segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais opiniões resumidas para cinéfilos apressados

PREMONIÇÃO 5 (Final Destination 5, 2011, EUA. Dir: Steven Quale)
A minha geração teve "Sexta-feira 13" e "A Hora do Pesadelo"; a atual tem "Jogos Mortais" e "Premonição". Essa última, que acaba de chegar ao quinto episódio, é a verdadeira "Sexta-feira 13" do século 21: as mudanças de um filme para outro, tanto na estrutura narrativa quanto nas situações, são mínimas, e as "continuações" parecem mais refilmagens descaradas do original do que sequências. Até aí tudo certo, considerando que os filmes do Jason não eram muito diferentes. E, em ambos os casos, você vai ao cinema apenas para ver as mortes criativas e cada vez mais violentas, e nada mais, esquecendo em segundos os nomes dos "personagens" e suas interações entre as mortes. Como todos os outros que o antecederam, "Premonição 5" começa com um desastre, neste caso o desmoronamento de uma ponte suspensa. Um rapaz vê a tragédia numa premonição e salva alguns dos seus amigos, mas, como o "plano da Morte" foi frustrado, ela começa a matá-los através de acidentes criativos copiados da série "A Profecia". A cena da ponte rende umas mortes sangrentas incríveis, principalmente se você assistir o filme em 3-D. E é uma pena que "Premonição 5" comece com uma cena tão foda que depois não consegue criar nada minimamente parecido. Em alguns casos, a falta de imaginação dos realizadores é vergonhosa, como na cena da morte da menina que vai fazer uma cirurgia no olho: o clima prepara o espectador para algo extremamente nauseante, mas na hora H o desfecho é bem sem graça. Claro que quem for ver um filme chamado "Premonição 5" já sabe o que esperar, e esse é o melhor da série depois do primeiro, principalmente pelo fantástico final que tem relação direta com o original. E pelo menos ninguém tenta maquiar o fato de não ter mais história para contar (como fizeram nas insuportáveis Partes 3 e 4), optando por uma narrativa dinâmica e sem enrolação, onde as cenas sangrentas se sucedem. Falta apenas um roteirista mais inspirado para criar umas mortes melhores e aproveitar decentemente personagens como o chefe da empresa (David Koechner, de "Serpentes a Bordo" e "Obrigado por Fumar", sempre engraçadíssimo). Mesmo assim, vale o preço do ingresso e entrega à molecada o que ela quer ver: tripas e sangue jorrando em 3-D, e sem precisar pensar muito. Com a conclusão "circular", ficaria ótimo se a série terminasse por aqui. Porém, considerando o sucesso de bilheteria, é bem improvável que isso vá acontecer, então prepare-se para mais mortes criativas, e nenhuma história para contar, em 2012 ou 2013!


QUARENTENA 2 (Quarantine 2 - Terminal, 2011, EUA.
Dir: John Pogue)

Eis um caso esquisito: isso aqui é uma continuação de "Quarentena", a dispensável (e horrorosa) refilmagem norte-americana (e quadro a quadro) do excelente filme espanhol "REC". Os espanhóis fizeram uma sequência do seu filme, "REC 2", que dividiu opiniões. Os americanos não demoraram a dar continuidade também à versão ianque. Porém, considerando que os responsáveis pelo remake não tiveram colhões para manter os detalhes "religiosos" do filme espanhol, não faria sentido se "Quarentena 2" seguisse a narrativa de "REC 2". Foi necessário contar uma história "original", abandonando inclusive o estilo "câmera em primeira pessoa". Aqui, o vírus que transforma pessoas em zumbis se manifesta dentro de um avião em pleno vôo. Confesso que me surpreendi com o início dessa sequência: o diretor-roteirista John Pogue aproveita muito bem o ambiente claustrofóbico do avião, conseguindo até criar tensão e suspense. Só que aí a aeronave faz um pouso de emergência, a ação se transfere para dentro de um terminal de desembarque de bagagens isolado pelas autoridades, e todo aquele clima legal do início escoa pelo ralo. Se Pogue mantivesse o clima dos primeiros 25 minutos, dentro do avião, "Quarentena 2" seria um puta de um filme. Mas, infelizmente, a aeronave pousa e a história vira um simples repeteco do original (ou do primeiro "REC", se preferirem). Para piorar, os infectados tornam-se uma ameaça secundária diante de... ratos?!? Nem mesmo o cenário escuro e limitado é aproveitado, pois os personagens ficam perambulando de um lado para o outro e os zumbis parecem se esconder pelos cantos para atacar de surpresa (super-coerente, não?). Só sei que eu já vi tudo isso antes e melhor, do exército que tenta resolver a parada e só faz cagada aos personagens estereotipados. E o fato de o diretor estragar toda e qualquer cena com potencial para ser tensa também não ajuda! Até os críticos de "REC 2" vão ter que concordar que a situação é muito melhor desenvolvida no filme espanhol...


PUPPET MASTER - THE LEGACY (2003, EUA. Dir: "Robert Talbot" aka Charles Band)
O produtor barateiro Charles Band é um daqueles caras que não sabe quando parar. Criou franquias muito interessantes ("Trancers", "Puppet Master", "Subspecies"), somente para depois destruí-las lançando inúmeras continuações cada vez mais fracas, redundantes e apelativas. Para quem não sacou pelo título original, "Puppet Master" é aquela série dos bonequinhos assassinos, iniciada em 1989 com o excelente "Bonecos da Morte" e atualmente em seu décimo (!!!) episódio, e que eu particularmente sempre achei melhor que "Brinquedo Assassino". Bem, este "Pupper Master - The Legacy", o oitavo da série, é uma espécie de sonho de todo maluco que já tentou acompanhar as aventuras dos bonequinhos assassinos: um "filme-retrospectiva" que usa cenas dos episódios anteriores em ordem cronológica para tentar colocar ordem no caos. Afinal, cada continuação foi criando características próprias para a mitologia da série e dos próprios bonecos, e nem todas as mudanças foram positivas. Enfim, qualquer fã de "Puppet Master" teria condições de fazer um belo trabalho em cima disso, passando a borracha nas besteiras (como a situação "bonecos versus demônios" das Partes 4 e 5) e corrigindo erros grosseiros. Infelizmente, não foi o que aconteceu aqui: o produtor Band, escondido atrás de um pseudônimo, simplesmente filmou uns 10 minutinhos de cenas novas (com um "ator" e uma "atriz" conversando) para poder costurar cenas de todos os outros filmes, mas sem nenhum critério. Deixou de lado explicações importantes (como a cena que explica que a bonequinha das sanguessugas é a falecida esposa do Toulon, mostrada na Parte 3) e cenas marcantes; sem contar que a edição caótica lembra um videozinho amador feito por alguém que está aprendendo a mexer no Premiére. O resultado pode até servir como resumão (incompleto, infelizmente) dos sete filmes anteriores, mas como filme não funciona, é a "costura" das cenas reutilizadas é amadorística, sem critério, bastante picareta. Considerando-se que "isso" saiu do próprio mentor da série, Charles Band, é algo no mínimo questionável, mais um golpe baixo para tirar dinheiro dos fãs, como o babaca aqui, que chegou a comprar o DVD original. Proposta boa, mas execução primária e questionável. Da próxima vez que quiser fazer algo assim, Band, chame um fã da série para colocar pelo menos um pouco de interesse no resultado final!


DEMONIC TOYS 2 (2010, EUA. Dir: William Butler)
Certas coisas deviam ter permanecido no passado: Jason, Leatherface, Michael Myers e, agora, também os filmes com bonequinhos assassinos em stop-motion produzidos por Charles Band nos anos 80-90. Se você acha que depois do picareta "Pupper Master - The Legacy", resenhado aí em cima, a coisa não podia piorar, prepare-se para "Demonic Toys 2". Para quem não lembra, "Demonic Toys" é uma outra franquia com bonecos malvados produzida por Band, e que sempre ficou à sombra da série "Puppet Master" (que era realmente bem melhor). Em anos anterior, o produtor colocou seus "demonic toys" em crossovers com outros personagens da sua produtora, e agora aparece com essa tentativa questionável (e mais que tardia) de ressuscitar uma série já esquecida. Chamou um ator-diretor razoavelmente conhecido (William Butler, de "Madhouse - A Casa dos Horrores"), mas esqueceu de dar um mínimo de dinheiro para o coitado; também parece ter esquecido "detalhes" como roteiro, efeitos especiais e produção. Substituindo o stop-motion das antigas por CGI de quinta categoria, "Demonic Toys 2" aparentemente custou menos de um salário mínimo, e se alonga penosamente por insuportáveis 1h15min em que praticamente nada acontece além de um bando de personagens ridículos, interpretados por atores desconhecidos, perambulando por um velho castelo italiano e se tornando presas fáceis para os "brinquedos demoníacos". Não há uma única cena interessante ou morte criativa, a "história" não se sustenta e o sangue em CGI é tão ruim que parece o resultado de alguém brincando com animação em 3D no AutoCad (duvida? então dê uma olhada). E pensar que o "Demonic Toys" original, que não era nenhuma obra-prima (mas parece, comparado com esse lixo), havia sido escrito por David S. Goyer, atualmente roteirizando blockbusters como "Batman - O Cavaleiro das Trevas"...


RAMMBOCK (2010, Alemanha/Áustria. Dir: Marvin Kren)
Será que alguém podia criar uma lei proibindo novos filmes de zumbis, especialmente se esses filmes não têm nada de novo a acrescentar? Porque o que teve de histórias sobre mortos-vivos nos últimos anos não é brincadeira, e você percebe a gravidade da coisa quando até um país como o Brasil vive uma overdose de filmes de zumbis num curto período de tempo ("Mangue Negro", "A Capital dos Mortos", "Era dos Mortos" e "Porto dos Mortos", para citar quatro títulos conhecidos, saíram praticamente juntos com curtíssimo intervalo de tempo). E se nem um veterano como George A. Romero tem histórias novas para contar, o que esperar de uma produção independente vinda da Alemanha, como esse "Rammbock"? Se não tem nada para acrescentar, que pelo menos seja divertido, certo? Bem, infelizmente não é o caso aqui. O filme de Marvin Kren é extremamente repetitivo e desinteressante. Copiando uma situação básica já mostrada tanto no clássico "A Noite dos Mortos-vivos" quanto no recente "REC", narra o drama de uns personagens malas presos num prédio estilo cortiço durante uma infestação de mortos-vivos (do tipo maratonista, que virou moda depois de "Extermínio" e "Madrugada dos Mortos"). "Rammbock" tem o mesmo problema de "Quarentena 2", resenhado lá em cima: eu já vi tudo isso antes, então pelo menos que o filme fosse divertido para fazer valer o tempo perdido em frente à TV. Não é o caso: a narrativa é arrastada, insuportável, sem novidades e sem nenhum carisma. Tanto que a duração é inferior a 60 minutos, mas a sensação é de que o filme tem mais de duas horas. Para piorar, o "herói" é um fracassado, mas não um "looser" gente boa e engraçado, tipo o Ash da série "Evil Dead", e sim um completo panaca com quem o espectador nem ao menos consegue simpatizar. Logo, a única coisa decente de "Rammbock" é a conclusão estilo "Romeu & Julieta dos mortos", mas nem isso é original (considerando o final de "A Volta dos Mortos-vivos 3").


SHARKTOPUS (2010, EUA. Dir: Declan O'Brien)
Você pega para ver um filme com um pôster como o de "Sharktopus" e uma criatura metade tubarão, metade polvo. Dá play já preparado para o pior, mas esperando pelo menos dar umas boas risadas. Ao final, infelizmente, o que fica é uma pergunta: como é que os caras conseguem estragar algo tão simples (e com tanto potencial cômico) quanto "Sharktopus"? A verdade, amiguinhos, é que não se fazem mais bons filmes ruins como antigamente. É óbvio que não dá pra levar a sério uma produção baratíssima sobre um monstro mutante metade tubarão, metade polvo. Então por que diabos os caras que fizeram essa merda gastaramm tanto tempo tentando contar uma "história", e desenvolvendo personagens estúpidos com quem ninguém se importa? Eu esperava que "Sharktopus" fosse uma daquelas bobagens divertidas de tão ruins, mas nem isso os realizadores conseguiram fazer: o filme é apenas ruim mesmo, quase insuportável, tanto que só cheguei até o final passando com o FF. Meus parabéns a todos os realizadores dessa bomba por terem um monstro legal à disposição e não conseguirem mostrar uma única cena de morte decente ou pelo menos criativa. Pessoas cortadas ao meio? Decapitadas? Membros decepados? Que nada, todos os ataques do sharktopus são iguais: ou a vítima é abocanhada de primeira, ou a tela fica toda vermelha para não precisar mostrar nada. Não dava para esperar nada melhor do diretor Declan O'Brien (do pavoroso "Wrong Turn 3"), mas é vergonhoso ver o nome do veterano Roger Corman nos créditos (e numa participação especial), logo ele que foi responsável por produzir tantas tralhas maravilhosas, inclusive com monstros assassinos. Já esse "Sharktopus" não foge a uma regra cada vez mais evidente no cinema trash moderno: o trailer e a proposta são ótimos, mas a realização é lamentável - desperdiçando até o pobre Eric Roberts. Que saudade dos tempos de "Piranha 2 - Assassinas Voadoras" e das cópias italianas de "Tubarão"...

17 comentários:

Alana disse...

ave maria Felipe!
mas não se salva nenhum!
tá precisando escolher uns filmes melhores, meu filho!

Felipe M. Guerra disse...

Isso se chama "serviço de utilidade pública": alguém precisa se sacrificar para poder alertar os outros sobre o que não presta!

Daniela Monteiro disse...

Bom, ainda quero ver o Premonição 5. Mas como não deu pra ver na sessão gratuita em Sampa, eu o verei gratuitamente de outra forma.

Cristiano disse...

É impressão minha ou não vi o novo Conan nessa lista? hehehehehe

Já chegou a ver, Felipe? Se não viu, não precisa ir ver: já vi o filme e digo com todas as letras que é UMA MERDA!!! Tirando uma cena ou outra, de vez em quando me via fazendo um "facepalm" no cinema. Perdi uma hora e meia da minha vida...

Felipe M. Guerra disse...

CRISTIANO, estou tão atarefado com trabalho que não tenho mais conseguido ir ao cinema. Não vi Capitão América, não vi Lanterna Verde, não vi quase nada dos lançamentos, nem aqueles filmes elogiadíssimos, tipo o Drive. Agora, esse Conan aí eu já tinha decidido não ver. Tudo bem que eu gosto de porcaria, mas tem limite...

gélikom disse...

Agora que tal um "Mais opiniões resumidas para cinéfilos apressados" com bons filmes ruins rs

Victor Ramos (Jerome) disse...

Sharktopus, putz. hehehehe
Deve ser ruim pacas. Prefiro Sharkman, que ao menos é divertido, coisa que, ao que parece, esse Sharktopus não é.

Anônimo disse...

O Conan é muito ruim, mas eu considerei o Lanterna Verde o pior dessa nova safra. Não que eu esperasse desses filmes, mas são realmente decepcionantes

Oficial de Ciências disse...

Já que é utilidade pública:

Thor - se tivessem resumido o filme em mostrar o bonitão voando com o Mjölnir pelas paisagens de Asgard, teria sido até razoável! (para quem gosta de bonitões e de paisagens de efeitos especiais) O que acontece é que Asgard está bonita, a ponte do Arco-Iris ficou linda, o cenário ficou bacana, e isso é tudo que salva no filme! E já no início você tem a dica de outro de que algo não está no lugar certo, pois bem no meio da Mitologia Nórdica, no coração de Asgard, você vê um asiático e um negro! Então vem o efeito somático: o filme é na verdade sobre Thor ganhar alguma humildade, o que ele consegue em uma única noite bebendo cerveja com wiskey e conversando abobrinhas! Você é um Deus, de centenas de milhares de anos de arrogância, orgulho e vaidade acumulados e com uma noite de bebedeira você se torna o todo humilde do universo? A Natalie Portman está em uma atuação curiosa, e graças também ao roteiro você não sabe o que diabos ela é! Uma estudante inicial (de que curso?) que conseguiu (como? ) uma bolsa para equipamento de milhares de dólares? Uma estudante de mestrado? Uma pesquisadora (de que área?) Tudo bem que fica muito sub-entendido que ela seja uma astrofísica, mas ai você vê que tudo é supervisionado por um “Professor” e a outra pessoa do grupo é aluna de literatura (salvo engano) e tem um momento que se deixa claro que “aquilo tudo” é para se ganhar 8 créditos na faculdade? Ai voltamos para Asgard. Hopkings não convencem, Loki está muito bem, deveriam ter notado isso e dado mais espaço para ele. Thor não me convenceu, e ai tem o grupo de “amigos guerreiros” de Thor que são pintados com os “Super-Fodas-de-Asgard” mas que não fazem absolutamente, absolutamente, nada! Ai a gente volta para a cidade de dois mil habitantes no meio do nada onde um mundo de gente de preto aparece do nada com toneladas de equipamentos! Ai Thor que é um cara grande vai invadir sítio dos “homens de preto” para tentar pegar o Mjölnir cravado numa pedra (amaldiçoado por Odin) e por ele derrubar pateticamente uns cinco seguranças acham que ele é um mercenário treinado no Afeganistão? E claro, Thor só convence mesmo como bonitão...

Lanterna verde não é muito melhor! Aliás, uma coisa que notei nos dois filmes é um aparente excesso de close! Teve um momento que eu me peguei me perguntando: “este povo tem pernas?” pois eu só tinha visto até o peito dos personagens! Sério, é close o tempo todo! Bom, o Lanterna é ligeiramente menos pior que Thor, mas o ator não convence, aliás, nenhuma atuação convence. Tipo, é um filme de Super-Herói, então o que você quer é se empolgar com Herói (e com o vilão) e ver os dois destruindo o mundo tentando se matar certo? Pois é, esquece! Basicamente o Lanterna tem três cenas de ação: a que impede um helicóptero de cair, a que quase consegue fazer uma batalha interessante com um vilão secundário, e a ultima em que rapidamente empurra o Super-Vilão para o Sol e, pronto, acabou. Em nenhum momento do filme você empolga tipo: “o que este cara vai imaginar agora com o anel para fazer de bacana?” É daqueles filmes que vem e vão e você só consegue um bocejo com isso. O anel escolheu muito mal desta vez...

Conan eu também decidir não ver, muito decididamente.

Bruno disse...

Coitado de você cara, eu que gosto de filmes Trash, sei que são toscos, mas tem lá seu valor ( eu acho hehe), não pagaria pra ver esse Sharktopus aê !Ridiculo !

SILVIO CÉSAR disse...

A dica que eu dou, Felipe, é do filme de FC argentino "Fase 7". Muito legal! Fica só a dúvida no fim de porque brasileiro não consegue fazer cinema de gênero...

Anônimo disse...

Brasileiro não consegue fazer filme de gênero é algo que há tempos vem sendo questionado. Mas às vezes o público também é ranheta. Por exemplo, já escutei gente que antes de assistir "O Homem do Futuro" ficou falando mal e ainda por cima salientou que "viagem no tempo é coisa de filme norte-americano".

Algo semelhante ocorreu com o filme "Besouro". Alguns cidadãos viram o trailer desse filme repleto de lutas e acrobacias e antes de irem ao cinema ficaram reclamando que o cinema nacional se rendeu ao estilo "lutinhas Matrix".

Eu até concordo que "Homem do Futuro", "Besouro" e outros filmes nacionais que tentam fugir daquele eixo "nordeste e favela" tenham seus defeitos narrativos e tal. Mas conseguem ser menos enfadonhos que Transformers II, por exemplo.

Aliás, se o recente filme do Thor, que é achincalhado por uma horda de cinéfilos, fosse lançado nos anos 80 tal e qual como ele foi lançado. Atualmente ele estaria no "hall dos inesquecíveis filmezinhos de aventura da Sessão da Tarde".

Anônimo disse...

Chê, tu podia fazer uma resenha do filme 'They Live', do John Carpenter.
Assisti em VHS e lembro ter gostado bastante. Fica a 'sugesta'.

Abraço, Luciano

José disse...

Discordo da critica do Sharktopus, achei os efeitos acima da média e o final até que tem uns momentos de tensão hehe

Felipe, o que aconteceu com seus artigos do Boca do Inferno??? Estava procurando os da Hora do Pesadelo e Sexta 13 e SUMIRAM TODOS!!! Deletaram pra sempre?

Abraços

RickSaul disse...

Cara, eu tou tentando lembrar o nome de um filme, que eu vi uma vez de madrugada no SBT, naquele "Cinema Legendado" ou seja lá o nome do programa,

o filme contava a historia de um policial corrupto ou algo do genero, que conseguiu fazer dinheiro, e tinha uma amante tambem metida com negocios ilegais.

Só que ele é descoberto, e deixa o dinheiro com a familia, e manda que fujam, mas a amante mata a esposa dele.

Me lembro que então, tem uma cena do cara com a amante, e ela esta usando uma roupa toda sexy, e ainda pergunta: "Prefere com isso, ou sem?" o cara escolhe sem, e quando ela tira a roupa caem os braços,mostrando que ela era mutilada.

Era uma cena bem marcante, com os braços caindo sobre garrafas de whiky e estilhacando o vidro.

E o cara ainda pergunta com ar irônico "Posso mudar de opinião agora?"

Se você souber o nome desse filme, responde lá no meu blog bicho, ou comenta aqui nessa pagina mesmo, se for possivel.

Anônimo disse...

Sei não heim. O Sharktopus pode ser um lixo, mas esse "pavoroso" ficou muito Pablo Villaça heim. ahuhauha

Felipe M. Guerra disse...

ANÔNIMO, o que eu te fiz para você me xingar desse jeito? ;-)