segunda-feira, 28 de junho de 2010

OLHOS DE VAMPA (1996)


OLHOS DE VAMPA é mais um daqueles casos bizarros da filmografia brasileira. O leitor curioso para saber mais sobre o filme encontrará poucos e raros comentários na internet, quase todos desfavoráveis. O próprio lançamento comercial foi problemático, e a obra permaneceu engavetada por um longo intervalo de tempo até ser finalmente desovada nas locadoras, sem muito alarde. Hoje, é aquela típica produção que todo mundo ouviu falar (mal, geralmente), mas pouquíssima gente viu.

É meio estranha a trajetória atribulada da película. Afinal, quem assina direção, roteiro e produção executiva é Walter Rogério, um sujeito cujos trabalhos anteriores (roteiro do ótimo "Cidade Oculta" e estréia na direção com o simpático "Beijo 2348/72") foram extremamente badalados, premiados e elogiados por crítica e público. Pois OLHOS DE VAMPA é o segundo e até agora último filme de Walter Rogério, sem filmar desde 1996, provavelmente escaldado pelo retumbante fracasso da obra.


Motivos para explicar este retumbante fracasso existem aos montes, mas também há um pouco de injustiça. Para começar, OLHOS DE VAMPA é um dos raros filmes brasileiros da Retomada que tiveram coragem de buscar uma aproximação com aquele clima sacana e "vale-tudo" das pornochanchadas e das produções baratas da Boca do Lixo.

Enquanto crítica e público redescobriam e elogiavam um "novo cinema nacional melhor fotografado e produzido" (originando comentários estúpidos como "Nem parece filme brasileiro"), Walter Rogério foi na contramão e propôs exatamente um retorno àquelas produções inconseqüentes das décadas de 70 e 80, que retrabalhavam clichês do cinema fantástico internacional dentro de uma atmosfera de sensualidade e sensacionalismo tipicamente brasileira.

Em outras palavras, é um filme com muita violência, palavrão e mulher pelada. Não falta nem uma incursão aos tradicionais inferninhos da noite paulistana, onde rola um gratuitíssimo número de striptease digno dos clássicos da Boca do Lixo. Não faltam filmagens nas ruas sujas e repletas de camelôs e mendigos. Há até uma rápida incursão num depósito de lixo!


Mas OLHOS DE VAMPA tem um grande problema: parece não se decidir entre ser uma brincadeira auto-consciente com esse cinema oitentista, um filme de horror sério ou um "terrir" na linha de Ivan Cardoso. O resultado fica num meio-termo entre essas três opções: há as brincadeiras de cinéfilo, há as tentativas de horror sério, mas também se busca um clima de "terrir" (às vezes o riso é involuntário).

Só que o filme não é suficientemente terror, suficientemente engraçado ou suficientemente auto-referencial (Mário Vaz Filho, diretor de divertidas produções da Boca como "Um Pistoleiro Chamado Papaco", é assistente de direção). O resultado, como escreveu a professora Laura Cánepa, é um filme "no meio do caminho entre drama e comédia", que "não se leva a sério e nem ri de si mesmo o suficiente para funcionar".


Para exemplificar, imagine Ivan Cardoso tentando fazer de "O Segredo da Múmia" um filme sério ao invés de avacalhado; ou João Batista de Andrade injetando um humor chulo ao seu thriller "A Próxima Vítima", sobre o serial killer apelidado de "Vampiro do Brás". Pois assim é OLHOS DE VAMPA. Um filme... esquisito!

Provavelmente nem os produtores sabiam como "marketear" obra tão disparatada, e ela acabou perdida no limbo da distribuição. Finalizada em 1996, foi exibida uma única vez naquele ano (no Festival de Brasília), e depois desapareceu até 2004, quando ganhou outra sessão na Mostra de Cinema de São Paulo. Mas nunca chegou a ter lançamento comercial nos cinemas: no mesmo ano, chegou às videolocadoras em VHS e DVD. E sumiu outra vez.

Críticas da época se dividiam entre os que taxavam o filme de "terrir" e entre os que encaravam como terror sério, enquanto a própria distribuidora divulgava o lançamento com a seguinte chamada: "Despontando como um dos mais recentes trashes (!!!) brasileiros". Isso comprova que ninguém entendeu a proposta da obra. Aliás... nem eu!


OLHOS DE VAMPA começa com a polícia encontrando o corpo de uma adolescente assassinada em pleno Parque Ibirapuera. Ela tem as mãos amarradas com fita isolante, um pêssego enfiado na boca e uma mordida numa das nádegas, por onde foi drenado todo o seu sangue.

A polícia começa a investigar o crime bizarro, e logo um dos investigadores, Leôncio (Washington Luiz Gonzales, péssimo no papel), surge com a teoria de que o assassinato foi obra de um vampiro. Risos generalizados ecoam pela delegacia. Afinal, como imaginar um vampiro no Brasil fora das obras cômicas de Ivan Cardoso ("Nosferatu no Brasil" e "As Sete Vampiras")?


Logo um segundo crime acontece, com uma outra bela garota sendo encontrada nas mesmas condições e de bunda pra fora. A polícia começa a investigar os casos como sendo obras de um serial killer. Apenas Leôncio mantém sua tese de que o culpado é um vampiro 100% brasileiro. Para provar, alia-se ao fotógrafo forense Oscar (Marco Ricca!!!) para caçar o criminoso - ou monstro.

Leôncio e Oscar resolvem seguir, disfarçadamente, a bela stripper Diva Botelho (Christiane Tricerri, musa das velhas fotonovelas da revista Chiclete com Banana). Tudo porque ela tem uma bunda fenomenal e "faz questão de ostentar", nas palavras de Leôncio. Assim, o policial acredita que ela será a próxima vítima do "vampiro", apelidado de Vampa pela imprensa. A idéia é pegá-lo com a boca na botija, literalmente.


Mas, alheio à caçada, o Vampa continua deixando uma trilha de corpos no bairro de Pinheiros - sempre belas garotas com a bundas mordida e um pêssego na boca.

É até difícil descobrir quando OLHOS DE VAMPA está sendo conscientemente divertido e quando é trash não-intencional. Mas há vários momentos hilários justamente pelo ridículo da situação, como a recomendação do delegado Arthur (Antonio Abujamra, um ator seríssimo!) aos seus policiais: "Se vocês notarem um homem perseguindo um traseiro bem-feito, vão atrás! Pode ser o nosso homem!". No Brasil, certamente não iriam faltar suspeitos...

O maior problema do roteiro é nunca deixar claro se o Vampa é realmente um vampiro ou apenas um serial killer "humano". Embora a explicação sobrenatural seja a mais plausível (ainda mais considerando a cena do lixão, no final), a mitologia vampiresca é completamente desprezada, pois o "vampiro" anda tranquilamente à luz do dia. No caso de ser um serial killer, o filme jamais explica que arma ele usa para retirar todo o sangue das suas vítimas pela bunda!


A verdade é que OLHOS DE VAMPA tem algumas ótimas idéias, mas não as desenvolve. Por exemplo, a obsessão do fotógrafo Oscar pelas fotos das belas bundas das vítimas e sua identificação com o assassino (algo mencionado beeeeem de passagem e logo ignorado pelo roteiro). Ou o próprio personagem do Vampa, interpretado pelo lendário Joel Barcellos ("Rio Babilônia"), que infelizmente aparece muito pouco. E, afinal, qual a justificativa do uso do pêssego nos crimes?


Outras coisas parecem ter sido jogadas aleatoriamente na trama, como a aparição de uma bizarra mendiga que faz longos discursos incompreensíveis, e tem uma parceria nunca explicada com o Vampa. Ou a paixão platônica do policial Leôncio pela sua "isca", a stripper Diva, outra personagem pouco aproveitada, e que não abre a boca o filme inteiro - apenas rebola a sua belíssima bunda pra lá e pra cá em calças cada vez mais apertadas!


E mesmo com tantos elementos e detalhes para desenvolver em uma duração relativamente curta (apenas 74 minutos), OLHOS DE VAMPA é arrastado e redundante em diversos momentos, repetindo desnecessariamente as cenas da stripper caminhando de lá para cá e os detalhes das cenas dos crimes - sim, todo mundo já sabe que as vítimas têm um pêssego na boca e a bunda mordida, mas a câmera fica um tempão filmando todos esses detalhes a cada nova vitima encontrada.

Não há nem mesmo a tentativa de se criar suspense, pois todas as vítimas do Vampa ao longo da história são encontradas já mortas, no "pós-ataque". Por isso, o filme lembra muito mais um policial ou suspense investigativo do que propriamente uma história de horror (ou "terrir", como preferirem).

Sim, são vários defeitos e problemas... Mas mesmo assim eu confesso que gostei de OLHOS DE VAMPA. Mesmo que não seja tão bem desenvolvida, a idéia de um vampiro brasileiro que, como tal, morde suas vítimas na "paixão nacional" é muito boa. Lembra inclusive um obscuro filme de horror canadense de 1987, chamado "Noites Macabras de Nova York", em que o vampiro sacana mordia belas mulheres nos seios!


Também achei muito interessante o foco no "mundo cão" terceiro-mundista, com a revolta da população diante da morosidade policial, o sensacionalismo da mídia (o título de uma das manchetes sobre os crimes diz, em letras garrafais: "Vampa só gosta de bumbum"), as incursões da câmera - de maneira quase documental - pelas ruas e inferninhos da noite de São Paulo e um momento grotesco em que policiais fazem elogios e comentários pornográficos examinando as fotos da bunda de uma das vítimas. Parece até uma produção da Boca do Lixo feita no período da Retomada e com um pouquinho mais de grana.

Outra boa idéia de OLHOS DE VAMPA é a busca de Leôncio e Oscar por "rostos suspeitos" nas fotografias tiradas nas cenas de crime. É a ampliação de uma destas fotos que identificará o principal suspeito de ser o Vampa, num detalhe que parece remeter a "Blow Up - Depois Daquele Beijo", de Michelangelo Antonioni.


E não tem como não gostar de um filme sem-vergonha, com nudez gratuita em doses cavalares, que foi corajosamente produzido num dos períodos mais caretas do nosso cinema, quase como uma provocação.

Os bumbuns mordidos ao longo da trama, sempre mostrados com riqueza de detalhes, pertencem a Vanessa Goulart, Kalinka Prates, Paula Melissa, Malu Bierrenbach, Mari Alexandre, Rosângela do Brazil e Áurea Lucia Ambrósio (algumas são velhas conhecidas de colecionadores de revistas femininas). Seis deles você confere a seguir. Tente adivinhar quem é quem!


Ainda que muito aquém do seu potencial, OLHOS DE VAMPA merece ao menos algum reconhecimento por ser um dos poucos investimentos em cinema fantástico (ou thriller de mistério, como preferirem) no período da Retomada. Outras apostas só surgiriam quase uma década depois: "Um Lobisomem na Amazônia", de Ivan Cardoso, e "Encarnação do Demônio", de José Mojica Marins, que também não conseguiram encontrar seu público nos cinemas.

Creio que um dia iremos descobrir que boa parte do roteiro de OLHOS DE VAMPA acabou no chão da sala de edição, justificando a trama desconexa. Ou talvez o diretor-roteirista Walter Rogério quebre o silêncio e explique que tudo era apenas uma brincadeira anárquica e cinéfila que foi levada muito a sério.


E depois de uma bizarra comédia romântica sobre a burocracia das leis brasileiras ("Beijo 2348/72") e deste igualmente bizarro horror/comédia/suspense/policial sobre um vampiro brasileiro que morde bundas, fico só imaginando o que Walter Rogério faria em seu terceiro filme!

Enquanto isso, nas sombras, o misterioso Vampa aguarda por novas vítimas, sem que nunca se saiba com certeza se é realmente um vampiro ou um "simples" serial killer...


PS 1: Como o trailer do filme não estava no YouTube, tomei a liberdade de ripá-lo do meu DVD para adicioná-lo no site - num serviço de utilidade pública e de singela colaboração na divulgação de uma produção tão esquecida. E repare como o trailer vende OLHOS DE VAMPA como um suspense sério!

PS 2: Amanhã embarco de volta para o meu amado Rio Grande do Sul, onde participarei de mais uma edição do Fantaspoa. Este ano promete ser muito interessante com a presença do diretor italiano Luigi Cozzi. Devo ficar afastado do blog por alguns dias, mas aguardem novidades!

Trailer de OLHOS DE VAMPA



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Olhos de Vampa (1996, Brasil)
Direção: Walter Rogério
Elenco: Marco Ricca, Washington Luiz Gonzales,
Antonio Abujamra, Joel Barcellos, Christiane Tricerri,
Mari Alexandre e Paula Melissa.

23 comentários:

Thomas Alex disse...

Meu amigo, já te disse isso antes, mas vou repetir, só você mesmo pra garrimpar essas pequenas obras esquecidas por cinéfilos.
Só deixa eu te corrigir em uma coisa:
Quando você disse ""Um Lobisomem na Amazônia", de Ivan Cardoso, e "Encarnação do Demônio", de José Mojica Marins, que também não conseguiram encontrar seu público nos cinemas."
A Encarnação do Demônio faturou muitos premios importantes aqui no Brasil.

Felipe M. Guerra disse...

Pois é, THOMAS ALEX, mas aí você veja que caso engraçado: o Mojica sempre foi perseguido pela crítica (e pela censura) no Brasil, e em compensação seus filmes sempre foram um sucesso de público nos cinemas. Com "Encarnação do Demônio" fi justamente o contrário: super-elogiado pela crítica e imprensa, vários prêmios em festivais, mas NENHUM público nos cinemas! Por isso escrevi que estes filmes não encontraram seu público, geralmente um tipo de espectador mais popular que frequentava as salas de cinema de rua, mas não vai nos caríssimos cinemas de shopping...

Renan disse...

Acho que o que pode mais ter afastado o público seja a falta de contato com os filmes anteriores. Já que A Encarnação do Demônio era a terceira parte de uma trilogia, o fato do público não conhecer os dois trabalhos anteriores era um bom motivo para afastá - lo

Thomas Alex disse...

E por íncrivel pareça, meus amigos, o Mojica tem mais fama no Japão e nos EUA do que no próprio Brasil, vê se pode uma coisa dessas.

Anônimo disse...

Esse filme deve ser bem ruinzinho mesmo...

Ainda falando do "Projeto Filadélfia", tem um outro filme na mesma linha chamado "Nimitz - De Volta ao Inferno (The Final Countdown)" de 1980.
Não sei se vc já assistiu, mas achei bem interessante.

Sds.

Luiz Alberto disse...

Bacana hein? Não conhecia esse filme, vou procurar!


O público do Mojica era formado pelo "povão" (empregadas domésticas, peões, trabalhadores rurais etc..) e não esse "povinho" de shopping.

Naquele tempo o ingresso do cinema custava o mesmo preço de uma passagem de ônibus e televisão ainda era artigo de luxo, fora isso a massa pobre naquela época não tinha acesso a educação e para muita gente era difícil ver filmes legendados.

É triste dizer isso mas eu acho que hoje em dia o cinema do Mojica perdeu espaço e ficou obsoleto para a maioria das pessoas aqui no Brasil, já que hoje em dia todo mundo tem acesso as milionárias produções estrangeiras.

Lá fora é mais fácil pois existe mercado para filmes desse tipo e o fato do filme ser brasileiro dá um charme e exotismo a coisa toda.

Houve uma "sofisticação" do público que na década de 60 se assustava com A Meia Noite Levarei Sua Alma, hoje essa mesma galera malharia o filme e reclamaria das limitações da produção ou do fato do Zé do Caixão ter virado um personagem folclórico de programa de auditório. Ninguém mais leva o Mojica sério...


Nem todo mundo pensa ou vê cinema como a gente.


Mas sei lá, como foi a carreira do Encarnação do Demônio em DVD? Acho que nesse segmento é capaz do Mojica ter um relativo sucesso.

Stanley russo disse...

Esse filme escrotíssimo me deu um puta tesão du caralho.

Belo e sujo post.

Valeu.

lorentz disse...

cara ...vc tirou esse do fundo do baú.não lembro desse filme...fiquei curioso pois filme nacional de terror ou terrir vale a pena pela ousadia de quem faz.afinal penso que agente não deve viver só de favelotation...

Luciano Cirne disse...

Concordo contigo que "olhos de vampa", "encarnação do demônio" e "um lobisomem na amazônia" sejam os únicos exemplos de cinema fantástico pós retomada (excluindo-se aí claro o povo independente que fez coisas maravilhosas como o "Mangue Negro"), mas acho que não foram os únicos exemplares do "cinema sem vergonha, com nudez gratuita em doses cavalares"... "Navalha na Carne"do Neville D'almeida não conta?? : )

Abração!

Tio Lulu disse...

Pô, bicho, tô esperando o gabarito sobre as bundas mostradas! Huahuahua

Higor Rocha disse...

Esse filme está na lista de filmes que eu não acho em lugar algum...
já pensou em tentar marcar uma entrevista com o diretor? o dificil será só acha-lo, aposto que ele aceitaria facil...
eu queria pedir uma ajuda atodos que visitam esse blog e ao "senhor da guerra" tb... estou procurando todos os filmes de terror que assisti na infanciaa e tem um que nao consigo achar o nome e muito menos lembrar... se nao me engano é da decada de 80 e fala sobre sangues-sugas que entram no corpo das pessoas e começam a controlá-las... tem uma cena classica em que ela entra no corpo de um cadeirante e antes de sua mente ser controlada ele manda uma carta pro amigo falando de como eraq legal andar depois de tanto tempo... parece com o sleuth, filme filmado a pouco tempo... alguem lembra???

Felipe M. Guerra disse...

HIGOR, trata-se de "A Noite dos Arrepios", um grande clássico do horror oitentista, que nunca foi lançado comercialmente no Brasil (nem em VHS, nem em DVD), mas recentemente ganhou uma edição caprichada em DVD lá nos States.

A entrevista com o Walter Rogério é uma grande idéia. Adoraria ouvir o que ele tem a dizer sobre o filme.

Artur disse...

assisti o filme do Serrgio Mallandro, muito engraçado, sobre o que você disse no começo do post de Brazil concrdo em partes.

vitor silos disse...

Cara já ouvi falar nesse filme mas nunca vi, nem nunca achei para vê-lo. Realmente foi uma bela garimpagem, seu texto está ótimo.
Te adicionei ok?
Despois passa lá no meu blog:
volverumfilme.blogspot.com

Vitor Silos

sepktro72 disse...

OLHOS DE VAMPA e um terrir brasileiro ja classico ,pois so faltou alguns dialogos de personagens e explicacoes dos por ques do assassino em si em matar as mulheres e claro ! o famosos pessego na boca ? enfim ja entrou na galeria dos filmes trash nacional.. e raro de encontrar em DVD ,eu mesmo tive a sorte de encontra-lo ha duas semanas em uma locadora aqui no meu bairro por 4,99 reais e claro ja esta em minhas maos .. boa sorte aos outros que queriam compra-lo e caso consiga acha-lo pois e muito dificil.... mesmo palavra deste colecionador .

Anônimo disse...

Ê blog parado.

Marcelo V. disse...

Para mim é o melhor filme brasileiro da "retomada". Acho brilhante, o nosso "Nosferatu".

Matheus Trunk disse...

Prezado Felipe: este filme tem vários defeitos, embora tenha grandes momentos. Ele começa e termina muito mal. Eu gostei muito porque vivo minha vida toda em Pinheiros e o filme é quase inteiramente filmado no bairro. Também gostei da presença da Christiane Tricerri, acho que ela poderia ter feito mais trabalhos no cinema e mesmo ter abrido a boca, porque ela não fala nada no filme inteiro (infelizmente).

Matheus Trunk
www.violaosardinhaepao.blogspot.com

Rodrigo disse...

Esse Guerra eh um brincalhao,parabens cara,soh vc mesmo pra desenterrar essas tranqueiras hahahaha

Vlw,o blog eh show de bola

spektro72 disse...

A QUEM POSSA INTERESSAR :
DVD- OLHOS DE VAMPA
no shopping center norte tem uma copia deste filme para vender ,por 9,90 na banca de jornal SPACE BOX, a primeira direita perto da loja da HERING ,deve estar la ainda eu nao sei pois ja fazem duas semanas que nao vou la .

qualquergordotemblog disse...

Por sorte achei esse filme em uma locadora perto de casa. Concordo em gênero, número e grau com o que vc escreveu. É um filme que não se decide em ser um filme sério ou um "terrir". ainda assim primoroso.

Vander Port disse...

Nossa em 1995 eu era fiscal de loja da Drogaria São Paulo em Pinheiros, e um belo dia na hora do meu almoço eu andei pela rua Teodoro Sampaio e numa esquina vi a gravação deste filme, vi o ator Marco Ricca com uma placa destas que aposentados ficam na rua com nomes de firmas, só descobri agora que era este filme, eu vou querer assistir. Abraços...

nightrider disse...

assisti ao noites macabras de nova york e é verdade,o roteiro é bem parecido...