domingo, 15 de janeiro de 2012

ORGIA DA MORTE (1965)


No começo dos anos 1960, o produtor de cinema búlgaro Stephen C. Apostolof resolveu tentar a sorte no mercado de cinema sexploitation de Hollywood. Foi quando seu amigo e diretor de fotografia William C. Thompson disse que conhecia alguém especializado em fazer filmes baratos e rápidos. Seu nome: Edward D. Wood Jr. Ou simplesmente Ed Wood.

Thompson, que tinha sido diretor de fotografia de quase todos os filmes de Wood (inclusive os famigerados "Plan 9 From Outer Space" e "Glen or Glenda?"), marcou um almoço para que Apostolof e Ed se conhecessem, num restaurante que costumava reunir a nata do cinema em Los Angeles. Imaginem a surpresa do búlgaro quando Wood apresentou-se vestindo suéter angorá, saia acima dos joelhos, peruca loira e bigode!


Foi dessa forma meio torta (e definitivamente engraçada) que Apostolof e Wood se conheceram e iniciaram uma bizarra parceria: o primeiro produzia e dirigia a preço de banana, o segundo escrevia roteiros escalafobéticos com temáticas cada vez mais absurdas. E o primeiro trabalho da dupla foi o inacreditável ORGIA DA MORTE - tradução brasileira infeliz para "Orgy of the Dead", ou "Orgia dos Mortos".

ORGIA DA MORTE pode ser definido como a mais porca desculpa da história do cinema para se fazer um longa-metragem. Também pode ser definido como um dos roteiros mais estúpidos e sem propósito já "escritos" por Wood, pior até do que o já célebre "Plan 9" (que pelo menos tinha algo próximo de uma narrativa, algo que não existe aqui).


Além disso, o projeto é uma das mais esdrúxulas reuniões de "talentos" (ou "desprovidos de..."), juntando num mesmo balaio strippers, o pseudo-médium Criswell (!!!) e dois manés com fantasias de carnaval de lobisomem e múmia! ]

E sabe o quê? Por tudo isso, o filme é divertidíssimo de tão tosco e sem-vergonha - mais um autêntico "Filme para Doidos" em sua mais pura essência!


Embora tenha sido dirigido e produzido por Apostolof (espertamente escondido atrás do pseudônimo "A.C. Stephen"), ORGIA DA MORTE é puro Ed Wood. Tudo que caracteriza o cinema do célebre cineasta aparece no filme: os erros grosseiros de continuidade (dia vira noite e depois vira dia novamente), o elenco habitual de Wood (Criswell e uma dublê de Vampira, recrutada quando a original pulou fora do projeto!) e os diálogos ridículos sendo declamados com empolgação shakesperiana pelos "atores".

É muito fácil e rápido falar sobre a "trama", porque, na verdade, ela não existe: a exemplo de "Plan 9" e "Night of the Ghouls", duas obras anteriores escritas e dirigidas por Wood, ORGIA DA MORTE começa com um close na fuça de Criswell, que "acorda" dentro de um caixão e levanta-se para o seu tradicional discurso sem pé nem cabeça (algo que José Mojica Marins copiaria posteriormente nas aberturas dos filmes do Zé do Caixão).


Visivelmente lendo textos escritos em cartazes ou cartões atrás da câmera (perceba os movimentos dos olhos, que ele nem tenta disfarçar), e com a maior cara de encachaçado, o ator-apresentador anuncia: "Eu sou Criswell. Durante anos, tenho dito coisas quase inacreditáveis, relatado o irreal e mostrado que ele é mais do que um fato. Agora vou contar uma história sem limites, tão surpreendente que alguns de vocês podem até desmaiar. Esta é a história de pessoas na hora do crepúsculo. Uma vez humanos, agora monstros, presos entre a vida e a morte. Monstros para sentir pena, monstros para desprezar. Uma noite de assombrações, que renascem das profundezas do mundo".

(E Wood é tão sem-vergonha que simplesmente reproduziu o mesmo discurso inicial do mesmo Criswell em um filme anterior, "Night of the Ghouls", cujo título inclusive é citado na última frase proferida pelo personagem!!!)


Corta para o carro do nosso casal de protagonistas, e você sabe que está vendo um legítimo filme de Ed Wood (embora ele não seja o diretor aqui) quando os planos gerais foram filmados à luz do dia e os planos médios dos atores na escuridão da noite!!!

Nossos "heróis" são o casal Bob (William Bates, no primeiro de seus dois filmes) e Shirley (Pat Barrington, que a partir de então se transformaria numa estrelinha do cinema sexploitation). Ele é um escritor de histórias de horror em busca de um velho cemitério onde pretende conseguir inspiração (não pergunte...); ela é uma ruivinha deliciosa, mas infelizmente chata e resmunguenta.


Antes que a ação comece, segue-se um diálogo hilário entre o casal:
- Visitar um cemitério numa noite como essa deve dar muitas ideias para uma boa história de horror.
- Mas tem tantas coisas boas para escrever, Bob.
- É claro que tem, e eu tentei todas elas. Peças de teatro, histórias de amor, westerns...
- Mas histórias de horror? Por que histórias de horror?
- Shirley, eu escrevi durante anos sem conseguir vender uma única palavra. Meus monstros me fizeram bem. Você acha que devo desistir deles para escrever sobre árvores, cachorros ou margaridas?


(Inclusive percebe-se algo de auto-biográfico no personagem de Bob, já que o próprio Ed Wood fez tudo isso - peças teatrais, romances, westerns... -, mas acabou mais lembrado pela sua "contribuição" ao cinema fantástico, escrevendo e dirigindo histórias de horror e ficção científica.)


Perto dali, num velho cemitério abandonado (que conveniente!), o Imperador das Trevas (Criswell, quem mais?) desperta do túmulo ao lado de sua amada/criada, a Princesa das Trevas (quanta inspiração, Wood!), vivida pela deliciosa Fawn Silver. Nos créditos, a moça aparece batizada como "Black Ghoul".

Pelo figurino e pelo estilo, o cinéfilo com um mínimo de conhecimento da obra de Wood vai perceber que o papel da moça foi escrito para Maila Nurmi, na época popular como a personagem Vampira, com a qual apresentava filmes de horror na TV. Vampira havia trabalhado com Ed em "Plan 9" e sabiamente pulou fora desse filme aqui, mas os produtores resolveram criar uma personagem semelhante para deixar bem claro que a intenção inicial era ter Vampira no elenco!


(Mais um adendo: sabe-se que Maila processou Cassandra Peterson anos depois, alegando que a personagem desta, a popular Elvira, era um plágio de Vampira. Ora, quem devia ter processado Cassandra era a pobre Fawn Silver, pois Elvira é uma cópia cuspida e escarrada da "Black Ghoul" de ORGIA DA MORTE, no traje, no penteado e até nos peitões!!!)

Voltando ao filme: de tempos em tempos, em noites de lua cheia, o Imperador das Trevas sai do túmulo para julgar as "almas condenadas" dos recém-falecidos, obrigadas a humilhar-se diante dele para sua diversão e satisfação.


No papel parece bonito; na prática, o que veremos pelos próximos 60 minutos são meninas entrando e saindo de um cenário fuleiro imitando cemitério para fazer shows de strip-tease (!!!); esporadicamente, cansado de ver peitos balançando, o Imperador das Trevas ordena que seus súditos torturem algumas delas, mas são cenas fuleiras e sem nenhum valor sádico ou masoquista.

Sim, e você leu corretamente: apenas "almas condenadas" de MENINAS são julgadas durante o filme e obrigadas a dançar e tirar a roupa diante do Imperador e da Princesa das Trevas. O personagem de Criswell justifica isso rispidamente - "E quem quer ver um homem dançar?" -, uma explicação com a qual eu concordo plenamente.


Quando o carro de Bob e Shirley capota na estrada (não havia dinheiro para filmar o desastre, então quem "capota" é a câmera, girando várias vezes para simular o acidente), eles são aprisionados pelas forças do mal e obrigados a acompanhar a dancinha das strippers até o restante do filme, quando a Princesa das Trevas pretende sacrificá-los para a sua própria diversão (aparentemente, ela não curte strip-teases como o seu mestre).

É impossível o leitor ter uma ideia da pobreza e do absurdo de ORGIA DA MORTE sem realmente ver o filme. O argumento não passa disso (casal aprisionado é obrigado a assistir terríveis shows de strip-tease de "almas condenadas" - todas elas gostosas e peitudas, claro!), e deve haver uns 20 ou 30 diálogos O FILME INTEIRO, com o restante da narrativa sendo preenchida pelas mulheres nuas dançando e sacudindo os peitos, ao som de uma trilha sonora que é impossível de definir, de tão "excêntrica"!!!


A obra se encaixa num subgênero do sexploitation conhecido como "nudie-cuties", ou simplesmente "nudies". Realizados antes da popularização dos pornôs softcore e (posteriormente) hardcore, os nudies limitavam-se a mostrar mulheres nuas, mas em tal quantidade que a história ficava em segundo, até terceiro plano - histórias que se passavam em campos nudistas, por exemplo, eram bem comuns e livraram o diretor ou roteirista de pensar numa justificativa para pelar a mulherada.

ORGIA DA MORTE é por aí: após filmar 10 minutinhos que servem apenas como desculpa narrativa, os realizadores devem ter percorrido todas as casas de "shows adultos" da região em busca de strippers que trabalhassem por miséria.


São 10 números de dança ao longo do filme, e as caracterizações das moças são simplesmente hilárias: elas aparecem vestidas como índias, espanholas, havaianas e lá pelas tantas aparece uma fantasiada de gatinho (!!!), que tira a roupa enquanto toma chicotadas de um dos servos do Imperador das Trevas!!!

Menos mal que todas as meninas são gostosas pra caramba, e se os showzinhos ficam no limite entre o cômico e o brochante, pelo menos a variedade de peitos (grandes, pequenos, firmes, caídos...) garante a atenção do público masculino.


A própria Pat Barrington aparece num segundo papel, com cabelo loiro, e, graças ao milagre da edição, dança diante dela mesma. Em cena chupinhada de "007 Contra Goldfinger", a dançarina é castigada por sua "ambição" (não pergunte...), sendo mergulhada num caldeirão com ouro derretido, de onde sai com o corpo todo dourado!

As outras delícias em cena são Mickey Jines, Barbara Nordin, Bunny Glaser, Nadejda Klein, Coleen O'Brien, Lorali Hart (aka Texas Starr), Rene De Beau, Stephanie Jones e Dene Starnes. A Princesa das Trevas Fawn Silver infelizmente não tira a roupa.


A "carreira" das moças não foi muito adiante (pelo menos fora das casas de strip-tease), mas duas viraram celebridades cult com o tempo: os peitões de Lorali/Texas Starr foram motivo de piada em dois filmes da série "Corra que a Polícia Vem Aí!" e motivo de punheta no pornô "Mature Women"; já a búlgara Nadejda continuou fazendo filmes, e em 2011 foi ressuscitada com um pequeno papel em "Mega Python vs. Gatoroid"!

Além de Criswell, da clone de Vampira, do casal de "mortais" e das strippers, ORGIA DA MORTE também conta com dois tosquíssimos monstros que aparecem como servos do Imperador das Trevas - um lobisomem e uma múmia.


Ambos funcionam como "alívio cômico", fazendo piadinhas e comentários sem graça entre as dancinhas, mas podiam até ficar de boca fechada, pois seu figurino pobretão já garante as risadas naturalmente - com destaque para o lobisomem que, em certo momento, levanta a cabeça e exibe ao espectador o pescoço limpinho do ator, onde o maquiador esqueceu de colar pêlos...

Na conclusão da "trama", a luz do sol chega para salvar Bob e Shirley de um triste destino. Os raios solares transformam todas as assombrações em esqueletos, e é curioso como Apostolof repete um erro grosseiro que Wood havia feito em "Plan 9": quando Criswell se dissolve, resta apenas um esqueleto com a capa que o personagem vestia, como se ele estivesse pelado por baixo da capa!!!


Outra referência a "Plan 9" é o fato de Criswell entrar em cena segurando a capa em frente ao rosto, como fazia o dublê de Bela Lugosi em "Plan 9" (lembre-se que ele precisava esconder o rosto por não ser nada parecido com o falecido ator!).

Acredito até que Wood escreveu o personagem do Imperador das Trevas pensando no já falecido Lugosi para o papel. Até porque Criswell veste uma capa originalmente usada por Lugosi em "Bud Abbott Lou Costello Meet Frankenstein" (1948).


De dancinha em dancinha, de peitos desnudos em peitos desnudos, surgem aqueles hilários diálogos que somente Ed Wood sabe escrever. Como Criswell questionando a presença de Bob e Shirley no cemitério: "Vivos onde apenas os mortos deveriam estar?". Ou esta acachapante conversa entre o casal amarrado e prestes a morrer:

Uma bela hora para discutir a relação



Nos créditos iniciais, Ed Wood aparece como autor do roteiro "baseado em seu livro 'Orgy of the Dead'"! E eu confesso que sempre fiquei me perguntando como poderia haver um livro disso, considerando que 80% do filme são meninas tirando a roupa.

Recentemente, descobri que "Orgy of the Dead", o livro, foi publicado na mesma época em que o filme chegou aos cinemas, numa espécie de "venda casada", e na verdade não é uma novelização da trama de ORGIA DA MORTE, mas sim uma coletânea de contos de Wood (incluindo os famosos "The Night the Banshee Cried" e "The Final Curtain").

No caso, os contos ocupam, no livro, o espaço que as dancinhas ocupam no filme. A primeira edição tinha prefácio assinado por Forrest J. Ackerman, como você pode ver na reprodução da capa ao lado (e eu definitivamente compraria um livro com essa capa e esse título!).

O diretor Apostolof trabalharia com roteiros de Wood em diversos outros filmes, progressivamente piores, como "Drop Out Wife" (1972) e "The Beach Bunnies" (1976).

Cada vez mais miserável, Ed entregou-se ao alcoolismo e fez um último trabalho como cineasta, o pornô "Necromania", em 1971. Ele morreu de ataque cardíaco em 1978; Apostolof faleceu recentemente, em 2005.

Alguns anos antes de falecer, Apostolof gravou uma entrevista falando sobre ORGIA DA MORTE, e explicou que seu sonho era fazer uma continuação contemporânea do filme (!!!), em que pretendia explicar detalhes do original, como a relação entre a múmia e o lobisomem (palavras do próprio diretor). A história se passaria no futuro, no ano 3000 (!!!), e teria menos shows de strip-tease e mais narrativa.


(In)Felizmente, ele morreu sem realizar seu sonho, mas deixou como legado esse impressionante trash movie, um daqueles filmes inacreditáveis e charmosos exatamente pela ruindade.

Considerando que quase não há história nem diálogos, eu recomendo exibições de ORGIA DA MORTE em telões ao fundo de shows de rock (as imagens casariam perfeitamente com um show da banda Damn Laser Vampires, por exemplo), ou em bares com temática de rock e cinema fantástico, como o (atualmente fechado) Astronete em São Paulo.


Mas uma qualidade do filme eu preciso ressaltar: mesmo com a ruindade generalizada em todos os departamentos, o uso de cores vivas nas cenas ("In shocking SEXICOLOR", anunciava o pôster de cinema) é impressionante, lembrando a fotografia nas obras de diretores italianos como Mario Bava e Dario Argento - especialmente o vermelho, sempre presente em detalhes do figurino ou da maquiagem das meninas, e no cabelo de Shirley.

Já o restante irá apetecer apenas aos fãs de sacanagem (embora as dancinhas de topless sejam bem inocentes para os padrões atuais) e de trash movies. Não sem motivo, outro notório diretor de tralhas esteve envolvido na produção: Ted V. Mikels (responsável por "The Astro-Zombies"!!!) assumiu o cargo de assistente de direção que pertencia a Ed Wood, quando Apostolof expulsou o roteirista do set por encher a cara durante as filmagens!


Por tudo isso, e já me estendi demais, ORGIA DA MORTE é um daqueles filmes cujo fascínio é difícil de explicar.

Você pode até odiar a si mesmo enquanto estiver assistindo essa porcaria, pode até acionar a tecla Fast Foward incontáveis vezes até os créditos finais começarem a subir, mas com certeza se pegará pensando nas imagens (e nas bobagens) nos dias seguintes, até surgir uma incrível vontade de rever, nem que seja para mostrar para os amigos, para eles rirem junto.

Portanto, prepare-se para ser hipnotizado por ORGIA DA MORTE você também - ou, no mínimo, curtir oitenta e poucos minutos de mulheres gostosas fazendo strip-tease sem a necessidade de gastar grana num puteiro!

UPDATE: Hugo Malavolta, leitor contumaz do FILMES PARA DOIDOS e enciclopédia viva sobre cinema mundial, acaba de enviar para o meu e-mail duas incríveis fotos dos bastidores das filmagens dessa tralha. Não sei de onde ele tirou, mas não duvidaria se Hugo tivesse participado das gravações em pessoa. A primeira mostra a gostosa da Pat Barrington sendo pintada de dourado para a cena chupada de "Goldfinger"; na segunda podemos ver o diretor de fotografia Robert Caramico em ação. Valeu, Malavolta!



Melhores momentos de ORGIA DA MORTE



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Orgy of the Dead (1965, EUA)
Direção: A.C. Stephen (aka Stephen C. Apostolof)
Elenco: Criswell, Fawn Silver, Pat Barrington,
William Bates, Mickey Jines, Bunny Glaser,
Nadejda Klein e Texas Starr (aka Lorali Hart).


* A quem interessar possa, esta foi a capinha (feia pra caralho!) do filme quando lançado em VHS no Brasil pela famigerada Continental, reconhecidamente uma das piores distribuidoras do país:

17 comentários:

Anônimo disse...

Porra Guerra...eu fico imaginando o que seria uma "continuação contemporânea"desse filme!Pena que teria menos peitinhos,agora,deve ser muito boa a explicação da relação entre a Múmia e o Lobsomem!Mas com certeza deve ser muito melhor assistir um filme como esse do que assistir tralhas como:Pânico ou "Crepuscúlo".
ASS:Caio.

Anônimo disse...

Ótimo post Felipe.
Que tal a idéia de fazer a maratona Ed Wood?
Os filmes dele são a genêse do blog. Filmes trash que tem a sua graça. Por coincidência eu tinha acabado de comprar o dvd de "A noiva do monstro" e tive essa idéia para uma maratona. O que você acha sobre essa idéia?
Abraço.

Paulo Geovani Freitas Ribeiro

Anônimo disse...

Mais alguns títulos do gênero Nudie:
-Mr. Peter´s Pet;
-Wild gals of the naked west!;
-Garden of Eden;
-El pecado de Adán y Eva.

Marcos disse...

Tem uma analise bem interessante desse filme do Angry VideoGame Nerd:

http://cinemassacre.com/2008/10/21/ed-wood-a-thon-part-2/.

Vale a pena conferir.

Felipe M. Guerra disse...

PAULO, tão cedo não sai outra Maratona, mas a sugestão fica anotada. E não se preocupe que Ed Wood sempre será presença frequente no FILMES PARA DOIDOS, seja como diretor, seja como roteirista!

Anônimo disse...

Quando for postar alguma coisa sobre o Ed, procure falar de um filme em que ele participa como ator: "The Love Feast"(1969). Tem uma cena em que ele aparece sendo dominado com uma coleira.

André e seus Caldos de Cana disse...

olá! acompanho seu blog há algum tempo, gosto bastante, pois muitos dos filmes comentados eu assistia nos tempos em que tinha um video cassete panasonic e uma ficha de sócio da vídeo newsy em minha cidade natal. e também, conheci várias coisas novas analisadas por vc. estou em busca de um filme que vi naquela época, "minha noiva é um cadáver" (nada a ver com a animação do tim burton). o filme conta a história muito louca de um cara que leva sua noiva morta para uma lua-de-mel, e ao longo da fita, a mulher vai apodrecendo, ficando verde e tal. você conhece? um forte abraço!

Fernando disse...

Esse filme já vai para a lista de "1001 filmes que eu preciso assistir antes de ir para o além".

Anônimo disse...

Considerando que Hollywood filma lixos pretensiosos, é melhor ver um filme doido como esse. Pelo menos ele é honesto no quesito ruindade....
alien1rj@hotmail.com

Felipe M. Guerra disse...

ANDRÉ, eu já respondi a essa sua pergunta em outra postagem. Eu tenho quase certeza que você está se referindo a uma comédia chamada "Loucademia Funerária", em que o diretor de uma escola que prepara agentes funerários se apaixona pelo cadáver de uma adolescente. No final, eles vão fazer um cruzeiro e a garota já está praticamente podre, então o "marido" precisa ficar matando as moscas que insistem em voar ao redor dela. Aí o capitão do navio aparece, vai fazer uma gentileza e beijar a mão da moça, mas a mão se solta na altura do pulso, tal a podridão do cadáver!

Tony Sarkis disse...

Felipe um filme que merecia uma resenha é o citado na análise "Astro Zombies"!!!!

Francine disse...

Quando assisti a esse filme, desliguei ignorei a infinidade de tetas que invadiam as cenas.
Me concentrei muito mais na bizarrice dos diálogos e no roteiro sem noção. Resultado: Achei esse longa-metragem mega divertido.

Aliás, alguém aí já assistiu a aum filme chamado "Hobo with a shotgun". Para mim esse é o filme que Machete queria ter sido e não conseguiu.

Felipe M. Guerra disse...

Acabei de apagar acidentalmente um comentário que me perguntava se eu não poderia escrever uma rica análise sobre o seriado "Twin Peaks", de David Lynch. Mil desculpas ao autor do comentáiro, que era longo e muito elogioso. A resposta: "Twin Peaks" é meu seriado preferido de todos os tempos, lembro que até deixei de ir para a praia nas férias para acompanhar e gravar a reprise que passou na Record. Mas não me imagino à altura de escrever sobre algo tão complexo. "Twin Peaks" mereceria um blog à parte, não uma simples análise ou resenha. Inclusive já adverti uma amiga que pretendia escrever um artigo simples sobre a série, dizendo que ela jamais conseguiria explicar a maravilha que é "Twin Peaks" em menos de uma longa série de artigos. Portanto, prefiro deixar quieto e apenas idolatrar sem escrever sobre. OK? Sinceras desculpas novamente pela apagação involuntária, coisas da idade e de um click errado no Blogger...

Hugo disse...

"não duvidaria se Hugo tivesse participado das gravações em pessoa". Sim, eu fui o responsável pela seleção do elenco.

jose rodrigo disse...

Hahaha,coisas da idade foi boa,obrigado pela atenção Felipão,acompanho teus textos desde o tempo do site antigo la do boca,e se não me engano,ja naquele tempo te pedi um artigo sobre a série,porque achava estranho tu ainda não ter escrito sobre esse Mito da cultura popular americana,ja pesquisei Deus e o mundo na net,um artigo sobre TP,mais pelo que vi existe só uma resenha basica,e o resto dos blogs e foruns só copiaram e colaram e fizeram algumas modificações,e o que voce disse sustenta minha teoria de que Twin Peaks é realmente a obra-prima dos seriados é realmente muito complexa,voce era minha ultima esperança de elucidar alguns pontos sobre a trama,personagens,direçao,ambientação e sobre o próprio Lynch que sei que tu tem a opinião de que em seus ultimos trabalhos, se perdeu um pouco,até concordo,mas não deixa de ser um genio e um dos maiores artistas contemporaneos na minha opinião,mas ainda tenho esperança de que um dia voce sente em seu sofá,re-assista pela sei-lagésima vez o seriado,e nos presenteie com uma bateria de textos,seria um épico muito interessante,uma ação digna de Dale Cooper,teria muita gente querendo pagar um café e uma torta de cereja pra voce.
Thank you for you support... Again.

Oficial de Ciências disse...

Poxa, é a terceira vez que tento comentar este tópico! Só porque vou falar de seios, parece que uma “mão negra” repousou no meu ombro e toda vez tem um problema.

Recapitulando o que estava escrevendo, já tem uns dias que li este tópico mas não tive como comentar, (mas agora fiquei esperto estou digitando no word e vai dar certo :c).

Primeiro quero aproveitar para agradecer a você Felipe pelo trabalho que tem com todo este blog, não só desenterrando estas pérolas áudio-visuais como mantendo este espaço tão bacana que seguramente te toma um puta tempo! Sério, muito obrigado! É o espaço sobre cinema que mais gosto de freqüentar!

Então, neste tópico o que me fez sentir falta nos filmes atuais são justamente seios! Sério, sinto falta de seios de verdade nos filmes. E de verdades daqui passa a ser literal, já que andam usando efeito para tudo! Tem um tempo li que a nudez no Cawbois e Aliéns foi digitalizada, ou seja, filmaram a gatíssima da Wilde com uma roupinha cor de pele e depois acrescentaram os detalhes íntimos. Depois vi que o mesmo recurso foi usado em Machette. Sabe, tudo bem maquiar um pouco, usar algum filtro e tal, mas, na boa, assim é demais né? :cP

Leonardo Peixoto disse...

Obrigado mesmo por ter criado esse espaço sobre cinema Felipe M Guerra ! Você não sabe o quanto fiquei maravilhado com os filmes que descobri aqui !