sexta-feira, 27 de agosto de 2010

OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA (1986)


Não vou gastar linhas e linhas (e nem a paciência do leitor) escrevendo sobre o sucesso do quarteto humorístico Os Trapalhões no Brasil dos anos 70 e 80, tanto na TV quanto no cinema. Esqueça o fato de o Renato Aragão ter virado um chato de galocha da década de 90 em diante, e esqueça esse arremedo de Trapalhões atualmente no ar ("Turma do Didi"), que comete até a heresia de colocar um inexpressivo "cantor do tcham" para ocupar uma vaga que já pertenceu ao saudoso e eterno Mussum.

Fato é que, 30 anos atrás, os Trapalhões comandavam nas bilheterias do cinema nacional, lançando religiosamente um filme por ano, sempre na época de férias. Fracassos de crítica e sucessos de público, estas produções, hoje, devem ser vistas (ou revistas) sob um viés nostálgico, e exclusivamente por aquele público adulto que gostava dos Trapalhões na sua infância. Eu sinceramente duvido que a garotada de hoje vá curtir os filmes do quarteto, principalmente os mais antigos.


Eu estou fazendo uma retrospectiva da obra do quarteto (comprei o box lançado recentemente pela Europa), e tenho me surpreendido com a ruindade de alguns dos filmes. É notório que a memória afetiva às vezes nos prega algumas peças. Por outro lado, muitas produções dos Trapalhões continuam tão boas quanto na época em que vi pela primeira vez (fedelho, lógico). OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA se encaixa nas duas categorias: é, ao mesmo tempo, ruim e bom; logo, mais um autêntico FILME PARA DOIDOS.

Nos anos 80, duas obras marcaram uma ruptura no cinema popular dos Trapalhões. A primeira foi esta, que apresentou Didi, Dedé, Mussum e Zacarias em formato de desenho animado, numa época em que a animação nacional ainda engatinhava - o que é perceptível diante da pobreza de vários momentos do filme. A segunda obra foi "Os Trapalhões no Auto da Compadecida", de 1987, uma tentativa de "intelectualizar" o humor do grupo, que pela primeira vez obteve elogios da crítica, mas foi um fracasso de público (sobre essa falaremos em outra oportunidade; mas já adianto que, para mim, "Auto da Compadecida" é o melhor filme dos Trapalhões).


Em 1986, o Cometa Halley passaria pela órbita da Terra, cumprindo uma trajetória que se repete a cada 76 anos. O acontecimento deixou o mundo todo em polvorosa, como deve lembrar quem viveu naquela época. Criou-se, pela primeira vez, uma maciça campanha de marketing para aproveitar a passagem do Halley, que incluiu até revistas em quadrinhos e desenhos animados de uma família superpoderosa chamada "Os Halleys".

No cinema, o cometa foi citado em obras como "Força Sinistra", de Tobe Hooper, onde sarcófagos contendo vampiros espaciais pelados são encontrados na cauda do Halley e, levados para Londres, espalham uma epidemia incontrolável de "zumbificação".


Os Trapalhões também aproveitaram a deixa. Em 1985, produziram ao mesmo tempo um filme onde apareciam em carne e osso, "Os Trapalhões no Reino da Fantasia", e este OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA. O primeiro foi lançado ainda em 85, e o segundo somente em 1986. Em "O Reino da Fantasia" já foi inserida uma pequena seqüência em desenho animado, cuja história faz parte da grande trama que teria continuidade no longa posterior - uma espécie de aperitivo do que viria.

O responsável pela produção da animação foi Maurício de Souza, o criador de Mônica, Cebolinha e cia. À época, os Estúdios Maurício de Souza estavam se aventurando em seus primeiros desenhos animados, respectivamente "As Aventuras da Turma da Mônica" (1982), filme dividido em vários episódios curtinhos, e o longa de uma história só "A Princesa e o Robô" (1983), uma espécie de sátira de "Star Wars" estrelada pela Turma da Mônica.

(Claro que estamos falando de desenhos animados da era pré-computador, quando tudo ainda era desenhado e animado à mão, gerando um trabalho imenso!)


OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA começa com cenas de um show verdadeiro do quarteto no Teatro Scala, no Rio de Janeiro. Ironicamente, estas são as partes menos engraçadas do filme (cerca de 20 minutos), mas têm certo valor documental por registrar o grupo no auge da fama e da popularidade. Eles fazem uma série de piadas infames, interagindo com o público, até o surgimento do próprio Maurício de Souza no palco, com prancheta e tudo mais.

Dedé menciona o trecho de animação em "Os Trapalhões no Reino da Fantasia", e Maurício alerta que o Bruxo que apareceu na cena do filme anterior continua a caça aos quatro amigos. Dito e feito, o maligno vilão se materializa no palco, numa criativa fusão de desenho animado com atores de carne e osso, ANTES que isso ficasse comum em filmes como "Uma Cilada para Roger Rabbit", que é de 1988 (mas os Trapalhões não foram pioneiros, outras produções estrangeiras já haviam utilizado o recurso anteriormente).


A partir de então, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias são "sugados" para dentro do universo do desenho animado, e começa o longa de animação propriamente dito - uma viagem no tempo envolvendo vários personagens e acontecimentos históricos.

A trama começa na Pré-História, mostrando Didi como um faminto homem das cavernas. Ele vai parar na caverna onde o Bruxo (dublado pelo humorista José Vasconcelos) realiza um ritual arcano para tornar-se o feiticeiro mais poderoso do mundo. Para isso, ele precisa tocar num triângulo de cristal "no momento em que as forças do Bem e do Mal se unem" (algo que ele repetirá umas 200 vezes ao longo do desenho, como se ninguém tivesse entendido da primeira vez).

O problema é que o malandro Didi toca no triângulo antes que o vilão, achando que isso lhe dará superpoderes para vencer os dinossauros. Resultado: o Bruxo, que tem um corvo no lugar de uma das mãos (!!!), começará a viajar no tempo até os próximos "encontros das forças do Bem e do Mal", quando precisa segurar a mão do Didi (hmmm...) para pegar de volta os seus poderes.


A partir daí, a história pula para a Guerra de Tróia, com direito a "jegue de Tróia" e Mussum como Aquiles; para Roma, onde Zacarias é Nero; para a Idade Média; para o Velho Oeste; para a Chicago dos anos 30 e, finalmente, para a década de 80, quando todos os personagens se encontram numa favela carioca.

O humor chulo do filme, hoje, seria considerado politicamente incorreto. Afinal, a maioria das piadas simplesmente brinca com o "apelo homossexual" da necessidade do Bruxo de segurar na mão do Didi para recuperar seus poderes (na época, a homossexualidade ainda era motivo de piada). Outro momento que provocaria queixas nestes tempos bem frescos mostra o Bruxo construindo uma catapulta para jogar Mussum Aquiles por cima dos muros de Tróia, e apelidando o mecanismo de "lança-negão"!


Mas a verdade é que há partes bem inspiradas no roteiro escrito por Dedé Santana (também diretor!!!), Maurício de Souza e Reinaldo Weissman. Principalmente porque o formato de animação permite adotar um absurdo humor nonsense, bastante diferente do tradicional humor circense e pastelão dos Trapalhões "de carne e osso".

Isso aproxima o desenho animado do humor exagerado dos quadrinhos dos Trapalhões publicados pela editora Bloch na época. Por favor, não confundam com aquele medíocre gibi da Abril que trazia o quarteto em formato infantil; estou falando das revistas dos anos 80, em que os personagens eram adultos e participavam de sátiras estilo revista Mad, ou de histórias com forte teor "para maiores", em busca de mulheres e dinheiro fácil.


(Relendo algumas dessas histórias hoje, fico pensando no estrago irreversível que devem ter feito na mente de muitas crianças inocentes daquele período, muito antes da onda do "politicamente correto" invadir também os quadrinhos).

Entre as várias gags neste estilo, há um momento clássico em que Didi está tentando fugir do canhão de luz apontado pelos guardas de um presídio; ao encontrar uma tomada no meio do caminho, ele a desliga acreditando que assim irá apagar o holofote, mas na verdade apaga a Lua!

Também há três "momentos merchandising" que são engraçadíssimos de tão absurdos, fazendo menção explícita a uma das patrocinadoras do filme, a Royal. Toca até o jingle da empresa na época ("A-bra a boca... É Royal!"). O curioso é que estes três trechos eram cortados sempre que o filme reprisava na TV aberta.


Outra curiosidade é que os animadores aproveitaram para colocar várias citações e referências no fundo das cenas. Assim, há "participações especiais" de personagens clássicos do Maurício (o dinossauro Horácio, o elefante verde Jotalhão e a própria Mônica), do King Kong no topo do Empire State e até uma bandeira com os dizeres "Diretas Já!" na cena do Coliseu!!!

Mas uma das melhores coisas de OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA é a participação de bandas famosas dos anos 80 na trilha sonora. Algumas são conhecidas até hoje (Ultraje a Rigor, que faz uma sátira do seu sucesso "Eu", e Ira!); outras sumiram sem deixar vestígios, como Premeditando o Breque, Rumo, Suíte, Metalurgia, Synopse e Xarada.


Na conclusão, o desenho animado se encerra e a trama volta para o palco do Scala, quando os Trapalhões de carne e osso reclamam da imaginação fértil de Maurício. Ele então prepara uma última surpresa para o quarteto, fazendo o próprio Cometa Halley aparecer no palco, em outra cena que mistura live-action com desenho animado - num finalzinho bem sem graça, por sinal. Descontando estas cenas com os Trapalhões "de verdade", a parte em animação dura menos de 50 minutos.

Se esquecermos o valor afetivo do filme (que era reprisado praticamente todo ano na televisão em época de férias), ele ainda tem certo valor pelo divertido "fator trash" de analisar a pobreza da animação, com cenários imóveis, personagens de pouca expressão e, muitas vezes, pequenas "travadas" nos movimentos, resultado das técnicas improvisadas ainda utilizadas na época.


Assim, OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA continua um divertido programa trash e/ou nostálgico para os trintões e quarentões que viveram aquele período de glória dos Trapalhões. Mas confesso que tenho muita curiosidade em saber se esta animação funcionaria com o público infantil atual. Provavelmente não.

Um filme que vale a pena ter em DVD, pois já virou peça de museu! Como os próprios Trapalhões, por sinal...

Cena de OS TRAPALHÕES NO RABO DO COMETA



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Os Trapalhões no Rabo do Cometa
(1986, Brasil)

Direção: Dedé Santana
Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum,
Zacarias, Maurício de Souza e José Vasconcelos
(voz do bruxo).

24 comentários:

Allan Veríssimo disse...

Vi esse filme há uns dois anos atrás, quando passou no Canal Brasil. Também achei divertido.

Não vi todos os filmes dos Trapalhões, mas dos que eu vi, o meu favorito é Os Saltimbancos Trapalhões.

Marcos disse...

Valeu Felipe. Esse filme-desenho é um clássico absoluto da minha infância. Revi uns anos atrás e, dado os devidos descontos, ainda mantém grade parte de sua graça.

Leandro Caraça disse...

Revi "Os Trapalhões e o Rei do Futebol" não faz muito tempo, e tomei um susto ao perceber que é muito fraco. Tem poucas piadas boas e jogo de futebol mesmo, só nos últimos 10 minutos. Resultado medíocre para a união dos Trapalhões, Pelé e Carlos Manga.

Cristiano disse...

Bons tempos em que isso era que passava na Sessão da Tarde...

Nunca saiu da minha cabeça a cena do Didi na pré-história sendo perseguido pelo tiranossauro ao som do Ultraje a Rigor (só uma correção: o nome da música é "Eu Me Amo", que foi adaptada para "Eu não rango"). E racho de rir quando lembro dele dizendo que o bruxo "escamoteia".

Felipe M. Guerra disse...

CARAÇA, "O Rei do Futebol" é mesmo muito fraco, mas pra mim tem valor nostálgico porque vi no cinema e foi a primeira fita que meu pai alugou quando adquiriu seu "potente" videocassete G-21 duas cabeças vindo diretamente do Paraguai. Engraçado que aqui no Brasil não tenhamos um bom filme sobre futebol.

CRISTIANO, bem lembrado, o nome correto da música é "Eu Me Amo". A versão do Ultraje no desenho é bem divertida.

Daniel I. Israel disse...

Cara, meus parabens por voltar a programacao normal com mais uma divertidissima critica de mais um verdadeiro "FILMES PARA DOIDOS". Certamente os filmes dos trapalhoes eram mesmo muito doidos um a um, nao importa qual fosse o escolhido todos eram muito loucos.

Rudemangueboy disse...

" mas já adianto que, para mim, "Auto da Compadecida" é o melhor filme dos Trapalhões"
concordo inteiramente felipe! Melhor inclusive que a covarde versão da GLOBO filmes, que tirou a piada que o ariano suassuna bolou sobre o racismo doa americanos...
Vou testar esse desenho dos trapalhões com minha sobrinha de 8 anos, que assiste ao horrível "A turma do didi"

Felipe M. Guerra disse...

"O Auto da Compadecida" do Guel Arraes mudou tanto a história original que virou piada de mau gosto. Embora eu goste muito da caracterização do João Grilo pelo Matheus Impronunciável, "desgosto" de todo o resto. E o estilo narrativo do Guel Arraes (com os personagens falando como metralhadoras) é muito xarope.

Artur disse...

Felipe qual foi o filme que os trapalhões fizeram juntos com o Terence Hill e Bud Spencer?

SPEKTRO72 disse...

eu,adorava quando chegava a epoca das ferias para ver estes filmes dos trapalhoes que eram reprisados no programa dos trapalhoes (quando estes saiam do ar no começo de cada ano e dai passavam os filmes) na decada de 80 e no festival de ferias na rede globo,como o nosso mestre falou hoje nao se pode fazer humor de nada ,tudo virou POLITICAMENTE CORRETO,Infelizmente tempos antigos nao voltam e mundo de hoje se tornou muito chato e sem graça.. mestre !fala deste filme um dia ,eu adoro este filme fora OS TRAPALHOES NO AUTO DA COMPADECIDA que ja e classico ,este filme aqui merece um espaco aqui " OS TRAPALHOES NA GUERRA DOS PLANETAS " filmado em super vhs na epoca uma novidade no brasil e (de)efeitos especiais feitos no E.U.A . VAI AQUI MINHA DIGA !

spektro72 disse...

CARO ,AMIGO FELIPE! Eles nao fizeram nenhum filme juntos bud spencer e terence hill fizeram no brasil um filme e foram no programa dos trapalhoes e falaram deste filme sendo que bud spencer falou em portugues com eles pois o pai dele foi embaixador na italia no brasil e ele apendeu o nosso idioma na epoca de infancia que passou aqui ,e fizeram uma briga ( logico falsa com dos filmes que eles faziam ) contra didi & cia foi muito hilario .desculpe mestre atrapalhar mais nao pude resistir em responder esta , se minha memoria nao falhou.

Felipe M. Guerra disse...

É isso mesmo, SPEKTRO. O Terence Hill e o Bud Spencer participaram do programa dos Trapalhões nos anos 80, divulgando um filme deles que foi filmado no Rio de Janeiro, chamado "Non c'è due senza quattro". O filme foi co-produzido pela produtora do Renato Aragão. Não lembro o título com que ele passava na Sessão da Tarde, mas foi lançado em DVD recentemente como "Eu, Você, Ele e os Outros".

A participação da dupla italiana nos Trapalhões foi engraçada porque cada um dos integrantes do quarteto "entrevistou" os atores; Bud respondeu em português quase perfeito, e Trinity em "portunhol".

O vídeo desse momento histórico pode ser visto no YouTube. Eis o link:
http://www.youtube.com/watch?v=SI22Sot2tiQ

Artur disse...

ent ão foi tudo uma confu são no site do Jovem Nerd mesmo, também essa história não consta,mas a entrevista eu vi e re-vi, valeu o esclarcimento

TITARA BARROS disse...

Ah!!!!! OS TRAPALHÕES...Que epoca maravilhosa...

eu recentemente listei o melho e o pior deles na minha humiulde e delirante opinião..heheh
http://iwalkthelinetitarabarros.blogspot.com/2010/05/o-melhor-e-pior-dos-trapalhoes.html

pseudo-autor disse...

Vi novo, na minha época de infância e achei divertidíssimo, mas é muito difícil dizer que qualquer produção dos Trapalhões tenha sido melhor do que Os Saltimbancos e Os trapalhões no Auto da Compadecida.

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Thomas alex disse...

Revi esse filme em DVD, esse tipo de filme e programa de humor faz muita falta hoje em dia!!!
VALEU PELAS BOAS LEMBRANÇAS, FELIPE!!!

Matheus Ferraz disse...

Um crítico americano disse que "os Trapalhões são como se os quatro irmãos Marx fossem todos o Zeppo".

Sabia que Os Trapalhões na Guerra dos Planetas,foi lançado nos EUA como "Brazillian Star Wars"?

Felipe M. Guerra disse...

É claro, MATHEUS. E por causa disso, a primeira versão do filme em DVD (lançada pela Som Livre há MUITO TEMPO) virou artigo de luxo para os gringos, que costumavam oferecer generosas somas em dólar ou euro por um dos disquinhos, loucos para conferir o tal "Brazilian Star Wars".

Vagno Fernandes disse...

Putz, só lembro de alguns "flashes" desse desenho,hehe. Nostalgia Pura. quero ler com calma depois esse texto, Os Trapalhões merecem.

Guerra, e sobre esses filmes trash da ASYLUM FILMS,vamos ter posts aqui? Porra é só tranqueira que os caras fazem hein, MegaShark, Titanic 2, Transmorphers...hehehe.

Felipe M. Guerra disse...

VAGNO, os filmes da Asylum são tão tranqueiras que já nascem FILMES PARA DOIDOS ao natural, assim a gente nem tem muito a falar sobre eles. Alguns outros blogs já fazem esse penoso trabalho (de escrever sobre produções da Asylum) bem melhor do que eu, então por enquanto vou deixar as tralhas da produtora de molho. Apesar que estou muito curioso para conferir "Titanic 2" e também o aguardado "Mega Piranha"... hahaha.

Vagno Fernandes disse...

Ahahahahahaha, boooa Guerra. Quando vc conferir algum desses "clássicos modernos" manda aí pra gente, hehe. Valeu!

Takeshi disse...

Não cheguei aos 30 ainda, mas peguei um pouquinho da época em que os trapalhões faziam sucesso (já na era pós-zacarias), mas nunca deixava de ver as reprises dos filmes na TV.

A coisa mais importante que você discutiu aqui não é o fato de efeitos especiais ou roteiros da época serem inferiores aos de produções atuais ou estrangeiras, mas o SUCESSO que os Trapalhões alcançavam sempre.

Anderson "ANDF" Ferreira disse...

Me lembro bem. Realmente, cortavam os trechos da ROYAL, nas reprises.
"Lança-Negão!" Hahahah! Boa!

Leonardo Peixoto disse...

Aproveitando a citação a ''Os Trapalhões e o Rei do Futebol'' , será que você podia fazer uma resenha de ''Uma Aventura do Zico'' , filme de 1999 que descobri durante uma das várias visitas que eu fazia com minha mãe na saudosa Vídeo & Cia perto da antiga casa da minha avó em Boa Vista , São Gonçalo ?