quarta-feira, 5 de maio de 2010

CAPITÃO AMÉRICA (1990)


Como as coisas mudam...

Mais ou menos de 2000 para cá, "filme de super-herói" é sinônimo de produção caríssima, diretores consagrados e astros de primeira linha. Afinal, neste pequeno intervalo de tempo, ficamos todos mal-acostumados com blockbusters tipo "O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado" (orçamento de US$ 130 milhões), "Homem de Ferro" (US$ 140 milhões), "O Incrível Hulk" (US$ 150 milhões), "Batman - O Cavaleiros das Trevas" (US$ 185 milhões), "Superman - O Retorno" (US$ 209 milhões), "X-Men - O Confronto Final" (US$ 210 milhões) e o recordista "Homem-Aranha 3", com seu inacreditável orçamento de 258 milhões de verdinhas!

Claro que nem sempre foi assim. Por exemplo, se voltarmos 20 anos no tempo, entre o fim da década de 80 e começo de 90, quase todo filme de super-herói tinha produção paupérrima, além de ser voltado exclusivamente ao público infantil, sem grandes diretores, grandes astros e muito menos grandes orçamentos. Não por acaso, produtores barateiros como Roger Corman e a dupla Golan e Globus, da Cannon Films, eram os que costumavam se envolver com esse tipo de material.


Em tal universo, o famoso "Batman" feito por Tim Burton em 1989 foi uma exceção - uma superprodução com explosiva campanha de marketing e atores famosíssimos (Jack Nicholson, Kim Basinger e, vá lá, Michael Keaton). Mesmo assim, parece ter custado uma miséria em comparação às inflacionadas superproduções atuais: o orçamento do filme de Burton foi de "apenas" 35 milhões de dólares.

Este "Batman" de 89 foi uma exceção porque o fracasso financeiro de "Superman 4 - Em Busca da Paz" (1987) deixou os grandes estúdios receosos de investir nos filmes do gênero. É só comparar os números de algumas adaptações de heróis das HQs daquela época: "As Tartarugas Ninja", de 1990, custou 13,5 milhões de dólares; "O Justiceiro", de 1989, US$ 10 milhões; "Rocketeer", de 1991, US$ 9,6 milhões, e o famigerado "Quarteto Fantástico", produzido por Roger Corman em 1994 e nunca lançado comercialmente, custou a merreca de US$ 1,5 milhão de dólares!


E se hoje todo mundo espera entusiasmado pelo novo filme do Capitão América, que será dirigido por Joe Johnston para lançamento em 2011, certamente é pouca gente que lembra do CAPITÃO AMÉRICA de 1990, uma aventura indigente produzida a toque de caixa por Menahen Golan (ex-Cannon, então falida) e pelo próprio Stan Lee, o editor da Marvel (que, pelo jeito, vendia os direitos dos seus personagens pelo preço de um café de boteco de esquina naquela época).

Não sei quanto foi o orçamento de CAPITÃO AMÉRICA, mas, pelo que se vê na tela, o montante financeiro era irrisório, para não dizer inexistente. Percebe-se também que a coisa custou pouco quando você vê o nome de Albert Pyun, nos créditos iniciais, como diretor. Afinal, o sujeito é conhecido por comandar tranqueiras a custo zero, como "Dollman - 33 cm de Altura... e Atira", e considerado, por muitos, um dos piores cineastas de todos os tempos (com certa razão, mas tem gente bem pior por aí trabalhando com orçamentos gigantescos).


O incrível é que este CAPITÃO AMÉRICA dos pobres começa razoavelmente bem, embora cometa a heresia de recontar a origem do Capitão América e do seu arquiinimigo Caveira Vermelha (Red Skull, no original) com bastante liberdade poética em relação aos quadrinhos.

Se na HQ o Caveira Vermelha sempre foi um nazista, braço direito do próprio Hitler e com uma máscara em formato de caveira, no filme a ambientação passa da Alemanha para a Itália (!!!), e são os fascistas de Mussolini que raptam um menino superdotado para transformá-lo num super-criatura mutante, graças ao soro inventado por uma renomada cientista, a dra. Maria Vaselli (Carla Cassola).

Os italianos já haviam feito testes em ratos antes, e deram origem a um monstrengo em stop-motion muito parecido com o macaco-rato da Sumatra visto em "Fome Animal", de Peter Jackson, como vocês podem conferir na foto abaixo:


Ao ver uma pobre criança inocente sendo brutalizada pelo seu próprio trabalho, a dra. Vaselli resolve fugir e buscar refúgio nos Estados Unidos, onde aperfeiçoa o seu soro e dirige a chamada "Operação Renascimento", que pretende criar supersoldados norte-americanos para vencer o trio Itália-Alemanha-Japão no auge da Segunda Guerra Mundial .

O exército ianque procura por uma cobaia para o projeto, e quem se voluntaria é um soldado franzino e com problemas nas pernas chamado Steve Rogers (Matt Salinger). A experiência não lhe dá superpoderes, mas aumenta sua força, resistência e habilidades físicas (embora o "herói" tenha poucas chances de mostrar isso em aventura tão bisonha). E Rogers devia ser o primeiro de um exército de supersoldados, mas a dra. Vaselli é morta por um espião nazista infiltrado no grupo antes que tenha tempo de deixar a fórmula do seu super-soro anotada (agüenta...).


(Pausa necessária: nas velhas HQs do Capitão, a origem do herói azulão e do Caveira Vermelha não estão relacionadas, como no filme. O cientista que transforma Steve Rogers em supersoldado é homem e não fugiu da Itália, mas seu destino é semelhante ao da pobre Vaselli, sendo morto por um espião nazista logo depois do teste da fórmula no futuro super-herói.)

Diz um velho ditado gaúcho: "Só tem tu, vai tu mesmo!". E assim o Capitão América ganha um uniforme berrante desenhado pela falecida dra. Vaselli (nas HQs, era o próprio Steve quem fazia a roupa) e parte para sua primeira missão: deter um míssil que o Caveira Vermelha pretende disparar contra a Casa Branca.


Uma luta violenta acontece entre herói, vilão e as forças inimigas (nazistas e fascistas), mas o Caveira consegue amarrar o Capitão América no míssil e dispará-lo com destino a Washington (não sem antes perder uma das mãos, decepada pelo herói!). Porém o azulão é foda, e consegue desviar a trajetória do míssil apenas com os pés (!!!), aterrissando no gelo em algum lugar da Antártida.

Parece até que estou contando o filme inteiro, mas esses são apenas os 20 MINUTOS INICIAIS. E, mesmo com todos os seus defeitos, e a pobreza visível nas cenas de ação, este prólogo na Segunda Guerra é disparado a melhor coisa da película.


Bem, como acontecia nas HQs, o Capitão fica congelado até os dias atuais, quando é encontrado no gelo e "volta à vida". Primeiro ele precisa reaprender tudo o que aconteceu no país de 1943 até 1990 (o ano em que foi lançado o filme). Depois, resolve enfrentar novamente seu arquiinimigo Caveira Vermelha, que estaria por trás de todos os grandes crimes políticos das últimas décadas - dos assassinatos de John e Robert Kennedy ao do ativista Martin Luther King!

Há uma criativa colagem de capas de jornais trazendo manchetes famosas, representando a passagem do tempo (dos anos 50 até os anos 90), e a trilha sonora também vai mudando de estilo musical conforme as décadas passam.


Porém, depois disso, CAPITÃO AMÉRICA só piora. Descobrimos que o Caveira Vermelha deixou o nazismo de lado e virou chefão da Máfia italiana (!!!), sem que nunca se explique o segredo de sua longevidade - o Capitão ficou congelado, mas o Caveira não, e ele deveria ter já uns 80 anos de idade no começo da década de 90!

Pior: a maquiagem do vilão era muito legal naqueles 20 minutos iniciais, quando ele tinha um rostinho de "mutante from hell". Mas quando o reencon (!!!) e recuperou as feições humanas, tornando-se simplesmente... um vilão mafioso sem graça (interpretado por Scott Paulin, de "A Marca da Pantera")!


Mas a pior coisa é você constatar que o filme deveria se chamar STEVE ROGERS, e não CAPITÃO AMÉRICA, já que o herói aparece com seu famoso uniforme durante menos de 20 minutos (no início e na cena final), e nos outros 77 circula pelo cenário simplesmente em identidade civil.

Aliás, durante uns bons 45 minutos o herói não faz absolutamente nada além de zanzar para lá e para cá atrás do Caveira Vermelha, transformando o que deveria ser uma divertida aventura num filme bem pobre e maçante.


(Agora, justiça seja feita: o uniforme do Capitão América e tão pobre e ridículo, com aquelas asinhas do lado da cabeça, que o espectador até perdoa o fato da roupitcha aparecer tão pouco no filme. É como eu sempre digo: certas coisas a gente engole facilmente nos quadrinhos, mas no cinema a história é outra, e não adianta tentar transformar o Batman em James Bond...)

Eu sempre defendi atores desconhecidos para interpretar super-heróis. Afinal, que graça tem ver Ben Affleck como Demolidor, Edward Norton como Hulk e Nicolas Cage como Motoqueiro Fantasma? (Se bem que o Robert Downey Jr. ficou MUITO BOM como Homem de Ferro)?

Ainda assim, ninguém merece um zé-ninguém como Matt Salinger, figurante em filmes como "A Vingança dos Nerds" (!!!), no papel de grande herói norte-americano de todos os tempos. O sujeito até tem um queixo proeminente para fazer bonito nas (poucas) cenas em que veste a fantasia carnavalesca de Capitão América. Mas quando está de cara limpa, como Steve Rogers, é uma nulidade, sem qualquer sinal de carisma, simpatia ou a "presença" que um herói desses exige.


Não sei se a culpa é do diretor Pyun ou do roteirista Stephen Tolkin, mas CAPITÃO AMÉRICA nega fogo em todos os sentidos, com uma trama desinteressante em que pouco ou nada acontece, envolvendo o seqüestro do presidente dos Estados Unidos (Ronny Cox!) pelo Caveira Vermelha. As cenas de ação são tão escassas que herói e vilão praticamente nem lutam: na maior parte do tempo, é a filha do Caveira (!!!) quem sai atrás de Steve Rogers!

Nos quadrinhos, o Capitão América não tem nenhum poder sobrenatural, mas é um lutador praticamente imbatível. No filme, por outro lado, não há uma única cena de ação que preste para demonstrar as super-habilidades do herói: ele simplesmente distribui uns soquinhos aqui e ali, joga seu escudo de plástico para explodir casamatas e caminhões, e era isso.


A bem da verdade, o pobre Capitão passa o filme inteiro tomando tiros e apanhando, e chega a fugir de bicicleta (!!!) de uma meia dúzia de capangas! Poderiam até adaptar aquela clássico musiquinha do Homem-Aranha, do "nunca bate e só apanha", colocando o Capitão América do Pyun no lugar!

O resultado de toda essa fuzarca é uma aventura barata e fraquíssima, que nunca sustenta aquele tom divertido dos 20 minutos iniciais, e acaba num desinteressante confronto num castelo italiano.

Para completar, o elenco traz várias outras caras conhecidas do segundo escalão, de Michael Nouri ("O Escondido") a Ned Beatty ("Superman") e Darren McGavin (do seriado "Kolchak"), mas sem maiores resultados.

É uma obra que, hoje, só vale mesmo pelo fator trash e pela curiosidade de ver um herói da Marvel tão maltratado, ainda mais para quem já se acostumou com estas adaptações multimilionárias dos heróis dos quadrinhos feitas atualmente. (Até "3 Dev Adam", aquela hilária aventura turca que mostra o Capitão América e El Santo contra um Homem-Aranha malvado, é mais divertido!)


Entre outras diferenças cruciais entre o filme e as HQs, vale destacar que na Segunda Guerra Mundial o Capitão América tinha um parceiro-mirim chamado Bucky, que o acompanhava em suas missões, e foi teoricamente morto por um vilão chamado Barão Zemo ("teoricamente" porque, no Universo Marvel, ninguém fica morto por muito tempo).

Foi por causa de Zemo, também, que o herói acabou congelado - o Caveira Vermelha não teve nada a ver com a história. Pelo menos a ausência de Bucky foi uma alteração interessante na adaptação, pois o filme já é bastante infantilóide sem parceiro-mirim, imagina só se houvesse um!

De todo jeito, tudo indica que em 2011 teremos o prometido novo filme do Capitão América, dessa vez decente, com todo o orçamento que faltou nessa adaptação feita pelo Pyun. Eu adoraria que o filme desse início a uma série (ainda que o Capitão não seja dos meus heróis preferidos), e que a primeira aventura se passasse inteiramente na Segunda Guerra Mundial, terminando com o Capitão América congelado e deixando as portas escancaradas para uma seqüência. Pena que os boatos dão conta de que o herói será interpretado pelo intragável Chris Evans, o Tocha Humana do "Quarteto Fantástico". Putz, até o Matt Salinger antes que esse mala...


Como curiosidade final (nossa, essa resenha ficou longa, não?), o IMDB informa que três outros atores foram considerados para o papel do Capitão antes de a produção contratar Matt "Meu cachê é salário mínimo" Salinger: Dolph Lundgren, Val Kilmer e, pasmem, Arnold Schwarzenegger!

O engraçado é que todos eles escaparam da roupitcha colante do América, mas pagaram mico em outros filmes de super-heróis: Lundgren foi o mais pobre dos Justiceiros (no filme de 1989, que nem o uniforme com a caveira branca tinha!); Kilmer interpretou um dos Batmans carnavalescos do Joel Schumacher (em "Batman Eternamente"), e Schwarzenegger pagou mico total como Sr. Frio na bomba "Batman & Robin", também dirigida por Schumacher.

E você sabia, caro leitor, que por pouco, muito pouco, Albert Pyun e a Cannon Films não nos brindaram com outra pérola baratérrima no nível de CAPITÃO AMÉRICA, mas desta vez estrelada pelo Homem-Aranha? Pois é, a coisa chegou à pré-produção, mas felizmente não passou disso. Assunto para outro post, aguardem!

Trailer de CAPITÃO AMÉRICA



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Capitão América (Captain America, 1990, EUA)

Direção: Albert Pyun
Elenco: Matt Salinger, Ronny Cox, Ned
Beatty, Darren McGavin, Michael Nouri,
Scott Paulin e Kim Gillingham.

26 comentários:

João do caminhão disse...

É engraçado como desvirtuaram completamente a estória do Capitão.
Embora a grande maioria considere Pyun um dos piores cineastas, volta e meia ele consegue realizar coisas interessantes com um orçamento mínimo. Mas acho mesmo que a praia dele são os filmes pós-apocalípticos.

Infelizmente o mala do Chris Evans já tá confirmado como Capitão, é esperar para ver mesmo...
Mas é legal ver o rumo que os filmes da Marvel estão tomando, interligando tudo em um universo só. Pena que o Aranha vai ficar de fora por causa dos direitos vendidos para a Sony....

Ronald Perrone disse...

Eu como defensor assumido do Sr. Pyun acho esse Capitão América até divertido e engraçado, hehe. O Pyun diz que a culpa do filme ter fracassado nem foi o baixo orçamento. Foi o fato de simplesmente não haver um!!! Ele dise também que quando leu roteiro e começou a filmar, os direitos do Capitão América pertencentes ao Menahen Golan já estava prestes a expirar e deveriam filmar em tempo recorde!!! E tem o caso da roupa, ainda por cima, que ele achava ridícula, epor isso foi tão pouco usada... tudo isso e muito mais vocês poderão ler na entrevista que eu e o Osvaldo Neto fizemos com o homem e será publicada em breve.

Tiago - Sumaré/SP disse...

Bom, eu já não curto o CA mas esse filme é triste. HAHAHAHAHAHA. O novo filme vai ser uma propaganda sensacionalista dos EUA, espero que nos vingadores não caiam na besteira de colocar o CA como líder.

E Felipe, vc já viu um clássico da blaxploitation DOLEMITE? Esse é a essência de um bom filme para doidos, se encaixa como uma luva no blog...

Leonardo Cruz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mila Corr disse...

Nossa eu não gosto muito de super heróis não, mas parei pra ler teu post. Eu ri muito, deu até vontade de ver essa pérola.Eu não sei de nada do capitão américa, que menina sem cultura hauuhahuahua. A resenha ficou ótima.
Bjus Guerra

Gélikom disse...

Guerra, tão trash quanto esse, mas na minha opinião, mais divertidos, são as duas produções feitas para a TV, no final da década de 70. Eles viviam passando no SBT, tá lembrado?

Thomas Alex disse...

Pior que esse filme do Capitão América, só aqueles dois feitos no final da década de 70 estrelador por Reb Brown, outros filmes e seriados de super - heróis também foram mal feitos, como os seriados Homem - Aranha e Íncrivel Hulk ambos de 1977.Gostei de você ter citado o Justiceiro de 1989, alias esse na minha opinião é o melhr filme feito sobre o herói, pq ele não passa o filme inteiro enchendo a cara de uísque como no filme do Tom Jane ou se lamentando no túmulo da sua esposa e filhos como no último.

Felipe M. Guerra disse...

Dos filmes do Justiceiro, eu confesso que gostei mais do último, por pior que ele seja. Na verdade, o único intragável é mesmo o do Thomas Jane. Esse do Lundgren até tem seus momentos (como o massacre dos samurais pegos de surpresa), mas é fogo ver um herói tão descaracterizado que tem que dividir o papel principal com o policial interpretado por Louis Gossett Jr. - que era figurinha carimbada nos filmes dos anos 80-90, mas está sumido há quase uma décsada!

Thomas Alex disse...

Pior que é, mas por mais descaracterizado que seja eu até que consigo deste filme entende, mais pelas cenas de ação e daquele informante beberrão metido a ator Shakespeareano que ele arranjou como parceiro.O último também teve seus bons momentos, como o bandidão metro - sexual que por um acidente causado pelo Justiceiro fica feio que é o cão chupando manga e seu irmão psicótico que arrancou um rim de um sujeito com a propria boca e pelas cenas de ação.

Matheus Ferraz disse...

Matt "Meu cachê é salário mínimo" Salinger, também conhecido como Matt "Meu pai escreveu O Apanhador no Campo de Centeio e me deserdou para sempre depois deste filme" Salinger.

Felipe M. Guerra disse...

O pobre Matt deve lamentar até hoje o fato de talento não ser hereditário. Se bem que o papai dele escreveu um livro que virou cult e depois não fez mais nada com medo do fracasso. Se aposentou por cima, mas com um trabalho só. Assim é fácil...

Leandro Caraça disse...

>O novo filme vai ser uma propaganda sensacionalista dos EUA, espero que nos vingadores não caiam na besteira de colocar o CA como líder.

Cap tem que ser o líder da equipe e ponto final. Pro inferno com aqueles mutantes lazarentos, o Capitão Bandeira sempre foi um dos meus heróis favoritos.

Concordo que os primeiros 20 minutos são bem divertidos.

http://buchinsky.wordpress.com/2010/05/07/the-first-avenger/

Matheus Ferraz disse...

Arnold Supercalifragilisticexpialidocious como Capitão América, para mim, faria tanto sentido quanto John Wayne interpretando Klaus Barbie, se você entende o que eu quero dizer...

vitor disse...

Felipe,existe um filme do flash no mesmo patamar desse do capitão américa do pyun.vc já viu?

edmetal666 disse...

o filme do flash é o piloto da serie de tv , é uma produção muito boa pra epoca e sendo pra tv. tem o estilo dos anos 90, como penteados e fotografia meio berrante, mas o uniforme mé bacana, bons efeitos e boas tramas

Colombio-Tanque-Anfibio disse...

[] []


Mais uma produção uruguaia que promete deixar muitas "Últimas Casas com Zeros à Esquerda" nos escombros. "A Casa Muda":

Filme de terror uruguaio rodado em 4 dias com US$ 6 mil vai a Cannes

Uma câmera fotográfica digital emprestada, US$ 6 mil e quatro dias de rodagem. Foi o suficiente
para o uruguaio Gustavo Hernández filmar "La Casa Muda", um filme experimental de terror
escolhido para participar do Festival de Cannes. A história é inspirada em um fato real da década de 1940,
quando dois corpos foram encontrados mutilados em uma casa de campo no Uruguai.
"La Casa Muda" foca nos últimos setenta e quatro minutos das vítimas dos assassinatos.
Enquanto rodava "La Casa Muda", com uma equipe de não mais de 15 pessoas, Hernández se conformava
em "fantasiar" com a estreia de seu filme em algum cinema do Uruguai.
Seu sonho foi ainda mais longe. "La Casa Muda" vai participar da Quinzena dos Produtores do
Festival de Cannes. Em entrevista a Agência E. F. E., Hernandes contou que com o orçamento
apertado, ele pensou em um longa-metragem que precisasse de pouca gente, recursos e que pudesse
ser filmado em pouco tempo. O gênero de terror não era a primeira opção, mas uma solução para os
problemas econômicos. Oferecer medo real, em tempo real.
Sem enganações, vários planos e contra-planos, o filme foi rodado em uma só tomada.
"La Casa Muda" chegou a sessão mais experimental de Cannes quando um jurado do festival viu o
trailer pela internet, e escreveu um e-mail sugerindo apresentá-lo.
Hernandes garante que os espectadores não vão se decepcionar. Tudo no filme acontece para alcançar
dois objetivos básicos: divertir e assustar!

Muy pronto: http://lacasamuda.com


[] []

Colombio-Tanque-Anfibio disse...

[ < o > ] [ < o > ]


Repetindo, e corrigindo:
http://www.lacasamuda.com/

E o escudo frisbee desse Capitão Amerda com sérias restrições orçamentárias além de leve e à prova de balas, era cortante!?
O inestimável vibranium (que não foi mencionado no filme, mas mesmo assim...), é o metal do futuro!


[ < o > ] [ < o > ]

João disse...

Ainda nem cheguei ao final do arigo, mas tenho que dizer - antes matta Sallinger q o Chris evans. disse tudo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sombra disse...

cara este filme é muito podre, melhor ficar com a versão turca, rsrs, se não bastasse o caveira vermelha ser italiano ainda colocaram o Petkovit (acho que é assim que escreve) do Flamengo pra ser o capitão, ou só eu que ganhei esta lança??

lisangelo disse...

As cenas de acao deste filme sao lamentaveis. Logo apos o descongelamento e chegar aos dias de hoje, o Capitao esta perdido no meio do mato e tem que fugir de duas moçoilas. É brabo.

Rafael Medeiros Vieira disse...

Incrível constatar que no final Chris Evans acabou tornando o Capitão América no melhor papel de sua carreira...até eu não esperava muito deste mala que acabou surpreendendo...infelizmente seu papel foi bem nulo em Os Vingadores, mas aí é difícil competir com Robert Downey Jr e um inspirado e cômico Hulk em cena.

Anônimo disse...

Não é o ramo de filmes de heróis que ficou mais caro, todos os filmes também encareceram, um filme de ação médio dos anos 80 custava 20-30 milhões de dolares.

Quem elevou o custo de filmes de herois também foi os filmes do batman:

Batman 89 = 35-85 milhões dolares(só o jack nicolson levou 50 milhões de dolares da bilheteria,o que eleva o custo do filme para quase 100 milhões)
Batman returns 92 = 90 milhões
Batman forever 95 = 120 milhões
Batman e robin 97 = 135-140 milhões

Esses filmes do batman são produções mais caras que os X men dos anos 200 e o homen aranha do sam raime.

Anônimo disse...

Na Boa Ainda é assistível este capitão america de 1990 e os outros dois anteriores agora esses recentes sem comentários agora pergunto eu a vocês sera que fortunas gastas em filmes de super herói e sinonimo de filme bom? vocês deveriam mudar seus conceitos pois uma exceção foi Batman begins o resto é caça níquel isso falando atualmente

Anônimo disse...

É e por incrível que pareça o Chris Evans se mostrou um excelente Capitão,bem melhor que o Salinger.
E ele também não é retratado como um mané patriota(o seu segundo filme solo mostrou bem isso.)

eduardo disse...

Para minha surpresa esse filme passou no canal Paramount nesse final de semana, e eu assisti.Além desse já vi também desejo de matar-operaçao crackdowm e guerreiro americano e suas continuações. Espero que esse canal continue assim.

Leonardo Peixoto disse...

Você deve ter ficado feliz pelo filme do Capitão América em 2011 ter ficado do jeito que queria , não é Felipe M Guerra !
Sobre o Capitão de 1990 , assisti o filme no FX e foi bem divertido :)