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sábado, 25 de junho de 2011

DEZ MINUTOS PARA MORRER (1983)


"Não deixe seus sentimentos interferirem no seu trabalho", diz o veterano policial interpretado por Charles Bronson ao seu novato parceiro no início de DEZ MINUTOS PARA MORRER. Alguns momentos mais tarde, ironicamente, o próprio Bronson estará esquecendo o seu conselho ao descobrir que uma menina da vizinhança, que viu crescer, foi retalhada por um assassino psicopata, e sua filha é o próximo alvo do criminoso.

Lançado em 1983, DEZ MINUTOS PARA MORRER ("Dez para a meia-noite", no original, mas o título não tem nenhuma relação com a história nem em português e nem em inglês!) é um filme sui generis na "filmografia oitentista" de Bronson - que, a essa altura, já tinha 61 anos.


Sui generis porque é a primeira aventura do ator produzida pela infame Cannon Films, mas ainda assim mantém uma certa qualidade narrativa sem exageros. O extremo oposto, portanto, de quase tudo que Bronson faria a partir de então com a Cannon, quando encarnou uma espécie de Rambo geriátrico em produções cada vez mais absurdas, como "Desejo de Matar 3" e "Assassinato nos Estados Unidos" - e mesmo que esses filmes tenham ganhado certo "ar cult" com o tempo, é inegável que representam o ponto mais baixo da carreira do ator, ainda mais depois de obras inspiradíssimas como "Mr. Majestyk", "Desejo de Matar" e "Era uma Vez no Oeste"...

DEZ MINUTOS PARA MORRER simplesmente não parece aquele típico filme rasteiro de Charles Bronson com o qual o público acabou se acostumando nos anos 80. Pelo contrário, é uma história policial séria e levada a sério, onde cenas de investigação e sangrentos assassinatos - quase como um slasher movie para adultos - ocupam o espaço geralmente reservado para os tiros, socos e frases de efeito do herói grisalho.


Tanto que quem assistir esperando ação, ou ver Bronson arregaçando geral, pode até se decepcionar: mais que um policial, DEZ MINUTOS PARA MORRER é um autêntico filme de suspense, cujo roteiro (de WIlliam Roberts) é inspirado na "carreira" de dois famosos serial killers reais: Richard Speck e Ted Bundy.

O velho Charlie interpreta um policial veterano (claro) chamado Leo Kessler (Kessler, Kersey... esses roteiristas não têm criatividade?). Outrora um oficial correto, que seguia tudo estritamente dentro da lei, Kessler viu tanta injustiça e barbaridade em sua carreira que resolveu agir diferente, fazendo tudo, mas tudo mesmo para que a justiça se cumpra da forma que for necessário.


"Antigamente as leis protegiam a nós, agora protegem aos criminosos", diz o herói, em determinado momento do filme. Amargurado e violento, quase sempre vestido de preto e mantendo um relacionamento distante com a filha enfermeira Laurie (Lisa Eilbacher, de "Um Tira da Pesada"), Kessler é aquele tipo de policial prestes a mandar tudo à puta que pariu e explodir.

O estopim para que a fúria do herói se concretize é um psicopata chamado Warren Stacy (Gene Davis). Jovem e perturbado por não conseguir manter relações sexuais, Warren diverte-se perseguindo e matando as garotas que desdenham dele - ou seja, metade da cidade.

O diferencial é que o sujeito é espertíssimo: antes de agir, ele sempre consegue um álibi para não se complicar com a polícia - como incomodar algumas garotas dentro do cinema, para ter certeza de ser reconhecido, antes de sair pela janela do banheiro para matar uma vítima.


Outro detalhe que caracteriza a ação do psicopata, e que talvez seja a coisa mais criativa do filme, é o fato de ele cometer seus crimes completamente nu, para não sujar as roupas de sangue, eliminando qualquer possibilidade de levar para casa a mínima evidência dos assassinatos que comete!

Só que uma das vítimas de Warren era uma antiga vizinha de Kessler e amiga da filha do policial. Por isso, ele acaba levando a coisa para o lado pessoal e dá prioridade ao caso. É ajudado por um policial almofadinha que está dando seus primeiros passos na profissão, Paul McAnn (o futuro galã de filmes classe B Andrew Stevens). Todo certinho e dedicado a seguir fielmente a lei, McAnn é o completo oposto de Kessler, e logo a personalidade diferente dos dois colegas vai bater de frente.


Quando o diário da tal vítima incrimina Warren (a moça tinha muito medo das ameaças dele e registrou tudo para o caso de ser morta), Kessler faz de tudo para prender o maníaco pelas vias legais - principalmente quando o sujeito começa a crescer o olho para cima da sua filha. Mas Warren tem álibis, e nenhuma prova contra ele.

Kessler sabe que, se quiser salvar a pele da filha - e de outras garotas inocentes -, terá que apelar. Assim, ele forja provas que fazem com que Warren seja preso. Mas o certinho McAnn descobre a mutreta e joga areia no plano do colega. Resultado: Warren é libertado e Kessler demitido da polícia.

Claro que nosso herói não pretende dar o arrego para o assassino, e pelo resto do filme, sem a responsabilidade de um distintivo, Kessler transformará a vida do rapaz num inferno, até um sangrento e eletrizante ato final de deixar o espectador roendo as unhas.


DEZ MINUTOS PARA MORRER valeria apenas por esta fantástica meia hora final, que recria o violento caso verídico em que Richard Speck invadiu um dormitório de jovens enfermeiras para estuprar e matar várias delas. Não bastasse isso, temos uma daquelas cenas inesquecíveis de tão bizarras: o vilão perseguindo sua vítima pelas ruas da cidade COMPLETAMENTE PELADO!!!

(Aliás, o filme tem tanta nudez masculina e feminina que, segundo o IMDB, foram gravadas cenas alternativas para que ele pudesse ser exibido na televisão sem que fosse preciso cortar mais da metade. Nestas cenas mais brandas, Warren ataca usando cueca, e não completamente nu, como na versão "oficial".)


DEZ MINUTOS PARA MORRER marca a quarta colaboração de Charles Bronson com o diretor inglês J. Lee Thompson. Depois desse, eles fariam outros cinco filmes juntos, mas nada no mesmo nível - embora a aventura "Justiça Selvagem", de 1984, seja especialmente charmosa pela quantidade de brutalidade e exageros.

E como Bronson está bem no filme! Os cinéfilos de botequim que ridicularizam o ator por suas participações pífias de fim de carreira deveriam morder a língua e baixar a cabeça diante de cenas tensas como a do interrogatório de Warren por Kessler. O herói sabe que está com o assassino diante dele, mas ainda precisa jogar "conforme as regras". A cena, entretanto, é levada num crescendo de tensão e ódio entre os antagonistas. Primeiro, Kessler bombardeia Warren com perguntas vexatórias, tentando fazer com que se descontrole; depois, mostra um vibrador em formato de vagina que foi encontrado no banheiro da casa do "suspeito". Por fim, atira as fotos das vítimas mutiladas sobre a mesa e depois força a cabeça de Warren sobre elas, gritando "Olhe para estas malditas fotos!", antes de ser contido pelos parceiros.


O filme inclusive pode ser visto como uma espécie de releitura de "Perseguidor Implacável", de Don Siegel, a primeira aventura do policial durão Dirty Harry, em que o herói também persegue um serial killer e precisa jogar sujo para escapar das "amarras burocráticas" que permitem que o vilão mate livremente.

A diferença é que, em "Perseguidor Implacável", o policial interpretado por Clint Eastwood já é mostrado como um rebelde que faz justiça à bala desde o início do filme, enquanto em DEZ MINUTOS PARA MORRER a transformação de Kessler de policial que segue a lei em justiceiro acontece de forma gradual (e natural). Aliás, é impossível imaginar outro desfecho para o filme.


Desfecho que, por sinal, assinala outra magnífica interpretação de Bronson (para aqueles cinéfilos de botequim anteriormente citados voltarem a morder a língua). *SPOILER* Diante do vilão completamente nu, e apontando o revólver para a sua cabeça, Kessler começa um discurso amargurado, com fúria e tristeza incontidas nos olhos: "Eu tentei prender você, tirá-lo das ruas, fazer com que parasse de matar... Mas não consegui. E agora você matou mais três garotas. Oh, aquelas pobres garotas... Seu doente filho da puta!". Quando Warren alega que é doente e pede para ser preso, Kessler responde com um tiro na cabeça do rapaz! *FIM DO SPOILER*.


DEZ MINUTOS PARA MORRER também é interessante pelas várias caras conhecidas no elenco secundário: além de Andrew Stevens, aparecem Wilford Brimley como superior do herói, Geoffrey Lewis como advogado filho da puta (daqueles que dá vontade de esmurrar) e a gracinha Kelly Preston em papel bem pequeno de vítima, ainda no começo da carreira.

Não bastasse tantas qualidades, este suspense de primeira ainda tem uma curiosidade quase inacreditável: apesar de ter sido produzido nos exagerados anos 80, Charles Bronson interpreta um policial que dispara UM ÚNICO TIRO durante o filme inteiro! Algo que é ainda mais inacreditável quando lembramos que, nas suas produções posteriores com a Cannon, ele matou gente com todo tipo de arsenal, de metralhadores de grosso calibre a bazucas!

PS: Resenha sugerida pela leitora habitual Daniela Monteiro, que disse ser este o seu filme preferido do Charles Bronson.

Trailer de DEZ MINUTOS PARA MORRER



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Dez Minutos para Morrer (10 to Midnight,
1983, EUA)

Direção: J. Lee Thompson
Elenco: Charles Bronson, Lisa Eilbacher,
Andrew Stevens, Gene Davis, Geoffrey Lewis,
Wilford Brimley e Kelly Preston.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS (1989)


(Resgatando - e reclicando - essa velha resenha publicada na Boca do Inferno em tempos imemoriáveis porque estou atarefadíssimo nos último retoques do meu longa "Entrei em Pânico Parte 2", que estréia em julho em Porto Alegre. Mas é claro que eu não ia deixar os leitores do FILMES PARA DOIDOS sem uma atualização...)

Entre o final da década de 70 e o começo dos anos 90, vários pequenos produtores de cinema reinaram soberanos na realização de películas com pouco ou nenhum orçamento especialmente para exibição em drive-ins, cinemas grindhouse e também para uma nova mídia que surgia, o videocassete. Entre os nomes mais esforçados e atuantes do período, Fred Olen Ray é um dos destaques.


Ray começou sua filmografia comprando filmes incompletos ou obscuros e gravando novas cenas (geralmente com mulher pelada) a preço de banana para poder relançá-los nos cinemas e faturar uns bons trocados. Sua estréia como diretor, roteirista e produtor de material próprio foi em 1980, com "The Alien Dead", e desde então ele não parou mais.

Entretanto, suas obras mais divertidas são aquelas realizadas na segunda metade da década de 80; dos anos 90 em diante, Fred cairia no inferno das produções eróticas para TV a cabo, inclusive dirigindo várias daquelas tenebrosas produções genéricas da série "Emmanuelle" que passavam direto no Cine Privê.


Dentro da filmografia excêntrica do diretor, A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS é um filme apenas razoável, mas notório por demonstrar um pouco do melhor e do pior do cinema de Fred Olen Ray: efeitos especiais e roteiros fraquíssimos, mulheres peladas para compensar os dois primeiros fatores e atores famosos, porém decadentes, fazendo pontas naquele lendário esquema "Ed Wood/Bela Lugosi".

Em outros filmes, Ray já havia utilizado veteranos com contas a pagar, como John Carradine, Tony Curtis e Lee Van Cleef; aqui as vítimas são Robert Quarry (que no passado aparecia em filmões como "A Câmara de Horrores do Dr. Phibes") e Britt Ekland (a lorinha linda de "O Homem de Palha", aqui envelhecida e decadente, mas ainda bonita).


A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS foi rodado em apenas uma semana (!!!), logo depois de um dos grandes clássicos do diretor, "Hollywood Chainsaw Hookers) (que no Brasil foi "picaretamente" rebatizado como "O Massacre da Serra Elétrica 3 - O Massacre Final" apenas por causa da participação do ator Gunnar Hansen, o primeiro Leatherface, no elenco).

Produzido em 1988 e lançado direto em vídeo em 89, A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS parece aproveitar ideias vistas anteriormente no terror-comédia "Vamp", (1986). Posteriormente, o mesmo conceito destes dois filmes seria reaproveitada dez anos depois nos superiores "Um Drink no Inferno", de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, e "Bordel de Sangue", de Gilbert Adler, ambos de 1996.


O filme conta a história de três jovens nerds que vão a Hollywood na expectativa de fazer sua própria produção, quando Ray aproveita para fazer uma divertida paródia sobre o cinema bagaceiro que ele mesmo realiza.

Um deles é interpretado por Eddie Deezen, um dos mais ridículos seres humanos que já pisaram no planeta, mas que alguém cometeu o pecado mortal de dizer que era engraçado - nos anos 80, ele apareceu em filmes como "1941", de Steven Spielberg, e "Loucuras à Meia-Noite"; hoje, felizmente, está esquecido.


O problema é que Kyle Carpenter (Deezen), Brock (Tim Conway Jr.) e Russell (Tom Shell) são pobres rapazes do interior, que não sabem nada da cidade grande. Eles logo procuram uma produtora de fundo de quintal e falam com o diretor Aaron Pendleton (interpretado por Jay Richardson, um divertido ator de estimação de Ray).

A produtora de Pendleton, numa auto-referência ao próprio Fred Olen Ray, é especializada em filmes classe Z com muita mulher pelada e títulos apelativos, tipo "As Prostitutas Motociclistas no Deserto do Inferno". Por isso, o produtor recusa o roteiro "intimista" e "dramático" dos jovens, que, frustrados, decidem passar uma noitada num puteiro de luxo para afogar as mágoas e não perder a viagem.


Eles vão parar numa esquisita mansão hollywoodiana, onde um mordomo pálido chamado Balthazar (Ralph Lucas) os encaminha para a linda e sinistra Madame Cassandra (Britt Ekland).

A mansão de Cassandra tem as mais lindas prostitutas já vistas. O detalhe é todas são vampiras, que só querem saber do pescoço dos jovens. Kurt e Russell são atacados e vampirizados, enquanto Kyle consegue escapar e busca a ajuda do cineasta picareta, mais um padre mulherengo, Ferraro (Robert Quarry, em pequena participação), para destruir as sanguessugas...


Como escrevi no começo, tudo que é bom e tudo que é ruim no cinema de Fred Olen Ray está em A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS...

A parte ruim é que o filme é mais barato e mal-feito que a média das obras do diretor, sem ritmo, com um péssimo roteiro de Ernest D. Farino, que desperdiça as melhores ideias em prol do corre-corre e das piadas infames.

A parte boa é que tem muita mulher gostosa pelada. O destaque vai para a belíssima Michelle Bauer, outra atriz-fetiche que aparece na maioria dos filmes de Ray, e quase sempre nua. Em A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS, Michelle interpreta a gostosíssima Kristina, que tenta seduzir Kyle; mas, como o rapaz é um imbecil, acaba fugindo e escapando de virar vampiro - eu não me importaria de virar vampiro pelos dentinhos da Michelle Bauer, mas ia exigir sexo por toda eternidade em contrapartida!


A atriz, que continua na ativa até hoje em produções baratas e sacanas, começou sua carreira fazendo filmes pornográficos, no começo dos anos 80 (usando o pseudônimo "Pia Snow"). Depois passou a trabalhar quase que exclusivamente para Fred Olen Ray. Ela tem uma "comissão de frente" invejável que deveria ser preservada cientificamente antes de a lei da gravidade começar a exercer seu triste papel.

Além de Michelle, o outro atrativo desta tralha são aquelas cenas toscas, imbecis e duras de engolir que caracterizam os bons trash movies. É o caso, por exemplo, do momento em que Kristina hipnotiza o imbecil do Kyle e vai tirar suas calças. Porém, o infeliz tem um crucifixo desenhado na cueca para protegê-lo do assédio das putas vampiras!!!


Outro momento especialmente cômico acontece quando o herói Kyle atravessa uma estaca (na verdade, um guarda-chuva) no coração de um dos amigos vampirizados, e, enquanto este morre e se desintegra, o ex-amigo protesta: "Porra, você fez isso logo comigo, que tinha te emprestado os meus rollers?". Ouvindo isso, o herói tenta se justificar: "Puxa, mas você acha que eu já não estou me sentindo péssimo???".

De bobagem em bobagem, o filme termina com a conclusão mais óbvia e esperada, e a talvez a única que se encaixa na proposta bagaceira da película (parece até que a grana acabou e resolveram terminar de qualquer jeito).


E os efeitos bagaceiros são tão ruins, mas tão ruins (especialmente o efeito que mostra as vampiras se desintegrando), que dá vontade de puxar cem reais da carteira e mandar como colaboração para o Ray, que deve estar precisando desesperadamente de dinheiro para este setor - embora hoje esteja mais preocupado em filmar sexo softcore do que vampiras de desintegrando...

Entretanto, no final, porcarias como este A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS servem para nos fazer refletir sobre algumas coisas em relação ao cinema e aos nossos hábitos como espectadores. Por exemplo:

- Filmes ruins de quinta categoria, como este, às vezes são mais divertidos que superproduções longas e insuportáveis, como "Avatar", e muitas vezes mais interessantes que alguns vencedores do Oscar.


- Filmes ruins de quinta categoria com muitas mulheres peladas em cena geralmente ficam mais interessantes.

- Michelle Bauer é uma das mulheres mais lindas do cinema.

- Fred Olen Ray devia continuar fazendo filmes de baixo orçamento de horror avacalhado em apenas sete dias, ao invés dessas putarias leves para punheteiros que têm medo de ver pornô de verdade.

Assim, mesmo que não tão "bom" (um conceito que varia de espectador para espectador) e divertido quanto outras obras do diretor-produtor, como "Hollywood Chainsaw Hookers", "Resposta Armada" e "O Vale da Morte", A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS tem alguns méritos que o qualificam como legítimo "Filme para Doidos".

E tem Michelle Bauer pelada. Precisa de mais algum argumento para ver essa tralha?

Cena de A VAMPIRA DE BEVERLY HILLS



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A Vampira de Beverly Hills
(Beverly Hills Vamp, 1989, EUA)

Direção: Fred Olen Ray
Elenco: Eddie Deezen, Britt Ekland, Michelle
Bauer, Robert Quarry, Tim Conway Jr., Jay
Richardson e Debra Lamb.