segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Por um punhado de testosterona

Projeto dos sonhos de todo garoto que teve sua infância ou adolescência nos anos 80, e cresceu vendo descerebrados filmes estilo "exército de um homem só", OS MERCENÁRIOS finalmente chegou aos cinemas, dividindo radicalmente as opiniões. Alguns amaram e rasgaram elogios ao "filme de macho" dirigido e estrelado por Sylvester Stallone; outros fizeram um milhão de críticas, e não só os xaropes de sempre (tipo o crítico aquele), mas também gente que eu jurava que iria adorar, como o Leandro Caraça.

Fui vê-lo esta semana e acabei ficando no meio do caminho entre os dois extremos. Gostei do filme, mas não achei tão maravilhoso quanto fantasiei à medida que acompanhava as novidades sobre o projeto; também não achei tão ruim e indigno quanto os críticos mais ferozes da película. A bem da verdade, curti bastante a "idéia" e os 103 minutos passaram voando, servindo como uma espécie de vacina depois de uma semana de filmes lentos e introspectivos no Festival de Cinema de Gramado!

Porém, numa coisa eu acho que concordo tanto com os admiradores quanto com os detratores do filme: OS MERCENÁRIOS é um programa que vale mais pela EXPERIÊNCIA que proporciona (praticamente uma viagem de máquina do tempo ao cinema de ação dos anos 80) do que pela QUALIDADE do material em si.


A trama pouco importa num filme em que você tem, lado a lado, astros de ação do passado (Stallone, Dolph Lundgren e mais Bruce Willis e Schwarzenegger em pontas) e do presente (Jason Statham e Jet Li), mais aquelas figurinhas carimbadas do cinema classe B e classe C (Eric Roberts, Gary Daniels) e o redivivo Mickey Rourke, que se encaixa praticamente em todas as categorias citadas. Eu veria um filme desses só pelo elenco, mesmo se a direção fosse do morfético Lars Von Trier e essa cambada de gente boa passasse os 103 minutos recitando monólogos para uma câmera parada.

Felizmente, não é essa a proposta. Quando há tantos mal-encarados e durões num mesmo filme, qual é a expectativa do público? Ver tiros, facadas, porradas e explosões, certo? Pois aí chegamos à primeira coisa difícil de entender em relação às críticas feitas a OS MERCENÁRIOS: gente reclamando do roteiro fraco e do "desenvolvimento dos personagens". Tá bom... Como se John Matrix, o personagem de Schwarzenegger em "Comando para Matar", fosse bem desenvolvido - e nem por isso o filme é menos clássico da ação oitentista.

O negócio é dar uma banana para o roteiro e para os personagens, embora realmente falte um pouco mais de "motivação" para gente como Jet Li, totalmente sub-aproveitado no filme. Eu ficaria puto se fosse fã dele, mas na verdade só gosto da fase oriental do ator (mesma coisa com Jackie Chan), e perto das porcarias feitas por Li nos EUA, como "Rogue - O Assassino" (também com Jason Statham), OS MERCENÁRIOS até parece "Cidadão Kane".


Além de Li, outro ator com personagem ingrato é Dolph Lundgren. Mais uma vez, o pobre coitado é sub-aproveitado como "vilão de luxo", como já havia acontecido em "Rocky 4" (com Stallone), "Soldado Universal" (com Van Damme) e até "Johnny Mnemonic" (com... pfffff!, Keanu Reeves). Lundgren também não pode reclamar muito, já que seus últimos filmes "direct-to-video" são umas belas porcarias, mas é uma pena que Stallone não tenha lhe dado uma participação um pouco melhor, tirando-o do "time dos bonzinhos" muito cedo - e de maneira indigna.

Os únicos personagens razoavelmente desenvolvidos são os de Stallone e Statham. Epa, peraí... "Razoavelmente desenvolvidos" é forçar a barra - ainda mais considerando que você nem lembra dos NOMES deles durante o filme (Barney Ross e Lee Christmas, respectivamente, para quem interessar possa).

Tudo bem, digamos então que Stallone e Statham têm mais tempo em cena do que os outros - mais ou menos como um astro de ação veterano passando a bola para um novo nome do gênero, algo como o tradicional caso de "pupilo superando o mestre".


Também reclamaram muito da edição de OS MERCENÁRIOS. Bem, o estilo "picotado" me incomodou muito em dois momentos - a perseguição automobilística à caminhonete de Stallone e a luta entre dois dos "expendables", um deles Jet Li.

A cena na estrada é tão tremida e recortada que você não consegue entender nada do que está acontecendo: qual carro está batendo, quem está levando tiro, quem está explodindo, etc etc...

A luta, que podia ser um dos grandes momentos do filme, é indigna do talento de Li e, filmada muito de perto, estraga totalmente a coreografia feita pelo mestre Corey Yuen. Fica ainda pior quando você pensa: "Pô, quando é que eu vou ter a chance de ver uma coisa dessas outra vez?".

Mas no restante do filme a edição acelerada não me incomodou tanto. Novamente, não sei se foi por causa da overdose de filmes soporíferos que tive nos últimos 15 dias. Só sei que achei a meia hora final eletrizante, no mesmo nível do massacre final de "Rambo 4". Aliás, mais uma vez Stallone acaba com o Produto Interno Bruto de um país terceiro-mundista: se em "Rambo 4" havia exterminado a população da Birmânia, aqui ele e seus mercenários só deixam mulheres e crianças vivas na fictícia república das bananas de Vilena.


E por falar nele, bem que Stallone podia ter tirado um pouco os refletores de cima de si mesmo para dar espaço igualitário aos companheiros. Qual o motivo de ter um time com cinco sujeitos razoavelmente famosos se o personagem de Stallone é o único que aparece fazendo tudo? Pensei que cada "expendable" teria uma especialidade e uma responsabilidade no plano final do ataque à fortaleza do ditador, mas a coisa vai meio de qualquer jeito, com todo mundo atirando em todo mundo, e no meio das explosões você até esquece dos dois heróis menos cotados (interpretados por Randy Couture e Terry Crews), embora volta-e-meia eles insistam em reaparecer para provar que continuam vivos.

Mesmo com os defeitinhos da edição à la Michael Bay, continuo achando Stallone um ótimo diretor de filmes de ação. Ele tem olho para a coisa, devia aposentar a vida de astro egocêntrico para ficar apenas atrás das câmeras. Tem um momento bem legal que não lembro de ter visto em nenhum outro filme: Stallone rola pelo chão dando tiros e a câmera igualmente gira seguindo o ponto de vista do personagem e como ele vê os inimigos sendo alvejados. Algum outro filme provavelmente deve ter mostrado cena parecida, mas não me marcou como aqui em OS MERCENÁRIOS. Toda a cena envolvendo Stallone e Statham no avião (aquela do "Vamos dar a volta") também comprova que o homem entende do assunto.


Um dos maiores problemas do filme, pelo menos para mim, é a divisão bastante clara entre "atores fodões = bonzinhos" e "atores menos conhecidos = malvados". Tudo bem, é muito legal ver Gary Daniels, um ator de ação de araque daqueles filmes bem rampeiros dos anos 90, tomar porrada do Jet Li e do Jason Statham AO MESMO TEMPO. Tipo, parece que um cara do terceiro escalão é tão foda que precisa de dois astros para acabar com ele. (Engraçado que anos atrás escrevi sobre o filme "Lado a Lado com o Inimigo" e comentei que apanhar de um Steven Seagal gordo e decadente provavelmente seria o ponto alto na carreira do Gary Daniels. Ah, se eu soubesse...).

Mas o caso é que os bonzões estão todos no mesmo time, o que tira um pouco da graça do show. Imagine como seria ainda mais legal ver Stallone brigando com Jet Li, ou Jason Statham brigando com Bruce Willis. Aí sim teríamos algo mais no nível de um "Marvel Versus DC", com astros de primeira linha trocando pancadas. Tipo o "Stallone versus Schwarzenegger" várias vezes ameaçado nos anos 80, mas que acabou nunca se concretizando (nem aqui em OS MERCENÁRIOS; apesar da cena entre os dois ser muito divertida, juro que adoraria ver ambos trocando pelo menos umas porradas para realizar meu sonho de garoto!).


Talvez o filme ficasse ainda melhor se cada "expendable" enfrentasse um cara conhecido do gênero. Aqui sobrou para o Gary Daniels, mas imagine (e sonhar não custa nada) Jet Li versus Steven Seagal? Jason Statham versus Joe Lara e Frank Zagarino? Stallone dando porrada no Michael Dudikoff? Nesse sentido, acredito que o aguardado filme do Robert Rodriguez, "Machete", terá um resultado muito mais divertido que OS MERCENÁRIOS, até porque já foi anunciado um duelo entre Danny Trejo e Steven Seagal (!!!), e há um punhado de outros atores conhecidos para brigar entre eles, ao contrário do filme do Stallone.

Ainda assim, a ação desenfreada, as frases de efeito forçadíssimas e a quantidade absurda de mortos, tiros e explosões fazem de OS MERCENÁRIOS um filme muito divertido, de um raro tipo que, lá nos anos 80, seria lançado direto em VHS pela América Vídeo, com direito a caixinha azul com estrelinhas brancas e aquele comercial antológico do "Nossos filmes explodem como dinamite".

Não é, entretanto, um filme de ação maravilhoso ou obra-prima do gênero. Tirando o encontro de caras conhecidas, e duas ou três cenas bem legais, é um típico "direct-to-video" que não fica muito tempo na memória.


OS MERCENÁRIOS não tem absolutamente nada de espetacular, e, num caso típico de "em time que está ganhando não se mexe", o roteiro de Stallone e Dave Callaham reaproveita muita coisa de "Rambo 4", como o herói relutante que é convencido a cumprir sua missão por uma bela mulher (Julie Benz antes, a deliciosa e brasileiríssima Gisele Itié agora), o violento salvamento da mocinha de um inevitável estupro e o final estilo massacre.

A verdade é que OS MERCENÁRIOS apenas PARECE muito melhor do que é em comparação a todos esses filmes de ação para maricas que vêm sendo feitos nos últimos anos.

Lembro que, na década de 90, quando eu conheci o cinema de John Woo através dos lançamentos dos seus filmes em VHS no Brasil, fiquei maravilhado. Depois de "Fervura Máxima" e "No Coração do Perigo", pensei comigo mesmo: "Agora fodeu! Nunca mais vão conseguir fazer filmes de ação iguais a esses!".


Dito e feito: Woo foi para Hollywood, se acovardou depois de um início promissor e o cinema de ação "de macho" norte-americano cada vez mais caiu na vala comum do "politicamente correto". Tipo o "Duro de Matar 4" censura livre, com Bruce Willis virando palhaço ao lado do Justin Long e do Kevin Smith, cenas de ação em CGI e nenhum buraco de bala jorrando sangue, como nos filmes anteriores da série.

É óbvio que perto de babaquices como essa, OS MERCENÁRIOS parece mesmo uma maravilha, a salvação da lavoura, a terceira mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Mas não é. E acho que todo mundo imaginou um filme beeeem diferente desde que o projeto começou a ser desenvolvido.

No geral, entretanto, acho que ele cumpre sua função de "passatempo escapista", de transportar a platéia de volta aos inconseqüentes anos 80, sem nenhuma concessão ao politicamente correto ou ao bom gosto (chega a mostrar uma garota indefesa tomando porrada de um marmanjo e até sendo torturada!). E com todos os tiros, explosões e mortes sangrentas que o cinema de ação norte-americano ficou devendo nos últimos tempos.

Além disso, é muito legal ver veteranos dos anos 80 ainda em ação. Se Charles Bronson continuou fazendo o papel de policial durão até quando usava fraldas geriátrias, por que não Stallone e sua turma? E a câmera não poupa os velhotes, dando closes nos rostos profundamente enrugados do astro, de Lundgren, de Mickey Rourke... O filme bem que podia se chamar "Parque dos Dinossauros"!


Mas nada, NADA me tira da cabeça que OS MERCENÁRIOS ficaria ainda melhor com mais lutas entre os "bonzões" do elenco, e com uma edição mais convencional e menos "picotada" das cenas de ação.

Afinal, se filmes de quinta categoria como "Operação Fronteira", do Isaac Florentine, e "Até a Morte", do Simon Fellows (ambos estrelados por Van Damme), parecem muito melhor dirigidos do que uma produção milionária assinada por Sylvester Stallone, é porque alguma coisa está MUITO errada.

Torcendo para que estes probleminhas sejam corrigidos num futuro "Os Mercenários 2" - e sonhando alto com outros nomes famosos para integrar o elenco desta possível seqüência (será que Chuck Norris como vilão é pedir demais?). Porém Stallone pode dormir tranqüilo que seu objetivo foi plenamente atingido: esse seu filme de ação é tão DDD (divertido, descarado e descartável) como muitas de suas fontes de inspiração lá dos anos 80. Nós é que precisamos ser menos sérios e lembrar porque gostávamos tanto de filmes estúpidos como "Invasão USA", "Comando para Matar" e "Stallone Cobra".

39 comentários:

Leandro Caraça disse...

Eu também fico no meio termo. È divertido, mas não se compara com as pancadarias dos anos 80.

Juca disse...

Achei que sairia com um sorrisão até a nuca e saí decepcionado do cinema pensando "Porra, mas é só isso??!!" Dois pontos que achei bem negativos: 1) não morreu nenhum dos "descartáveis". Sim, eu sei, devo ser meio dodói da cabeça, mas naquele pega-pra-capar no final, todos eles saírem ilesos é dose. O grupo é muito legal, mas não sei quem disse que um dos segredos de uma boa história é justamente saber matar personagens simpáticos. Faltou um pouco de tragédia...
2) Dolph Lundgren está ótimo no filme, mas pqp, ele ter voltado no final e redimido ainda por cima fez doer o meu esôfago.
Mas deixa pra lá, sou apenas um velho chato e resmungão.
Falando em vilões, quero Matthias Hues, Cary-Hiroyuki Tagawa e Brian Thompson no segundo, porra!

Felipe M. Guerra disse...

JUCA, pensei a mesma coisa que você sobre nenhum dos famosões ter batido as botas. Poxa, o nome do filme não é "descartáveis"? Achei que teríamos um final à la Peckinpah ou John Woo, com os caras se sacrificando crivados de balas por todos os lados. Até entrei no cinema pensando: "Quem será que vai morrer antes, o Statham ou o Jet Li?". E não é que o filme se acovardou nesse sentido?

O foda é que os filmes com elencos famosos dos anos 70, como "Sete Homens e um Destino" e "Os Doze Condenados", por exemplo, não poupavam nem os astros conhecidos. Era astro comendo capim pela raiz para todo lado!

Vejamos o que acontece em "Mercenários 2"...

Thomas Alex disse...

Eu gostei do que vi, o filme é divertido, e forçado como um bom filme de ação deve ser.

O roteiro realmente é fraquinho, mas creio que a intenção do filme não seja um roteiro complexo e bem elaborado, e sim divertir fãs de filmes de ação.

Não foi nem de longe um dos melhores filmes dele que vi, mas foi um bom filme.

Minha opinião sobre as atuações:

Sylvester Stallone: Fez um esforço desumano nas cenas de ação para alguem da sua idade. Sly é de fato o rei dos filmes de ação. Mas o papel em sí não exigia muito de sua atuação dramática, diferente dos dois filmes anteriores. Ou seja, utilizando o padrão Stallas de qualidade Sly foi bem, não excelente.

Jason Stathan: Bem, como sempre. Foi bastante exigido e correspondeu.

Jet Li: Falou demais, lutou de menos. O cara é um monstro nas artes marciais, Sly devia ter dado à ele mais cenas de luta e menos falas.

Dolph Lundgren: Talvez a melhor atuação da carreira dele, e isso se deve muito à direção do Sly.

Mickey Rourke: Apareceu pouco mas o suficiente. O diálogo entre Tool e Barney é peça chave no filme, foi convincente quando se emocionou.

David Zayas: Péssimo, não transpareceu autoridade alguma como ditador.

Eric Roberts: Foi um bom vilão. Acho que é o único tipo de papel que esse cara faz. Enfim, foi uma boa escolha de Sly.

Gisele Itié: Foi muito bem, transpareceu angustia ao público. E é muito gostosa, eu ia fácil. (por favor, não apaguem o meu post por isso).

O resto apareceu pouco.

O que mais me incomodou neste filme foi justamente a luta mal aproveitada entre os personagens de Lundgren e Li, como dito, o Homem é um monstro nas artes marciais. Aquela luta entre os dois poderia ter sido muito melhor, primeiro que foi filmada muito de perto, e não vimos nem 50% de Jet Li, e sem contar que o "adversário" é outro lutador, então não seria tão trabalhoso coreografar essa luta de modo a aproveitar melhor o Jet Li, mais espaço pra ele lutar talvez não tivesse (na cabeça do Sly), mas aquela luta dele, quando começou estava esperando muito mais.

Sobre o Dolph Lundgren só estar fazendo porcarias ultimamente, dê uma olhada no filme Ação e Reção, que eu acho que você vai mudar de idéia, Felipe.

Festival Curtíssimos disse...

Parece que os momentos do Jet Li , foram mais questão de agenda do ator. Poucos dias .
Terry Crews também. Stallone disse que tentou , juntar todo mundo que ele queria foi extremamente complicado. No fim , eu acho o filme extremamente competente e espero uma continuação . Só não gostei mesmo do Dolph não ter morrido ...ou pelo menos viver e voltar para una vingança.

Leonardo disse...

Caro Felipe, acompanho o seu blog há muito tempo, mas dessa vez não pude deixar de me manifestar. Lars Von Trier...Morfético?! Sério mesmo, não deu para engolir essa. Glauber Rocha eu até engulo, apesar de discordar, porque acho compreensível sua opinião de acordo com os argumentos levantados por Vossa Senhoria. Agora, Lars Von Trier...Morfético? Rapaz, sinceramente, o que você quer do cinema? Sério mesmo, o cinema está em uma rota de decadência há um bom tempo e esse cidadão, junto com outros diretores, é uma minoria que faz cinema com qualidade, originalidade e consistência. Não tem nada absolutamente de pseudo-intelectual nos filmes do cidadão. Inclusive, tem uma filmografia deveras respeitável, cujos bons titulos superam de longe os medianos ou fracos. Por favor, corrija-me se eu estiver errado...Porque essa realmente não deu para passar.

Thomas Alex disse...

Eu acho que o Dolph deveria ser aproveitado um pouco mais, afinal deixar o Assassino n°1 de Hollywood, com mais de 662 mortes (provavelmenta já passou das 700) fora da cena de ação final, é um pecado mortal!

Felipe M. Guerra disse...

LEONARDO, eu acho LVT não apenas um morfético, mas um grande pretensioso e enganador-mor também. Inclusive este senhor está há um bom tempo em primeiríssimo lugar na minha lista de cineastas boicotados, aqueles de quem eu nunca falo o nome completo (nesta resenha foi um lapso!) e me recuso a ver os filmes (até o "Anticristo", que todo mundo adorou, eu deixei passar, tamanho meu ódio pelo sujeito).

O que eu quero do cinema? Bem, certamente não quero nada parecido com o que o LVT faz. Os filmes dele não têm nada de pseudo-intelectual? Bem, como você chamaria um filme de quase três horas sem cenários, como o "Dogville": teatro filmado ou "cinema de ruptura" pra pseudo-intelectual?

Isso sem falar que o sujeito encabeçou aquele movimento de meia-tigela chamado "Dogma 95" e depois fez questão de, pessoalmente, ir contra quase todas as regras do negócio que ele mesmo criou!!!

Mas, lógico, esta é a minha opinião. E eu sei que sou radical. Porém o homem tem milhares de fãs mundo afora, e certamente não vai ser o meu ódio LVTista que vai mudar isso...

Leonardo disse...

Rapaz, mas calma lá...Radicalidade também tem limites. "Dogville" eu também tinha maior preconceito, achei que era uma bomba, todos sempre falavam muito bem e tal, quando fui ver era 3 horas de filme e eu comecei a vê-lo na madrugada..Mas Felipe, o filme é muito bom. Sim, sim, Lars Von Trier é pretensioso, pode até ser. Mas Dogville não tem nada de pseudo-intelectual, desculpe aí... Ele pode ser muito pretensioso, talvez até um tanto vaidoso, mas aí vc vai acabar restringindo toda obra que exija mais da sua mente, porque a maioria delas vai soar, em algum momento e de certa forma, pretensiosas! Ele é pretensioso. Mas não dá pra negar que o cara é bom no que faz. Ele como pessoa eu não sei, vc cita esse projeto "Dogma 95", talvez ele seja um banana mesmo, mas como diretor o cara é bom. Pessoalmente não sei, talvez ele tenha falado muita merda, só sei que os filmes que eu vi da criatura até agora... Me surpreenderam. Acredite, minha lista de cineastas boicotados é muito maior do que a sua, apesar de eu não me considerar lá tão radical assim. Mas o Lars Von Trier merece créditos. O Anticristo é um excelente filme, com bom roteiro, boas atuações e muita originalidade. Mas aí se vc entrar nessa de colocá-lo na mesma cartilha de James Camerons da vida, aí fica difícil....Definitivamente ele não merece estar na sua lista, inclusive porque eu já leio críticas suas de diversos filmes desde o Boca do Inferno e definitivamente é estranho ele ocupar uma posição que o Uwe Boll não ocupe..Dê uma chance que é melhor.

Felipe M. Guerra disse...

Eu passo.

O Uwe Boll tem delírios de grandeza semelhantes ao do LVT, mas pelo menos é engraçado. ;-)

Anônimo disse...

Deus me livre chamar o chuck canastrão norris,esse 1 filme teve um elenco tão legal,espero q o sly não estrage o 2 chamando o canastrão barbudo de fralda geriatrica.

Luiz Alexandre disse...

Assisti hoje aos, Mercenários, vou fazer um pequeno textinho sobre o filme durante a semana, mas adianto que achei bem legal, já estava esperando muito menos. Acho que baixar a expectativa ajudou na fruição, caso tivesse visto na estréia iria ficar desapontado.

Agora, sobre o LVT, confesso que também nunca vi, mas Felipe, você vai me desculpar, essa sua postura de "Não vi e não gostei" ante o cara é a mesma desses pseudo-intelectuais que você despreza ante uma figura como, sei lá, o Enzo Castellari! Espero pra odiar o cara depois de assistir. Fora que ser pretensioso no cinema só é uma merda se o diretor não tiver mesmo nada a oferecer fora uma pirotecnia vazia. Não foi você mesmo quem assistiu ao "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança" e, pior, gostou apesar do preconceito?

Felipe M. Guerra disse...

Epa, epa, epa! Mas eu só boicotei o LVT depois de ver alguns filmes dele (Dogville, que nem agüentei até o final; Dançando no Escuro; Epidemic - que infelizmente até comprei o DVD "na cega"). Não vai me dizer que preciso conhecer toda a filmografia do sujeito para não gostar dele e para ter horror à simples menção do seu nome! Tem gente que viu um único filme do Glauber Rocha e já foi suficiente para boicotar eternamente.

Agora, claro que se um dia o enredo de algum novo filme do LVT me interessar, e se ele descer um pouquinho do pedestal e parar de falar merda (tipo "Eu sou o melhor diretor do mundo"), pode ser que eu dê uma segunda chance ao sujeito. Até agora, isso não aconteceu.

E que tal voltarmos a falar dos Mercenários? Poxa, como é que um filme do Stallone dá vazão a uma discussão sobre um mala como o LVT? hahahaha.

Juca disse...

Felipe, você resumiu tudo o que senti em uma palavra: foi um filme meio covarde mesmo, no sentido de poupar os astros principais. Por que, então, Stallone não botou "Os Intocáveis" ao invés de "Os Descartáveis"? Hahaha!

Outra coisa: não importa qual papel que ele faça, ele sempre faz o papel de durão de coração mole, que às vezes, põe em risco sua própria vida por um rabo de saia, e pior, que viu uma vez só na vida! Foi assim em RAMBO IV, e em OS MERCENÁRIOS, num momento crucial do filme, quase deixa seu grupo todo morrer em um tiroteio sinistro e sem apertar os malditos detonadores, para que Gisele Itié saísse do prédio sem ser ferida ou morta. Mercenários com coração de ouro? Eu passo, prefiro os SELVAGENS CÃES DE GUERRA mesmo. Sly nem mesmo ouviu as sábias palavras de Mickey Rourke nesse filme: "eu quero morrer com uma mulher e não por uma mulher".

E alguém reparou que os irmãos Minotauro e Minotouro faziam os seguranças do David Zayas no filme? Naquele momento em que o general vai executar três infelizes, dá pra reparar nisso, hahahaha!

MilaCorr disse...

Por isso que vc é meu ídolo! Conseguiu me deixar com vontade de ver essa pérola ai ahuauhahuhuahua. Ao contrário do que DOIS escreveram no meu site, dizendo q é uma obra prima, você consegue dizer os defeitos e gostar. Ufa! Acredito piamente em vc, deve ser divertido mesmo, pode ser que eu veja no cinema hauuhahua.
Bjuu

Luiz Alexandre disse...

Então tudo bem, retiro o que disse. Peço desculpas.

Felipe M. Guerra disse...

JUCA, e mesmo "Os Intocáveis" eram bem tocáveis, pois dois deles morreram no filmaço do Brian DePalma! hahaha.

MILA, convencer uma doce menina a assistir um filme de macho como esse não é tarefa fácil. Agora até me senti um bom "resenhador"!

LUIZ, que é isso, não precisa pedir desculpas. Eu mesmo costumo defender com unhas e dentes alguns diretores que gosto muito, normalmente apedrejados pela maioria, e sei como é a sensação de topar com um cabeça-dura (como eu, em relação ao LVT) de opinião totalmente contrária! hahaha.

Vagno Fernandes disse...

Fla Guerra, ótimo texto. Curti pra caramba Mercenários, tenho 38 anos e voltei no tempo com essa parada. Me fez lembrar sobretudo de uma época em que íamos aos cinemas apenas pra curtir um bom filme (ou não), sem se importar com bilheteria, quem escreveu, quem dirigiu, etc. Você reclamou que nenhum dos mercenários morreu, mas aí acho que não ia ter graça. Imagina os caras chorando a morte de um dos companheiros. O filme não é pra ser um marco da ação, isso é para o John Mctiernan. Acho que tem gente exigindo demais desse filme, é só olhar os nomes dos personagens, Barney Ross, General Garça, Christhmas, observem a veia trash da produção. Tudo isso claro, na minha opinião de merda. Valeu Guerra.

Artur disse...

realmente a direção não foi muito boa, mas como disse o Perrone, é mais pela nostalgia, e pra ver tudo o que eu via na infancia batida no liquidificador, quem ler minha resenha no CINEMA EM GERAL (está na lista ao lado direito da página deste blog) vai me entender melhor, Felipe esse negócio de mocinho morrer no fim do filme não gosto nem um pouco, é por isso que não gostei muito de O Vingador Silencioso, o filme é lindo e um dos trabalhos mais poéticos do Sergio Corbucci mas quando chega no fim me decepciona, sabe Felipe, vi Coração Selvagem do David Lynch, e não vi nada demais também para este ser considerado um diretor Cult, afinal a única coisa que eu vi foi o Nicolas Cage cantando Elvis Presley (as melhores partes do filme,e Nicolas Cage canta muito melhor do que muito Zac Efron por ai) transando, e passa imagem verde pra cá, e passa imagem roxa pra lá pra dar aquele ar pscicodélico ao filme sem conseguir, e não acontece nada o filme todo, só o Nicolas Cage e a loirinha perambulando estrada afora nos States, o amante da mãe da loirinha átras dele, e o William Defoe feio pra cacete ( digo i sso com se o cara fos se algum Alain Delon, mas o ator é mais simpático do que neste filme), vou assistir o filme mais "normal" dele, Duna pra ver se tiro outras conclusões.

renzomora disse...

renzomora

@felipemguerra @PlayboyScarface fans, you'll love this: http://su.pr/2dpV0n

Leonardo disse...

Ah tá! Então ao menos vc viu alguns filmes do LVT. Ok, mas ainda assim vc perde menos vendo um filme do LVT do que do Uwe Boll com certeza. Se vc quer rir, e rir com qualidade, melhor ver um filme do Woody Allen, não? Esse lance de pretensão que vc fala, Felipe, é meio arriscado. Vc pega "Bastardos Inglórios" do Tarantino....Aquilo ali não é pretensioso?!?!? Só é! Mas o filme é bom e consegue fazer jus a essa pretensão! Quanto ao Mercenários, infelizmente aconteceu o que eu temia ao ler sua resenha: verei quando sair em DVD. Sair de casa apenas pra ver um elenco bacana e uma história que não se sustenta apenas pela nostalgia e curiosidade não dá...

Artur disse...

"Vc pega "Bastardos Inglórios" do Tarantino....Aquilo ali não é pretensioso?!?!? Só é!"

não é não

Vagno Fernandes disse...

Guerra, tu tá ficando crítico pra caramba hein, tu tá comparando Mercenários com Sete Homens e um Destino, e com Os Doze Condenados Guerra!!!. Voce tá falando de STALLONE. O título é Dispensáveis, porque se os caras moerrerem, eles nã têem família nem ninguém pra jogar uma pá de cal na cova dos caras Guerra. Putz, sempre lia nos seus comentários lá no Boca que "o mundo tá virando um lugar muito chato" e tá mesmo, entendam a proposta do filme, não é revolucionar o cinema de ação, nem ganhar Oscars pela produção maravilhosa. Tomara que no 2 Van Damme, Steven Seagal e mais alguns caras das antigas se juntem aos Mercenários.

Felipe M. Guerra disse...

Ei VAGNO, calma lá, calma lá, eu gostei do filme, não leu meu texto direito? hahaha. Só não achei a maravilha nem a porcaria que a galera anda taxando. Para mim "Os Mercenários" é um filme divertido e perfeitamente normal, nem tão memorável e nem tão esquecível.

Não é questão de ser crítico demais, mas apenas de ser realista. Saí do cinema com um sorrisão no rosto, acho que a experiência valeu e me diverti pra caramba, mas realmente esperava um outro tipo de filme. Fazer o quê se o Stallone deixou todo mundo com a expectativa nas alturas? Para mim, "Rambo 4" é muito melhor.

E não comparei o filme do Stallone aos dois clássicos citados em qualidade da obra em si, mas sim em nomes estelares no elenco! hehehehe.

Leonardo disse...

Artur: vc só negou, mas não argumentou. Por que não seria??? No tocante ao que o Vagno falou, rapaz, o que mais fere é a burrice de um cidadão chamado Van Damme. Quê isso, o cara faz 6 minutos de um monólogo no JCVD se lamuriando pelo poço de decadência em que se meteu, e recusa um papel desses no "O Mercenários". É cuspir no prato que comeu, como se a carreira dele houvesse sido alavancada por filmes de alto nível. E ainda veio com a idéia de um Frank Dux molestando o filho na possível continuação de O Grande Dragão Branco. Triste. Se ocorrer, vai sujar a imagem do original com certeza. Steven Seagal certamente foi uma perda no filme, mas nada que se compare ao Van Damme...Mente pequena demais.

Vagno Fernandes disse...

É acho que já estamos chegando a um consenso aqui. Um filme "perfeitamente normal", é o termo ideal, hehe. Estamos precisando de uns filmes assim desprentensiosos. Depois de tantas "blockBombas", só mesmo esses filmes canastrões pra animar agente. Curti Esquadrão Classe A, e aguardo desesperadamente o Machete, apesar de ter tido uma decepção sem tamanho com PREDADORES.

Felipe M. Guerra disse...

VAGNO, é como escrevi no texto: "A verdade é que OS MERCENÁRIOS apenas PARECE muito melhor do que é em comparação a todos esses filmes de ação para maricas que vêm sendo feitos nos últimos anos". Realmente, filmes como este do Stallone estão fazendo falta ultimamente, principalmente para quem viveu os anos 80 e 90 vendo não apenas os filmes dos "astros" (Stallone, Schwarza, Seagal, Van Damme...), mas também os dos "outros caras" (Joe Lara, Frank Zagarino, Gary Daniels, Oliver Gruner, Billy Blanks, Michael Dudikoff, etc etc etc).

LEONARDO, também não acho Bastardos Inglórios pretensioso, muito pelo contrário: ele é uma ode a um dos cinemas mais repudiados pelos "cinéfilos intelectuais" - aquelas aventuras inconseqüentes de guerra feitas pelos italianos nos anos 70 -, e conseguiu a façanha de ser bem aceito por esses mesmos cine-intelectuais!

Artur disse...

Leonardo, não precisou eu responder, o filme não é pretensioso, a iniciativa do filme é a diversão, diferente desses filmes de guerra realistas hoje em dia

Leonardo disse...

Tudo bem, pois estou errado, Bastardos Inglórios não é pretensioso. Mas existem outros exemplos de filmes que o são, e ainda assim são bons. O que quis dizer é que a análise do filme em si é mais importante do que questionar se a sua suposta proposta é pretensiosa. Isso se for bom, porque se for ruim, ai realmente a pretensão se torna um agravante mesmo, com certeza. Mas pegar um diretor que faz bons filmes e desqualificá-lo tão somente porque é pretensioso, aí isso é bobagem.

Andarilho disse...

Fala Guerra, curti o filme e a análise que você fez. Apesar de achar que os caras não precisassem morrer no final, concordo que o Jet Li foi altamente sub-utilizado. O cara é um dos meus maiores ídolos de filmes de ação, e além de aparecer pouco, perdeu a luta com Dolph Lundgreen... Se fosse a fase oriental dele, ele derrubava 3 daquele e seria muito mais legal mesmo. Acho que o Stalonne e o Statham apareceram além da conta, quando podiam mostrar mais o elenco absurdo. Outro personagem que deixou a desejar foi o do Rourke, um puta talento mal usado. Apesar disso a cena dramática dele quase me fez chorar. O cara é foda e merecia mais. De resto achei o filme divertidão. Ah, concordo com outra coisa, LVT é um morfédico ridículo que não merece ter seu nome grafado completamente e sim merece ser boicotado pelo resto da vida por todas as bombas que ele fez e alegou serem obras-primas do cinema. É um sujeito medíocre e falar dele no filme Mercenários é prêmio demais pro mala. Abraço!

Anônimo disse...

oh Guerra
como vc não comenta a cena do terry crews fazendo um massacre?
hehehehehehehe

Vagno Fernandes disse...

Nessa cena do Crews com a metranca eu rachei o bico, só me lembrava do TOP GANG 2, ahahaha.

Bruno C. disse...

Eu achei que o Statham tinha mais cara de pupilo do Rourke, por causa do lance das facas. Eu acho que cada expendable teve o seu momento em certo ponto, o Crews massacrando todo mundo com a metranca, o Couture socando o cara pegando fogo, etc.. No fim das contas eu achei muito legal, mas não era o que a gente imaginava mesmo. Pelo menos foi o mais próximo de um filme da Cannon que a gente poderia ver nos cinemas hoje em dia. Já que o filme está fazendo sucesso tomara que alguma produtora B faça um rip-off com o Norris, Dudikoff, Dacascos, hehe.

pseudo-autor disse...

Uma verdadeira ode ao cinema de ação, com suas cabeças explodidas, mortes abissais e, claro, Stallone liderando essa patota toda. Também senti falta de mais Jet Li. Será que rola uma sequência? Podiam chamar o Chuck Norris. O problema é que dizem que agora ele é pastor. Como fazê-lo sair do templo?

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Felipe M. Guerra disse...

Se fosse num filme de ação dos anos 80, era só matar sua família ou seu melhor amigo que ele saía do templo rapidinho em busca de vingança! hahaha.

House disse...

Sinceramente, o Stallone deveria ter escrito uma serie... isso era para ser o Onze Homens e um segredo dos atores de açao, mas como o tempo é curto todos ficamos meio decepcionados.

Que venha os Mercenarios 2, 3, 4 prestando homenagens a estes caras que ficam parados

Seagal, Van Damme, Bolo Yeung, Chuck Norris... estou ansioso pela proxima loucura do Sly

Mila Corr disse...

Assisti esse filme ontem, e concordo com o que vc escreveu. É divertido, mas passa longe de ser fodão. Se não fosse esses nomes ai conhecidos ia ser uma grande porcaria. Gsotei mesmo das poucas cenas de ação onde se viam cabeças voando e outras partes do corpo, de resto acho que perdi meu valioso tempo. Só pra registrar.

Betto Coutinho disse...

Camarada, o seu blog é um bomba - no melhor sentido da palavra - demais mesmo!!
Vai para os meus favoritos já. Suas resenhas são trilhões de vezes melhores que as resenhas que se vê por aí, porque toda vez que eu entro aqui eu saio com a barriga doendo... de tanto rir kkkk.
Excelente blog, inusitado, bem feito e muito bem escrito - fora as pérolas cinematográficas que vc encontra, são tão inacreditáveis que , se não estivessem documentadas no blog, seria até difícil de acreditar que existessem determinados filmes ( para doidos mesmo kkkk)
Parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui e que vc possa sempre trazer mais raridades toscas cinematográficas para todos nós , internautas.
Grande abraço.

Betto Coutinho

Lucas disse...

Esse filme foi legal pra caramba! Mas tem uma cena que chega a ser cômica, que é a do Stallone correndo atrás do avião para alcançá-lo, parecia que estava correndo de andador, rsrsrs!