terça-feira, 26 de novembro de 2013

THE EVIL CLERGYMAN (1987)


(Esta postagem é dedicada ao Leo Dias, um dos maiores fãs de H.P. Lovecraft que eu conheço - se não o maior!)

Qual adaptação para o cinema de um conto de H.P. Lovecraft reúne os atores Jeffrey Combs, Barbara Crampton e David Gale, num roteiro de Dennis Paoli produzido pela Empire Pictures, de Charles Band? Bem, até 2012 só havia uma resposta possível: o clássico “Reanimator” (1985), de Stuart Gordon. Mas de 2012 em diante, a pergunta também pode ser respondida citando-se THE EVIL CLERGYMAN, um curta-metragem que reúne a mesma equipe talentosa de “Reanimator” já citada, apenas substituindo Stuart Gordon pelo produtor Charles Band na cadeira de diretor.

THE EVIL CLERGYMAN foi filmado entre 1987 e 88, mas só foi oficialmente finalizado e lançado 25 anos depois (!!!). Mais precisamente em 11 de agosto de 2012, quando o curta teve uma concorridíssima premiére na mostra Chicago Flashback Weekend, sendo depois lançado em DVD, em outubro do mesmo ano.


Para entender porque esta adaptação esquecida de H.P. Lovecraft passou 25 anos no limbo, é preciso fazer uma pequena viagem no tempo, de volta à década de 1980. Naqueles tempos, a Empire Pictures, de Charles Band, era garantia de produções divertidas feitas com pouco dinheiro, como o já citado “Reanimator”, e também “Do Além” (1986, também de Stuart Gordon), “Puppet Master / Bonecos da Morte” (1989, de David Schmoeller) e "Duro de Prender" (1988, de Renny Harlin), entre outros.

Embora sempre tenha investido uma merreca em seus filmes, a Empire enfrentava sérias dificuldades financeiras lá por 1987, quando THE EVIL CLERGYMAN começou a ser filmado. Assim, o produtor Band surgiu com um projeto arriscado: diminuir futuros longas que produziria para segmentos de meia hora, que iriam compor uma coletânea em longa-metragem chamada “Pulse Pounders”!

Anúncio da época destaca fim das filmagens de "Pulse Pounders"

Eu desconheço se realmente era mais barato filmar três curtas de meia hora, cada um com sua história e elenco independentes, do que três longas inteiros. Seja como for, o próprio Charles Band dirigiu os três segmentos sem relação entre si, sendo que apenas um deles era original (a adaptação de Lovecraft sobre a qual estamos falando), e os outros dois eram continuações de filmes populares da Empire, “Trancers” (que Band dirigiu em 1985) e “The Dungeonmaster” (1984, de vários diretores).

Dessa forma, “Pulse Pounders” era composto por THE EVIL CLERGYMAN, “Trancers 2 – The Return of Jack Deth” (com Tim Thomerson, Helen Hunt e Grace Zabriskie) e “The Dungeonmaster 2 - A Sorcerer's Nightmare” (com Jeffrey Byron e Richard Moll). A ideia em si é bem curiosa, e você pode pensar nesta coletânea como uma espécie de “Grindhouse”, aquele projeto fracassado de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, só que 20 anos antes (chupa, Tarantino! chupa, Rodriguez!).

Assim seria o pôster da coletânea "Pulse Pounders"

Enfim, os três filminhos de meia hora foram completados e Band já começava a divulgar sua antologia com o título “Pulse Pounders Volume 1”, comprovando que havia a intenção de produzir mais coletâneas no futuro, quem sabe até trazendo mini-sequências de meia hora para outros belos filmes da Empire Pictures, como “Metalstorm” ou “Patrulheiros do Espaço”, e quem sabe mais adaptações curtinhas de contos de Lovecraft.

Mas embora “Pulse Pounders” tenha sido anunciado e divulgado, inclusive com trailer em fitas da produtora (veja abaixo), a crise financeira da Empire Pictures decretou seu sepultamento: não demorou para a pequena empresa de Band ir à falência, e a prometida antologia acabou nunca sendo lançada. Pior: os negativos em 35mm foram extraviados no inferno que se desencadeia sempre que uma companhia fecha, e o projeto parecia perdido para sempre.


Trailer do nunca lançado "Pulse Pounders"



Pouco tempo depois, Charles Band abriu uma nova empresa, a Full Moon, e retomou diversos projetos antigos, com ainda menos grana e direto para o mercado de vídeo. Com “Pulse Pounders” perdido para sempre (ou ao menos assim se imaginava), o produtor resolveu dirigir até um novo “Trancers 2” em 1991, descartando completamente aquele curta filmado alguns anos antes.

Já “The Dungeonmaster 2” ficou perdido no limbo, enquanto outras adaptações baratas de contos de H.P. Lovecraft (como “Aprisionados pelo Medo”, de 1994, e “O Castelo Maldito”, de 1995) ajudaram a manter THE EVIL CLERGYMAN devidamente esquecido durante décadas.


Mas esta é uma história com final feliz, apesar de demorado: em 2011, Charles Band anunciou aos quatro ventos que encontrou uma velha fita VHS contendo a “workprint” (cópia de trabalho) de “Pulse Pounders”. Os negativos originais continuam perdidos, mas já era alguma coisa, considerando que muita gente aguardava para ver pelo menos um dos segmentos da coletânea há vinte e poucos anos!

Como bom espertalhão e comerciante que é, Band resolveu desmembrar “Pulse Pounders” e lançar os três curtas separadamente, um por ano, fazendo o possível e o impossível para dar-lhes um mínimo de restauração – já que, lembre-se, estamos falando de imagens capturadas de uma velha fita de vídeo, e sem música nem efeitos sonoros!


THE EVIL CLERGYMAN foi o primeiro episódio a ser lançado, considerando o grande culto que existe às velhas adaptações de Lovecraft produzidas pela Empire. E para este ano (2013) estava programada a estréia do “Trancers 2” bastardo, agora rebatizado “Trancers 1.5 – City of Lost Angels” por causa da existência da outra Parte 2! Já “The Dungeonmaster 2” deve ficar para 2014, a não ser que Band invente alguma das suas...

Bem, encerrada a aula de história, vamos ao que interessa: o que se pode dizer do mítico THE EVIL CLERGYMAN? Valeu a pena esperar 25 anos, ou seria melhor que o curta tivesse ficado perdido para sempre?


A resposta é simples: é óbvio que o que temos aqui não chega nem aos pés das adaptações mais clássicas de Lovecraft produzidas por Charles Band, como “Reanimator” e “Do Além”. Até porque o velho Charles não é nenhum Stuart Gordon. Mesmo assim, o resultado é bem acima da média. Talvez pela nostalgia de rever quase todo o time de “Reanimator” junto num outro filme inspirado em Lovecraft. Ou talvez pelo fato de as produções assinadas por Band hoje serem tão ruins que até os trabalhos menos expressivos da antiga Empire parecem bem melhores em comparação.

O conto homônimo que inspirou THE EVIL CLERGYMAN foi publicado no Brasil como “O Clérigo Diabólico” numa velha antologia de contos do autor chamada “A Tumba e Outras Histórias", lançada pela Francisco Alves Editora em 1991 (e republicado em 2007 no formato pocket pela  L&PM). Trata-se de um conto bem curto (apenas cinco páginas) que Lovecraft escreveu em 1933, mas só foi publicado em 1939, depois da morte do autor (que foi em 1937), na revista “Weird Talers”. (Você pode ler o conto completo, em inglês, clicando aqui)


A história original é até bem inexpressiva, narrada por um homem que visita uma velha casa e é atraído até o sótão. Ali, encontra um clérigo queimando velhos livros de magia negra na lareira. Outros religiosos, incluindo um bispo, aparecem para confrontar o “clérigo diabólico”, mas ele os confronta usando um objeto mágico que estava sobre a mesa.

Quando o próprio narrador é ameaçado pela diabólica figura, ele resolve utilizar o mesmo objeto para se livrar do clérigo. Mas, ao tentar fugir da casa, se olha num espelho e percebe que está diferente: o reflexo não é dele, mas sim do “clérigo diabólico”. E o conto termina assim: “Pelo resto da minha vida, exteriormente, eu seria aquele homem!”.


Nada muito inspirador, certo? Assim, não é de se espantar que o roteirista Dennis Paoli, o mesmo que escreveu diversas adaptações de Lovecraft para Stuart Gordon dirigir (de “Reanimator” a “Dagon”), tenha aproveitado bem pouco do conto ao escrever THE EVIL CLERGYMAN. E, mais uma vez, sexo e perversão são a mola-mestra da trama, a exemplo do que já havia acontecido em “Reanimator” e “Do Além”.

O narrador anônimo (e homem) do conto aqui foi transformado numa bela mulher, Said Brady, que obviamente é interpretada pela delícia da época Barbara Crampton (aquela mesma que quase foi estuprada por uma cabeça decepada em “Reanimator”). Ela vai visitar um velho castelo onde viveu e morreu um clérigo chamado Jonathan (Jeffrey Combs, o Dr. Herbert West de "Reanimator"), que não era exatamente um exemplo de pureza - lembre-se: ele é o “clérigo diabólico” do título!


Ocorre que Said e Jonathan foram amantes no passado. Ao saber da morte misteriosa do religioso, ocorrida há alguns dias, a garota resolve visitar o quarto onde ele vivia e onde ambos dividiram momentos de intimidade. Porém, no momento em que a moça fica sozinha no local, Jonathan reaparece. E não se trata de uma assombração, conforme ela irá confirmar por conta própria. No momento seguinte, os dois estão na cama “tirando o atraso”.

Pelos próximos vinte e poucos minutos, aparecem ainda um misterioso bispo (interpretado pelo excelente David Warner), que acusa Jonathan de assassinato, e uma bizarra criatura meio homem, meio rato (“interpretada” por David Gale, o Dr. Hill de “Reanimator”, aqui debaixo de carregada maquiagem). É quando Said começa a desconfiar das boas intenções do clérigo por quem se apaixonou...


Como se trata de um curta-metragem de 27 minutos, não dá para falar muito mais sobre THE EVIL CLERGYMAN para não estragar a surpresa. Mas, para quem já leu o conto original de Lovecraft, é bom salientar que quase tudo que se vê na tela saiu da mente do roteirista Paoli, e a única coisa que realmente lembra a história em que o filme se inspira é a conclusão - mesmo que (infelizmente) sem usar o recurso do reflexo no espelho.

A exemplo do que já havia feito em seus roteiros de “Reanimator” e “Do Além”, Dennis Paoli escapa da armadilha de tentar adaptar Lovecraft com muita fidelidade, descartando a narrativa em primeira pessoa e buscando uma abordagem que mistura horror e erotismo – aqui, como acontecia em “Reanimator”, a pobre Barbara também leva umas lambidas em lugar estratégico do vilão interpretado por David Gale!


Aliás, é impossível não lembrar de “Reanimator” quando THE EVIL CLERGYMAN parece uma reunião da equipe técnica daquele filme. Se não existisse um intervalo de tempo de pelo menos dois anos entre as duas produções, eu poderia até jurar que o curta tinha sido filmado nos intervalos das gravações de “Reanimator”. Além de dividir o mesmo elenco e o mesmo roteirista, o curta traz ainda o diretor de fotografia Mac Ahlberg e o técnico de efeitos especiais John Carl Buechler, que também trabalharam naquele filme.

É uma pena que Stuart Gordon também não tenha voltado para assinar a direção e deixar o clima ainda próximo do universo dos seus “Reanimator” e “Do Além”. Band até que se sai bem ao tentar emular esse clima, mas é impossível não ficar imaginando como o curta ficaria caso Gordon estivesse no comando, ainda mais conhecendo sua paixão pelos contos e pelo universo de Lovecraft.


Curiosamente, apesar do reencontro da turma de “Reanimator”, para mim a melhor coisa do curta é a pequena participação do lendário David Warner, que deve ter gravado todas as suas cenas em algumas poucas horas. Seu personagem, o bispo misterioso, aparece para reforçar as verdadeiras intenções de Jonathan, e justificar o porquê de ele ser o “clérigo diabólico” do título original.

O restante da turma manda muito bem, e, além dos quatro já citados, completa o reduzido elenco a veterana Una Brandon-Jones, no papel da proprietária do castelo. Eu só lamento o pouco tempo em cena de David Gale e seu homem-rato, já que, depois de anos lendo sobre o curta em minhas pesquisas sobre a antologia “Pulse Pounders”, eu sempre imaginei que o monstrinho teria um papel muito maior na trama. (O curta é dedicado ao ator, que faleceu em 1991.)


Irmão de Charles, o compositor Richard Band (que, vejam só, também é o responsável pela antológica trilha de “Reanimator”, aquela chupada do tema de “Psicose”!) foi convidado para compor a música de THE EVIL CLERGYMAN mais de vinte anos depois do fim das filmagens. A trilha tem seu charme e lembra os melhores momentos do músico; se eu não soubesse que é coisa nova, juraria que ele tinha composto a música lá em 1987!

Claro que, como o curta foi resgatado de uma cópia em VHS de quase 30 anos atrás, a qualidade da imagem não é das melhores, um problema que é ainda mais perceptível nas cenas escuras. Infelizmente, não há muito o que fazer nesse departamento, a não ser que os negativos originais reapareçam e permitam fazer uma nova montagem – quem sabe até com cenas que não foram aproveitadas na “workprint” daquela época.


Considerando o nível das podreiras que Charles Band produz e dirige hoje, repletas de CGI de quinta categoria e roteiros tosquíssimos sobre bongs e biscoitos assassinos, THE EVIL CLERGYMAN promove um autêntico retorno ao passado, a uma época não tão distante em que mesmo os filmes de horror mais baratos tentavam buscar um mínimo de sofisticação, e dependiam bastante do talento e criatividade do técnico em efeitos especiais, e não do computador.

É interessante constatar que os efeitos da criatura “homem-rato” não foram produzidos em stop-motion, como era comum naquela época nas produções da Empire. Pelo contrário, o pobre David Gale vestiu uma roupa de rato em tamanho natural e foi obrigado a zanzar de quatro por um cenário repleto de estruturas aumentadas, para dar a ideia de que o monstrinho é bem menor do que realmente era.


Isso exigiu bastante criatividade do time dos efeitos especiais, principalmente para a cena em que o homem-rato aparece dando umas lambidas na bunda da mocinha. Mesmo com pouco dinheiro em caixa, Band dispensou truques fotográficos ou montagens porcas e mandou construir uma réplica da bunda de Barbara Crampton em dimensões gigantes (!!!) só para poder filmar essa cena.

No bate-papo realizado na premiére do filme, em agosto do ano passado, a atriz inclusive lembrou com surpresa da réplica gigante dessa bela parte da sua anatomia, e questionou Band sobre o destino do “bundão”; segundo o diretor-produtor, alguém da equipe deve ter guardado de recordação, sabe-se lá com que propósito!


No mesmo bate-papo, Band lembrou que a equipe dos efeitos tentou fazer uma complicada trucagem em que o rosto de Jeffrey Combs se transformava no de Barbara Crampton; porém, após alguns testes, eles abandonaram a ideia e preferiram deixar a “transição” para a imaginação do espectador. Confesso que fiquei curioso para ver como resolveram algo tão complicado tecnicamente com os efeitos práticos da época...

Por falar em DVD, THE EVIL CLERGYMAN está disponível no formato desde outubro de 2012, mas o material é a típica picaretagem do mercenário Charles Band: ao invés de esperar para finalmente lançar o tão sonhado “Pulse Pounders” num único DVD, o maquiavélico produtor optou por lançar discos separados com cada um dos curtas. Assim, você é obrigado a desembolsar o preço de um longa para ter o DVD com um curta e alguns extras mixurucas que foram gravados hoje. Bem, é justamente nesses casos que o download de filmes funciona como uma espécie de justiça poética, já que Band definitivamente não merece o dinheiro que está cobrando pelo material.


Picaretagens à parte, THE EVIL CLERGYMAN é muito divertido e vale principalmente pelo fator nostalgia, já que todo fã das produções da extinta Empire, e de suas clássicas adaptações de Lovecraft, passou os últimos anos sonhando com esse curta-metragem. Vê-lo hoje, nesses tristes tempos em que o gênero parece dominado por refilmagens e overdose de CGI, é como fazer uma viagem no tempo até uma época que transpirava simplicidade e criatividade.

E, confesso, dá a maior saudade daquelas adaptações classe B de Lovecraft que a turma da Empire/Full Moon adorava produzir. Porque se hoje boa parte dos cinéfilos sonha com a tão comentada adaptação de “Nas Montanhas da Loucura” por Guillermo Del Toro, a única coisa que realmente me deixaria animado seria um retorno do velho Stuart Gordon aos textos de Lovecraft.

Mas como isso parece um sonho cada vez mais distante, o que nos resta são esses 27 minutos de THE EVIL CLERGYMAN para quebrar o galho...


Cena de THE EVIL CLERGYMAN



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The Evil Clergyman (1987-88, EUA)
Direção: Charles Band
Elenco: Barbara Crampton, Jeffrey Combs,
David Gale, David Warner e Una Brandon-Jones.

12 comentários:

Tungstênio Franco disse...

Felipe, a questão do rato me fez lembrar, imediatamente, do Dreams in the Witch-House, um dos episódios de Mestres do Horror feito por Stuart Gordon. As trucagens e o próprio homem-rato, tanto na ideia quanto na forma, se parecem demais.

aproveitando, excelente reportagem!

laurindo big boss disse...

Amigo Felipe, para variar, ótima e precisa resenha, desta obra cinematográfica(!!!). Pude ver este filme e me vem na cabeça, "O que é Jefrey Combs", e o que fazia o bom David Warner, nesta agradavel tranqueira(como você diz, talvez precisando de alguns dolares), porém nada faz com que não se tenha o interesse de voltar a ver este filme(o que farei) e curti-lo.

Abraços Laurindo(Big Boss) Junior.

P.S. Não pude por falta de tempo(vida de medico), ver as suas entrevistas do último dia 14, mas agora mesmo vou vê-las e se puder comentar alguma coisa...Abraços.

spektro72 disse...

fiquei ate curioso para assistir este filme pois adoro os atores que fizeram o classico do terror " RE-ANIMATOR",quem sabe um dia eu consiga assisti-lo.
falando H.P.LOVECRAFT tem um filme lançado ha muitos anos em VHS pela MUNDIAL FILMES chamado de " RENASCIDO DAS TREVAS - THE RESURRECTER "que baseado no conto ou livro eu não sei ao certo " The Case of Charles Dexter Ward " Com: Chris Sarandon (A Hora do Espanto )& John Terry ( O Falcão justiceiro ),deve ser um filme bom ou não ,ainda não assisti-lo pois só agora consegui o VHS dele e estou meio sem tempo para tirar as duvidas deste filme o Mestre podia tirar um duvida se fiz bem em compra-lo ou não ?
mais um vez nosso Mestre nos surpreendendo com mais um filme esquecido ou desconhecido do publico,parabens! novamente.
Um Abraço de Spektro 72.
e tambem um abraço para Laurindo Jr ,enfim! a todos que curtem o " FILMES PARA DOIDOS "
P.S - Ninguem nunca sabera o que aconteceu com a replica da bunda de Barbara Crampton..o cara que catou no estudio é um felizardo,quem não queira um casa ?

Daniel I. Dutra disse...

Tecnicamente falando o "The Evil Clergyman" não é um conto. Na verdade trata-se de um sonho que Lovecraft teve e colocou no papel, enviando em uma carta para um amigo. Após a morte do Lovecraft a carta foi publicada na revista Weird Tales como se fosse um conto.

Lovecraft costumava usar seus sonhos como matéria-prima para os seu contos. Infelizmente o "The Evil Clergyman" é apenas a matéria-prima bruta, e resta apenas especular o que poderia ter sido se Lovecraft tivesse trabalhado em cima da ideia e realmente escrito um conto.

Ademais, concordo com o amigo acima a respeito do "Dreams in the witch-house". O rato humanoide do filme foi aproveitado desse conto. Provavelmente o roteirista Denis Paoli viu que precisava de outros elementos para a história e foi buscar ideias em outros textos de Lovecraft.

laurindo Junior disse...

Amigo Felipe, aproveito este espaço democrático, para agradecer e devolver, os abraços mandados pelo seu(na minha opinião), mais ardoroso seguidor, o amigo Spectro 72...valeu Spectro.

Laurindo(Big Boss) Junior.

spektro72 disse...

Obrigado Laurindo Jr. por suas gentis palavras, feliz volta a este blog.. eu não me considero no melhor seguidor do Felipe que acompanho de 2008 somente agora arrumei um tempo e comecei á ler novamente e comentar uns post's antigos o que não fiz na epoca por que o meu computador era uma droga somente lia não dava para comentar pois eu possia á tal famosa banda discada e vira e mexe cai a conexão depois ele pifou de vez ,quando eu encontrei o nosso mestre ( que alias ! foi muito atencioso para comigo e os outros na amostra "CLONES DE STAR WARS " eu falei quem eu era e ele me falou que eu havia sumido do post ai lhe expliquei que era por causa do computador desde não parei mais de ler e comentar ( como os meus comentarios pateticos e desinformativos )no post dele ( o nosso mestre).Outra coisa Laurindo Jr. por favor não mate outro ator de Hollywood como faz como GARY BUSEY no Post,por favor ! quando li aquilo tomei um susto.. não faça isso ,ok!
Um Abraço de Spektro72

Daniel I. Dutra disse...

Acabei de ver o "The Evil Clergyman". Dá para assistir, mas é dispensável. Recomendado apenas para quem é fã hardcore do Lovecraft.

O enredo toma muitas liberdades com o texto original, que por si só não tinha nada demais (conforme o Felipe explicou e eu complementei no meu post anterior).

O filme poderia render um bom longa-metragem se devidamente desenvolvido. Poderia ser algo nas linhas "A Outra Volta do Parafuso" ou "Os Outros".

O curta faz referências a outras obras do Lovecraft, como "Os Ratos na Parede" (a velha fala duas vezes que há "Ratts in the Walls", título do conto em inglês) e "Sonhos na Casa das Bruxas".

Porém, a temática do curta foge um pouco das tramas lovecraftianas, pois envolve espíritos e forças do além (no sentido cristão do termo), e Lovecraft, como ateu convicto, desaprovava esse tipo de plot, não por razões ideológicas, mas estéticas (ele considerava essa fórmula desgastada).

Alexandre disse...

Esse conto foi publicado, também, no livro A COR QUE CAIU DO CÉU (ed. Iluminuras) com o título "O Ministro Maligno", e realmente, é um dos mais fracos de Lovecraft.

E achei esse Brown Jenkin muito melhor do que o do episódio do Masters of Horror. Esse David Gale é um sortudo filha da puta: já lambeu a Barbara Crampton inteirinha em dois filmes, hahaha!
Aposto que foi ele quem guardou o bundão dela. Ah, se eu tivesse tido essa sorte, já teria virado papel de parede no meu quarto!

Ao Spektro72: fez muito bem em comprar sim; é um filmaço meio obscuro e raro. Dei a sorte de comprar o DVD com o nome "O Filho das Trevas" por 13 pratas numa lojinha fuleira. E pensar que tinha neguinho vendendo por 300, 400 reais no ML! As legendas são porquíssimas, mas a imagem está de razoável para boa e pelo menos, tem uma dublagem correta. Valeu a pena, pois como eu disse, é um filme meio difícil de se encontrar por aí.

Fernando Rodrigues disse...

Eu também achei fraco esse curta-metragem. Valeu mais pelo aspecto nostálgico ao ver a turminha do Re-Animator em ação novamente.

Anônimo disse...

Olá Felipe,

Sou leitor do FILMES PARA DOIDOS e sou cinéfilo de carteirinha. Eu estou mandando esse email porque estou trabalhando numa empresa que desenvolveu um portal sobre cinema - o Cinema Total (www.cinematotal.com). Um dos atrativos do site é que você cria uma página dentro do site, podendo escrever textos de blog e críticas de filmes. Então, gostaria de sugerir que você também passasse a publicar seus textos no Cinema Total - assim você também atinge o público que acessa o Cinema Total e não conhece o FILMES PARA DOIDOS.

Se você gostar do site, também peço que coloque um link para ele no FILMES PARA DOIDOS.

Se você quiser, me mande um email quando criar sua conta que eu verifico se está tudo ok.

Um abraço,

Marcos
www.cinematotal.com
marcos@cinematotal.com

Spektro72 disse...

Alexandre!muito obrigado por me informar que fiz um boa compra do VHS " RENASCIDO DAS TREVAS "e também não sabia que ele tinha saído em DVD mas como outro titulo,ML esta de brincadeira tem VHS que estou de olho lá custando quase mil reais ,tudo bem ! que os filme em si é raro mais não vamos explorar.. tem gente que quer ganhar dinheiro fácil.
Um Abraço de Spektro72

Leonardo Peixoto disse...

É realmente uma pena que o blog não esteja mais em atividade , aqui foi citado tanto material para novas e incríveis resenhas ! A continuação perdida de Trancers , as adaptações da obra de H P Lovecraft e outras pérolas de Charles Band como Re-Animator : A Hora dos Mortos Vivos e Bonecos da Morte ! Ainda estou aguardando o retorno do mestre do cinema obscuro !