quinta-feira, 22 de setembro de 2011

EL CHARRO DE LAS CALAVERAS (1965)


Você sabe que está testemunhando um daqueles momentos mágicos da sétima arte quando topa com um filme como o obscuro western mexicano EL CHARRO DE LAS CALAVERAS, aka "The Rider of the Skulls" - em bom português, "O Cavaleiro das Caveiras". Não porque é um filme maravilhoso, nem porque é algum clássico perdido da cultura mundial, mas simplesmente porque ele resgata um tipo de mágica e de ingenuidade cinematográficas que parecem ter se perdido há décadas.

Topei com EL CHARRO DE LAS CALAVERAS por puro acaso. Estava procurando alguma outra coisa no Google e a busca indicou este filme. A descrição era fantástica: "Weirdest western ever!". Sempre pensei que o western mais esquisito de todos os tempos fosse o fantástico "Matalo", de Cesare Canevari, então resolvi dar uma conferida nesse outro. Fiquei hipnotizado.


Sabe o Dylan Dog, aquele personagem italiano de histórias em quadrinhos que investiga ameaças sobrenaturais? Pois o herói aqui, o tal "Charro de las Calaveras" do título, pode ser considerado uma espécie de avô cucaracha do Dylan Dog, igualmente combatendo monstros e fantasmas na zona rural mexicana - apesar da aparência de western, com pequenas vilas e pessoas a cavalo, o filme não se passa no século 19, mas sim numa cidadezinha dos anos 1960.

Interpretado por Dagoberto Rodríguez, El Charro é um cavaleiro misterioso, todo vestido de preto e com três crânios bordados na camisa. Esconde o rosto com uma máscara porque, segundo ele, "a justiça não tem face".


(Mais tarde descobrimos que seus pais foram mortos pelos bandidos e ele vingou-se de cada um deles, jurando sobre seus cadáveres que combateria todo o mal e injustiça do mundo. Enfim, um plágio disfarçado do Fantasma do Lee Falk, misturado com o visual do Zorro/Lone Ranger!)

O primeiro e único filme do personagem na verdade não é um filme, mas a união de três episódios de um daqueles velhos seriados exibidos nos cinemas de antigamente antes que começasse a atração principal. O cartaz anuncia até o título dos episódios: "El Lobo Humano", "El Vampiro Sinistro" e "El Jinete sin Cabeza". Assim, a cada 25 ou 30 minutos, nosso herói inicia uma nova aventura fechada e auto-conclusiva com outros personagens e monstros.


Não quer dizer, entretanto, que El Charro algum dia foi exibido como seriado. Inclusive nunca foram produzidas outras aventuras: só existem mesmo estes três episódios unidos em forma de longa. Eu li certa vez, em algum lugar, que esta prática era comum no México da época, pois havia muito mais incentivos para a produção de seriados do que para longas. Por isso, realizadores espertinhos filmavam dois ou três episódios de uma suposta futura série e depois juntavam todo o material para lançar como se fosse um único longa-metragem!

EL CHARRO DE LAS CALAVERAS começa com a viciante canção-tema do herói, cantada a plenos pulmões pelo "Trio Calaveras". Como os menestréis da Idade Média, eles celembram os feitos do personagem ("Amigo del justo / Y con los canallas / Fue por sus hazañas / Un gran paladín"), dando todo o clima do espetáculo que virá pela frente!

Cante com o Trio Calaveras



Começa então o primeiro episódio, "El Lobo Humano" (no filme, os segmentos não estão intitulados, nem há qualquer marcação entre o final de um e começo do outro, embora a transição seja perceptível). Essa primeira parte tem o objetivo de apresentar El Charro e sua origem, ao mesmo tempo em que o herói enfrenta o terrível lobisomem que está assombrando a fazenda da família Alvatierra.

Fica bem claro desde o começo que o homem-lobo é o próprio patriarca da família, Don Luis (David Silva, de "Alucarda" e "El Topo"). Afinal, ele veste uma camisa xadrez, e o lobisomem veste uma camisa xadrez também. Seria muita coincidência que ambos tivessem o mesmo alfaiate...


Ajudado/atrapalhado pelo empregado da fazenda, Cleofas (Pascual García Peña), e pelo caçula da família, Perico, o herói não consegue evitar que o licantropo Don Luis mate a própria esposa (Alicia Caro). Também não consegue dar um fim no monstro, que morre por puro acidente ao despencar de um precipício enquanto persegue o garotinho! Logo, digamos que este não é exatamente um início promissor para as aventuras de El Charro...

Por outro lado, esse episódio inicial tem um charme todo especial. Primeiro, por causa da hilária transformação de Don Luis em lobisomem (repetida umas quatro ou cinco vezes em 20 minutos): ao invés de virar lobo direto, o processo tem uma fase intermediária em que ele se transforma num esqueleto (?) e sua roupa desaparece (???), para só então virar homem-lobo, e novamente vestido!


Outro momento mágico e maravilhoso de "El Lobo Humano" é a intervenção de uma bruxa que vive num cemitério, e que lembra, inclusive visualmente, a feiticeira interpretada por Eucaris Moraes no filme de estréia do Zé do Caixão, "À Meia-noite Levarei Sua Alma" (1964).

Pois eis que a bruxa ressuscita um dos defuntos do cemitério (!), cujo caixão está enterrado numa sepultura com uns meros 5 cm de terra por cima (!!!), para contar a El Charro a identidade do lobisomem!!! Pode?


"El Vampiro Sinistro" começa logo em seguida. Com a morte de toda a família Alvatierra no episódio anterior, Cleofas passou a acompanhar El Charro como fiel escudeiro, um Sancho Pança mexicano. Após um diálogo para justificar a ausência do menino Perico ("Ele está na escola", ou algo do gênero), somos apresentados a um novo parceiro-mirim chamado Juanito, que saiu sabe-se lá de onde.

Existe uma explicação lógica para essa mudança no elenco: deve ter passado um grande período de tempo entre a filmagem do primeiro episódio e dos dois posteriores, já que a roupa de El Charro está diferente (a máscara agora cobre a cabeça toda, não apenas o rosto, e há caveiras bordadas também no peitoral da camisa). Provavelmente o garoto que participou da história anterior pulou fora do projeto e teve que ser substituído por um outro menino e um novo personagem.


Seja como for, o trio de heróis chega a uma cidadezinha que está sendo aterrorizada por um terrível vampiro daquele estilo monstruoso, à la Nosferatu (e que usa um cinto com um morcego desenhado na fivela, que parece roubado do Batman!). Eles se hospedam na casa de Maria (Laura Martínez) para protegê-la da ameaça sanguessuga, mas não adianta nada, pois o vampiro ataca uma noite e leva a garota para ser sua noiva. El Charro precisa ir até o esconderijo do vilão (um cemitério abandonado) para uma luta até a morte.

O charme deste segundo episódio é o vampirão, permanentemente imitando a pose de Bela Lugosi em "Plan 9 From Outer Space", segurando as pontas da capa como se fosse um morcego gigante. Aliás, são incontáveis as transformações do vampiro num enorme morcego de borracha, e vice-versa, através de corte seco (desliga a câmera, tira o ator, coloca o morcego, liga a câmera).


E é hilário o momento em que o morcegão de borracha, suspenso por fios de nylon, tenta entrar por uma janela: a falta de habilidade do sujeito que está manipulando o morcego é tamanha que o bicho precisar dar "marcha-a-ré" duas vezes até conseguir passar pela janela!

Enfim, sem querer spoilear a conclusão de "El Vampiro Sinistro", nosso trio de heróis está vivinho e saudável na terceira e última história, "El Jinete sin Cabeza", a melhor do filme.

Baseado no conto "A Lenda de Sleepy Hollow", de Washington Irving, mostra um terrível cavaleiro sem cabeça atacando em outra vila do interior do México, onde coincidentemente vão parar El Charro, Cleofas e Juanito.


Enquanto isso, numa cidade perto dali, a milionária Gloria Mendez (Rosario Montes) descobre, entre as quinquilharias deixadas pelo seu falecido avô, uma caixa de madeira contendo uma cabeça mumificada (!!!). A moça começa a ser aterrorizada pelo sinistro souvenir, pois a cabeça fala e exige que seja devolvida ao seu corpo. Adivinhe qual é o corpo? Bem, não é coincidência o fato de existir um cavaleiro sem cabeça aterrorizando uma vila nas cercanias...

Descobrimos que o cavaleiro na verdade é um bandidão chamado El Chacal, cuja cabeça foi decepada pelo avô de Gloria para estudos científicos. A profanação, entretanto, transformou o criminoso comum num vilão sobrenatural, auxiliado por dois mortos-vivos cujo visual lembra muito os "mortos sem olhos" daqueles filmes feitos anos depois pelo espanhol Amando de Ossorio.


"El Jinete sin Cabeza" é o melhor momento de EL CHARRO DE LAS CALAVERAS por causa das criativas trucagens utilizadas para "dar vida" ao cavaleiro decapitado e sua cabeça decepada falante. E também porque é o único dos episódios em que o herói El Charro realmente mostra serviço, travando uma feroz luta de espadas (na verdade, machetes!) com o demoníaco adversário!

(Aliás, vale destacar que quando o cavaleiro sem cabeça recupera a dita cuja, ele fica a cara do Michael Jackson versão branquela, como você pode ver na foto abaixo!)


Bem, se você aguentou até aqui, deve ter percebido que EL CHARRO DE LAS CALAVERAS é um daqueles filmes bizarros e imperdíveis que servem para matar a saudade de um tipo de cinema popularesco e amalucado que já não se faz mais - motivo pelo qual apaixonei-me pelo filme à primeira vista.

Enquanto o assistia, voltei aos meus tempos de moleque assistindo obras tão fascinantes quanto absurdamente amalucadas, tipo "Os Aventureiros do Bairro Proibido", de John Carpenter, que misturava lutadores de artes marciais com fantasmas, monstros e ninjas voadores.

Hoje, infelizmente, não há mais espaço para filmes assim. Se você pegar uma bomba como "Van Helsing", do Stephen Sommers, por exemplo, a proposta é exatamente a mesma de EL CHARRO DE LAS CALAVERAS (um herói lutando contra diversos monstros famosos), mas a execução é pífia, com um excesso de efeitos por computação gráfica que chega a incomodar o espectador.


Prefiro muito mais o clima de ingenuidade e de "fundo de quintal" do filme mexicano, em que vampiros e lobisomens andam em plena luz do dia, enquanto os personagens dizem frases como "Em algumas horas vai amanhecer" (aparentemente, os realizadores não tinham iluminação suficiente para filmar REALMENTE à noite).

Também prefiro muito mais o morcego de borracha e as máscaras de carnaval inexpressivas usadas pelo lobisomem e pelo vampiro (só os olhos se mexem) do que esses efeitos toscos e exagerados de CGI.

E no fim você não se importa com essa pobreza mambembe dos efeitos porque É A PROPOSTA do negócio: uma aventura barata, rápida, rasteira, sem muita enrolação, feita para consumo popular, sem grandes pretensões nem muitos recursos. O tipo de cinema que passava nas cidades pequenas e era ovacionado por uma platéia ávida por esse tipo de produção, décadas antes dessa Era de Multiplex e da "magia" criada por computação gráfica.


Há um irresistível charme trash em EL CHARRO DE LAS CALAVERAS. O herói, apesar da pose de fodão e do ar misterioso, é um completo desastre: nunca consegue salvar ninguém e sempre é subjugado pelos monstros, mas salvo na última hora por algum dos companheiros (geralmente o garotinho, o que torna tudo ainda mais engraçado, pois o moleque é muito melhor e mais esperto que o PROTAGONISTA DO FILME!).

E se no começo eu comparei El Charro com Dylan Dog, vale ressaltar que eles compartilham até de um alívio cômico: nos quadrinhos é Grouxo, um sósia de Grouxo Marx; aqui é Cleofas, o típico gordinho fanfarrão e medroso que só faz cagada.


EL CHARRO DE LAS CALAVERAS é o primeiro filme dirigido pelo célebre roteirista Alfredo Salazar, que faz uma ponta como a primeira vítima do vampiro. Nascido em 1922, durante quatro décadas ele foi responsável por escrever roteiros que mais pareciam histórias em quadrinhos ou "pulp fictions" (aqueles livrinhos de rodoviária), mais ou menos como o Rubens Francisco Luchetti fez aqui no Brasil (escrevendo primeiro os roteiros do Mojica, depois do Ivan Cardoso).

Salazar costumava escrever aventuras absurdas juntando criaturas fantásticas de maneira surreal, em títulos como "La Momia Azteca Contra el Robot Humano", de Rafael Portillo, "Las Luchadoras Contra la Momia", de René Cardona, e até uma versão feminina do Batman, "La Mujer Murciélago", também dirigido por Cardona.


Também foi Salazar quem mais colocou o lutador mascarado El Santo para combater ameaças sobrenaturais, escrevendo as aventuras "Santo y Blue Demon vs Drácula y el Hombre Lobo", "Santo en La Venganza de la Momia", "Santo en El Tesoro de Drácula", e muitas outras. Ou seja, o negócio do sujeito era fazer crossover entre todos esses monstros e heróis mascarados, mas sem muito compromisso com a lógica nem muita explicação (usando a velha estratégia "se colar, colou")!

Tanto que ninguém perde tempo explicando a origem do lobisomem e do vampiro em EL CHARRO DE LAS CALAVERAS, e a história por trás do cavaleiro sem cabeça é narrada em três minutinhos. Salazar joga no lixo até as convenções clássicas dos personagens, pois o lobisomem é morto sem a necessidade de balas de prata!


Roteiro e direção do filme também lembram muito uma história em quadrinhos, em seu desenvolvimento, narrativa e até composição das imagens (há uma cena em que ele mostra tiros em primeira pessoa décadas antes de isso ficar popularizado nos videogames). Salazar não enrola e dá ao público exatamente o que ele quer, inclusive repetindo numerosas vezes as cenas fantásticas (transformação de homem em lobisomem e de morcego em vampiro), mesmo que os efeitos não sejam lá grande coisa.

Salazar não é erudito, é econômico: seu vampiro não fica lamentando a vida imortal, e seu lobisomem não fica choramingando a maldição de virar fera na Lua Cheia, como é moda no cinema fantástico atual. O mais perto disso que o filme chega é no último episódio, quando o cavaleiro sem cabeça discute com Deus (!!!), reclamando que não vai descansar em paz. Ainda assim, é uma cena curta e que não está ali só para encher linguiça.


É uma pena, portanto, que esse seja o primeiro e único filme de El Charro de las Calaveras, pois, além de ser muito divertido, o personagem teria grande potencial para continuar varrendo o México de ameaças sobrenaturais. Se bem que depois de vampiros, lobisomens e mortos-vivos, não sobraram muitas criaturas poderosas para o herói detonar numa futura aventura...

Bem que alguém podia criar um "Cavaleiro das Caveiras" brasileiro, para livrar o interior do país de criaturas igualmente ameaçadoras como a Mula Sem Cabeça, o Chupa-cabras, o ET de Varginha (ou, agora, ET Bilú) e o zumbi Oscar Niemeyer!

"Aquí está el Charro / Aquí está el charro / El Charro de las Calaveras"...

*******************************************************
El Charro de las Calaveras (1965, México)
Direção: Alfredo Salazar
Elenco: Dagoberto Rodríguez, David Silva, Alicia Caro,
Pascual García Peña, Laura Martínez, Rosario Montes,
Carlos del Muro e Jose Luis Cabrera.


14 comentários:

Tony Sarkis disse...

Na vigésima quarta figura contando de cima para baixo o cara ta parecendo o LULA!!
HAHAHAHAHAHAHA!!!

Francine disse...

Lendo esse texto realmente dá uma saudade desse cinema "caseiro".

corisco disse...

Oi amigo, tenho um blog de cinema e ate ja inclui o seu, que gosto muito na minha lista, caso agrade coloque o meu na sua lista ai..um abço
http://chiadosecanudos.blogspot.com/

Anônimo disse...

Se esse tipo de filme fosse feito atualmente eu acharia o mundo do cinema mais democrático. O filme ruim de hoje é ruim mesmo, mas essas dinossáuricas e ingênuas tranqueiras congelaram um certo charme nostálgico no tempo...

Luciano Milhouse disse...

Esse filme é um barato mesmo!! Para quem quiser conferir, fica a dica: Ele está INTEIRO no Youtube pra quem quiser ver!!!

qualquergordotemblog disse...

"(Mais tarde descobrimos que seus pais foram mortos pelos bandidos e ele vingou-se de cada um deles, jurando sobre seus cadáveres que combateria todo o mal e injustiça do mundo. Enfim, um plágio disfarçado do Fantasma do Lee Falk, misturado com o visual do Zorro/Lone Ranger!)"

Batman também segue essa toada aí.

"O herói, apesar da pose de fodão e do ar misterioso, é um completo desastre: nunca consegue salvar ninguém e sempre é subjugado pelos monstros, mas salvo na última hora por algum dos companheiros (geralmente o garotinho, o que torna tudo ainda mais engraçado, pois o moleque é muito melhor e mais esperto que o PROTAGONISTA DO FILME!)."

EL CHARROLIN COLORADO!

Andreza disse...

As duas primeiras cenas sobre o "episódio" do vampiro lembra um episódio perdido do Chapolin Colorado chamado "o vampiro".

Luciano Milhouse disse...

Falando em tosqueiras com ar ingênuo, já assistiu a versão de King Kong feita em BANGLADESH?? Se já, o que achou? Rsrsrsrsrsrs!

Pra quem quiser ver o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=_c8yrdi__sQ&feature=player_embedded#!

Arthur disse...

pois é Felpe, hoje em dia esses filmes, o pessoal fala mai s do efeitos especiais do que do filme em si, o que é que adianta acomanhar as tecnologias o cinema, se o cibema em si não melhorou nada, e o pior, esse tipo de cinema são elogiado por alguns críticos, a Isabela Boscov da Veja, no vídeocast do G.I Joe ela temta jutificar a edição vídeoclipada e o treme-treme das câmeras.

gilmar disse...

grande jornalista, você tem a resenha do filme um pistoleiro chamado papacu? se tiver publique pois é um classico da bizarrice.

senhor desmanipulador disse...

Eu tambem descobri este personagem por acaso procurando algo que não tinha nada a ver(sempre assim que achamos verdadiras perolas)e ja tenho certza se eu conseguir achalo para download
não vou me descepicionar pois gosto deste tipo de coisa ..AH
parabens pelo seu BLOG SEU TRABALHO E OTIMO.

Leonardo Peixoto disse...

Pena que não fizeram mais três episódios para montar uma continuação .

Leonardo Peixoto disse...

Foi realmente uma pena não terem feito uma continuação .

Leonardo Peixoto disse...

Resenha muito legal :)