quarta-feira, 16 de junho de 2010

BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL (1985)


Dois filmes tão diferentes quanto a comédia "A Grande Comédia" (1989) e o drama "Cine Majestic" (2001) dividem uma divertida cena em comum: enquanto explica a idéia para seu novo filme, um ingênuo e bem-intencionado diretor-roteirista (Kevin Bacon na comédia, Jim Carrey no drama) vê seu argumento ser impiedosamente destruído pelos produtores, que dão as sugestões mais estapafúrdias para torná-lo mais "comercial", deturpando completamente a proposta inicial.

A rivalidade entre a visão criativa dos diretores ou roteiristas e a visão comercial dos produtores não é coisa recente, e existe provavelmente desde que os primeiros filmes começaram a ser feitos em escala industrial. Afinal, alguém está pagando as contas, e este alguém sempre quer que seu investimento renda um produto que dê lucro.

Dos piores aos melhores diretores, de Ed Wood a Orson Welles (como visto numa irônica cena do filme "Ed Wood", de Tim Burton), são incontáveis os casos de "diferenças criativas" - ou de briga mesmo - entre o lado autoral e o lado financeiro.


Exemplos não faltam: "Blade Runner" com final feliz? Culpa do estúdio. Mel Gibson sobrevivendo a cinco tiros no final de "Máquina Mortífera 2"? Culpa dos produtores, porque o roteirista Shane Black queria que o herói morresse na conclusão - o que seria ótimo, poupando-nos dos horríveis "Máquina Mortífera" 3 e 4! E por aí vai...

Enfim, embora sempre houvesse essa "diferença criativa" entre os dois lados, é fato que a força dos homens do dinheiro nunca esteve tão grande quanto da década de 80 para cá. Alguns argumentam que a culpa é de Michael Cimino e do seu megalomaníaco (porém maravilhoso) "O Portal do Paraíso", uma superprodução de 1980 que foi um gigantesco fracasso de bilheteria.

Vencedor do Oscar com "O Franco-Atirador" anos antes, Cimino tinha mais moral que qualquer um em Hollywood naquela época, e ganhou carta-branca da United Artists para fazer "O Portal do Paraíso" do jeito que quisesse. Mas as coisas não deram muito certo: graças a essa carta-branca, o filme custou caríssimo e não deu retorno algum (custou 36 milhões de dólares e não rendeu nem 4 milhões!!!), levando o estúdio à falência. Tudo culpa do perfeccionismo psicótico de Cimino, que chegou a filmar algumas cenas mais de 50 vezes, levando o orçamento às alturas.


Mas, justiça seja feita, os "autores" já estavam com os dias contados em Hollywood: "O Portal do Paraíso" foi apenas um filme numa série de retumbantes fracassos dirigidos por cineastas respeitados, que torraram milhões de dólares (de estúdios, claro) em filmes que ninguém viu. Outros exemplos da época são "1941", dirigido por Steven Spielberg em 1979 (custou 35 milhões, arrecadou meros 31 milhões nos EUA), "New York, New York" (1977), de Martin Scorsese (custou US$ 14 milhões e quase empatou), e "O Fundo do Coração" (1982), de Francis Ford Coppola (custou US$ 27 milhões e só arrecadou, conforme a lenda, míseros 630 mil dólares!!!). Sempre lembrando que estes valores, na época, eram exorbitantes.

(Para quem quiser saber mais sobre como os produtores tomaram o poder sobre as decisões criativas em Hollywood, vale procurar pelo documentário "Final Cut: The Making and Unmaking of Heaven's Gate", de 2004, que explica didaticamente como chegamos na situação do jeito que está hoje.)

Enfim, esta longa introdução foi apenas para chegar ao tema da nossa análise de hoje. BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL é simplesmente um dos piores crimes contra a sétima arte perpetrados por estes ambiciosos homens de terno e gravata que não respeitam a visão artística dos diretores que financiam. Trata-se da "producer's cut" do maravilhoso "Brazil - O Filme", de Terry Gilliam.


Minha paixão por "Brazil", o original, começou ainda na infância. Eu tinha uns 10 para 11 anos quando peguei a fita dupla do filme (lançada pela VTI) numa locadora perto de casa. Confesso que não entendi muito bem certas sutilezas e ironias do filme, que tornou-se mais rico à medida que eu fui revendo nos anos seguintes. Mas foi um daqueles casos de amor à primeira vista.

E, embora não seja um filme de horror, confesso que "Brazil" assustou-me... e muito! Ainda infante, cheguei a me sentir desconfortável e incomodado ao imaginar um futuro daquele jeito, com as pessoas confinadas em apartamentos e escritórios minúsculos e claustrofóbicos, com horríveis tubos passando por todos os lados, e precisando de dezenas de papéis para fazer as coisas mais simples (não muito diferente do mundo em que vivemos hoje, o que torna o filme ainda mais visionário... e assustador!).
 

No "Brazil" de Gilliam, o eletricista vivido por Robert De Niro é perseguido como terrorista e subversivo pelo Governo simplesmente porque FAZ seu trabalho, ao invés de enrolar o cliente com a papelada sem nunca consertar nada (como fazem os eletricistas "oficiais").

Ainda no terrível futuro do filme, as pessoas foram reduzidas a números, e um mísero erro de impressão pode destruir uma família inteira. É um mundo tão terrível que, ao protagonista interpretado por Jonathan Pryce, só resta sonhar que é um anjo voando entre as nuvens ao som da "Aquarela do Brasil"...

(Enfim, se você ainda não viu essa obra-prima, corra à sua locadora, banquinha de camelô ou site de downloads mais próximo, e não continue lendo este texto, porque a partir de agora começo um festival de SPOILERS.)


O ex-Monty Python Gilliam dirigiu "Brazil" com grana da Universal, e entregou-o prontinho em janeiro de 1985. Entretanto, sua obra acabou envolta num inferno burocrático bem semelhante ao da história que conta, estreando apenas em 18 de dezembro daquele ano (!!!), após um verdadeiro calvário, em que o diretor viu sua obra ser retalhada e distorcida pelos produtores!

Pra começo de conversa, uma história passada no universo de "Brazil" não tinha como acabar com final feliz - e definitivamente não termina NADA feliz. Além disso, os delírios visuais de Gilliam deram origem a um filme longo, com 142 minutos de duração, que era muito complexo, mas nunca chato ou repetitivo.

A não ser, é claro, para o presidente da Universal na época, Sidney Sheinberg. Ele até confessou gostar de "várias cenas" do filme, mas sentiu que a obra não tinha apelo comercial nenhum. Queria algo mais "hollywoodiano", com uma mensagem de esperança e a vitória do Bem sobre o Mal na conclusão. E queria, principalmente, um final feliz. O completo oposto do "Brazil" que todos conhecemos.


Quando Gilliam recusou-se a mexer no filme, Sheinberg se apossou do material, como todo bom produtor, e ordenou uma remontagem para, pelo menos no seu julgamento da coisa, "melhorar o resultado final". Surgia BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL (O Amor Conquista Tudo, um subtítulo auto-explicativo).

A montagem de Sheinberg, na verdade, é bastante simples: ele limitou a um mínimo necessário as cenas de humor negro envolvendo a burocracia e o fascismo do futuro, aumentou o "sub-plot" que considerava mais apropriado (a busca do protagonista pela mulher dos seus sonhos) e eliminou todas as belíssimas cenas de delírio do personagem, que originalmente se desenrolavam ao longo de todo o filme, deixando apenas um pequeno trecho no início e uma parte curtinha no final (para justificar a conclusão "feliz").


Na versão de Gilliam, o herói tem muitos outros sonhos, todos fantásticos, como a luta com um "samurai eletrônico", ou as mãos de pedra que saem do chão para agarrar o protagonista e impedi-lo de "voar". Pois tudo isso acabou no chão da sala de edição em BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL, bem como o belíssimo delírio em que enormes fichários (representando a burocracia daquele mundo futurista) emergem do chão.

Mas não fica só nisso: lembra da mãe do protagonista, uma velha viciada em plásticas que tem o rosto literalmente esticado ao longo do filme? Pois, na versão de Sheinberg, a personagem praticamente desapareceu. Também foi deletada a personagem da "pretendente feia" do herói, uma riquinha com aparelho nos dentes que aparecia algumas vezes, no começo e no final.

Aliás, uma divertida cena em que estes personagens todos se encontram num restaurante, onde explode uma bomba, foi totalmente cortada, restando alguns poucos segundos que, inexplicavelmente, foram parar NO INÍCIO DO FILME, no lugar de outra explosão (originalmente, numa loja de eletrodomésticos)!!!


E se no "Brazil" de Gilliam a existência de "terroristas" ficava meio no ar, como se fosse uma desculpa do governo para manter a população sob controle e poder torturar/matar à vontade, na "producer's cut", através de vários diálogos risivelmente dublados e inseridos na montagem (em cenas que mostram os atores de costas), é confirmada a existência dos tais terroristas, para que o público receba tudo mastigadinho e não fique com nenhuma dúvida ao final.

Porém o mais absurdo, o mais tosco, o mais criminoso de BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL é exatamente o final. No "Brazil" de Gilliam, o herói é preso e acusado de terrorismo, enquanto sua amada é executada pelo governo. Torturado pelo próprio melhor amigo, ele fantasia a própria libertação e um final feliz ao lado da (falecida) mulher dos seus sonhos, quando na verdade continua amarrado, insano, à cadeira do torturador, onde se desenrolam os créditos finais.


Foi fácil para Sheinberg alterar esta conclusão tão terrível para um típico final feliz hollywoodiano: bastou utilizar algumas cenas do delírio de fuga do herói como se fossem reais (o seu resgate da tortura e o reencontro com a amada), excluindo os trechos posteriores que mostram que, na verdade, tais momentos são apenas as fantasias de um prisioneiro que surtou após ser terrivelmente torturado!

Assim, em BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL, o protagonista termina o filme com sua amada numa idílica paisagem rural, bem longe daquele inferno de concreto e documentos carimbados em que vivia, e os créditos finais aparecem sobre imagens de um céu ensolarado (!!!), para o delírio dos fãs de finais felizes. Até a trilha sonora foi alterada para parecer mais "pra frente" e menos opressiva.

Enfim, algo bem parecido com aquele igualmente imposto "final feliz" de "Blade Runner", em que até usaram cenas não-aproveitadas de "O Iluminado" para poder mostrar os protagonistas viajando por uma bela paisagem natural, bem longe da caótica megalópole em que viviam!


Outras cenas fantásticas da versão de Gilliam, como a bizarra homenagem a "O Encouraçado Potenkim" e a invasão de eletricistas que destróem o apartamento do herói, também sumiram da versão do produtor, assim como cenas mais violentas, tipo policiais em chamas. Até a morte de Buttle, o inocente preso por engano pelo Governo logo no início do filme, é completamente omitida (o sujeito some e não se fala mais nisso!).

Por pouco, muito pouco, não foi este o "Brazil" que o mundo viu oficialmente em 1985. Teimosamente, Terry Gilliam iniciou uma batalha sem precedentes contra o estúdio para manter sua integridade artística - um processo tão estressante que rendeu até um livro, "The Battle of Brazil: Terry Gilliam vs. Universal Pictures in the Fight to the Final Cut", depois transformado em documentário com o mesmo nome.

Primeiro, para tentar agradar a Universal, o diretor reduziu o tempo de "Brazil" de 142 para 132 minutos; porém ao mesmo tempo, na surdina, Sheinberg trabalhava em "seu" BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL, coordenando o trabalho dos novos editores contratados Bill Gordean e Steve Lovejoy. Uma nova trilha sonora, à base de rock-and-roll, teria sido adicionada à "producer's cut" para supostamente "atrair os adolescentes". E a coisa só piorava...


Aos poucos, aquela aterrorizante visão do futuro concebida por Gilliam foi se transformando em um conto-de-fadas futurístico, em que um único homem podia vencer um governo ditatorial e burocrático "em nome do amor". Aham...

E mesmo com a versão reduzida pelo diretor para 132 minutos, o maligno Sheinberg decidiu que faria testes de público com a sua LOVE CONQUERS ALL, que tinha, pasmem, uma duração mais "comercial" de míseros 94 minutos (por aí você já pode imaginar a extensão dos cortes...).

Furioso com a possibilidade da versão mutilada pelo produtor chegar aos cinemas, Gilliam ordenou a retirada do seu nome dos créditos. E partiu para um contra-ataque na mídia, numa tentativa desesperada de manter a integridade da sua obra. Uma das criativas táticas para demonstrar sua insatisfação publicamente foi comprar uma página inteira na Variety (principal revista sobre o mercado de cinema nos EUA), em 1º de outubro de 1985, para publicar a seguinte carta: "Querido Sid Sheinberg, quando você vai lançar meu filme 'Brazil'? Assinado: Terry Gilliam" (reprodução abaixo).
 

A partir disso, começaram os burburinhos na imprensa. Alguns críticos norte-americanos começaram a ficar curiosos em relação ao "Brazil" original, que foi exibido a uma platéia de poucos sortudos e celebrado como obra-prima antes mesmo de estrear comercialmente.

Alguns jornais chegaram até a questionar se era possível que um filme ainda não-lançado nos cinemas pudesse concorrer ao Oscar de Melhor Filme.

Finalmente, no outono de 1985, Gilliam e Robert De Niro apareceram no programa Good Morning America para falar sobre a polêmica. Quando o entrevistador questionou o diretor se ele estava tendo problemas com o estúdio, Terry simplesmente respondeu: "Não, apenas com Sid Sheinberg. Eis uma foto dele", e mostrou uma fotografia do chefão da Universal para a câmera!


Após tanto "terrorismo" e tanto bafafá na mídia, a Universal finalmente resolveu voltar atrás e lançou a versão de 132 minutos de "Brazil" nos cinemas (a "director's cut" de Gilliam, aquela com 10 minutos a mais, saiu apenas na Europa).

Acabou se confirmando a bilheteria reduzida que o malévolo produtor temia, já que "Brazil" rendeu apenas US$ 6,5 milhões contra os US$ 15 milhões que custou. Porém, neste caso, a má vontade da Universal tem sua parcela de culpa no fracasso: a estréia oficial foi em apenas UM cinema nos Estados Unidos!

Talvez traumatizado com essa história toda, Gilliam ficou três anos sem filmar, somente para depois envolver-se em outra produção problemática, o excelente "As Aventuras do Barão de Munchausen", de 1988.


Enquanto isso, "Brazil" foi ganhando o status da obra-prima que é com o passar dos anos, ao mesmo tempo em que a ridícula versão BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL, de Sheinberg, permaneceu engavetada e esquecida, sendo exibida uma única vez na TV norte-americana.

Hoje, com a popularização dos programas de trocas de arquivos, é possível ver este crime no auge dos seus 94 minutos, e constatar como um estúdio pode destruir impiedosamente a visão de um criador apenas para torná-la mais "vendável".

Serve, também, como uma experiência interessante para estudantes de cinema: a comparação das duas versões do filme é um belíssimo argumento do poder da montagem!


E é preciso tirar o chapéu: os editores a mando de Sheinberg tiveram muita criatividade e imaginação para transfomar o tenebroso e pessimista "Brazil" numa aventura futurística romântica com final feliz! (Para quem ficou curioso, o infame final feliz pode ser visto aqui.)

Pior: nada me tira da cabeça que, se fosse hoje, o público acostumado a blockbusters de shopping-center iria preferir BRAZIL - LOVE CONQUERS ALL a "Brazil - O Filme". Afinal, a versão de Terry Gilliam exige que o espectador pense, e em tempos de "Velozes e Furiosos Parte 25", não é bem isso que o público parece ter em mente quando entra no cinema...

PS: A versão reduzida e comercialóide de Sheinberg é um dos extras de uma maravilhosa edição de "Brazil" em 3 DVDs (!!!) lançada lá fora pela Critterion Collection. Por aqui, só temos um DVDzinho furreca cujo único extra é um documentário fraquinho de meia hora chamado "What is Brazil?", dirigido pelo mesmo Rob Hedden que fez "Sexta-feira 13 Parte 8 - Jason Ataca em Nova York"!!!!!


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Brazil - Love Conquers All (1985, EUA)
Direção: Terry Gilliam (reeditado por Sidney Sheinberg)
Elenco: Jonathan Pryce, Robert De Niro, Ian Holm,
Katherine Helmond, Bob Hoskins, Michael Palin,
Kim Greist e Peter Vaughan.

18 comentários:

vitor disse...

interessante!ja tinha ouvido falar do filme mas nunca o assisti,pretendo corrigir isso logo.felipe pq vc acha horríveis os máquina mortífera 3 e 4?

Felipe M. Guerra disse...

VITOR, sobre os "Lethal Weapon": excesso de personagens (Rene Russo, Joe Pesci...) tirando o foco sobre Riggs e Murtaugh; o quarto é ainda pior neste quesito, pois adiciona também o Chris Rock, que não fede nem cheira. Tramas e vilões desinteressantes (e olha que no quarto filme eles desperdiçam ninguém menos que Jet Li como vilão!). Ênfase no humor pastelão e nas cenas de ação absurdas, não mais na violência e seriedade dos dois primeiros filmes. Riggs deixa de ser uma "máquina mortífera", um policial kamikaze à beira do descontrole, para se transformar num palhaço com piadinhas prontas e apaixonado por Rene Russo. E por aí vai...

Junior disse...

Tb sou fã de Brazil e sabia que havia uma versão alternativa. Só não imaginava que fosse tão ruim...

Mas nem sempre os cortes e modificações acabam prejudicando o filme.

"Cinema Paradiso", por exemplo, é muito melhor na versão editada. E essa edição foi feita apenas por ser mais "prática" e comercialmente mais viável.

Felipe M. Guerra disse...

Ah JUNIOR, não fala isso... Eu gosto muito da versão mais longa de "Cinema Paradiso" (que é um dos meus filmes preferidos). Até assumo que algumas coisas estão sobrando e o filme era muito longo para se ver no cinema.

Porém toda a trama que mostra porque a amada do rapaz não apareceu na hora marcada, e o reencontro deles depois de adultos, é ótima, e acho que a versão "resumida" fica um pouco menos emocionante sem estas cenas.

pseudo-autor disse...

Nunca consegui ver nem Brazil, do Gilliam, nem Portal do Paraíso (considerado a bomba do século passado em hollywood), do Cimino. O que é uma pena, pois gostaria de conferir os dois. Não sabia que o Shane Black queria que o personagem do Mel Gibson morresse no final do Máquina Mortífera 2! Antes tivessem acatado a sua decisão... Os dois posteriores foram fraquíssimos.

Cultura? O lugar é aqui:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Felipe M. Guerra disse...

Pois é, o Riggs não toma cinco tiros à toa, era para ele ter morrido e finalmente concretizado seu desejo de auto-destruição, o que daria uma conclusão especial à série. Shane Black brigou com os produtores quando eles resolveram "ressuscitar" o personagem e foi substituído por Jeffrey Boam como autor do roteiro.

Outra covardia que por pouco não foi perpetrada no MESMO FILME é que a personagem de Patsy Kensit, namoradinha do Riggs no filme, quase sobreviveu ao invés de morrer (como acontece na versão final). Chegaram a filmar uma cena que mostrava um jantar de ação de graças entre Riggs e a moça com o casal Murtaugh, e que seria, originalmente, a última cena do filme.

Felizmente, alguém percebeu que o personagem de Mel Gibson era melhor como "herói trágico" e deixaram a moça morta, só para estragar tudo novamente com a personagem de Rene Russo nas duas sequências posteriores.

JF McQuade disse...

Nada muito haver com o Brasil, que eu topei uma penca de vezes por aí, mas nao assisti... eu queria lhe pedir Felipe, e nao vejo outro lugar pra mandar o recado, uma copia daquele seu artigo sobre A Dança da Morte que tinha no Boca e que nao encontro mais no Google como antes aparecia nas relações. gosto daquele texto.

Ahhh, concordo com o lance do Máquina Mortífera - eu era alucinado pelos dois primeiros, principalmente o segundo. Quando era moleque queria ter um cabelo como o do Riggs. hehe

Mas hj até msm eles dois envelheceram um pouco pra mim, ao contrário do primeiro Duro de Matar; pra mim, ainda tão bom quanto naqueles dias. Gosto muito do 3 tbm. Mas, claro, muitas cenas do Máquina são um bom gosto foda; ele correndo na rua com a metralhadora e o começo do 2, porra!

Ahhh, eu queria fazer uma pergunta a te, tbm, Guerra... que pode parecer estranha: mas vc assistiu àquele O Quarto Protocolo, com o Michael Kaine e Pierce Brosnan?!

JFelepe McQuade disse...

Droga, Brazil com Z, reintegro, ali em cima! =)

Daniel I. Israel disse...

Felipe, sem sombra de duvidas Terry Gilliam eh um dos maiores diretores de todos os tempos. Tenho muitos filmes dele, desde "Monthy Pyton and the Holy Grail" ateh "Fear and Loathing in Las Vegas", passando por "12 Monkeys", "The Adventures of Baron Munchausen" (com a Uma Thurman ainda bem jovem) e eh claro, a obra prima "Brazil" (a vercao da criterion collection).

Bem, seria redundancia dizer que TerryGillian realmente tem lugar cativo aqui no "Filme Para Doidos" pq todos os filmes dele sao completamente desnorteantes. Pena que ele sofra tanto nas maos de produtores, o cara mais boicotados do cinema.

Junior disse...

Felipe

Eu tb gosto da versão maior de "Cinema Paradiso", mas ainda prefiro a tradicional. rs

SPOILERS

O maior problema da versão completa é transformar um personagem bonzinho em um vilão praticamente... Isso não se faz rsrs

E eu acho a versão reduzida mais bonita, com todas aquelas cenas do final vindo em sequencia, sem interrupções, mas aí acho que é questão de gosto.

Uma pergunta: você gostou do final de LOST?

Luciano disse...

Ah, cara, sou seu fã, mas dessa vez serei obrigado a discordar: Eu realmente adoro Máquina Mortífera 3 e 4!!

Felipe M. Guerra disse...

Hehehe. Eu não vou negar que, como filmes de ação, Máquina Mortífera 3 e 4 até são competentes. Só acho que não combinam - nem se encaixam direito - na proposta dos dois primeiros, desvirtuam os personagens, e esta queda de qualidade é muito perceptível. Como fã dos primeiros eu não gosto, mas analisando como filmes independentes até que ambos dão pro gasto e divertem, pois a dose de humor foi aumentada na mesma proporção em que a violência era diminuída.

spektro72 disse...

BRAZIL- O FILME e um filme simplemente fantastico adoros filmes do diretor TERRY GILLIAN, outro que merece ser analisado pelo o nosso mestre do site e " OS BANDIDOS DO TEMPO " - ( TIME BANDITS) do mesmo diretor ,com : SEAN CONNERY,SHELLEY DUVALL,JOHN CLESSE,IAN HOLM & MICHAEL PALIN dentre outros. eu ja assistiu e gostei muito , aqui vai minha dica,mestre !

José Guilherme Wasner Machado disse...

EXCELENTE post! Adoro esse filme e fiquei horrorizado com a possibilidade dele nunca ter existido, preterido em função dessa abominação acima descrita.

Descobri seu blog há pouco tempo e estou adorando. É raro encontrar blogs inteligentes e, sobretudo originais. Um blog para quem gosta de uma boa leitura. Obrigado pelo excelente trabalho!

Abraços,

Guilherme

Anônimo disse...

bah me nego a ver essa versao pisoteada de Brazil. o original é mto fodão e realmente te irrita, te deixa maluco, te oprime aquele final lá. ainda mais vindo de um humorista. cara, é inimaginavel um filme assim de um monty phyton. o cara guardou toda seriedade pra esse filme e , bem, um dos filmes mais sensacionais , belos e tristes q eu já vi. e põe realista nisso! vamos buscar em máquinas de fabricar sonhos e outras realidades virtuais fabricadas especialmente para nos tirar do sufoco dessa realidade que exala ácido e mta mta tortura fisica e psicologica!!

thiagob disse...

ainda bem que eu comecei a ler a sua resenha e me lembrava que eu tinha baixado esse filme no MKO, um filme muito bom mesmo, é claro que a versão original, um abraço.

Anônimo disse...

essa foi sua melhor postagem

Leonardo Peixoto disse...

Visitar seu blog não é só um ótimo passatempo , ajuda a exercitar a imaginação .