quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

VIVA DJANGO! (1968)


Todos os filmes não-oficiais com o personagem Django produzidos depois do sucesso da obra de Sergio Corbucci eram aventuras independentes, com pouca ou nenhuma relação direta com o original, embora sempre emprestando um elementozinho aqui, outro ali. Para todos os efeitos, a única sequência oficial de "Django" saiu apenas duas décadas depois, em 1987 ("Django, A Volta do Vingador"), contando inclusive com o retorno de Franco Nero no papel-titulo.

Só que bem antes dela houve um "Sotto-Django" que conseguiu se aproximar bem mais do universo do personagem. Trata-se de VIVA DJANGO!, de Ferdinando Baldi, que na Itália se chama "Preparati la Bara" ("Prepare o Caixão"). Motivos não faltam para que esta seja a mais fiel das sequências bastardas do clássico de Corbucci: o filme tem o mesmo produtor (Manolo Bolognini), o mesmo diretor de fotografia (Enzo Barboni) e até um dos roteiristas de "Django", Franco Rossetti (tornando-se, assim, o único a escrever uma outra aventura do personagem além da oficial).


Além disso, por contar uma história anterior aos acontecimentos mostrados em "Django", muitos críticos e espectadores consideram VIVA DJANGO! um "prequel" do original, mostrando como o protagonista transformou-se naquele pistoleiro solitário e sanguinário encarnado por Franco Nero em 1966.

Em minha resenha sobre "Django", eu até comentei que muitas informações eram jogadas apenas por alto e nunca devidamente explicadas, como o que aconteceu à esposa assassinada do herói, ou onde ele encontrou o caixão e a metralhadora que arrastava desde o início do filme. Pois bem: apesar de ser uma produção "não-oficial", VIVA DJANGO! se preocupa em tentar explicar tudo isso, mesmo que os fatos aqui apresentados não batam 100% com aqueles que vimos no filme de Corbucci (mais sobre isso a seguir).


Vale registrar que por muito pouco o próprio Franco Nero não voltou ao seu papel mais famoso, pois tinha assinado um contrato com o produtor Bolognini para estrelar três produções. A primeira, claro, foi "Django", que ninguém imaginava que seria um sucesso tão estrondoso; a segunda foi "Adeus, Texas" (1966), um outro western também dirigido por Ferdinando Baldi (e divertidíssimo).

A terceira obra do contrato seria VIVA DJANGO!, que o produtor concebeu exatamente como um retorno de Nero ao personagem. O problema é que o agora astro recebeu uma proposta irrecusável para trabalhar em Hollywood, estrelando o épico "Camelot" (1967), de Joshua Logan, no papel de Sir Lancelot (que ele roubou de astros como Terence Stamp e Alain Delon), ao lado de um elenco de peso que incluía Richard Harris, Vanessa Redgrave (futura esposa de Nero) e David Hemmings.


É claro que entre fazer mais um western spaghetti poeirento ou estrelar uma superprodução hollywoodiana, Nero não pensou duas vezes e quebrou o contrato com Bolognini - produtor e astro só voltariam a se encontrar num set de filmagem quase dez anos depois, em "Keoma" (1976), de Enzo G. Castellari.

Com a saída do astro quando o projeto já estava encaminhado, os realizadores resolveram tocar VIVA DJANGO! do mesmo jeito, só que encontrando um sósia de Nero para o papel de Django. A opção escolhida pode parecer meio esquisita para o espectador de hoje, mas caiu como uma luva: Bolognini contratou um ator de 29 anos chamado Mario Girotti, que ficaria conhecido pelo pseudônimo americanizado de Terence Hill.


Hoje o nome do ator está associado ao personagem Trinity e às inúmeras comédias e faroestes cômicos que ele estrelou ao lado do parceiro Bud Spencer. Mas é bom lembrar que, em 1968, Terence ainda não era Trinity: sua veia cômica só começou a ser mais explorada a partir de "Trinity é o Meu Nome" (1970), de Enzo Barboni, embora o ator já tivesse feito algumas poucas comédias (como "La Feldmarescialla", de Steno, em 1967; este filme seria rebatizado "Trinity Vai à Guerra" no Brasil por causa do sucesso do personagem POSTERIOR de Terence Hill).

Mario/Terence foi chamado porque era praticamente uma cópia xerox de Franco Nero (compare as fotos abaixo), e inclusive parecia uma versão mais jovem do ator, embora na vida real Nero fosse dois anos mais jovem. Tanto que quando o ator substituto aparece vestido com roupas pretas e disparando rajadas de metralhadora nos inimigos em VIVA DJANGO!, o espectador praticamente esquece que quem está ali é Terence Hill, e não Franco Nero.


O roteiro de Ferdinando Baldi e Franco Rossetti passa-se em data ignorada antes da Guerra Civil, portanto antes dos acontecimentos mostrados em "Django". O herói ainda não é um pistoleiro errante e silencioso: no começo do filme, encontramos o jovem Django sempre falante e sorridente, bem casado com a bela Lucy (Angela Minervini) e trabalhando como guarda-costas para um ambicioso político que pretende concorrer ao Senado, David Barry (o alemão Horst Frank, que é praticamente um clone de Klaus Kinski).

Certo dia, Django é designado para ajudar na escolta de uma carruagem que transporta uma fortuna em ouro para outra cidade, e aproveita para levar a esposa na viagem. Só que o carregamento cai numa emboscada armada pela quadrilha de Lucas (George Eastman), que mata todos para roubar o ouro. Somente Django sobrevive ao ataque e, depois de enterrar Lucy e providenciar uma sepultura falsa para ele próprio, foge e passa a viver como anônimo numa pequena cidade.


Cinco anos se passam e o herói agora trabalha como carrasco na tal cidadezinha, sendo o responsável por enforcar em praça pública os ricos fazendeiros e trabalhadores honestos que foram injustamente acusados de crimes pelo próprio Lucas, agora um dos homens mais importantes da região. Só que Django está pondo em prática um ousado plano de vingança: ao invés de executar os inocentes, ele apenas simula suas mortes e depois os recruta para um pequeno exército particular.

O carrasco pretende usar seus "mortos-vivos" para desferir um ataque direto contra o bando de Lucas. Não demora para as coisas se complicarem. Especialmente porque Django nem imagina que o superior de Lucas é o próprio Senador Barry, que usou o ouro roubado anos antes para se eleger, mas não pretende desistir das atividades ilícitas.


Embora possa até ser visto como uma pré-continuação de "Django", e assim seja considerado por muita gente, VIVA DJANGO! não respeita as informações básicas sobre o personagem introduzidas no filme de Corbucci, mesmo tendo um de seus roteiristas (Rossetti) no time. Por exemplo, em "Django" o personagem dizia que sua esposa tinha sido assassinada pelo Major Jackson (Eduardo Fajardo, vilão daquele filme) enquanto ele estava "muito longe", lutando na Guerra Civil.

Aqui, por outro lado, vemos a esposa de Django ser morta por Lucas a mando do Senador Barry, mas não quando o herói está "muito longe" na guerra; pelo contrário, o herói está bem ao lado da mulher no momento em que ela é morta! E se em "Django" o protagonista está em busca do Major Jackson justamente para vingar a esposa assassinada, aqui em VIVA DJANGO! o herói já exerce sua tão sonhada vingança ao eliminar tanto Lucas quanto o mandante do crime.


O pior é que, com um pouco mais de cuidado, o filme poderia realmente passar por uma pré-continuação. Por exemplo, se o personagem de Horst Frank fosse rebatizado "Jackson", e não morresse na conclusão, o espectador poderia assumir que ele é a versão jovem do vilão interpretado por Eduardo Fajardo no filme de Corbucci, e que, com a fuga dele, Django continuou sua busca por vingança durante anos e durante a própria Guerra Civil, quando o antigo político fez carreira no exército e virou major. Não é o que acontece, infelizmente.

Além disso, VIVA DJANGO! tem uma conclusão espetacular que cita "Django" diretamente: cercado pelo Senador Barry num velho cemitério, e em desvantagem numérica diante dos mais de 20 capangas do político, Django desenterra o caixão da sua própria sepultura, aquela que usou para simular a própria morte, e tira do seu interior uma metralhadora semelhante à usada por Franco Nero em "Django", e que usa para exterminar todos os seus rivais (unindo, assim, as duas cenas mais icônicas do filme de Corbucci: o massacre com a metralhadora e o duelo final no cemitério!).


Pena que tanto o diretor Baldi quanto o roteirista Rossetti foram muito manés na última imagem do seu filme: se tivessem concluído VIVA DJANGO! mostrando o herói indo embora arrastando seu caixão com a metralhadora dentro, teriam criado um belíssimo elo com o início do "Django" original!

Mas eu duvido que o espectador da época tivesse muita familiaridade com prequels, ou que realmente se importasse com o fato de os acontecimentos mostrados aqui não baterem com as informações apresentadas no clássico de Corbucci. Provavelmente a maioria assistiu VIVA DJANGO! sem sequer se lembrar destes detalhes sobre o personagem, motivo pelo qual os próprios realizadores nem se preocuparam tanto em ligar as histórias dos dois filmes, concentrando-se na ação.


E ação é o que não falta! O falecido Ferdinando Baldi (1917-2007) era um especialista no assunto, que infelizmente morreu sem o devido reconhecimento (um outro filmaço dele já resenhado aqui no FILMES PARA DOIDOS foi "Blindman", de 1971). VIVA DJANGO! pode até não ter uma contagem de cadáveres tão alta quanto o original, mas se considerarmos que o herói aqui ainda está em início de carreira, a soma de óbitos é bastante expressiva: Django mata mais de 40 rivais, a maior parte deles com sua metralhadora!

Terence Hill está anos-luz distante do palhaço que encarnaria posteriormente, a partir de Trinity, mas protagoniza um momento muito engraçado ao ser rendido por um dos inimigos, que lhe pede para entregar o revólver segurando pela coronha. Fingindo que vai realmente dar a arma para o rival, o herói faz um rápido malabarismo e gira a pistola, disparando-a virada, direto na cara do sujeito!


Além dos tiroteios de costume, há uma cena explosiva (literalmente) em que Django enfrenta toda a quadrilha de Lucas, e que termina num confronto com o próprio Lucas dentro de um saloon em chamas. Percebe-se claramente que são os próprios atores, e não dublês, se esgueirando pelo cenário em chamas e desviando-se por muito pouco de vigas incendiadas que quase caem sobre eles!

O duelo entre Django e Lucas tem um desfecho fantástico: o herói atira no lampião que o vilão segura, incendiando-o instantaneamente. O engraçado é que, neste momento, o ator George Eastman é visivelmente substituído por um dublê, que inclusive perde a peruca ao rolar pelo chão!


Quem viu "Django" diversas vezes certamente vai identificar inúmeras referências ao original. Por exemplo: ao ser aprisionado pelos homens de Lucas, o Django de Terence Hill também tem suas mãos feridas (elas são pisoteadas pelos bandidos), embora não esmagadas tão violentamete quanto as de Franco Nero no filme de Corbucci.

VIVA DJANGO! também tem uma reviravolta um tanto forçada, quando um dos homens salvos da forca por Django, Garcia (José Torres), consegue convencer o exército secreto do herói a roubar um carregamento de ouro que também é visado pelos ladrões. Depois, o mexicano trai os colegas e os mata todos, fugindo sozinho com a fortuna e sendo caçado pelo próprio Django.


Embora seja algo que me incomode sempre que revejo o filme (pois os esforços do herói em criar um exército com condenados salvos da forca acabou resultando em... nada!), podemos interpretar esta cena como uma prévia desilusão de Django com mexicanos, o que de certa forma justificaria porque, no filme de Corbucci, o herói convence a quadrilha de mexicanos a roubar o ouro de um forte apenas para depois traí-los e roubar a fortuna (é o tal do "toma lá, dá cá"!).

A propósito, o filme também traz alguns toques "Leonianos", como a colorida vinheta animada nos créditos iniciais. Nesse caso, convém assistir a versão italiana, já que a bela sequência de créditos foi mutilada na edição norte-americana (justamente a lançada no Brasil em DVD pela Ocean), para a inclusão dos novos créditos em inglês.


Falar em bela trilha sonora num western spaghetti é redundante, mas não posso deixar de citar as duas músicas mais famosas do filme: a bela canção "You'd Better Smile", na voz de Nicola Di Bari, que toca durante os créditos iniciais, e o melancólico tema instrumental "Last Man Standing" aka "Nel Cimitero di Tucson", composto pelos irmãos Gian Piero e Gianfranco Reverberi.

Este último, que é repetido umas 15 vezes ao longo do filme (mas é tão lindo que nunca incomoda), é um dos temas mais conhecidos do gênero, e ficou ainda mais famoso ao ser sampleado pela dupla norte-americana Gnarls Barkley no hit "Crazy", em 2006. Compare as versões originais e sampleada nas janelinhas abaixo:


O original "Nel Cimitero di Tucson"



A versão sampleada, "Crazy"



Nas minhas resenhas anteriores sobre "Django Não Espera... Mata" e "10.000 Dólares para Django", eu lamentei o fato de os atores Ivan Rassimov e Gianni Garko só terem interpretado o personagem uma única vez. Porém quem REALMENTE parece ter sido talhado para personificar Django em uma longa série de filmes é Terence Hill; não só pela sua semelhança física com Franco Nero, mas principalmente porque ele não tenta inventar moda e nem moldar o personagem à sua maneira - o que vemos no filme não é Terence Hill interpretando Django, mas sim Terence Hill interpretando Franco Nero interpretando Django!

Claro que, hoje, fica difícil saber os motivos para o ator não ter sido oficializado como "o novo Django". Deve ter pesado o fato de Terence estar sendo disputado por outros diretores, como Giuseppe Colizzi ("Boot Hill") e Enzo Barboni, para interpretar seus próprios personagens, incluindo o famoso Trinity ("Trinità", no original). Uma pena, porque o ator foi, disparado, o melhor Django depois de Franco Nero, e o único que é realmente parecido com o original.


Considerando que todos os filmes com "Django" no título produzidos depois de 1966 eram ou picaretagens ou aventuras independentes, VIVA DJANGO! tem o grande mérito de ser a única aventura a manter relações bem próximas com o original de Corbucci - além de trazer o "Sub-Django" mais parecido com Franco Nero, não só visualmente, mas também no modus operandi e no uso da metralhadora. É até irônico que esta aventura não-oficial seja muito mais fiel que a continuação oficial de "Django", aquela produzida em 1987!

Portanto, VIVA DJANGO! é simplesmente obrigatório para todos os fãs do personagem e do filme de Corbucci. É uma pena que os realizadores não tenham observado alguns detalhes básicos para poder vendê-lo como prequel oficial do clássico, embora ainda seja possível vê-lo dessa maneira com alguma boa vontade.

E, sinceramente, quem apostaria que o palhaço Terence Hill, lembrado até hoje pelos seus faroestes bem-humorados e comédias-pastelão, acabaria sendo o segundo melhor Django da história do western spaghetti?


Trailer de VIVA DJANGO!



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Preparati la Bara (1968, Itália)
Direção: Ferdinando Baldi
Elenco: Terence Hill, Horst Frank, George Eastman,
José Torres, Pinuccio Ardia, Guido Lollobrigida, Barbara
Simon, Luciano Rossi e Spartaco Conversi.

21 comentários:

elemesmo disse...

Jamais imaginaria que o Terence Hil já fez um ótimo Django. Até nos Trapalhões ele já apareceu acompanhado do Bud Spencer http://www.youtube.com/watch?v=sbKdOeUis3g


Felipe, eu sei que você é avesso a sugestões, mas eu queria saber: qual a possibilidade de no futuro termos uma maratona de "clones do Bruce Lee" ou de "woman in prison"?

Anônimo disse...

Esse filme Viva Django é muito legal.

Só não arranjei uma cópia em DVD pra mim porque eu saí comprando outros filmes e não me sobrou muito dinheiro.

Mas em breve eu pretendo comprar!


Por falar em maratonas... Felipe, se você quer uma maratona de filmes realmente para doidos, você tem que fazer uma maratona do Cüneyt Arkin (o Cid Moreira turco), kkkkkkkk.

A propósito, um filme que você poderia comentar aqui é versão extendida do King Kong de 1976 (sim, pra quem não sabe essa versão foi exibida em 1978 na rede americana de TV da NBC).

Eu vi essa versão recentemente (baixei o torrent), ripado de VHS (óbvio, essa versão só passou na NBC e nunca foi lançada comercialmente. E alguém na época gravou e recentemente ripou pra internet. Tem até interva-los sendo cortados, rsrs) E digo.... nooossa, que coisa HORROROSA!

Quando eu era criança eu até gostava dessa versão de 1976 (isso até minha primeira viagem aos EUA em 1993 e comprar a edição de 60 anos do filme original de 1933, e comprei nada mais nada menos que no edifício do EMPIRE STATE, yeah... em VHS, claro, e o filme ainda vinha com uma cópia da película original presa num cubo de vidro... só um pedaço da bitola, não a película inteira... e eu tenho até hoje, ehehehe).

Então o filme de 1976 pra mim passou a ser segundo plano.

Mas ainda assim considerava um filme assistível. Mas essa versão extendida, com 3 horas de duração, é uma das maiores picaretagens que já vi. Pegaram takes que ficaram de fora da edição final (e com razão ficaram de fora, algumas cenas beiram a efeitos de Chapolin Colorado, com excesso de Chroma Key). Outras cenas que tem na versão oficial (a exibida no cinema) foram retiradas e no lugar colocaram outros takes, das mesmas cenas, mas com atuações diferentes (e inferiores às escolhidas na edição final). E eu já vi fã dessa versão de 76 querendo que essa versão da NBC fosse restaurada e saísse em DVD!!! Nãããããooooooooo! rsrs (Tudo bem, todo mundo tem o direito de ter a versão que quiser do filme que quiser... só estou tentando dizer que achei intragável essa versão da NBC).

PS: Felipe, eu sei que você boicota a versão do Peter Jackson... mas vê se não me xinga ou me chama de traidor dos filmes para doidos... porque eu gostei da versão do Jackson, hahauahauahuahauahauahaua.

PS2: Desculpa desvirtuar o assunto do post! Voltemos a falar de "Viva Django".

Anônimo disse...

Ah, sim. O post aí do King Kong é meu.

É que as vezes eu esqueço de assinar! rsrs


Abraços!


Night Owl.

Felipe M. Guerra disse...

NIGHT OWL, eu gosto muito do "King Kong" de 1976, mas nunca vi esta versão estendida aí. Nem sei se me animo, na verdade, porque na minha opinião o filme já tem o tempo correto. Diferente daquela versão inchada e chata do Peter Jackson, que eu vi no cinema e achei simplesmente insuportável.

Dylan Dog a.ka.Victor B. disse...

Algum dos DVDs de Viva Django! lançados no Brasil é de boa qualidade?Tem um que a Flashtar lançou que parece legal.Inclusive ela vem lançando vários spaghettis em dvd numa tal de "Coleção Western":Django Vem Para Matar,Django Desafia Sartana,Mato Hoje Morro Amanhã,A Grande Noite de Ringo,Boot Hill.Queria saber pois a versão de Viva Django que baixei apesar de ser a italiana é um TVRip muito porco.

Felipe M. Guerra disse...

O DVD da Ocean é razoável, mas como eles usaram a matriz norte-americana, a animação dos créditos foi praticamente arruinada.

spektro72 disse...

Putz! este um daqueles filmes que não sabia que existiam, juro !Não sabia que TERENCE HILL ( o eterno TRINITY & Companheiro de BUD SPENCER ) já foi DJANGO se passou na TV eu perdi, alias! muitos filmes eu perdei quando comecei a trabalhar em 1988 .. alguns filmes neste periodo não assisti dormia cedo
umas 22:00 ate 23:00,para entrar no serviço as 07:00.
depois que tive o meu primeiro video programava para ele gravar o que não conseguia assistir na semana e assisti-aos no fim de semana .
KING KONG do Peter Jackson eu so assisti quando passou na televisão no caso REDE RECORD enfrentando o FANTASTICO ( ou CANSASTICO,SHOW DO TEDIO) da TV GLOBO ,Conhecido no mundo da midia com " DOMINGO NEGRO " Pois venus platinada tava tomando um pau no IBOPE nesse dia,achei um filme tedioso quase dormi no meio do filme, minha irmã tambem estava assistindo e quase cochilou tambem.. o filme é muito parado como a famosa cena final ( O Senhor dos Aneis - O Retorno do Rei) minha estava louca para sair do cinema não aguentava mais , gosto de versão de 1933 e da versão de 1976.. fiquei curioso não sabia que havia uma versão estendida deste filme se os efeitos já são uma piada hoje em dia imagina esta versão estendida da NBC .
Abraços
Spektro 72

Anônimo disse...

Felipe, então você não vai se animar mesmo em ver essa versão, porque a única cópia disponível dessa versão extendida foi ripada de VHS, mas a qualidade tá muito pior do que qualquer ripagem de VHS de qualquer filme que botam por aí na internet.

Eu só recomendo mesmo pra quem for aquele fã hardcore desse remake de 1976. Do contrário, não vale a pena! E mesmo que a imagem estivesse cristalina, todas as cenas adicionadas não fazem sentido algum. A versão do cinema (as mesmas de DVD e Blu-Ray) simplesmente funcionam bem da maneira que são. Essa extendida tem takes desnecessários e que não fazem diferença alguma pra trama (só pra dar um exemplo, no início do filme, tem uma cena do Jeff Bridges num bar, onde o barman bota alguma substância na bebida de um empregado da Petrox que também estava lá... depois vem a cena onde o Jeff Bridges deixa cair, propositalmente, o maço de dólares pro guarda bigodudo pra entrar como clandestino no navio. Ou seja... pra que diabos serve a porra da cena do empregado da Petrox sendo dopado na bebida? Com ou sem essa cena o personagem do Bridges iria subornar o guarda de qualquer jeito! hahahaha. E o resto do filme tá cheio de takes assim, inéditos pra quem só viu a versão do cinema, mas que não acrescentam em nada na trama. Até a cena do Kong lutando contra a serpente gigante eles botaram um take inétido, mais longo... o take da versão do cinema é mais rápido, mas é melhor. rsrs)

Enfim... a versão exibida no cinema FUNCIONA! A da NBC é horrorosa! Isso só me faz lembrar o vício que muitas pessoas tem hoje em relação a versões extendidas. Sempre achando que as versões extendidas são melhores.

Mas pra mim depende!

Eu prefiro a versão do cinema de "Alien, o Oitavo Passageiro" do que a versão Director's Cut. Mas com relação a "Aliens, O Resgate", eu prefiro a versão extendida!

O Exterminador do Futuro 2, que é um filme que boicoto simplesmente porque eu odiei o T-800 ter se tornado o herói e não o vilão como no original, eu já vi as duas versões (a do cinema e a extendida), e achei melhor a do cinema.

Blade Runner então, tem umas 7 versões, eu prefiro a original... a exibida no cinema!

Superman 2 eu já prefiro aquela "Richard Donner Cut".

Hoje em dia a molecada fica logo excitada quando anunciam uma versão extendida de algum filme!

Por falar nisso, Felipe, eu sei que você não curte o Batman do Nolan... se prepara porque eu sei que o Nolan filmou mais de 4 horas de película no "Cavaleiro Das Trevas Ressurge"... possívelmente num futuro deve sair alguma versão extendida! (Se já tem nego bitolado comparando Nolan com Hitchcock por causa desses filmes, imagina então se sair versão extendida da trilogia? PQP).

Abração!


Night Owl.

elemesmo disse...

Night Owl, o quê que é mais tosqueira: Essa versão estendida do "King Kong" de 1976 ou o "King Kong 2" de 1986, em que arrumam "uma gorila" para o Kong? (desculpe desviar do assunto, Felipe)

Anônimo disse...

Eu e essa minha mania de escrever "extendida" ao invés de "estendida".

É que em inglês eles usam o X, e eu sempre confundo!


Abraços!



Night Owl.

Anônimo disse...

elemesmo.... acredite se quiser, mas é mais fácil encarar King Kong 2 (King Kong Lives) do que essa versão estendida!

King Kong 2 pelo menos são 100 minutos de filme (1h40m), por aí.

Essa versão da NBC são 3 horas de filme, com takes adicionais que só aumentam algumas cenas já conhecidas da versão do cinema, e outros takes inéditos que não acrescentam nada na trama!

Então, é como se fosse "encheção de linguiça".

E algumas dessas cenas inéditas são meio tosquinhas!

Por exemplo, se a cena do Kong detonando o trem em Nova York convence em termos de efeitos especiais, na versão estendida, antes da cena do trem, tem uma cena do Kong pegando um carro de polícia e tacando num prédio, mas não dá impressão do Kong ser gigante e nem do carro ser real... não, dá pra notar que é um carro de brinquedo.

Enfim... as cenas que ficaram de fora na edição final foram retiradas corretamente. Elas não funcionam, não convencem!

Naquela cena onde o Kong enfrenta a serpente, que ele tira a roupa da Dwan com "dedadas" (kkkkk), antes dessa cena mostra uma cena dele caminhando segurando ela como se ela fosse um bonequinho qualquer... chega a ser engraçado.

A única cena 'legal' (mas não tão legal assim) é uma do navio onde um dos marinheiros tenta espiar a Dwan nua (não aparece nada, tá? rsrs), ele fica pendurado na borda do navio, sendo segurado por outro marinheiro, e tentando ver por uma daquelas janelinhas redondas! rsrs Aí o Jack (Jeff Bridges) joga uma bóia no mar e consegue fazer o cara cair do navio. (uma cena de alívio cômico, mas sem muita graça).

Tem algumas cenas extras que usam chroma key demais... aí fica lembrando cenas do Chapolin.

A versão de 2 horas (a do cinema) é bem melhor, porque é funcional. Ela conta toda a história, sem delongas e sem as cenas desnecessárias! E sem as cenas mais mal feitas.

Então, se você é aquele fã tarado por essa versão de 76, eu recomendo pras pessoas matarem a curiosidade... mas se você não é tão fã assim dessa versão, fique com a tradicional! Nem percam tempo vendo a estendida!


Abração!


Night Owl.

Alysson disse...

Felipe, com boa vontade podemos sim ver Viva Django! como uma história anterior ao clássico. Como se o Django tivesse outra esposa após os acontecimentos do filme do Baldi. Afinal o cara ficou viúvo e poderia se casar novamente. Ae surge o Major mata a segunda esposa e se desenrola a trama do Django do Corbucci. Tenho o Viva Django da Ocean e está ok. O meu Django clássico q é péssimo. Um daqueles dvds 2 em 1 junto com o filme Um Dólar Entre os Dentes. Agora com o hype do filme do Tarantino espero q lancem o Django do Corbucci em boas condições por aqui. Muito boa essa maratona Django. Parabéns!

Felipe M. Guerra disse...

Pois é ALYSSON, também já pensei nisso, que o Django pode ter se casado uma segunda vez e ficado viúvo uma segunda vez. È um puta azar, mas na série "Desejo de Matar" o Charles Bronson também perdeu todas as esposas e namoradas! hahaha. Eu até consigo ver VIVA DJANGO! como prequel do filme de Corbucci, mas é uma pena que eles não tenham tido um pouco mais de atenção com esses detalhes. E, principalmente, não ter filmado uma cena final como a que eu imaginei, com Django se distanciando no horizonte arrastando o caixão com a metralhadora. Seria épico!

Anônimo disse...

Pra quem estiver interessado em fazer o download da versão estendida:

http://isohunt.com/torrent_details/408634917/king+kong+extended+tv?tab=summary

Tá dizendo que não tem trackers, mas tem sim! É só ter o uTorrent que vocês conseguem baixar!

Mas a qualidade de imagem tá horrorosa, já vou dizendo!

Abração!



Night Owl.

spektro72 disse...

PQP ! Não quero ver de jeito nenhum esta versão do " BATMAN O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSUGE ' -( VERSÃO ESTENDIDA)Já foi um saco assisti no domingo num DVD alugado pela a minha irmã que insistiu para assistir esta droga, pois ela adorou ver no cinema e tirar as minha conclusoes.. moral da historia achei uma porcaria,ainda bem que não fui ao cinema e não paguei o aluguel do DVD, o cara ( NOLAN) enterrou um dos meus herois favoritos da DC COMICS e o que é pior o roteiro deste SUPERMAN que vai sair agora no cinema é dele tambem vai enterrar outro heroi que gosto... Os criticos pagam um pau para ele,eu não BATMAN - A TRILOGIA NOLAN são para mim um lixo, o segundo só se salvar pela otima atuação de HEATH LEDGER como o psicotico CORINGA o terceiro o primeiro são um lixo , HOLLYWOOD esta se perdendo ou não é que já se perdeu !
P.S- este filme comecei á m lembrar dele por causa da abertura acho que passou ou REDE BANDEIRANTES ou TV RECORD ,Não tenho certeza.
abraço
Spektro 72

Anônimo disse...

Antes de ter internet, eu sempre achava que o Terence Hill fosse americano. Isso graças ao seu pseudônimo americano.

Paulo Geovani

Júlio Daniel disse...

Felipe, esse filme é realmente bom mas eu sempre achei que a cena final da metralhadora (era cedo demais para ela já ter sido inventada) podia ter sido substituída pela chegada de um pequeno grupo de "enforcados" (haveria sobreviventes da traição do mexicano). Mas essa idéia de um Major Jackson fugindo e Django sair de cena na mesma direção arrastando um caixão com metralhadora dentro, seria genial e compensaria todas as falhas biográficas e cronológicas, ligando os dois filmes.

Abraços,

J Daniel

Anônimo disse...

Julio Daniel, só tem um detalhe.

A metralhadora que o Django do Corbucci usa, apesar de parecida com as Mitrailleuses, é uma metralhadora ficcional.

O modelo dela nunca existiu na realidade! (Foi concebida para o filme, talvez o Corbucci estivesse tentando "fingir" ser uma Mitrailleuse... a que aparece em "Por Um Punhado De Dólare" usada pelo personagem Ramón é que é uma Mitrailleuse).

Mas supondo que tivesse existido esse modelo do Django, mesmo assim não seria nada absurdo ela ser usada numa história que se passa antes da Guerra Civil. Na Bélgica e na França, entre 1851 e 1860, já existiam Mitrailleuses.

Então, apesar de parecer um erro histórico nesse filme (o Django usar uma metralhadora antes da Guerra Civil)... não é!

Quer dizer, no filme não dá uma data, mas como se passa antes da Guerra Civil fica apenas a especulação! Mas não creio que deve ser antes de 1851.

E além disso, como é um modelo ficcional imitando o visual de um modelo real, acho que fica naquela coisa de "liberdade poética" do diretor. Mas independente desse modelo ter existido ou não, as metralhadoras são mais antigas que a Guerra Civil, isso eu tenho certeza! Pelo menos 9 anos mais antigas que a Guerra Civil.

As metralhadoras usadas na Guerra Civil eram as Gatling Gun, não?

No Western "Josey Wales: O fora da Lei", com Clint Eastwood, mostra essa Gatling Gun.

A usada pelo Django lembra mais o modelo europeu que já existia desde 1851!

Abração!



Night Owl.

Anônimo disse...

Essa aqui é o modelo usada na Guerra Civil, uma Gatling Gun:

http://www.youtube.com/watch?v=4zYEDB4hM9E

Essa é a que mais se aproxima do modelo do Django, é um modelo de 1863, mais avançado que o modelo desse período de 1851 até o início dos anos 1860, uma Montigny Mitrailleuse:

http://www.youtube.com/watch?v=497Htfzz1nc


Abração


Night Owl.

Marco A. s. Freitas disse...

Felipe, vale lembrar que, o Diretor de Fotografia Enzo Barboni, adotou o pseudônimo ´E. B. Clucher` quando dirigiu os seus grandes êxitos de bilheteria estrelados pela inesquecível dupla Hill/Girotti-Spencer/Pedersoli (inclusive no longa q ele dirigiu no RJ, Produzido pelo Renato Aragão).
Por sinal, até na Itália, ele é lembrado pelo ´nome artístico´.

Júlio Daniel disse...

Night Owl,

Valeu a informação sobre as metralhadoras. São uma invenção mais antiga do que imaginava. Eu pensava realmente na gatling. Só que remando contra a maré, apesar de todos gostarem da cena, eu esperava uma quebra de espectativa e ver o Django tirar qualquer outro tipo de arma de dentro do caixão. Apesar disso, o filme continua excelente e eu só encrenco com as "liberdades poéticas" quando o diretor é péssimo poeta.

Abraços,

J Daniel