segunda-feira, 11 de junho de 2012

COMANDO EXPLÍCITO (1986)


O panorama do cinema paulistano no começo dos anos 80 era desanimador: sem receber recursos da Embrafilme (que financiava os "intelectuais" de sempre para fazer filmes que ninguém queria ver), e gastando cada vez mais naqueles tempos de inflação galopante, muitos cineastas preferiram trocar a tela grande pela TV e pela publicidade.

Para os que continuaram remando contra a maré, a solução era investir no cinema pornográfico, um filão lucrativo iniciado no país com "Coisas Eróticas", de Rafaelle Rossi, alguns anos antes. Afinal, as produções eram baratas, não exigiam grande refinamento (pelo contrário, era possível até reaproveitar cenas de um filme em outro, principalmente os closes de pintos entrando em orifícios diversos) e havia um público pagante fiel, ávido por ver sacanagem na telona antes da popularização do videocassete - e algumas décadas antes da febre da pornografia via internet.


Diversos cineastas "sérios" começaram a filmar tchatchaca-na-butchaca para pagar as contas e tentar juntar dinheiro para voltar a fazer produções "normais", entre eles José Mojica Marins, Jean Garrett e Antônio Meliande. Mas enquanto a maioria usava pseudônimos para minimizar a vergonha de estar filmando sacanagem, teve um diretor que nunca escondeu o nome de batismo ao fazer pornôs - e ficou com a carreira estigmatizada por causa disso.

Estamos falando de Alfredo Sternheim. Jornalista, crítico de cinema e escritor (é autor de, entre outros, o obrigatório "Cinema da Boca - Dicionário de Diretores"), ele começou sua carreira cinematográfica como assistente de direção de Walter Hugo Khouri. Depois de fazer alguns curtas próprios, estreou como diretor de longas com "Paixão na Praia" (1970).


Como muitos cineastas da sua geração, Alfredo viu-se obrigado a filmar pornôs a partir de 1983, quando fez "Sexo em Grupo" e nem se preocupou em usar nome falso para não ser reconhecido. Daí em diante até 1988, quando encerrou sua carreira, ele fez mais de dez filmes com sexo explícito, a maioria em parceria com o também cineasta Juan Bajon e pela produtora deste, a Galápagos.

Entretanto, em 1986, Sternheim assinou dois pornôs para uma outra produtora, a Danek Produções Cinematográficas. Consta que foi uma experiência difícil, pois os sujeitos não entendiam nada de cinema e queriam gastar muito pouco em suas produções.

Assim, a exemplo do que cineastas italianos como Joe D'Amato e Bruno Mattei faziam com frequência, o cineasta brasileiro rodou os dois filmes pornográficos para a produtora ao mesmo tempo, com a mesma equipe técnica e o mesmo elenco. Um foi "Orgia Familiar"; o outro, COMANDO EXPLÍCITO.


Esquecido na maioria das filmografias de Alfredo Sternheim (não consta, por exemplo, no IMDB), COMANDO EXPLÍCITO segue por uma vertente popular do cinema X-Rated nacional: a união de sexo e violência, comum nas obras de diretores como Sady Baby, Fauzi Mansur e Rubens Prado, e que bebe da fonte dos "roughies" produzidos no exterior na década de 70 (os também chamados "filmes de estupro", como "Wet Wilderness" e "Forced Entry"). Logo, o filme inclui situações pesadas como o marido obrigado a assistir ao estupro da própria esposa por dois marginais.

O título, por sua vez, parece fazer referência ao sucesso de bilheteria da época, "Comando para Matar", de Arnold Schwarzenegger, já que não há nenhum "comando" no filme. (Só para dar uma ideia, Rubens Prado, outro diretor conhecido na Boca, lançou no mesmo ano um pornô com título parecido, "Comando dos Sádicos".)


Produzido por Nissen e Sander Danek, COMANDO EXPLÍCITO acompanha a história de Sandra, uma menina virgem por quem um perigoso bandido se apaixona. Quando ele se declara e a garota recusa seu amor (pois já tem namorado), o bandidão junta os comparsas e invade o apartamento da amada, no bairro chique de Higienópolis, tomando toda a família como refém.

Além da mãe (interpretada por uma tal de "Beth Boop") e da empregada gostosona, três ninfetinhas amigas da garota estão dormindo no apartamento, abrindo a brecha (e as pernas) para o festival de "estupros" que domina a narrativa.


E se escrevo a palavra "estupro" entre aspas é porque, a exemplo do já resenhado por aqui "Wet Wilderness", as vítimas jamais esboçam qualquer reação humana e realista diante da violência sexual. Pelo contrário: depois de alguns poucos protestos, entregam-se com prazer às fodas com os marginais, inclusive fazendo múltiplas posições sexuais, isso quando não estão dando beijos na boca e chupadas nos "estupradores". Essas levam bem a sério aquela máxima popular de que “se o estupro é inevitável, relaxe e aproveite”...

Há algumas caras conhecidas no elenco: Rubens Pignatari ("A Menina e o Estuprador") interpreta o pai de Sandra, enquanto Antônio Rodi, grande comedor da Boca do Lixo (participou dos dois pornôs do Mojica, "24 Horas de Sexo Explícito" e "48 Horas de Sexo Alucinante"), é o estuprador apaixonado - dublado pelo mesmo dublador que emprestava a voz a Sady Baby!


Diferente de alguns colegas de profissão, que baixaram totalmente o nível ao ingressar na direção de pornôs, Sternheim manteve certo requinte mesmo ao filmar roteiros ruins como este (escrito pelo produtor Sander Danek). É diferente assistir um hardcore da Boca do Lixo feito de qualquer jeito e um filme como este, dirigido por alguém que sabe filmar e tem noção de ritmo, fotografia e enquadramento - repare na trepada dentro de uma sauna, em que estratégicos jatos de vapor tentam esconder a penetração explícita para dar um ar mais erótico ao sexo.

As inúmeras cenas pornográficas de COMANDO EXPLÍCITO se desenrolam ao som de música clássica, o que nem sempre "fecha" direitinho com as imagens exibidas (fica até meio confuso acompanhar um "estupro" ao som de uma trilha lírica e quase romântica).


Por outro lado, isso revela um cuidado maior do diretor pelo material, mesmo que este não lhe favoreça. Em depoimento ao livro sobre a sua obra publicado pela Coleção Aplauso, Sternheim inclusive lembrou que alguns exibidores o consideravam muito intelectual e não queriam passar seus filmes nos cinemas “do povão”!

Uma estupidez, já que diretores como o já citado Rubens Prado colocavam até músicas de Saint-Preux sobre as fodas em filmes tipo "Sexo Erótico na Ilha do Gavião".


Em sua resenha de COMANDO EXPLÍCITO para a revista virtual Zingu, Matheus Trunk escreveu que Sternheim teve sérios problemas durante as filmagens, já que o produtor do filme era dono de um açougue e não tinha muita intimidade com o meio.

Teve até um acontecimento grave nos bastidores: enquanto atuava como referência para um ator que disparava seu revólver "contra a câmera", o diretor foi atingido no pescoço por um estilhaço da bala com pólvora seca utilizada no lugar do habitual tiro de festim. Foi um ferimento de raspão, mas que poderia ter sido fatal.


Como era tradicional nos pornôs da Boca, o elenco está repleto das caras feias e das barangas de costume. Embora volta-e-meia apareçam umas mulheres mais ajeitadinhas, como as estrelas do pornô nacional Lia Soul e Priscila Presley, também desfilam pela tela uns jaburus que seriam recusados até para o elenco dos pornôs do Mojica!

Um dos diferenciais de COMANDO EXPLÍCITO é a relação entre o bandido "in love" e sua vítima. Ao invés de partir para o vale-tudo que se espera de um filme pornô da Boca do Lixo, Sternheim mostra o personagem de Antônio Rodi como um homem apaixonado e respeitoso, que, embora obcecado pela menina virgem e disposto a tudo para tê-la, não tenta forçar nada, mostrando-se um autêntico "gentleman" na maior parte do tempo - embora tenha a garota amarrada e vestindo apenas um baby-doll à sua disposição.


O mesmo não se pode dizer do personagem do namorado de Sandra: embora o filme tente vendê-lo como um sujeito apaixonado e romântico, o típico cavaleiro de armadura pronto para salvar sua princesa em perigo, o rapaz aparece o tempo todo disparando frases de pedreiro como "Onde esse cabacinho for, eu vou", ou "Sou gamado no cuzinho da Sandra"!!!

E não pense que o filme fica nesse lance psicológico e de amor proibido. Na maior parte do tempo, COMANDO EXPLÍCITO é um legítimo pornô brasileiro da década de 80, e, como tal, trash até a medula. Quem já viu alguns pornôs da Boca do Lixo sabe que hoje eles funcionam melhor como comédias involuntárias do que propriamente pelo erotismo – se é que algum dia eles já funcionaram nesse departamento, considerando a feiúra dos atores e atrizes que participavam dessas presepadas.


Embora tente soar mais sério e “intelectual” (hehehe) durante a maior parte do tempo, COMANDO EXPLÍCITO também tem várias tiradas hilárias e situações absurdamente cômicas. Um momento antológico: ao entrar na cozinha e perceber que seus colegas já comeram todo o rango preparado pela doméstica, um dos bandidos emenda: "Já comeram tudo? Então vou comer a empregada mesmo!". Dito e feito: o rapaz encosta a moça na mesma mesa em que os companheiros fazem a digestão e manda bala!

Outro momento trash envolve o ataque dos bandidos a uma sauna, antes da invasão ao apartamento da família. É "dia delas", e somente mulheres podem entrar. Ao encontrarem um montão de garotas nuas (a maioria feias de dar medo!), os criminosos começam uma daquelas orgias caligulescas dignas de Sady Baby, em que as "estupradas" passam do protesto ao prazer em questão de segundos.


Aliás, vale lembrar que o crime é planejado pela quadrilha enquanto os marginais estão sentados numa mesa de bar tomando umas geladas. E falam sobre o roubo sem se preocupar em disfarçar. Aos diabos com a discrição, não é mesmo?

No fim, COMANDO EXPLÍCITO pode até ser mais bem acabado e melhor dirigido que a maioria dos pornôs da Boca, mas esse “excesso de qualidade” (assim mesmo, entre aspas) se revela um ponto negativo no conjunto, pois o resultado é muito menos divertido que as absurdas peripécias pornográficas de malucos sem-noção como Sady Baby ou Rubens Prado.


Pode, entretanto, ser uma bela introdução (ui!) para quem não conhece o ciclo pornô oitentista da Boca do Lixo e quer começar seu aprendizado por algum lugar. Também funciona como registro histórico de uma triste página da nossa trajetória cinematográfica, quando diretores competentes tiveram que render-se à putaria para conseguir “sobreviver” no mercado.

Alfredo Sternheim é um desses “heróis”, mas nunca teve vergonha dos filmes pornôs que fazia – por pior que fossem – e assinou todos eles com seu nome de batismo. Pagou o preço com o fim da sua carreira, mas suas obras continuam por aí, à espera de uma revisão com olhar menos preconceituoso.


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Comando Explícito (1986, Brasil)
Direção: Alfredo Sternheim
Elenco: Antônio Rodi, Lia Soul, Rubens Pignatari,
Beth Boop, Priscila Presley, Andréia Araújo, Francisco
Viana, Wagner Maciel e Cristina Gomes.

20 comentários:

Matheus Trunk disse...

Para constar: Hércules Barbosa foi um grande fotógrafo de cena da Boca, já falecido. Trabalhou muito com o produtor Ary Fernandes e acho praticamente impossível ele ter produzido essa fita. Se você viu isso em algum lugar, é bem possível que seja um erro. Beth Boop fez muitos pornôs na Boca, principalmente no papel da coroa fogosa, esteve em vários clássicos do XXX brasileiro. O filme é acima da média, acredito que seja um dos melhores exemplares do gênero feitos no Brasil. Foi filmado quase inteiramente num apartamento do bairro de Higienópolis, em São Paulo. O produtor era um dono de açogue e o filme teve diversos problemas na parte de produção e várias dores de cabeça para o realizador. Espero que você comente mais exemplares do pornô paulista e brasileiro neste espaço. Abraços e parabéns pela escolha do tema

Felipe M. Guerra disse...

MATHEUS, você tem razão quanto ao Hércules Barbosa. O pior é que agora eu nem consigo lembrar de onde foi que tirei essa informação! hahaha. Você sabe o nome de batismo da "Beth Boop"? Esse pseudônimo é engraçadíssimo, se bem que também tínhamos Priscila Presley (nesse mesmo filme) e outros nomes absurdos. Não existia uma atriz pornô chamada "Denise Dumon" (assim mesmo, não Dumont)? Lembro de ter lido esse nome no velho Guia de Filmes da Nova Cultural!

André e seus Caldos de Cana disse...

eu realmente gosto do seu blog. mas realmente, acho que sua obsessão em detonar glauber e o cinema novo tem algo psicanalítico envolvido. numa boa, dá pra separar bem as coisas: a boca do lixo, os filmes "b", a ficção científica podre, tudo isso tem um valor incomensurável, porque afinal, democratizaram o cinema, levaram milhões de pessoas às salas, proporcionaram trabalho para muita gente, movimentaram a economia... mas o fato de glauber rocha não ter tido uma grande bilheteria, ou o fato de um crítico achar o cinema novo "xarope", não diminui o valor, a importância inclusive estética, desses autores. é como comparar machado de assis com paulo coelho, o segundo vende milhões, enquanto o primeiro é considerado "chato" por muita gente que não consegue compreender a literatura, por preconceito. na verdade, o seu preconceito com o cinema novo é, de certo modo, o mesmo preconceito que a classe média (que, aliás, também alimenta preconceito contra glauber e o cinema novo) tem pela boca do lixo. chitãozinho e xororó podem ter milhões de discos vendidos, mas eu sempre vou ouvir com muito mais prazer john cage, stockhausen, walter franco, tom zé, independente deles serem "populares", dentro do conceito de acesso. como disse, gosto muito do seu blog, mas minha ressalva é justamente essa - afirmar um valor não significa necessariamente ter que renegar outro. abração!

Luciano Milhouse disse...

O produtor do filme era dono de um AÇOUGUE??? Hahahahahahahahaha!! Faz sentido... afinal, tanto lá quanto nesse filme, o que não falta é carne de vaca exposta!!

Abraço!

Anônimo disse...

... Mas aquelas aberrações peladas na sauna é para amolecer o falo até mesmo do mais empedernido dos tarados.

Anônimo disse...

Felipe, como posso assistir a esses pornôs da Boca já que não existem edições em dvd? Só abaixando mesmo?

Paulo Geovani

Fernando disse...

Fazer uma maratona de "Sady Baby" junto com esse filme faz qualquer pessoa odiar sexo.

gélikom disse...

Que viagem de André, comparar Glauber com Machado de Assis, que tipo de erva esse sujeito fumou? kkk

Franklin disse...

Pior que até gostei do tema do filme, lembrando que considero muito filme da boca do lixo melhor do que as bagaças italianas da época e desbanca a globo lixo filmes fácil, porém o pior de tudo nesse post foi o louco que comparou Machado de Assis com Glauber no comentário acima, Machado de Assis deve está se revirando da tumba cuspindo fogo.

Anônimo disse...

Essas "atrizes" eram realmente um bando de trabucos. É uma pena que atualmente, com o material que temos a disposição (leia-se ex-bbbs e ex-panicats gostosas), os cineastas não se prestam para fazer um filme nesse estilo "Comando Explícito, que alia putaria e uma "história".

O único diretor que tem colhões para fazer isso é o cara que dirigiu "Amarelo Manga" e "O Baixio das Bestas", o problema é que os filmes desse cara, pelo menos esses que eu citei, relatam aquele universo nordestino que já está saturado.

João Pedro

Bússola do Terror disse...

KKKKKKKK...
Essas mulheres que aparecem na sauna são tão feias que chegam a ser engraçadas!rsrs

Anônimo disse...

Nessa safra de putaria dos anos 80, o filme que eu mais gosto é "Oh Rebuceteio", em que as cenas com gente se fudendo são esteticamente bem filmadas e de... hã... hã... bom gosto.
Além disso, no Rebuceteio as mulheres podem até não serem lindas, mas comparadas com essas coisas horrendas aí da postagem, elas são criaturas angelicais.

A propósito, Felipe, o filme Rebuceteio é consideraldo da "Boca do Lixo"?

Tony Sarkis disse...

Fuçando na rede para ver se achava para download, acabei achando a arte da capa lançada em VHS.

Olha o link:
http://www.salaespecial.com/archives/90

Valeu!!!

Celio Ishikawa disse...

Ri muito ao ver "um pauzinho e duas bolinhas" em cima do cartaz do filme (os que mantêm kilômetros de distância do Grauber não vão entender o que é... Kkkk!). Quanto aos que não veem sentido nos filmes do Rocha eu penso "cara, imagine quando verem filmes do Andy Warhol!" (desculpem a maldade....)

Anônimo disse...

Filme do Andy Warhol? Não tem um filme do Warhol que só mostra um cara comendo uma banana?

Se é para fazer filmes assim então vou filmar meu cachorro roendo osso e dizer por aí que se trata de "uma alegoria semiótica da pop arte metafórica da rebimboca da parafuseta".

Depois darei sonoras gargalhadas dos incautos que não compreenderam minha edificante obra "cinematográfica".

Daniela Cecchin

Anônimo disse...

Celio, o "pauzinho e duas bolinhas" que você sobre o cartaz desse filme é o símbolo da Cinemateca Brasileira. É provável que o Felipe tenha tirado o cartaz do site deles.

Paulo Geovani

Anônimo disse...

Ricardo lira says...

Felipe a Denise Dumont não é aquela que fez o filme "Rio Babilônia" de 1983 que reprisava bastante na extinta tv Manchete e nos Sala Especial da vida? Me parece que esse filme foi cortado pela censura porque tinha uma cena em que o Jardel Filho transava com um traveco (apesar da cena não ser explícita) e também tinha uma cena em que um caboclo (acho que era o Joel Barcellos) carcava a Denise na piscina com direito a close do seu pênis, agora se ouve penetração ou não eu já não sei. Na verdade o grande rebuliço na época foi esse... Mas essa Denise Dumont teve época que chegou a fazer novela na globo se eu não me engano e depois ela foi para os States e fez até participação em fime do Wood Allen "A era do Rádio" de 1987 e também recentemente o seria do da globo "As Cariocas" de 2010(tá isso eu pesquisei na wikipédia). Agora falando sério ela era bem gata comparada com esses canhões do filme então...
Bom mas talvez não seja dela que você está falando, pois o Dumont dela tinha "t" mudo, não era Dumon.

Ps. Bem que você poderia fazer uma resenha do Rio Babilônio do Neville de Almeida. E eu me amarro nas suas criticas tanto nesse blog quanto no Boca do Inferno, muito legal.

Felipe M. Guerra disse...

RICARDO, a "Denise Dumon" do pornô da Boca do Lixo usava esse nome falso (sem o "t" no final) justamente para os taradões pensarem que era a Denise DumonT oficial, uma enganação comum na época (como percebe-se pelas moças chamadas "Beth Boop" e "Priscila Presley" aqui no COMANDO EXPLÍCITO). Quem aparece no "Rio Babilônia", um dos meus filmes brasileiros preferidos de todos os tempos, é a Denise DumonT.

Anônimo disse...

Ricardo Lira

Bom então é isso mesmo, bem que eu desconfiava. Bem então fica a sugestão para uma futura resenha, mesmo que talvez você não considere o "Rio Babilônia" um FILME PARA DOIDOS já que é um dos seus preferidos...

Thanx! e até a próxima.

ademar amancio disse...

Você escreve muito bem,e sobre o único gênero de cinema que gosto (produção-boca-do-lixo).Eu só não entendo porque tanta ênfase na feiúra humana.Eu acho desrespeitoso.