sexta-feira, 9 de março de 2012

Glauber, o mau perdedor


É muito fácil odiar Glauber Rocha, considerando os filmes chatos e super-estimadíssimos que ele dirigiu, mas principalmente a quantidade de asneiras que falou durante sua curta vida. Como todo gênio de araque, o cineasta baiano teve uma trajetória meteórica: da ascensão ainda jovem (graças ao sucesso de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de 1964, dirigido quando ele tinha apenas 24 anos) à queda com o retumbante fracasso de "A Idade da Terra" (1980), foram apenas 16 anos.

Antes da queda definitiva, sua carreira já vinha capenga há alguns anos, mais precisamente desde que ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes com "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", em 1969. Depois desse filme, Glauber faria uma série de produções desconexas e insuportáveis que ninguém quis ver, como "O Leão de Sete Cabeças", "Câncer" e "Cabeças Cortadas".

Mas "A Idade da Terra" era o seu projeto dos sonhos. Glauber pensava nele como uma superprodução a ser filmada em quatro continentes (África, Ásia, América e Europa), ao custo de muitos milhões de dólares e com Jack Nicholson no elenco. Muitos problemas e brigas depois, acabou rodando seu épico no Brasil mesmo, em diversos Estados, com grana da Embrafilme e um elenco de caras conhecidas (Jece Valadão, Norma Bengell, Tarcísio Meira...).

O resultado é um escalafobético e insuportável "épico" com intermináveis 140 minutos (o diretor sonhava com uma versão final de cinco horas, então ainda precisamos comemorar essas malditas 2h20min!). É inútil tentar seguir ou sequer entender a história, pois não há narrativa, apenas uma colagem de imagens. Glauber até sugeria que os rolos fossem exibidos em ordem aleatória!

"A Idade da Terra" foi um merecido fiasco de bilheteria e público, com uns poucos puxa-sacos ficando do lado de Glauber e defendendo essa bomba. O baiano morreria anos depois sem dirigir mais nada.

Quando seu sonhado épico estreou no Festival de Veneza, em 1980, e não ganhou nenhum prêmio, o chato metido a gênio subiu nas tamancas e fez um protesto contra os jurados do evento, esbravejando pérolas da idiotice como "Aqui, privilegiada é gente como Anghelopulos, um convencional que não chega aos pés de Cacoyannis, e Fassbinder, que faz um cinema neonazista. Esses filmes que ganharam o Leão de Ouro merecem um Leão de m...", ou ainda "Este júri foi pago pela Colúmbia, pela Gaumont e pela RAI para premiar diretores de segunda classe como (Louis) Malle e (John) Cassavetes. Esta premiação é uma vergonha. Vergonha para a Bienal de Veneza, vergonha para o Partido Comunista, o Partido Socialista e a intelectualidade italiana!".

Ou seja: além de mala, além de chato, além de arrogante, além de fanfarrão a quem chamaram de gênio e infelizmente ele acreditou, Glauber Rocha também era um mau perdedor! O que segue é um texto escrito pelo próprio pós-Festival de Veneza e enviado aos jornais brasileiros. É de rolar de rir com a petulância do infeliz.


"UM AVISO AOS INTELECTUAIS
'A Idade da Terra', que estreará no Rio e em São Paulo brevemente, entrará em choque com várias camadas de público, despertando seguramente contundentes polêmicas, dando curso ao escândalo do Festival de Veneza, quando enfrentei 1.600 telejornalistas mundiais e platéias corrompidas pelo cinema comercial de Hollywood, da Gaumont e de outras multinacionais do 'audyo vyzual'. Antes da 'batalha', quero solicitar, sobretudo aos yntelektuais que serão implacáveis, condições para que o combate se desenrole democraticamente, alimentando mesmo com vômitos e diarréias o fértil deserto de nossas 'aberturas fygueyrediztas'.

Condições:
1) Que o público e críticos, assim como os funcionários da Embrafylme, fiscalizem a projeção nos cinemas Caruso (Rio) e Top-Center. 'A Idade da Terra' possui ymagem e som de excepcional qualidade técnyka – já estados nos projetores de Veneza. Acontece que no Brazyl, forças 'ocultas' (?) sabotam freqüentemente projeções de filmes nacionais. Lentes dos projetores são desfocadas. O som é deformado para alto ou baixo. Bobinas são projetadas fora de ordem. Para que o públiko veja e ouça bem, é necessário que as projeções sejam perfeitas na medida do possível. Somente assim o públiko poderá curtir o extazextetyko (polytyko) de 'A Idade da Terra'. Espero que mesmo o eleytorado inimigo exerça esta patrulhagem junto a todos os cinemas do Brazyl, onde 'A Idade' e outros filmes brasileiros sejam exibidos: exigir qualidade na projeção da Ymagem e do som, procurando identificar as 'forças ocultas' interessadas em impedir o curso ascendente do cinema Nacyonal popular.

2) Espero que o filme seja criticado pelos intelectuais com o mínimo de preconceitos que existem em torno, sub e sobre 'Glauber Rocha'. São legendas alimentadas por Deus e pelo Diabo que proclamam aos 4 ventos minhas virtudes e males. Aos 41 anos me vejo mytyfykado – o que é tragipoetyko – porque o myto sofre do mal de ser odiado ou amado não pelo cerne vital (ou medula sexual) mas pelas várias e diferentes versões que a sociedade constrói e divulga a seu respeito. Lamento que apenas uma centena de yntelektuais brasileiros tenham consciência da importância revolucionária de minha obrakynematographyka.

A imprensa, via artigos de jornalistas teleguiados, procura me pintar como louko, marginal, fracassado, corrupto fascista e todos estes adjetivos tentam esconder a criatividade de meus filmes. A minoria de jornalistas que revela a realidade sobre Glauber Rocha é acusada de escrever sob pressão dos 'meus ferrões', expressão usada por meu dileto Alberto Dines em Pasquim, malhando a cobertura de Pedro Del Picchia nesta Folha e Albino Castro ('O Globo') que presenciaram a 'Batalha de Veneza' e elogiando a cobertura de Veja e outros jornais que não enviaram correspondentes. Com este gesto paranóico, porque travestido de 'honesto', o doce Alberto Dines, ataca o certo e defende o errado, estabelecendo condições subjetivas para condenar o réu.

E assim por diante: Pasquim, Movimento, Istoé e outros publicam calúnias a meu respeito – não hesitando em pedir minha cabeça no prato de Salomé. Para os redatores de Istoé – numa reportagem sobre os 'Idolos do Brazyl' – 'A Idade da Terra' é um ponto baixo na minha vida. Inédito no Brazyl, transforma-se no filme mais discutido do mundo, projetando-se como a superstar de Veneza, e os intelectuais de Mino Carta resolvem queimar 'A Idade da Terra' ainda no Berço. Além do mais, o gráfico desconhece a metade de minha obra, subverte declarações, tudo num estilo constrangedor para uma revista que se quer de primeira classe. A estes exemplos recentes poderia juntar outros passados e prever futuros 'golpes baixos' que pretendem me destruir.

Para ver e ouvir 'A Idade da Terra' são necessários 'olhos abertos e ouvidos purificados'.

Estabelecidas estas 2 condições – uma teknyka (a qualidade da projeção) e outra polytyka (despi-vos dos preconceitos) – adianto algumas informações sobre 'A Idade da Terra' e seu explosivo lançamento internacional em Veneza.

Este é o meu décimo-quinto filme e foi co-produzido por minha 'Glauber Rocha Comunicações Artísticas' e a Embrafilme. Custou 20 milhões de cruzeiros, mais ou menos 300 mil dólares, que é o preço de 'Bye Bye Brazyl', 'Gaijin' ou 'Pixote'. Assim, os patrulheiros não poderão dizer que gastei fortunas da Embrafilme. Trabalhei como qualquer proletário da Kynobraz, recebendo salário inferior ao de Lula que, espero, encontre tempo para ir ao Cine Top Center ver e ouvir 'A Idade da Terra'.

A superprodução que aparece nas telas foi tecida com unhas e dentes durante 2 anos e meio de obsessiva luta contra o subdesenvolvimento. Contei com a colaboração do diretor geral da Embrafilme, Celso Amorim, que participou da finalização do filme com o máximo de interesse criativo, desmentindo recentes declarações do meu querido Zé Celso Martinez, segundo as quais 'a Embrafilme tinha se convertido no substituto da censura'. Afirmo que nenhuma empresa do mundo, estadual ou privada, produziria um filme como 'A Idade da Terra', concedendo ao diretor absolutas liberdades autorais dentro dos limites financeiros e técnicos do atual estágio da indústria cinematográfica latinamerikana.

Também não fui motivado pela censura governamental, nem pela autocensura, e muito menos pela tendência 'populista-comercial' de 'atingir o público'. Isto são desculpas de artistas inseguros ou corrompidos. 'A Idade da Terra' é o resultado fílmico de Glauber Rocha aos 41 anos. Encerra o Ciclo do Jovem Glauber, expressão cara àqueles que curtem 'o jovem Marx'. Este ciclo começa com 'Pátio' (58) e se desenvolve revolucionariamente em 'Barravento' (62), 'Deus e o Diabo na Terra do Sol' (64), 'Amazonas, Amazonas' (65), 'Maranhã 66' (66), 'Terra em Transe' (67), 'Câncer' (68), 'O Leão de 7 Cabeças' (Áfrika, 70), 'Cabeças Cortadas' (Espanha, 70), 'História do Brazyl' (Cuba, 72, com Marcos Medeiros), 'Claro' (Itália, 75), 'Di Cavalcanti' (77) para, à maneira das cúpulas barrokas, concluir a kathedral com 'A Idade da Terra'.

Kathedral, monumento, paynel cineterceyromundista que, modesta e humildemente (como o Aleyjadinho) significam a luta de um brasyleyro de 41 anos pela criação de uma sociedade redimida da nossa tragédya kolonyal.

Para quem conhece minha trajetória ficcional, resumo que, em 'A Idade da Terra', 'o cangaceiro mata Antonyo das Mortes (o ymperialysmo polyvalente) e o povo triunfa na utopya'.

Intelectuais me acusam de 'alegórico' e 'metafórico'. Ignorantes do significado poétyko das 'alegorias' e das 'metáforas' – simbólicos signos gerados exclusivamente por grandes artistas como Maiakovzky, Meyerhold, Eisensteyn, Joyce, Pound, Proust, Jorge de Lima, Portinari, Di, Villa Lobos ou Jorge Amado – estes defensores do 'realismo comercial' contribuem com a censura e com o ymperyalyzmo cultural que castra as elites brasileiras as reduzindo ao estado de impotência que as impede de lutar pela libertação econômica do Brazyl e do Terceiro Mundo. O cinema teatral e romanesco é o que se vê em todas telas do mundo. Histórias mentirosas contadas segundo as regrinhas dramáticas das multinacionais. A recuperação estética dos anos 70, consagrou cine-astas restauradores e neo-acadêmicos como Bernardo Bertolucci, Nagisa Oshima, Louis Malle ou este telenoveleiro revisionista que é o polaco Zanussi, literatos investidos de um poder cinematográfico defendido por críticos submetidos ao processo de destruição do discurso poético revolucionário. A exceção de Godard, do argentino Fernando Solanas ('A Hora dos Fornos' e 'Os Filhos de Ferro'), de outro argentino Fernando Birri, do yank Robert Kramer ('Milestones', 'Guns'), dos alemães Werner Schroeter e H. Sylberberg ('Hitler'), do cinema novo Brazyleyro, do soviético Andrey Tarkovsky ('Solaris', 'Stalker'), do cubano Thomaz Gutierrez Alea ('Memórias Del Subdesarollo'), do espanhol Carlos Saura, do italiano Carmelo Bene e pouquíssimos outros cineastas – tudo que se produz hoje no cinema é lixo teatral romanesco.

Isto denunciei em Veneza. O escândalo repercutiu. A crítica revolucionária mundial consagrou 'A Idade da Terra'. A crítica conformista, desinformada e policial o atacou. Foi o mesmo com 'Terra em Transe', 1967, quando os mais famosos críticos deram bola-preta ao filme que os converteria anos depois.

Estou aberto ao debate mas venham preparados. Agradeço à equipe técnica e aos atores que me ajudaram a fazer 'A Idade da Terra'. FYM."



Agora, diz aí: será que alguém REALMENTE tem saudade do Glauber Rocha?

53 comentários:

Anônimo disse...

Acho engraçado a sua implicância com o Glauber Rocha, nunca assisti a nenhum filme e não tenho a menor vontade... hehehe
Quando era criança lembro que meu pai assistiu a "Cabeças Cortadas" duas vezes no cinema para tentar entender alguma coisa, obviamente sem sucesso...
As pessoas ficam endeusando esses malas, muitos deles sem ter assistido nenhum filme deles.

Fernando

Nucento disse...

Glauber foi pro inferno e lá, virou um pentelho encravado e supurado no ovo esquerdo de Satã.
Rot In Peace, motherfucker pretensioso!!!!
Mas... uma curiosidade, Guerra: quantos filmes dele você conseguiu assistir?

Kubota disse...

Fato! As pessoas estão dominadas por retórica barata e pseudo-intelectualismo barato! Criticam os bons filmes sessão da tarde! Glauber é um dos tantos malas que somos obrigados a aturar, infelizmente!!! Excelente texto Felipe!!

Anônimo disse...

Juro que tentei ler até o fim o "Manifesto" redigido por ele. E o pior que nas oficinas de cinema parece ser uma regra endeusar esse cidadão.

Francamente!

Daniela Cecchin

Felipe M. Guerra disse...

Meu trauma com Glauber Rocha vem da(s) faculdade(s), quando os professores te obrigavam a assistir os filmes dele, e você era mal visto caso assumisse publicamente que não tinha gostado.

Dele eu vi "Deus e o Diabo", "Terra em Transe", "Dragão da Maldade", "Di Cavalcanti" e "A Idade da Terra". Esse último mais ou menos, porque deixei o filme rolando enquanto ia fazer outras coisas, e mesmo assim não perdi absolutamente nada.

O único que eu veria de novo é "Deus e o Diabo", que tem umas imagens muito fodas. Difícil é ter saco para encarar um filme inteiro do Glauber pela segunda vez...

Guga disse...

Glauber é um puto que me faria corar de vergonha, caso eu tivesse que comprar o dvd de alguma de suas obras-primas de merda. Já até me imagino entrando em uma livraria, dessas cheias de escrotos pedantes e parasitas bebedores de cappuccino, tremendo de vergonha e perguntando por algum filme do mestre, enquanto essa escória de veados de cachecol suspiraria em êxtase e descascaria uma bronha em uníssono: "Ohhh, Glauber..."
Fato: Glauber é o Caetano Veloso do cinema.

Onyas Claudio disse...

Apesar de gostar muito e assistir vários filmes, não sou pretensioso a ponto de dizer que entendo de cinema. No máximo consigo fazer uma crítica empírica.

Do Glauber Rocha lembro de ter visto pedaços de "Deus e o Diabo"... e não entendi bulhufas.

Acredito que ele tenha tido a sua importância dentro do contexto da época em que ele tinha fama, no período da ditadura militar. Ali ele contribuiu, junto com tantos outros artista, com a quebra de paradigma que lutava contra o 'estabilishment' (sic?). Como cinema, e cinema é, sem dúvida, entretenimento, acho pouco atrativo. Para dizer a verdade, a figura excêntrica do diretor é até mais interessante que os próprios filmes. Sua postura, involuntariamente, contribuiu para fazer um marketing em cima das suas obras. Vejo o nome 'Glauber Rocha' sendo mais chamativo do que os títulos dos filmes. Algo que não é muito positivo, se a gente for pensar.

Enfim, esta é a minha visão empírica sobre um diretor cujos filmes eu sequer vi. Minha impressão é a de um diretor importante e que deve ser respeitado dentro de um contexto histórico, mas que não me atrai nem como cinema de arte, nem como entretenimento.

Abraços. Onyas D. Claudio.

Fernando disse...

'Deus e o Diabo' e 'Terra em Transe' são filmes fodas. Não 'endeuso' (kkk) o Glauber, mesmo porque só vi esses dois filmes dele até hoje.

Anônimo disse...

hehe o Glauber era realmente mais um xarope que tentava imitar o cinema francês e dizia querer fazer um "cinema popular" onde só os pseudo intelectuais e frequentadores de teatro diziam entender...Brasileiro povão msm curte é Sessão da Tarde, Pornochanchada, etc.

Farofa disse...

HAAH adorei este texto.
Assisti só um filme dele e não tinha entendido essa implicância que muita gente tinha com ele. Agora entendo um pouco mais.ahhaah

Bordoni disse...

Se esse arrogante estivesse vivo, eu o estrangularia com minhas próprias mãos e depois, sodomizaria seu cadáver com um acarajé cheio de pimenta malagueta e ácido sulfúrico. Eu realmente odeio esse bastardo! Odeio pra caralho e sei que essa merda ainda vai me custar um câncer!

Anônimo disse...

Eu conheço mais a postura canastrona e verborrágica desse cara do que os seus filmes propriamente ditos.

Lando Pontes disse...

Dizem que o filho do Glauber, o Eryk Rocha, é tão chato quanto o pai. Eita, sangue ruim do diabo!
Glauber, não satisfeito em aporrinhar todo mundo com seus filmes chatos, ainda deixou esse legado de ruindade. Esse odiava o mundo, com certeza.

Charles Moreira disse...

Vou dizer o que sinto em relação a ele, parafraseando o Marshal Law: se Glauber é o messias, eu sou aquele que bate os pregos.

Jefferson disse...

Os filmes de GR são ótimos para provocar abortos espôntaneos e demência crônica, sendo indicado apenas para cinéfilos frescos e pederastas em geral. Maldito seja, Glauber, maldito seja!

Anônimo disse...

O Glauber tem seguidores mais fanáticos que muito homem-bomba do Oriente Médio. É um milagre nenhum deles ter se manifestado até agora.

Cristiano disse...

Nunca vi um filme dele, o que eu pretendo fazer, mas sem nenhuma pressa. Agora, independente dos filmes serem bons ou não, não há como discordar de uma coisa: Ô MANIFESTO IMBECIL! Seja pelo conteúdo ridículo, seja pela escrita ("teknyka", "polytyka", "Brazyl", "ymperialysmo polyvalente", etc.), a única coisa que isso gera na minha cabela é tontura! Puta merda...

Anônimo disse...

Aquele excesso de "Ys" no texto é pior que a quantia exacerbada de "kkk", ":)" e outros símbolos da atual era internética.

Vai ser mala assim lá no Hades. Tá louco!

Bruno disse...

Que cara chato meu deus ! Assisti metade de Deus e o Diabo uma vez, e quase morro de tédio. O pior que metidos a besta do Brasil ainda glorificam esse cara, tipo Arnaldo "Mala" Jabor.

Ainda bem que é passado !

Fabio Gomes disse...

Só pela primeira foto do texto, percebe-se que se trata de um mongolóide megalomaníaco, que possivelmente nutre um complexo de Édipo pelo pai, viciado em supositórios de Gardenal. Se soubesse no que Glaubinho se tornaria quando adulto, um moleque bisonho e nefasto, sua mãe o enforcaria com seu próprio cordão umbilical. Dá vontade de ir numa sessão espírita pra contactar a alma perdida dele só pra mandá-lo tomar no cú.

Davi Bernard disse...

é digno de pena se cornetar um cineasta que no minimo teve importância de chamar atenção à cena brasileira com argumentos tão baixos e mesquinho. Acho que os jovens tão carentes de bom cinema!!!!
Particularmente critico essa mentalidade publicitaria do novo cinema brasileiro como tropa de elite e tantos outros, arrasadores de quarteirões de estética.

Robson disse...

Eu não posso dizer muito, vi 3 filmes do Glauber Rocha, o Deus e o diabo e o Dragão da maldade e ADOREI os dois e o Terra em transe que detestei!!!

Bruno Medeiros disse...

Li em outro blog que Hugo Pratt homenageou essa criatura patética numa das histórias do Corto Maltese que envolvia cangaceiros. Pratt acabou de perder alguns pontos comigo...

Mas pra não falar que não gosto de nada nos filmes dele, gosto da presença do saudoso Maurício do Valle e olhe lá.

Waldomiro Sterkele disse...

Cara, se eu fosse Peckinpah, chamaria toda essa corja (Glauber, Caetano, Gilberto Gil, Jô, Nelson Motta, José Celso, Jabor, etc) prum banquete mexicano e no final, estraçalharia a todos com uma metralhadora giratória e depois arrancaria todos os seus dentes com uma faca enferrujada, pra dar um tétanozinho só de garantia.

BLONGMONKY disse...

Glauber, Joaquim Pedro e o cinema novo em geral, foram a maior pretensão do cinema nacional de todos os tempos. Deram com os burros na água, pois o legado é uma ode ao intelectualismo alegórico exacerbado, e o público de cinema em geral pensa sempre uma coisa só de cada vez, e quando vai assistir a um outro filme, esquece estas obras 'crássicas' no museu.

Kiborg disse...

Hahaha, com certeza, se Glauber estivesse vivo e lendo isto, deixaria escorrer algumas lágrimas de comoção com tamanha intensidade das declarações de amor aqui contidas à sua arte. Depois, ele filmaria a trajetória das lágrimas desde que saíram dos olhos até chegar àquele peito de macaco safado, o que daria um filme de duas horas de duração e o chamaria ATÉ OS DEUSES CHORAM. FODA-SE GLAUBER ROCHA!!!! FODA-SE FOREVER!!!

artur disse...

pois é, vocês ainda conseguem analisar a ora do cara e dizer se é bom ou ruim, eu só consigo me perguntar que droga o Glauber Rocha tomou, porque eu não condigo entender o seu cinema que é sem pé nem cabeça, aqui em Salvador tem até um cinema com o nome dele, eu acho que na verdade tem gente que o glorifica porque na verdade quer pagar de inteligente, o cara vai lá faz seu filme sem história sem nada, diz qu e isso é arte, alguém compra idéia e de repente o cara é o maior de todos os tempos, eu penso o seguinte ou ele tomava mui ta droga ou era um cara que fazia filmes que só ele entenderia.

P.S: que maldade com Caetano, Gil e o Motta cara, principalmente o Gil.

Anônimo disse...

Nunca vi nada dele e nem quero ver

Renan disse...

A única coisa que eu vi do Gláuber foi o Terra em Transe, que eu gostei bastante, em parte por causa de alguns experimentalismos, e por causa da atuação do Paulo Autran, apesar daquele discurso chato "anti - imperialista". Tb vi um pouco do Dragão da Maldade e achei algumas imagens bacanas, mas fiquei sem entender nada.
Queria conhecer mais só para ter uma idéia do que ele realmente fez, sem mistificações. Não dá pra dizer que algo é ruim se eu não conheço. Parece que o que mais reveste o Gláuber desta condição de "intelectual supremo" é esse obscurantismo, de que o cinema dele é algo revolucionário, metafórico, renovador, para poucos, blá - blá - blá.
Esse discurso absurdo cheio de k e y mostra isso muito bem. Dá a impressão que ele quis ser o gênio em vez de se procupar em fazeralgo genial, e quanto menos gente entendesse o que ele fizesse, melhor.

Anônimo disse...

Depois de ler este texto dele...me deu vontade de urinar no túmulo dele agora.

Bússola do Terror disse...

Que eu me lembre, nunca vi nenhum filme dele. Mas, pelas críticas que eu costumo ver sobre a obra dele, realmente o cara não era lá essas coisas como diretor.
Alguns estudiosos de cinema é que elevam o nome dele. E aliás, quando você diz que os professores universitários obrigavam vocês a verem os filmes dele, acho que é mais ou menos por aí.

Peter disse...

E ainda tem gente que mete o sarrafo no coitado do Uwe Boll...
Pra mim, Glauber é um dos piores desgraçados que já existiram e se estivesse vivo hoje, seria um maldito crossdresser só pra bancar o gostosão. Que continue no inferno fazendo um 69 com Cazuza, outro "poeta" dos mais canalhamente chatos.

Eryk Rocha disse...

Fyko muyto tryste por ler tamanhaz ynphâmyaz em relação ao nome do meu pay, um gênyo yncompreendydo de outrora, um verdadeyro vysyonário, uma relýkia do cynema de vanguarda pós-moderna neo-abstrata dekadentista. Tudo me leva a krer que vocês não passam de ynvejosoz, sem um por cento da genyalydade desse que é o últymo rezystente da Revolução Hermétyca. Outrossym, desde já anuncyo que acyoney meus advogadoz contra o dono dessa pocylga. Plebeuz, vocêz são a fyna flor do lodo humano! Viva a poezya!!!

Anônimo disse...

Existe algum motivo prático para se escrever assim ? Qual a dificuldade que esses caras têm de escrever em português que nem gente, de forma clara e sucinta ?

Anônimo disse...

Boa tarde geração alyenada...

Quem vos escreve é o Glauber Rocha (estou vivo agora em um outro plano espyrytual adaptado com ynternet wy-fy).

Agradeço a todos os comentáryos aquy postados. Encontrey em tays palavras um ódyo profundo e yrracyonal, typyco de mentes afetadas pelos dytames de uma cultura imperyalista que sacia a sede com coca-cola e apodrece o cérebro com as págynas da (pseudo) revysta veja.
Não pensem, ó yncautos robozynhos, que tays palavras ferem mynha’alma. Pelo contráryo. Esse grotesco fato apenas denota mynha relevância no mundo atual cynematográfico, domynado pelo Mychael Bay e pelo Quentyn Tarantyno (duas grandes farsas surgydas nos últymos ynstantes do fynado século XX).
É gratificante saber que os meus fylmes, feytos com parcos recursos tecnológycos provocam aynda algum typo de reação.
Agradeço também o espaço concedido pelo dono desse blogue que, por lynhas tortas, aynda divulga mynha obra ryca em metáforas, vytamynas e says mynerays.

Espero que perdoem esse excesso de “Ys”. Saybam que os teclados aqui no “Nosso Lar” não possuem a vogal “i”... ooops... tem sim... Eu acabei de digitá-la.

P.S: Glauber “Intelectual” Rocha.

Fahrenheit32 disse...

Assisti a três obras desse cidadão:
Deus e o Diabo, Dragão e terra em transe( que realmente eu gostei). Com relação a elem e ficam algumas questões em aberto:
1 - Como ele falava de política, de forma tão crítica, em plena duradita, digo ditadura, mesmo não dizendo porra nenhuma, com o dinheiro estatal da Embrafilme?
2 - Como ele conseguia reunir elencos tão bons como os que ele reunia para viajar junto com ele nos seus delírios?
3 - Por que nunca deram uma "batida" num dos dias de filmagem para poder identificar, com certeza, que tipos de narcóticoas ele e a sua equipe consumiam para encontrar o "timing" dos takes filmados?
4 - Tirando a força (inclusive a de vontade)de alguns atores, que valorizavam seus personagens e alguns raros momentos de edição e fotografia que surgiam em tela com alguma qualidade, quem eram os retardados que elegiam seus filmes para concorrer a prêmios (não que os da retomada sejam muiiito melhores)?

Pois enfim, o que se via na projeção era uma visão extremamente pessoal de um pobre gênio demente, cuja velocidade mental poderia estar bem a frente da dos demais, mas não conseguia concatená-las de modo coerente passar uma mensagem minimamente identificável.

Uma vez critiquei seu filme de 64 no orkut, comunidade filmes polêmicos e fui apedrejado por uma fulaninha pseudo-intelectual a quem fui obrigado a responder para por a memsa em seu devido lugar. No fim das contas ninguem sabe a verdade absoluta, mas Rocha, nem se achava, TINHA A CERTEZA de que era a verdade absoluta.

Arthur disse...

ASSINO EM BAIXO !!!

Arthur disse...

ai " Glauber " porque que você não assisti os filmes do Mazzza, do Tony Viera, as Pormochanchadas e os filmes dos Trapalhões pra saber o que é cinema nacional de verdade.

Rudemangueboy disse...

Cara, Eu já sabia que o glauber era um mala, embora eu ache os fãs dele mais chatos (estes só perdem para os fãs do Chico Buarque). Mas Terra em transe é um dos meus filmes do coração. Já vi barravento, que é razoavel, e Deus e o diabo, que gosto. Os outros não tenho muito interesse.

P.S. Felipe, cadê os Dvd´s dos teus filmes para vender?

Matheus disse...

Nunca, em sua vida de comunistinha babaca frustrado e hypado em um país que venera exploração de pobreza e non-sense como "arte de vanguarda", Glauber Rocha dirigiu algo que pudesse tocar na obra mais fraca do Cassavates, quem pudera um filme como Uma Mulher Sob a Influência ou The Killing of a Chinese Bookie.

Anônimo disse...

Graças a Cron q nunca vi um filme dele, sempre leio algo a respeito endeusando o rapaz... mas... não é cinema pra mim.
Acho q nosso cinema é atrasado devido a caras que nem ele.

Paz.

Álvaro Borges disse...

Mudando de assunto, Felipe você sabia que a Cannon Films teve os direitos para adaptação de um filme do Homem-Aranha com data de estréia em 1989 e direção do Albert Pyun!!!
O recorte da época destaca...
"Os problemas financeiros da Cannon forçaram a adoção de um roteiro mais barato que o original, escrito pelo criador do Aranha, Stan Lee."
hehehehehe

http://www.motoca.net/motoca/edicao_luxo/filmes_ilus_88.jpg

Felipe M. Guerra disse...

Sabia sim, ÁLVARO. E antes do Pyun, o diretor cotado para fazer o Homem-Aranha da Cannon era o coitado do Tobe Hooper. Ainda vou escrever sobre este episódio.

Álvaro Borges disse...

Oi Felipe,
Por favor desconsidera o meu último comentário! Cara na verdade quando vi um recorte da época lembrei de ter lido sobre isso em algum lugar e corri pra cá, como não achei resolvi colocar nos comentários. Depois me lembrei onde eu tinha visto e é claro, foi aqui, no post sobre a adaptação do Capitão América! hehehe
Abraço!

Vargos disse...

Guerra é um herói por ter conseguido assistir tantos filmes do Glauber. Uma coisa não podemos negar: ele era um diretor genital. Chato para caralho!

Igo disse...

Oi Felipe.

Assisti a um documentário chamado Maranhão 66 do Glauber e gostei muito. Os outros filmes podem até ser chatos e incompreensíveis, mas este é mais digerível. Você já assistiu a Maranhão 66?

Outra coisa: sinto falta de resenhas suas sobre filmes dos Trapalhões. A última que você postou é de dezembro de 2010. Tenho um site sobre os Trapalhões (trapalhoesnostalgia.com) desde 2008 e há pouco tempo descobri seu blog e fiquei impressionado como alguns comentários dos filmes Os Trapahões no Reino da Fantasia e Os Trapahões no Rabo do Cometa coincidiram.

Um abraço e continue com o blog!!

Anônimo disse...

Meu caro Felipe... Já dizia Umberto Eco em seu livro OS LIMITES DA INTERPRETAÇÃO: "Dizer que um texto é potencialmente sem fim não significa que todo ato de interpretação possa ter tido um final feliz" pense nisso...

Silvio César disse...

As vezes falar a verdade doi. Grande texto, cara! Seu blog já está nos meus favoritos há tempos. Respect!

célio ishikawa disse...

Bem...
- gosto muito da cena do cangaceiro girando para morrer, é ótimo antídoto para as chatices de cientificamente correto de hoje em dia (nesse ponto os frequentadores desse blog com saudades das mortes exageradas dos anos 80 devem concordar comigo... O supercorretismo de Csi enjoa!)
- os que querem mal a Grauber já foram vingados no episódio do colapso nervoso "ponto frio bonzão" (trágico mas cômico)
- foi muito divertido assistir o documentário "Grauber labirinto Brasil" no cineminha: eu ainda não conhecia nada de Grauber e gargalhava desde o começo da excentricidade do cara. Acho que os fãs dele até ficavam meio constrangidos com minhas risadas. Mas depois todos resolveram baixar a guarda e demos sonoras gargalhadas por exemplo do episódio do peido, etc.
- o cara era polemista nato, tem coisas que ele não pensou na posteridade da própria imagem. Um é ele ter que os jovens que lutaram contra a ditadura não iam dar em nada pois eram pequenos-burgueses; outro foi elogiar alguns dos generais ditadores ("Golbery gênio da raça")
- tem um fato wue considero um dos grandes momentos da história (ou melhor, um dos grandes mindfucks da história, os esquerdistas e direitistas não devem ter acreditado no que estavam vendo!). Grauber faz questão de cumprimentar um ditador "o senhor está fazendo um ótimo trabalho" E COMO SE NÃO BASTASSE o ditador responde "eu também gosto muito de seus filmes" (!!!!)

Rafael disse...

Só assisti dois filmes dele Deus e o Diabo" e "Terra em Transe". Os dois, principalmente o primeiro, tem imagens impressionantes, uma baita trilha sonora e excelentes atores. Mas, francamente, são filmes datados e que não dizem muita coisa a longo prazo. Também meio que dormi assistindo eles... "Cabeças Cortadas" eu aguentei por 5, 8, 10... segundos!

matheus geek disse...

Fizeram uma crítica à os filmes do Glauber agorinha no Tv na tv do Adnet, acho que ele viu o seu post Felipe!!

Ricardo da Mata disse...

Parabéns, Felipe, alguém tem de denunciar a mentira que é o Glauber, isso é antiarte.

Louis Lou disse...

Cheguei aqui tentando achar uma critica honesta sobre o Glauber e achei!
Estava tentando entender uma bosta de pseudo-filme chamado "Claro" no canal Arte 1 e descobri que era do tal Glauber. Putz, que filme ruim, mesmo abrindo mente, tentando ser generoso com o diretor, afinal era o Glauber, mas não deu. Depois de uns 30min - sim, consegui assistir por 30 min! - fui convencido e mudei daquela merda.
Se aquilo é cinema de qualidade e pra se "pensar", estou realmente fora da realidade.
Pseudo-diretor de pseudo-filme endeusado por partes da mesma qualidade.
Parabéns ao autor do texto!