sábado, 5 de março de 2011

A FÚRIA DO PROTETOR - Director's e Jackie Chan's Cut (1985)


(Alô amigos do FILMES PARA DOIDOS! Eis que nesta semana comecei num emprego temporário de um mês, e assim mais uma vez me vi sem tempo de atualizar o blog. Para compensar, como sou bonzinho, vou postar mais uma Sessão Dupla, dessa vez com duas versões do mesmo filme. É uma resenha que foi bastante requisitada pelos leitores, então espero que vocês se divirtam!)

Num daqueles interessantes fenômenos do mundo do cinema, divergências entre diretores e produtores, ou entre atores e diretores, ou entre toda essa cambada junta, acabam gerando versões diferentes de um mesmo filme.

Um caso clássico é "Blade Runner" (1982): a versão que todo mundo aprendeu a gostar foi aquela editada e alterada pelos produtores, e somente uma década depois o diretor Ridley Scott conseguiu lançar sua "director's cut", com uma série de alterações e um final pessimista. Outro exemplo, que chega a ser absurdo, é "O Exorcista - O Início" (2004): o diretor Paul Schrader rodou o filme todinho, mas o resultado desagradou os executivos da Warner e eles resolveram despedir Schrader e contratar Renny Harlin para recomeçar tudo do zero, fazendo com que existem duas versões completamente diferentes da mesma obra!


Há inúmeros outros casos dignos de citação, mas um bem curioso e pouco conhecido é o de um pequeno filme de ação de 1985 chamado A FÚRIA DO PROTETOR.

Nesta época, Jackie Chan já era um grande astro no Oriente, mas estava querendo fazer sucesso também nos Estados Unidos, já que o cinema ocidental estava carente de grandes astros de artes marciais desde a morte de Bruce Lee. Jackie já tinha tentado conquistar o mercado norte-americano cinco anos antes, com a dobradinha "O Grande Lutador" (1980, de Robert Clouse) e "Quem Não Corre, Voa" (mesmo ano, dirigido por Hal Needham), mas não conseguiu chamar a atenção do público.

A FÚRIA DO PROTETOR tinha tudo para dar certo: era um violento filme de ação em que Jackie interpretava um policial durão em Nova York. Como diretor, foi escalado James Glickenhaus, que alguns anos antes chamou a atenção dos grandes estúdios graças ao sucesso de sua produção independente "O Exterminador".


O roteiro mostra uma dupla de tiras (Jackie Chan e Danny Aiello!!!) investigando o seqüestro da filha de um milionário em Nova York. O caso acaba levando ambos a Hong-Kong, onde enfrentam um poderoso traficante de drogas - mesmo argumento da comédia "A Hora do Rush", que uniu Chan e Chris Tucker em 1998, fez muito mais sucesso e virou trilogia.

O problema é que tudo deu errado no set de A FÚRIA DO PROTETOR, principalmente porque Jackie não se bicava com Glickenhaus, que considerava um péssimo diretor. Em sua auto-biografia, o astro explicou que o diretor estava mais interessado em filmar tiroteios sangrentos (ao invés das mirabolantes lutas do astro) e mulheres nuas, e que simplesmente pulava de uma cena para a outra sem dar muita bola para o roteiro.


Além disso, segundo Jackie, Glickenhaus raramente filmava mais do que quatro takes das cenas de ação, enquanto na Ásia ele estava acostumado a fazer mais de 20! Astro e diretor brigaram o tempo inteiro e, lá pelas tantas, Jackie abandonou o set. "Glickenhaus vai destruir minha carreira!", choramingou para seu agente, e este recomendou que o ator voltasse ao set pelo menos para concluir o filme, ou então pagaria uma pesada multa por quebra de contrato e nunca mais conseguiria emprego nos EUA.

O resultado é, digamos, bem diferente da imagem que Jackie construiu para si: seu personagem quase não luta, mas passa o filme fuzilando bandidos como se fosse um Dirty Harry chinês; fala vários "fuck" e circula sem timidez no meio de diversas figurantes peladas. Embora tenha a cara do cinema de ação exagerado e inconseqüente dos anos 80, a versão do diretor de A FÚRIA DO PROTETOR não é, sob hipótese alguma, um "filme de Jackie Chan".


O ator sabia disso, e achou que seria "um insulto" (suas próprias palavras) lançar essa versão norte-americana na Ásia. Resolveu o problema de uma forma simples: rodou um montão de novas cenas em Hong-Kong (principalmente mais lutas exageradas, bem ao seu estilo), cortou várias coisas que Glickenhaus havia insistido para ter no filme (as cenas com mulheres nuas, por exemplo) e até criou novas subtramas para dar sentido ao roteiro caótico da versão norte-americana.

O resultado é um A FÚRIA DO PROTETOR totalmente novo, apelidado de "Jackie Chan's Cut": enquanto a versão norte-americana tem 91 minutos, a asiática, mesmo com um montão de cenas a mais, ficou com 88 minutos (por causa dos diversos cortes feitos pelo ator na remontagem).


Assim, existem dois A FÚRIA DO PROTETOR completamente diferentes, e cada um com seus próprios fãs. E a experiência ruim de Jackie com Glickenhaus acabou sendo benéfica para seus fãs: o ator gostou da experiência atrás das câmeras, ao filmar as novas cenas para a "sua versão" do filme, e isso incentivou-o a apostar também na carreira de diretor, gravando, no mesmo ano de 1985, o excelente "Police Story" em Hong-Kong.

Qual versão é a melhor? Quais são as diferenças entre elas? Saiba tudo e um pouco mais acompanhando mais esta exclusiva Sessão Dupla do FILMES PARA DOIDOS!



THE PROTECTOR - James Glickenhaus' Cut


O diretor do clássico cult "O Exterminador" tinha um objetivo em mente ao escrever e dirigir sua versão de A FÚRIA DO PROTETOR: transformar Jackie Chan, astro de sucesso na Ásia, em um fenômeno também no Ocidente. A melhor forma de fazer isso, pensou ele, era mudar sua imagem de "lutador engraçadinho", dos filmes asiáticos, para a de policial durão nos Estados Unidos, seguindo um modelo de heróis rabugentos e de poucas palavras muito em voga no período (era a época de Stallone, Schwarzenegger e Chuck Norris).

Mas quem já viu outros filmes do diretor sabe como é seu jeito de trabalhar: um caos! Os roteiros são absurdamente fragmentados, não raras vezes contendo situações que nem ao menos se relacionam com a trama. É o que acontece aqui, e um dos motivos que enfureceu Jackie Chan.


Para o leitor ter uma idéia, A FÚRIA DO PROTETOR começa com uma gangue de punks roubando um caminhão repleto de computadores no violento bairro do Bronx. Chegam dois policiais, Billy Wong (Chan) e seu parceiro Michael (Patrick James Clarke), mas eles não fazem nada além de ironizar com um "Bem-vindo a Nova York" para o motorista do caminhão. E assim a cena termina. Você leu corretamente: os heróis nunca investigam o roubo nem perseguem os punks. É um enigma o fato de essa cena inicial existir!

Na cena seguinte, a ronda da dupla termina e eles vão tomar umas num boteco, que coincidentemente é assaltado por um grupo de psicopatas com armas de grosso calibre. Billy está no banheiro no momento do ataque e reage, matando vários dos bandidos, mas um deles foge depois de fuzilar seu parceiro. Nosso herói persegue o vilão até o cais, onde ambos escapam em velozes lanchas. A cena termina com o policial agarrando-se a um helicóptero (!!!) e usando a sua lancha como míssel para destruir o barco do bandido em fuga (!!!).


Claro que não faltam motivos para o superior de Billy ficar puto com ele e rebaixá-lo para o departamento de controle de multidões, onde ele ganha um novo parceiro, Danny Garoni (Danny Aiello).

A primeira missão de ambos é investigar o sequestro de Laura Shapiro (Saun Ellis), filha de um poderoso empresário ligado ao tráfico de drogas. Billy desconfia que a garota foi seqüestrada pelo associado do seu pai, um traficante de Hong-Kong chamado Ko (Roy Chiao), e a dupla de policiais misteriosamente consegue permissão para ir até o outro lado do mundo investigar, embora seja totalmente fora da sua jurisdição!!!

Chegando em Hong-Kong, Billy e Danny passam os minutos seguintes dando tiros e porradas na bandidagem, investigando porra nenhuma e eventualmente causando a morte de todas as pessoas que tentam ajudá-los. Isso até o herói descobrir, por meio de um vidente (!!!), o cativeiro de Laura.


Ao invés de avisar a polícia de Hong-Kong, a dupla dinâmica prefere formar um trio com um traficante de armas (!!!), que guarda em seu barco metralhadoras Uzi e até um lança-foguetes (!!!), que ganhou de presente de um amigo de Israel (!!!!).

Realizado com desleixo por Glickenhaus, A FÚRIA DO PROTETOR é um filme de ação onde só se percebe esmero nos sangrentos tiroteios, com pistolas abrindo crateras no corpo das vítimas e sangue voando generosamente à la "Duro de Matar" (que foi feito depois). Logo no começo, por exemplo, o personagem de Jackie dá um tiro no ombro de um bandido e sai mais sangue do que se tivesse acertado na cabeça!


O diretor também parece ter uma fixação doentia por nudez gratuita: quando uma garota aparece nua frente e verso numa casa de massagens vá lá, mas nada justifica o fato de as mulheres no laboratório de cocaína de Ko trabalharem completamente peladas!!!

No New York Times de agosto de 1985, o crítico detonou o roteiro do filme: "O título é 'O Protetor', mas Jackie Chan não protege ninguém e ainda deixa uns 100 cadáveres para trás". Chama a atenção principalmente o fato de que Glickenhaus não tem qualquer intenção de fazer uma aventura de artes marciais (a especialidade do seu astro), mas sim um policial sanguinolento no estilo de seus filmes anteriores, "O Exterminador" e "O Ultimato" ("Codename: The Soldier", de 1982).


Tanto que Jackie raramente tem a oportunidade de lutar ALÉM da cena final, em que ele sai no pau com um dos capangas de Ko (interpretado pelo campeão mundial de artes marciais Bill "Superfoot" Wallace). O próprio Jackie queria coreografar a luta, mas é óbvio que Glickenhaus não deixou - e o resultado está na tela, burocrático e sem grandes lances.

Outra rara chance para o astro mostrar seus talentos acontece quando o herói persegue um vilão que foge de barco, obrigando-o a saltar com motocicletas e até varas de bambu, de um barco para outro, até chegar àquele em que seu rival está.

No restante do tempo, Jackie fica perambulando para lá e para cá com um olhar de peixe morto (sem esconder sua falta de entusiasmo com o filme), sem investigar nada, ouvindo as gracinhas do parceiro Danny Aiello e descobrindo tudo por pura sorte - ou por meio do vidente, que, numa das ferramentas mais imbecis que eu já vi para tocar um roteiro adiante, conta em detalhes tudo aquilo que o herói precisava descobrir. Ele é tão eficiente que os detetives da polícia de Hong-Kong deveriam ser substituídos por videntes que lêem I-Ching!


No cômputo final, A FÚRIA DO PROTETOR não é um filme ruim: é realmente muito engraçado ver Jackie Chan como policial durão, falando palavrões e atirando à queima-roupa, longe daqueles papéis engraçadinhos em que ele se especializou (a versão editada por Glickenhaus NÃO tem humor).

Os sangrentos tiroteios e algumas boas cenas de ação, como a da casa de massagens, o ataque ao laboratório de drogas e principalmente a luta final entre Jackie e Bill Wallace, fazem valer o espetáculo para quem procura um daqueles exagerados policiais dos anos 80. E os filmes de Glickenhaus, por piores que pareçam, ainda são bem mais interessantes que muita coisa que se faz hoje.

Agora, se o seu negócio é mais artes marciais e menos "policial durão enchendo bandidos de tiros", recomendo fortemente procurar a versão asiática editada por Jackie Chan. No Brasil, a única versão de A FÚRIA DO PROTETOR disponível (em VHS e DVD) é a original norte-americana.



WAI LUNG MAANG TAAM - Jackie Chan's Cut


Completamente insatisfeito com a versão norte-americana de A FÚRIA DO PROTETOR (que inclusive bombou nas bilheterias nos EUA, arrecadando pouco mais de 980 mil dólares), Jackie Chan considerou a hipótese de nem lançar o filme no mercado asiático. Depois pensou melhor e resolveu colocar a mão na massa, consertando tudo aquilo que ele achava errado no trabalho de Glickenhaus, e filmando diversas cenas novas com os atores asiáticos, Bill Wallace e um dublê de Danny Aielo.

Para quem só conhece a versão norte-americana, fica a dica: a versão de Chan é um filme quase totalmente diferente!

A trama básica continua a mesma: o início, com o inexplicável ataque dos punks, a morte do parceiro e a viagem a Hong-Kong para investigar o sequestro de Laura Shapiro continuam no filme.


A diferença é que Jackie filmou novas cenas para corrigir algumas bobagens feitas por Glickenhaus. Quando seu parceiro é assassinado no assalto ao bar, por exemplo, o personagem de Jackie originalmente saía correndo atrás do vilão, mas adivinhando para que lado o meliante havia fugido; na versão asiática, foi adicionada uma pequena cena em que o policial pergunta a um pedestre para onde o bandido foi. Pequenos detalhes assim acabam corrigindo furos grotescos da versão norte-americana.

Como a versão asiática foi dublada, Jackie também aproveitou para eliminar todos os palavrões que foi obrigado a dizer em inglês, como "Give me the fucking keys!". E passou a tesourinha em todas as cenas com mulheres peladas, principalmente a pra lá de gratuita cena com as peladonas no laboratório de cocaína (novas cenas foram filmadas mostrando-as totalmente vestidas e bombeando cocaína para dentro de frutas).


Não contente com essas pequenas alterações, o astro ainda chamou o roteirista King Sang Tang para criar novos personagens e subtramas, justificando as cenas de luta que pretendia filmar e adicionar à montagem (todas as cenas adicionais foram rodadas pelo próprio Jackie, que assim pôde coreografar as lutas).

A maior mudança é a inclusão de uma nova personagem, Sally (interpretada por Sally Yeh). Ela é a filha de um homem assassinado pelo grande vilão Ko, e ajudará o herói na sua investigação. O encontro entre Billy e Sally acontece numa academia de ginástica, onde a moça é cortejada por dois pretendentes ciumentos. Claro que isso é apenas desculpa para uma cena de luta "engraçadinha", ao estilo Jackie Chan, em que o herói usa os instrumentos da academia (halteres, esteira...) contra seus oponentes.


Inclusive é graças a Sally que finalmente descobrimos a história da moeda que Billy usa para buscar informações com um velho informante da polícia em cena posterior, algo que na versão de Glickenhaus ficava muito no ar.

Jackie também filmou mais cenas com os vilões discutindo seus planos e se irão matar ou não os dois policiais nova-iorquinos. Bill Wallace tem mais tempo para desenvolver seu vilão, e o proprietário da casa de massagens (que desaparecia logo do filme de Glickenhaus) aparece mais vezes, primeiro apanhando dos homens de Ko por ter falhado em matar os policiais, e depois revelando ser tio de Sally, quando vai à casa da garota para avisá-la de que sua vida corre perigo.


Essa cena, bem longa, inclui Billy desarmando uma bomba colocada sob a cama de Sally pelos homens de Ko, e um tiroteio entre o herói e um dos assassinos enviados pelo vilão. No fim, o herói acompanha Sally e seu tio ao aeroporto, já que eles resolvem fugir para os Estados Unidos. E é o tio de Sally quem conta a Billy onde é o cativeiro de Laura, eliminando assim a ridícula cena do vidente "descobrindo" o local via I-Ching da versão norte-americana!

Mas calma que não termina por aí: visando dar mais tempo para que Bill Wallace demonstre suas habilidades, Jackie filmou uma outra cena de ação com ele. Na versão de Glickenhaus, o informante de Billy, Lee Hing (Kwan Yeung), aparecia morto sem mais nem menos, e com seu barco incendiado.

Uma longa cena filmada especialmente para a versão asiática mostra Hing encontrando um colega numa fábrica de gelo para se informar sobre os planos de Ko, quando ambos são emboscados e mortos por Wallace e outros capangas do vilão, em mais uma violenta luta.

Uma das cenas exclusivas da versão oriental


Finalmente, como perfeccionismo pouco é bobagem, Jackie reeditou e inseriu alguns takes nas cenas de luta filmadas por Glickenhaus sem sua colaboração (a da casa de massagens e o duelo final com Wallace), tornando-as mais "orientais" (leia-se velozes e violentas).

Com tantas cenas a mais, como é que a versão asiática de A FÚRIA DO PROTETOR consegue ser três minutos mais curta que a norte-americana? Simples: Jackie adicionou as novas cenas enquanto cortava coisas da montagem de Glickenhaus, diminuindo a perseguição ao bandido após o assalto ao bar no início (aquilo nem faz parte da trama principal mesmo), deletando a cena do funeral do parceiro de Billy e apagando diálogos redundantes.


O resultado não é apenas uma "maquiagem", mas um filme diferente no tom e no ritmo. Por isso, é difícil escolher a melhor versão.

Eu confesso que gosto bastante do A FÚRIA DO PROTETOR de Glickenhaus principalmente porque ele vai direto ao assunto (tiros, sangue, pauleira e mulher pelada), sem perder muito tempo com investigações (e é por isso que o herói descobre tudo que quer saber através do vidente, por pura preguiça do roteiro de mostrar qualquer investigação!!!).


Mas a "Jackie Chan's Cut" do filme também tem seus pontos positivos, principalmente o upgrade nas cenas de luta (duas a mais) e a remontagem mais dinâmica das cenas de ação já existentes, embora contenha um excesso de investigação e personagens.

Talvez um grande filme saísse de uma mescla das duas edições. Afinal, Glickenhaus tentou fazer um policial sério e violento enquanto Jackie teimou em inserir uma dose do seu humor habitual (a luta na academia de ginástica) que não se encaixa muito bem na proposta original.

Por via das dúvidas, recomendo conhecer as duas versões, cada um com seus méritos e defeitos, mas uma prova de que o mundo do cinema também tem dessas coisas: quem diria que uma simples briguinha entre diretor e astro pudesse gerar dois filmes quase que completamente diferentes e rodados em países diferentes?

Trailer de A FÚRIA DO PROTETOR



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A Fúria do Protetor (The Protector, 1985, EUA)
Direção: James Glickenhaus
Elenco: Jackie Chan, Danny Aiello, Victor
Arnold, Roy Chiao, Saun Ellis, Bill Wallace,
Mike Starr e Moon Lee.

Wai Lung Maang Taam (1985, EUA/Hong-Kong)
Direção: James Glickenhaus e Jackie Chan
Elenco: Jackie Chan, Danny Aiello, Victor
Arnold, Roy Chiao, Saun Ellis, Bill Wallace,
Sally Yeh e Hoi Sang Lee.

18 comentários:

Brasílio-Invasor-de-Domicílio disse...

Buenas!
E eu que sempre tive a estranha impressão de que Jackie Chan renegava essa película do mesmo modo que Sylvester Stallone renegava O Garanhão Italiano...
Continue com o excelente trabalho voluntário, Felipe do Monte Guerra!

Henrique disse...

Até agora não consigo acreditar que Jacke Chan fez um filme com o Danny Aiello

Juarez Júnior disse...

A versão americana é um daqueles clássicos da infância, que você acaba defendendo por toda a vida. Lembro de discussões com amigos sobre o fato de as garotas do laboratório ficarem nuas: "é pra droga ficar sem impurezas..."; "é pra elas não roubarem..."; "o cara é tarado mesmo...". Eu jurava que era para evitar furtos a falta de roupa das meninas, mas depois de ler sua crítica cheguei a conclusão que o cara era tarado mesmo. Grande abraço.

Vitor disse...

Eu só vi a versão do jackie chan que tem mais lutas e é muito boa! Felipe, como sugestão para uma próxima sessão dupla, que tal o novo remake de i spit on your grave e a versão norueguesa chamada the whore?

Felipe M. Guerra disse...

JUAREZ, a lógica diz que é exatamente isso: as meninas do laboratório estão peladas para não roubarem uns gramas da branca pura (embora mesmo nuas elas ainda possam enfiar a coca em pelo menos dois lugares para esconder). Mas convenhamos que o troço é muito gratuito para fazer sentido!!! E além disso a nudez traz uma série de complicações, como o fato de elas poderem suar e ficar com o pó todo grudado no corpo! Enfim, não me parece uma coisa muito inteligente para fazer, mas a cena é simplesmente hilária.

Takeo Maruyama disse...

Bem, como fã confesso de Chan desde a infância, gosto muito mais da versão asiática, mas na boa, acho ambos horríveis! A versão do Jackie melhora na parte das lutas, mas só. E a Continental, que lançou esse filme em DVD no Brasil, podia ter aproveitado e lançado a versão asiática, já que é tudo pirataria mesmo...

Fernando disse...

Essa cena das mulheres nuas no laboratório eu me lembro de já ter visto em outro filme, se eu não me falha a memória é no New Jack City..

Fausto Salvadori disse...

Guerra, queria ver um dia você comentar sobre um clássico da violência da Sessão da Tarde, "A Fortaleza": http://www.imdb.com/title/tt0091069.

Eduardo Lira disse...

Muito bom o texto! Pretendo conhecer a versão oriental em breve! Alguém sabe onde posso baixar?
www.cinemanuts.blogspot.com/
visitem aí (comecei a escrever há pouco tempo,mas acho que tá legal)!

Rafael Leite disse...

Tem essa cena de mulher pelada no laboratório de farinha la no Gangster Americano com o Denzel Washington (pra você ver que o "ar" do filme conta bastante, lá no Gangster parece bem razoável e não ridículo)

qualquergordotemblog disse...

Eu se fosse o Jackie Chan deixava pelo menos a cena c/as mulheres e cortava o restante que fosse desnecessário.

José Guilherme Wasner Machado disse...

Também já vi esse negócio de mulher pelada em laboratório de drogas, e em mais de um filme. O motivo é justamente o alegado pelo colega acima - dificultar que as trabalhadoras consigam roubar uma quantidade razoável da droga produzida. Se isso procede na realidade ou não, eu não sei, mas o filme faria melhor se deixasse claro que essa é a justificativa! De resto, excelente texto!

Abraços!

Artur disse...

eita qu e as sessões duplas estão uma maravilha, quero saber se existem s 2 versões lançadas para DVD.

Reis disse...

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Felipe M. Guerra disse...

ARTUR, só a versão do diretor saiu no Brasil, num DVD super-fuleiro da Continental. A versão oriental segue inédita, mas dá pra baixar facinho.

glauber gorski disse...

Muito boa a explanação sobre as versões. Como fã de Jackie Chan, levo uma pequena vantagem sobre muitos: vi o trailer dessa obra no cinema, quando fui assistir A Hora do Espanto (que, para meu espanto, estão refilmando) e pensei "que chinezinho fera! preciso conhecer mais sobre ele"). Então esse passou a ser o filme que me iniciou no universo Jackie Chan, por isso tenho muito carinho por ele - e tenho as duas versões.
Mas, olhando à distância, e comparado com qualquer outro filme do Jackie, realmente é muito fraco (só comparável a Missão na Ilha de Fogo (que é, em boa parte, uma refilmagem de Rebeldia Indomável).
Nota final: Jackie Chan já era diretor nessa época, com A Vingança do Dragão, O Jovem Mestre do Kung Fu, O Lorde Dragão e Projeto China. O Protetor só fez ele adentrar no universo dos filmes policiais, com a cinessérie Police Story.

alan delão disse...

Eu assisti ao filme do jackie chan nos cinemas em 1986, se chamava "A Fúria do Protetor", não sei se esse filme é desse ano acho que é de 1985, mas na época os filmes demoravam a chegar aqui. E também havia muitos relançamentos de filmes antigos no cinema, pode ser esse o motivo. Lembro que na época aparelho de vídeo-cassete era coisa de rico, meu vizinho tinha um 'usado' que o pai dele se enrolou todo para conseguir comprar, então o jeito era ir no cinema mesmo. todo fim de semana eu ia nos cinemas em Duque de Caxias (RJ), pois lá o ingresso era a metade do preço e os cinemas exibiam 2 filmes como nas 'grindhouse' (lembram do filme do Tarantino?), assisti a vários filmes alguns do ínicio dos anos 80: Christine, O Carro Assassino, Sexta-Feira 13 - Parte III, Tubarão 3D, A volta do Mortos-Vivos, A hora do Espanto, Aliens - O Resgate, Força Sinistra, Piranha 2, Perdidos no Vale dos Dinossauros, etc... Até filme de censura 16, 18 anos eu entrava e eu tinha só 12, 13 anos (só não entrava nos pôrnos por que não deixavam, mas lembrando dos cartazes da época a maioria dos filmes era de Zoofilia rsrsrs um monte de cachorros nos cartazes) Lembro até do famigerado "Canibal Holocausto" do Deodatto, esse filme estreiou (ou foi relançado?) no Brasil para quem não sabe em 1986, meus colegas foram ver, mas eu não fui porque achei que seria barrado... mas me lembro do cartaz enorme com a foto da índia empalada, e aquela balela toda escrita no cartaz dizendo que as cenas de morte eram reais (só esqueceram de dizer que as mortes 'reais' eram dos pobres e inocentes animais, que não tinham nada a ver com a história). Bom é isso bons tempos que não voltam mais...

Jamal Singh disse...

"O diretor também parece ter uma fixação doentia por nudez gratuita"
Eu sempre achei a nudez gratuita tão saudável...

Fiquei com vontade de ver esse outro filme do Glickenhaus, o "Codename: The Soldier". Tu podia fazer uma crítica dele hein Felipe?