falando o quanto a vida dele havia mudado para melhor depois dele ter começado a atuar em filmes, justamente, por sua aparência.

O cara vê e começa: que horror, que isso, que aquilo... Mas não leva em consideração o que tá sentindo o ator que está ali, atuando, se realizando, participando de algo, para ele, grandioso!

Anônimo disse...

Assisti "Mercenários 2" ontem. Não querendo fazer propaganda, mas já fazendo, recomendo muuuuuito. Não pela história e roteiro que são fracos, mas pela presença desses ídolos que nós crescemos vendo no velho vhs ou em inúmeras repises na tv. Uma overdose de testosterona.

Paulo Geovani

Tiago Braga disse...

Eu conheci o filme Deadly Prey no SBT com o titulo Danton... Mas achava que fosse sozinho e desarmado. Mas acho, hoje, que a traducao tosca faz parte do mito comico por tras do filme. Foi ate procurando por esse esse filme que trouxe a esse blog, uns anos atras.

Quanto a Sledge, fiquei muito interessado em conferir!

Otima dica!