quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

AMERICAN NINJA (1985)


Você certamente já viu AMERICAN NINJA numa das incontáveis reprises do filme pela Globo, ou pelo menos ouviu falar do que se tratava graças aos comerciais das tais incontáveis reprises. Você certamente sabe que esta bem-sucedida aventura ocidental sobre ninjas deu origem a uma nem tão bem-sucedida franquia, com direito a quatro continuações. Mas você sabia que AMERICAN NINJA só existe porque o público não estava preparado para ver uma ninja-menina?

Acredite se quiser, mas a gênese dessa aventura produzida pela lendária Cannon Films foi a bilheteria abaixo do esperado de um filme anterior dos mesmos realizadores, "Ninja III - A Dominação" (1984), terceiro e último capítulo de uma série iniciada com "Ninja, A Máquina Assassina" - aquele estrelado pelo italiano Franco Nero!


Como os outros filmes de ninja produzidos pela Cannon tinham rendido um dinheirão, e como "Ninja III" trazia uma ninja-menina (interpretada pela gata Lucinda Dickey) e rendeu menos, os produtores machistas alegaram que o sexo da personagem era o motivo da bilheteria reduzida, exigindo que o diretor Sam Firstenberg colocasse um ninja-menino em sua próxima produção do gênero. Pronto: nasceu AMERICAN NINJA.

O que pouca gente sabe, também, é que por volta de 1984 o projeto seria dirigido por Joseph Zito e estrelado por Chuck Norris, já que os dois tinham feito uma parceira bem-sucedida em "Braddock - O Super Comando".

Anúncios divulgando a produção com os nomes de ambos chegaram a ser publicados (veja ao lado), mas Zito e seu astro pularam fora logo depois - o orçamento inteiro do filme era menor que o salário de Norris, dizem as más línguas.

Assim, o barateiro Firstenberg assumiu e os produtores pediram que ele encontrasse um ator jovem que fosse boa-pinta e "parecido com James Dean" para o papel principal.

Foi quando subiu a bordo do projeto um loirinho com cara de surfista chamado Michael Dudikoff, que não lutava porcaria nenhuma e nem tinha pinta de herói de ação (antes, seu papel de mais destaque foi como um dos amigos tarados de Tom Hanks na comédia "A Última Festa de Solteiro").

Ora, e o que importa se Dudikoff não sabia lutar? O importante é que ele era boa-pinta e parecia James Dean, como os produtores queriam. Além disso, Franco Nero também não sabia lutar e estrelou "Ninja, A Máquina Assassina". Por sinal, a solução encontrada nos dois filmes foi a mesma: substituir o astro (tanto Dudikoff quanto Nero) pelo coreógrafo das cenas de ação Mike Stone nas cenas mais "delicadas". Afinal, o sujeito estaria escondido atrás da roupa de ninja mesmo!


E não é que convenceu? Tanto que a primeira vez que vi AMERICAN NINJA, ainda molecão, jurava que Michael Dudikoff lutava bem pra caramba. Claro, isso foi antes de perceber que as "lutas" com o sujeito eram beneficiadas pela montagem e pelos planos de detalhe, quando fica fácil substituir o galã que não sabe lutar pelo dublê que sabe. Ah, a magia do cinema...

Mas quer saber? Não importa se o astro não sabe lutar, e sim que AMERICAN NINJA funciona que é uma beleza. Revi o filme recentemente e até achei melhor do que eu me lembrava - principalmente considerando o fator trash da coisa toda, que torna o programa ainda mais divertido.


Dudikoff interpreta Joe T. Armstrong, o novo e misterioso recruta de um destacamento militar norte-americano nas Filipinas. Carregamentos de armamentos e munições estão sendo roubados com frequência do quartel, e o responsável é um traficante de armas da região, Victor Ortega (Don Stewart), que vende a muamba para ditaduras de todas as partes do globo.

Certo dia, o carregamento que está sendo escoltado pelo soldado Armstrong cai numa emboscada. Só que, além de armas, o comboio leva também Patricia (Judie Aronson), a bela filha do comandante da base. Temendo pela segurança da moça, o herói reage contra os ladrões e mostra ser bom de briga. Mas logo uns guerreiros ninja de uniforme preto aparecem do nada e atacam os soldados. Armstrong foge com a garota, mas seus companheiros são todos chacinados pelos misteriosos atacantes.


Apesar de ter salvado a filha do general, Joe atrai a inimizade dos seus colegas de farda porque sua reação resultou na morte de diversos soldados. E quando o vilão Ortega exige a cabeça do herói, para poder continuar com seus roubos de armas sem maiores problemas, o "ninja americano" precisa unir-se ao cabo Jackson (Steve James), que também é bom de briga, para enfrentar os ataques dos bandidos.

O roteiro redondinho de AMERICAN NINJA foi escrito por Paul De Mielche, e surpreendentemente este é o seu único crédito no ramo. James R. Silke, que havia assinado os roteiros de "A Vingança do Ninja" e "Ninja III" para a Cannon, foi chamado para fazer algumas adaptações no material, mas sem receber crédito.


Uma das grandes qualidades do filme é que ele oferece um bocado de cenas de ação sem grandes exageros ou façanhas físicas absurdas, mas numa quantidade tão grande e frequente que não permite que o espectador pense muito no que está acontecendo (o ataque ao comboio do exército e o primeiro confronto do herói com os ninjas acontece já nos primeiros 10 minutos!).

As lutas em si não têm nada de tão espetacular, embora rápidas e bem coreografadas. Quem rouba a cena é o ninja preto inimigo, interpretado por Tadashi Yamashita (que já havia enfrentado Chuck Norris em "Octagon").


Yamashita realmente consegue passar a imagem de um ninja invencível e ameaçador, e convence o espectador de que pode, por exemplo, invadir uma base militar deixando uma trilha de cadáveres.

Seu confronto final com o "american ninja" é muito bem filmado e envolvente, já que o vilão usa todas as armas e truques ninja à sua disposição - e até alguns truques sujos que não são bem coisa de ninja, como o disparo de um inexplicável raio laser (???). Sem querer estragar a surpresa sobre quem vive e quem morre no duelo final, Joe Armstrong voltou nas Partes 2 e 4...


Também há pelo menos três momentos bem dirigidos envolvendo o herói às voltas com carros em movimento. Num deles, parecido com cena clássica de "Os Caçadores da Arca Perdida", Armstrong rala a bunda no chão para pendurar-se embaixo de um caminhão em movimento; n'outro, bate propositalmente com um sidecar contra outro veículo para livrar-se de um caroneiro indesejado!

E, claro, tudo termina num daqueles massacres hiper-exagerados típicos do cinema de ação da década de 1980, quando Armstrong (finalmente vestido de ninja, o que não acontece durante o resto do filme) e Jackson (vestido de Rambo) invadem a fortaleza dos vilões distribuindo shurikens, espadadas e tiros de metralhadora.


Até me impressionou a quantidade de mortes ao longo do filme. Segundo o IMDB, a contagem de cadáveres chega a 114. Porém é um tanto frustrante a ausência de sangue e violência: a não ser alguns buraquinhos de bala e dois pescoços cortados, as espadadas dos ninjas não fazem nenhum estrago, nem vemos os característicos jorros de sangue que estes golpes costumam proporcionar nas aventuras orientais.

Logo, apesar da matança superior a 100 figurantes, AMERICAN NINJA é de uma violência quase inofensiva e poderia muito bem passar na Sessão da Tarde – e provavelmente passou!


Outro fato curioso é que Dudikoff não tinha nenhum treinamento em artes marciais quando fez o filme, mas o finado Steve James, que interpreta seu parceiro, sim - ele praticava kung-fu desde a juventude. Talvez por isso, e para não minimizar a pouca experiência do verdadeiro protagonista da aventura, James quase não luta durante o filme inteiro, preferindo usar armas de fogo e até um míssil (!!!) para despachar os vilões.

Além de funcionar bem como filme de ação, AMERICAN NINJA também diverte bastante pela idiotice geral da coisa.


Afinal, os ninjas caíram praticamente de pára-quedas na trama, tanto o herói (um ocidental treinado na infância por um veterano da Segunda Guerra Mundial) quanto os vilões, que convenientemente trabalham como capangas para o contrabandista de armas, embora ele já tenha um exército de mercenários fortemente armados à disposição.

O problema é que, tirando as roupinhas pretas e as armas brancas, são uns ninjas tão fracotes e fáceis de matar (com exceção do interpretado por Tadashi Yamashita, claro) que o roteirista poderia muito bem colocar qualquer outra coisa no lugar de assassinos ninja, de mulheres de topless a piratas. Só que aí o filme não se chamaria "American Ninja"...


A situação dos roubos de armas do quartel, encobertados pelos figurões do lugar, também é tão absurda que chega a dar dó. Quer dizer, os caras perderam diversos carregamentos e continuam mandando mais e mais caminhões carregados de armas e munições para serem roubados pelos ninjas inimigos, ao invés de pensar num plano alternativo - ou pelo menos investigar o paradeiro dos outros armamentos roubados?

E como não citar o irritante interesse romântico do herói, a mocinha interpretada por Judie Aronson? Ela não foge daquele clichê "garota em perigo" que primeiro odeia o protagonista e depois se apaixona por ele, mas é tão chata que você torce para o "american ninja" também ficar estressado e dar uma voadora nela.

Infelizmente, a bela Judie não mostra seus atributos físicos, que já tinham sido largamente explorados em seu trabalho anterior, "Sexta-feira 13 Parte 4 - O Capítulo Final".


Não que isso tenha importado para o resultado final: AMERICAN NINJA custou um milhão de doletas e lucrou, dependendo da fonte, entre US$ 10 e 30 milhões - ou seja, dez ou trinta vezes o que custou.

Feliz da vida com o sucesso muito maior que o do anterior "Ninja III", a Cannon deu sinal verde para a produção de várias sequências, das quais apenas a segunda foi assinada por Firstenberg; as outras têm diretores diferentes e até protagonistas diferentes, pois Dudikoff não aparece nas partes 3 e 5.

No fim, quem mais lucrou com o sucesso de AMERICAN NINJA foi o próprio Michael Dudikoff, já que o loirinho com cara de surfista foi esculpido na marra para virar herói de ação do segundo escalão.


E, quem diria, ele até conseguiu enganar muita gente, estrelando uma série de filmes de baixo orçamento para a Cannon nos anos seguintes, e inclusive roubando um outro papel de Chuck Norris ao estrelar "A Vingança de 1 Predador" (1986), originalmente concebido como continuação de "Invasão USA" (que tinha Norris como astro).

Nada mal para um ninja americano que nem sabia lutar porra nenhuma...

PS: No Brasil, AMERICAN NINJA foi originalmente distribuído nas locadoras e exibido na TV com o título "Guerreiro Americano". Vai ver os dubladores tinham medo de que os brasileiros não soubessem o que era um ninja. Curiosamente, o título original lá nos EUA era "American WARRIOR", como você pode ver no trailer abaixo!

Trailer de AMERICAN NINJA



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American Ninja (1985, EUA)
Direção: Sam Firstenberg
Elenco: Michael Dudikoff, Steve James, Tadashi Yamashita,
Judie Aronson, Guich Koock, John Fujioka, Don Stewart,
John LaMotta, Phil Brock e Manolet Escudero.

24 comentários:

Daniel disse...

Acho que o fracasso de Ninja III se deve a mistura de gêneros ninja+sobrenatural.

Vamos combinar que é preciso ter muita suspensão de descrença para assistir filmes de ninja.

Então quando se trata da história de uma mulher possuída pelo espirito de um ninja é preciso muita boa vontade para aceitar a premissa, coisa que o público médio em geral não tem.

Acho que não seria um equivoco dizer que esta foi a causa do fracasso de outro filme "cult", o "Aventureiros do Bairro Proibido" do John Carpenter, que partilha de pontos em comum com Ninja III(artes marcias+sobrenatural).

Quanto ao American Ninja, li em algum lugar que parece que o Michael Dudikoff tomou gosto por Artes Marciais depois do filme e virou praticante. Se não me engano de Karatê.

Anônimo disse...

Felipe, você vai ter que comentar sobre "A vingança de 1 predador". Esse título com o um em numeral é impagável!

Paulo Geovani Freitas Ribeiro

Felipe M. Guerra disse...

DANIEL, concordo com você. Inclusive fico imaginando o público médio daquela época assistindo a uma doideira oriental tipo "A Guerra dos Ninja", que eu já resenhei por aqui. Por outro lado, vamos combinar que a ideia de uma ninja em versão feminina também deve ter soado meio estranha na época, quando os filmes de ninja estavam começando a surgir no Ocidente e ainda eram vistos com certo preconceito.

Kubota disse...

Felipe, eu tinha a mesma sensação que vc quando assisti American Ninja a primeira vez: que Michael era lutador.

Com o tempo, percebe-se que ele não luta porra nenhuma mesmo! hahahha..

De fato é um fato divertido de tanto trash que ele é. A mocinha irritante digna de um chute? Acho que é clichê neste gênero!

Texto muito divertido Felipe!

Anônimo disse...

Eu nunca assisti as sequências desse divertido filme do Michal Dudikkof. Mas lembro que eu assisti "Ninja III - A Vingança" e achei tão exagerado que chegou até ficar divertido, principalmente a cena em que os policiais gastam a munição de um batalhão inteiro para conseguirem, a muito custo, trucidarem um mísero ninja.

Francine

Luiz André disse...

Até que enfim um filme ao qual eu assisti e que fez parte da minha infância. Não consigo pensar mal deste filme, mesmo com os defeitos apresentados na película e a história bem redondinha para que nenhum crítico ponha defeito (ou não). Também revi tempos atrás e parece que este filme não ficou ruim com o passar do tempo; é um representante de filmes com temática focada nas artes marciais em uma época sem o apelo do politicamente correto que hoje torna esta nova geração um bando de pessoas sem graça e que já nascem idolatrando os grandes cineastas (ou pior, idolatrando caras do porte de Michael Bay para baixo), sem ao menos ter uma "alfabetização cinematográfica" com pequenos filmes para seguir um gosto por cinema e criar um senso crítico.
Se não for pedir muito, que tal resenhar alguns filmes um pouco mais "mainstream" que recheavam as tardes e as noites dos anos 80, tais como Cyborg - O Dragão do Futuro, as continuações de Kickboxer, as comédias teens dos anos 80 desde Gatinhas e Gatões a Porky's entre muitos outros.
No mais, parabéns pela crítica e pelo blog. Tenho me pautado por suas críticas a descobrir novos e velhos filmes que se destacam por um ou outro elemento, do trash à diversão, do gore ao entretenimento, do slasher às pipocas.

Blackjack disse...

Acompanho o teu blog a dois anos cara e me encontrei aqui,um lugar de amantes de tranqueira,não estou sozinho no mundo!kkkkkk.A série American Ninja fez minha infância na sessão da tarde.Você bem que podia fazer escrever sobre a série toda.A trilogia No Retreat No surrender também seria legal.^^

Anônimo disse...

Bem lembrada a ideia de que o público médio não consegue sacar o conceito de um filme ninja que mistura elementos sobrenaturais. Tanto que eu até já reparei que pessoas tão acostumadas com novelas e com os "filmes para ganhar Oscar", por exemplo, acham absurdo até mesmo quando o Indiana Jones escapa de uma explosão.

É uma pena, pois esse apego exagerado ao realismo e ao politicamente correto pode ser um empecilho para gente realmente criativa.

Daniela

Robson disse...

Infelizmente não se fazem mais filmes assim, eu tenho todos os American Ninja! E o Michel Dudkoff relamente não faz feio, embora eu prefira muito mais o David Bradley e muito mais ainda o Sho kosugui!!!!

Anônimo disse...

Michael dudickoff é o cara,eu preferia ele no expendables 2 em vez do chuck norris,mas enfim espero que o sly chame ele pro 3 filme...

Anônimo disse...

Felipe, a mocinha deste filme fez qual papel no Sexta-Feira 13 4 ? A menina que nada nua e o Jason corta ao meio num bote ? Deliciosa mesmo. Tinha curiosidade sobre o destino dela. Nunca mais deve ter feito nada, né ?

Felipe M. Guerra disse...

ANÔNIMO, é essa mesma. Ela fez mais uns filmes com papel de destaque (O Expresso Macabro, O Kickboxer do Deserto), e depois sumiu. Vi no IMDB que ela envelheceu e ficou uma balzaca bonitona, mas agora só faz pequenas participações em filmes classe A, tipo "Hannibal" (onde apareceu como repórter de TV, segundo o IMDB) e "Beijos e Tiros" (como figurante).

Anônimo disse...

Belo trabalho, Felipe!
Assistia quando passava na Sessão da Tarde.
Aquela cena do laser me parecia uma coisa de outro mundo de tão foda que achava!
Bons tempos!

PS: Gostaria de ver uma resenha sobre "Vampire Assassin". Uma tosqueira que vi com uns amigos há uns anos atrás e me mijei de tanto rir daquele tipo sério-cômico-querendo-ser-sério. Bom demais!

James

Anônimo disse...

O filme mais caro e ambicioso em que a beldade Aronson teve papel de destaque foi a com[edia WEIRD SCIENCE (lanlada no Brasil com o abomin[avel t[itulo MULHER NOTA1000), realizado pelo [otimo John Hughes e produzido pelo megaprodutor Joel Silver (o talentoso Mike Berryman est[a engra;ad[issimo no longa, vale dizer)>> desculpem os erros...o meu computador est[a desconfigurado e as teclas de acentua;'ao, cedilha e o escambau n'ao est'ao funcionando.

Luciano Milhouse disse...

Mais um que eu vi no cinema... aliás, o 2 eu vi no cinema também, e gostei muito!! A partir do 3 é que a coisa começa a degringolar... o 4 é um lixo tão grande que nem me atrevi a ver o 5!!

Mudando só um pouco de assunto, Felipe, eu nunca pedi pra você fazer uma resenha, mas dessa vez vou pedir... eu assisti ROBOWAR, do Bruno Mattei, no sábado de carnaval com um amigo e nós passamos mal de rir!! Por favor, qualquer dia desses faz uma crítica caprichada dele??
abração!

Felipe Lisboa Castro disse...

Excelente crítica, Felipe. Eu assisti esse filme outro dia quando passou no VH1 (onde ele passa a cada 15 dias em diversas sessões especiais temáticas sobre rock - vai entender...). É interessante que você esteja cubrindo as produções da Cannon. É uma das partes mais interessante do site depois dos filmes pós-apocalipticos.

Falando nisso, soube que "A Boy and his Dog" foi lançado no Brasil em DVD? Conhece esse filme? Caso contrário, você iria adorar. É um dos filmes pós-apocalipticos mais cínicos e interessantes já feitos. Com certeza valia uma resenha no blog.

Pedro Pereira disse...

Ninja III parece não ser consensual mas até que é bastatante interessante. Talvez mais do que este American Ninja...

Não fazia puta ideia de Norris ter sido escalado para o papel. Imagino que seria um filmaço, já que não seria necessário uso de duplos em toda a cena de pancadaria.



--
Pedro Pereira

http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
http://auto-cadaver.posterous.com

Felipe M. Guerra disse...

PEDRO, o problema de ter Chuck Norris como protagonista é que o filme seria um curta-metragem. Afinal, os ninjas não teriam chance nenhuma e seriam exterminados pelo barbudão em menos de 20 minutos! ;-)

Miguel Suarez disse...

Mais uma ótima critica a um filme. Esse site é um dos melhores sites de humor da internet. Eu tinha feito um pedido para se comentar o filme "ninja 3", se essa critica levou em conta o pedido, eu agradeço, e se não levou, eu agradeço do mesmo jeito.

Pintopix disse...

Putaqueopareo! Jackson bateu as botas?! Perdi meu dia...

Me lembro de quando vi o filme, estreando em Tela Quente! Bons tempos aquele.

Mas não sabia que Dudie era picareta... rsrsrs

tatsujiraya disse...

É isso aí... Quando eu era criança eu acreditava muito nessas encenações mal embrulhadas tambem... hoje com 29 anos (17 de artes marciais, ninjutsu, inclusive) noto as babaquice que curtia sem perceber: numa das continuações de AMERICAN NINJA lembro duma cena dele tomar um nunchaku de um dos ninjas do mal!! DETALHE: o cara maneja a arma de uma maneira ridicula, já o inimigo parecia ter mais habilidade do que le... Vai ver que ter cabelo loiro dá ao mocinho uma especie de super poder nesse filmes...

Anônimo disse...

Me desculpem, mas Michael Dudikoff, fez Ninjutsu sim. Não é verdade que ele só aparece com a roupa de Ninja lutando, o que seria fácil de alguém estar dublando. Há várias lutas em que ele aparece lutando sem roupas Ninja. Há também duas fotos dele em seu dojo de treino com seus mestres e seus colegas de turma.

Diogo Maia disse...

Se Michael Dudikoff enganou como ninja nem sabendo lutar?!?
Ora não... Acabei de saber lendo a resenha que ele era não paraticante... E assisti há uns 20 anos :)

Leonardo Peixoto disse...

É possível achar as continuações no YouTube , mas não sei se todas estão dubladas .