segunda-feira, 12 de abril de 2010

O POVO CONTRA GEORGE LUCAS (2010)



Onde você estava em junho de 1999? Pois eu, como boa parte da humanidade, estava numa sala de cinema a 45 km da minha cidade para ver o aguardado e tão sonhado "Star Wars Episódio 1 - A Ameaça Fantasma". E, como boa parte da humanidade, saí do cinema frustrado, tentando achar fatores que redimissem aquela experiência insatisfatória ("Pelo menos o duplo duelo final com o Darth Maul foi ótimo!"), mas acabando por concluir que aquele não era bem o filme que eu esperava 16 anos depois de "O Retorno de Jedi". Também como boa parte da humanidade...

É sobre isso o interessante documentário O POVO CONTRA GEORGE LUCAS, dirigido pelo norte-americano Alexandre O. Philippe e lançado este ano: o dúbio sentimento de amor e ódio dos fãs de "Star Wars" pelo seu criador, George Lucas. Embora tenha alguns problemas evidentes (é muito longo e arrastado, além de repetitivo e inconclusivo), o filme traz algumas discussões bastante pertinentes sobre o universo criado (e, para muitos, também destruído) por Lucas.

Uma das questões que permeia o documentário é justamente a insatisfação dos antigos fãs da série com os três novos filmes ("A Ameaça Fantasma", de 1999; "O Ataque dos Clones", de 2002, e "A Vingança dos Sith", de 2005).


Eu nunca me considerei um viciado em "Star Wars", pelo menos não como algumas pessoas que eu conheço (que assistiram os fraquíssimos novos filmes da série até nove vezes na semana de lançamento), e muito menos como os malucos entrevistados em O POVO CONTRA GEORGE LUCAS, que dedicam suas vidas, seu tempo e seu dinheiro à série. Muita fã histérica da saga "Crepúsculo" passa vergonha perto do nível de loucura de alguns viciados em "Star Wars" mostrados no documentário.

Enfim, mesmo não sendo um viciado, sempre gostei muito da chamada "trilogia original". Não tive a sorte de ver os filmes no cinema (apenas quando foram relançados, no fim dos anos 90, com novas cenas e efeitos de computador), mas lembro que vi o original de 1977 pela primeira vez na TV Manchete, na década de 80. Na época, o filme se chamava simplesmente "Guerra nas Estrelas" - e não "Star Wars Episódio 4 - Uma Nova Esperança", como hoje. Aliás, sempre achei esquisito aquele "Episódio 4" no que para mim era o primeiro filme da série, mas faz parte da infância.


A verdade é que não tem como não gostar de "Guerra nas Estrelas" quando você é criança. Os efeitos especiais (bons até hoje), os personagens carismáticos, os vilões antológicos, os nomes esquisitos, as lutas de sabre de luz...

Nada do que Lucas mostrou era exatamente novo (afinal, não passa da velha história do cavaleiro indo salvar a princesa em perigo), mas a coisa era tão bem feita que você se apaixonava por aquilo. E depois veio "O Império Contra-Ataca" para confirmar que estávamos diante de algo muito interessante ("O Retorno de Jedi" já é mais fraquinho e infantil, mas está valendo).

Nestes 16 anos de silêncio entre o final da trilogia clássica e o início da nova trilogia (com o "Episódio 1"), muitos transformaram "Star Wars" em uma religião. Enquanto Lucas curtia umas férias como produtor em outros filmes de outros diretores, os próprios fãs trataram de expandir a mitologia da série, em quase duas décadas de "fan films", sátiras dos originais, "fan fiction" e livros especulando sobre o início e o final da saga.


Isso sem contar os produtos "oficiais" licenciados pelo próprio George Lucas, como brinquedos, jogos de videogame, roupas, revistas em quadrinhos e todo tipo de bugiganga com a marca (até cuecas e pijamas!).

Os problemas começam nos anos 90, conforme enfocado em O POVO CONTRA GEORGE LUCAS. Primeiro, George Lucas endoidou e resolveu mexer nos filmes que milhões de fanáticos aprenderam a amar apaixonadamente desde seu lançamento. A "maquiagem digital" na trilogia clássica não foi apenas para modernizar os efeitos, mas também para adicionar/modificar/excluir cenas, o que revoltou muitos fãs.

Pior: Lucas esnobemente declarou que aqueles velhos filmes idolatrados por pelo menos duas gerações estavam incompletos, e que a "sua visão original" estava nestas versões "melhoradas" digitalmente - em outras palavras, "Esqueçam os antigos, o que vale são estes novos!".


A primeira parte do documentário lança esta interessante discussão: afinal, qual é o limite da "posse" de um criador pela sua criatura? Ao realizar essas mudanças de certa forma discutíveis na sua própria obra, George Lucas estaria exercendo seu direito de realizador que quer melhorar seu trabalho ou "traindo" os fãs que gostavam dos filmes como eles eram antes?

A refletir: Ridley Scott já mexeu umas 500 vezes em "Blade Runner" (inclusive mudando todo o sentido original do filme na director's cut), mas os fãs da obra nunca reclamaram tanto quanto os fãs de "Star Wars". Por outro lado, um fanático por "Star Wars" entrevistado no documentário alega que se DaVinci viajasse no tempo para os dias atuais e quisesse mudar o sorriso da Monalisa, o mundo inteiro iria criticar a atitude do artista.

Uma das alterações mais polêmicas feitas pelo diretor, e que ganha bastante espaço no documentário de Philippe, é a clássica boiolagem do "Greedo atirou primeiro". Lucas achou que o fato de Han Solo atirar a sangue-frio em um caçador de recompensas em "Guerra nas Estrelas" desmerecia a "nobreza" do personagem.


Inventou, então, um primeiro tiro digital efetuado por Greedo, ao qual Han Solo reage, numa cena completamente estúpida - primeiro porque estraga a idéia de Han Solo ser um anti-herói das antigas, e segundo porque ninguém erraria um tiro a meio metro da vítima, como acontece nesta cena modificada!

(E como um fã comenta em O POVO CONTRA GEORGE LUCAS, o pai de "Star Wars" preocupou-se tanto em mudar o tiroteio entre Han Solo e Greedo, para supostamente transformar o personagem de Harrison Ford num sujeito mais legal, que se esqueceu de cortar a cena em que descobrimos que Han Solo é um traficante espacial de drogas e armas!)

(A propósito, até George Lucas deve ter se arrependido dessa história toda, pois, nos bastidores das filmagens de "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", foi fotografado com uma camiseta que diz "Han atirou primeiro"!!!)


Enfim, esta questão do "limite de posse" de uma obra é uma pergunta interessante que acaba ficando meio sem resposta no documentário, mas todos os fãs entrevistados por Philippe são unânimes em afirmar que George Lucas NÃO deveria ter mexido na trilogia clássica para fazer o que fez, muito menos recusar-se a relançar as obras no seu formato original.

Eu mesmo nunca comprei esses DVDs com a "nova versão" do diretor, e nem os discos da nova trilogia, que considero muito fraca. O único box de "Star Wars" que tenho é aquela lata que traz a trilogia clássica supostamente sem novos efeitos e novas cenas, embora alguns fãs argumentem que mesmo nesta versão há algumas diferenças em comparação aos filmes originalmente lançados no cinema e em VHS décadas atrás (felizmente, também tenho as velhas fitas de "Guerra nas Estrelas" e "O Império Contra-Ataca" na coleção!).

Na segunda parte de O POVO CONTRA GEORGE LUCAS, a discussão entra numa seara ainda mais polêmica: o inconformismo dos fãs antigos com a nova trilogia dirigida por Lucas. A maioria é unânime em reafirmar seu ódio pelos filmes e suas invencionices, como o irritante Jar Jar Binks e os "Midi-chlorians" que os Jedi têm no sangue (argh!).


Praticamente todas as pessoas entrevistadas discutem sua frustração com a forma como George Lucas conduziu uma trama que daria origem aos personagens imortais da trilogia clássica. "Nós ficamos 16 anos pedindo um novo 'Star Wars', mas esquecemos de pedir que fosse um bom 'Star Wars'", resume um fã.

Uma das justificativas mais comuns para a baixa qualidade da nova trilogia é o fato de George Lucas desta vez ter abraçado tudo sozinho, enquanto na trilogia antiga estava cercado por uma equipe de pessoas criativas que ajudaram-no a criar os filmes (Lucas dirigiu apenas o "Guerra nas Estrelas" de 1977, mas os dois seguintes foram conduzidos por outros cineastas, e com uma mãozinha de Lawrence Kasdan nos roteiros).


Esta é a talvez a parte mais interessante do documentário, quando são analisadas as "fan editions" produzidas por fãs de "Star Wars" para tentar dar um "formato mais agradável" aos dispensáveis novos filmes.

Entre elas, a já famosa "Phanton Edition" (que resumiu o "Episódio 1" para 70 minutos e eliminou bobagens como o personagem de Jar Jar Binks), e uma versão condensada que um fã fez resumindo os três filmes da nova trilogia em um único longa de 90 minutos, mas em preto-e-branco! Vários entrevistados argumentam que estas versões são muito melhores que as originais!

O POVO CONTRA GEORGE LUCAS também analisa a absurda quantidade de "fan films" produzidos a partir do universo de "Star Wars" (que demonstram claramente como os fãs acabaram tomando o controle sobre a obra). São mostradas várias cenas destes trabalhos, para dar uma idéia da riqueza criativa dos seus realizadores.


Alguns "fan films" são famosos e estão disponíveis no YouTube, como "Troops", que, copiando o formato do seriado de TV "Cops", apresenta o dia-a-dia dos Storm Troopers de Darth Vader. Outro muito interessante é "George Lucas in Love", sátira de "Shakespeare Apaixonado", mostrando um jovem Lucas tendo a idéia de fazer "Star Wars" a partir de seus colegas de faculdade. Os diretores destes dois curtas, Kevin Rubio e Joe Nussbaum, inclusive são entrevistados no documentário.

Há uma infinidade de material na rede. Procure por "Star Wars fan film" no YouTube que aparecerão mais de 5.000 vídeos, alguns apenas brincadeiras feitas por garotos que aprenderam a mexer no programa que cria os "sabres de luz", mas outros muito interessantes, como "Forcery" (outro que tem cenas exibidas no documentário). Este curta é uma sátira de "Louca Obsessão", e mostra George Lucas sofrendo um acidente de carro logo após escrever o roteiro do "Episódio 3", e sendo resgatado e aprisionado por uma fã psicótica de "Star Wars", que obriga o diretor a reescrever o roteiro!

Outros vídeos mostrados no documentário trazem brincadeiras com os personagens de "Star Wars" em forma de desenho animado, Lego, bonequinhos, garrafas e até ovos (!!!) em stop-motion.


Infelizmente, O POVO CONTRA GEORGE LUCAS termina sem chegar a nenhuma conclusão - ou veredicto, já que se propunha julgamento. George Lucas é culpado de ter estragado a trilogia original ou estava no direito de mexer nos filmes que ELE escreveu e dirigiu? É culpado de ter frustrado os fãs com uma nova trilogia cheia de bobagens, ou os fãs é que levaram aqueles três filmes antigos a sério demais, e não conseguem se divertir com os novos?

São questões que permanecem no ar para serem discutidas pelos nerds em fóruns de "Star Wars" na internet, pois talvez cada espectador, fã da série ou não, deva chegar ao seu próprio veredicto. Eu, que me incluo naquela categoria de fãs que prefere pensar que a nova trilogia nunca existiu ou aconteceu, até prometo dar uma chance aos Episódios 1 a 3 daqui uma década, para ver se a minha impressão sobre eles melhora.

E mesmo cheio de defeitos, O POVO CONTRA GEORGE LUCAS vale exatamente como documento e registro dessa louca febre, paixão ou obsessão, como preferirem, pelo universo criado por George Lucas em 1977. Quem diria que aquele "Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante..." iria dar origem a um culto tão grande?


Termino citando um quadro clássico do programa humorístico "Saturday Night Live", em que William Shatner, o próprio, participa de uma convenção de fanáticos por "Star Trek" e xinga aqueles sujeitos: "People, please, get a life!".

É impossível não lembrar disso ao ver, no documentário, diversos adultos e pais de família acampados em frente aos cinemas na época do lançamento do "Episódio 1", ou vestindo-se como seus personagens preferidos. É apresentado até o caso de uma mulher cujo casamento acabou por causa da sua obsessão por colecionar bonequinhos de "Star Wars"!

Bem que próprio George Lucas podia aparecer no final de O POVO CONTRA GEORGE LUCAS e dizer exatamente isso, direto para a câmera: "People, please, get a life!".


Trailer de O POVO CONTRA GEORGE LUCAS



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O Povo Contra George Lucas
(The People Vs. George Lucas, 2010, EUA)

Direção: Alexandre O. Philippe
Entrevistas com: Kevin Rubio, Joe Nussbaum,
Brandon Kleyla, Matt Cohen, Frankie Frain e
George Lucas (cenas de arquivo).

23 comentários:

Allan Veríssimo disse...

Eu adoro os três antigos Star Wars. Já os novos podem até divertir, mas são esqueciveis. Estou tentando entender o que o PV tinha na cabeça quando deu 5 estrelas para a Vingança dos Sith.

E para mim, não acho que um diretor deve mexer na sua obra depois de lançada, pois ela agora pertence ao público.

>O Retorno de Jedi" já é mais fraquinho e infantil, mas está valendo

Não entendo porque o pessoal não gosta muito de Retorno de Jedi. Sim, os Ewoks são tão irritantes como Jar Jar Binks, mas para mim, encerra satisfotariamente a trilogia e tem ótimas cenas de ação. Para mim, é tão divertido quanto os outros dois.

>Ridley Scott já mexeu umas 500 vezes em "Blade Runner" (inclusive mudando todo o sentido original do filme na director's cut)

Só vi a director cut até o momento. Não sabia que a versão origina tnha um sentido diferente. Se importaria em dizer o que é?

>e os "Midi-chlorians" que os Jedi têm no sangue (argh!).

Tirou todo o misticismo da Força.

Felipe M. Guerra disse...

> Se importaria em dizer o que é?

Claro que me importaria! Final de filme não se conta!

Vagno Fernandes disse...

Ahá, finalmente alguém que assistiu o primeiro Star Wars na Manchete, e ainda lembro do Marcos Hummel anunciando o filme no final do Jornal, ahahaha. Aliás assisti essa série totalmente fora de ordem, e no SBT passava uma espécie de Making Of do Império Contra Ataca, lembram disso?

Agora voltando a essa polêmica dos filmes, me perdoem os fãs da nova série e filmes remexidos, ficou tudo uma porcaria, pra mim foi um grande erro (para o Lucas não, claro). Ainda bem que pelo menos saiu os DVDs dos filmes originais sem retoques, graças a eles pude esquecer todo o resto que foi feito.

Mas mesmo com essa pisada o cara ainda é o maior. Criar Star Wars e American Grafitti (sua obra- prima), não é pra qualquer um não.

Recurso Zero Produções disse...

Ótimo post!
Ainda não vi o documentário, mas concordo com alguns dos seus pontos de vista!

Eu sou fã de Star War, fui ver os filmes novos no cinema (só uma vez cada hehe), o Episódio I realmente é terrível, o II é uma bagunça e o III tem algumas coisas interessantes!

Eu preferiria mil vezes que tivesse sido mantido a
trilogia clássica, sem esses filmes posteriores, mas acredito que o bom e velho Lucas estava precisando aumentar as instalações de seu sítio e sucumbiu ao Lado Negro da força!!!

Não acho que não deveriam ser feitos mais filmes, desenhos ou qualquer outra coisa sobre Star Wars, visto que existem excelentes jogos, livros etc, mas que siga o padrão de qualidade dos primeiros filmes, o que não aconteceu com esta nova trilogia, infelizmente!!!!

Abraço

Joel Caetano

Vagno Fernandes disse...

Inclusive a editora Americana Dark Horse (especialista em adaptações de filmes para os quadrinhos) fez uma ótima continuação direta do RETORNO DE JEDI onde é o Luke que se entrega ao Lado Negro da Força, estão presentes ainda a maioria dos personagens dos filmes anteriores, gostaria que o George Lucas tivesse optado por esse mesmo caminho.

Tiago - Sumaré/SP disse...

Os filmes antigos são legais, principalmente Império Contra-Ataca que é o ponto alto da série.
A trilogia nova é ridícula, o 1 incluiu um dos personagens mais ridículos da história. O 2 e o 3 tem uma falha mortal, o protagonista. Ele não convence nem a vovozinha. O motivo para ele virar Darth Vader foi MUITO mal trabalhado, é pra acreditar que o herói passa a assassinar crianças por quase nada? Mas a pior falha foi a história rasa nos 3 filmes. Pena, dava para fazer algo muito bom.

Mila Corr disse...

Passei só pra registrar minha presença, pq não gosto de Star Wars e derivados, é pode me xingar. auauauuaha e cadê sua critica de Dead Snow no Boca do Inferno? Eu quero ler.
Outra coisa, como eu faço marcadores no blog?
Bjusssssss

Matheus Ferraz disse...

O pior da nova trilogia é, sem dúvida, o Darth Vader mimado e babão. Na trilogia antiga, todos diziam que o Anakin era um grande homem, um grande guerreiro que, de repente, sucumbiu ao lado negro. Seria muito mais interessante mostrar o rapaz como um sujeito digno e nobre que tem uma queda súbita para o mal, não como um chorão que vive pondo a culpa no Obi Wan e que tem as palavras LADO NEGRO tatuadas na testa.

Leandro Caraça disse...

Estou para colocar um post a respeito disso lá no meu blog. Lucas errou totalmente na apresentação dos jedi e do Darth Vader na nova trilogia. Ele sempre disse que no filme de 1977, só havia conseguido fazer 30% do que gostaria. Eu acredito que foi por causa disso que saiu tão bom.

João do caminhão disse...

A estória da nova trilogia é mais rasa que um pires, como você disse tinha um duelo duplo legal no final da Ameaça Fantasma, mas eu saí do cinema com aquele gosto ruim na boca de quem esperava muito mais....Pensei comigo, é só o primeiro filme, vem coisa boa depois....
Mas não veio e a experiência foi dez vezes pior.
Então veio o terceiro e nem me empolguei , nem no cinema vi...Assisti uns três meses depois de sair na locadora, e só pra dizer que vi mesmo. Não tive nem interesse ainda em adquirir os DVDs.
Mas o pior de tudo nem é a estória do bestinha Anakin, o pior foi o excesso de efeitos especiais que tiraram toda a magia dos filmes antigos. Ao assistir é aquela sensação: Porra isso não é Guerra nas Estrelas!
Então veio o tal do Indiana Jones, pensei comigo, parceria entre Lucas e Spielberg não vai dar merda, e deu, e conseguiram estragar mais uma franquia...
Lucas na verdade perdeu a mão para o cinema e espero que fique só como produtor e não pense mais em dirigir e nem escrever nada.

Vagno Fernandes disse...

Sobre a nova trilogia, a coisa mais difícil pra mim foi suportar a ausência dos personagens legais da série clássica. Não tocava a famosa Marcha Imperial, acho que não tocava no filme nem o tema principal! Não deu.
E ainda sobre o Episódio I, acabou perdendo o Oscar de Efeitos Especiais para o MATRIX. A FORÇA já não era a mesma com certeza.

Felipe M. Guerra disse...

Inacreditável: um post sobre STAR WARS tem apenas 11 comentários???? Cacilda, até os pornôs da Boca do Lixo foram mais comentados que o da saga do George Lucas - ou ele está realmente desprestigiado, ou é meu pobre blog que está!

Tiago - Sumaré/SP disse...

Pra você ver Felipe, nosso negócio é podreiras mesmo! Hahahahaha...

ivam disse...

Olá Felipe

Você sabe se existe algum site que mostre as diferenças entre as versões dos episódios 4, 5 e 6?

Felipe M. Guerra disse...

IVAM, eu tenho uma histórica edição especial da Revista Set, lançada na época em que os filmes "digitalmente maquiados" voltaram aos cinemas, em formato gigante e com comparação fotográfica entre as versões antigas e computadorizadas. Você ainda pode encontrar essa revista em sebos ou no Mercado Livre.

Na internet, só encontrei esse site com uma comparação bem completa entre as duas versões de "O Retorno de Jedi", mas não dos outros dois filmes: http://movie-censorship.com/report.php?ID=1828

Matusalix disse...

Dai Felipe! Muito bom o Post!

Sou fã (normal) de Star Wars e, depois de ler, bateu aquela vontade de guardar as versões "originais"... Por acaso a lata que você mencionou que contém as versões sem edição, seria esta: http://www.cdpoint.com.br/DVD/HARRISON-FORD-MARK-HAMILL-CARRIE-FISHER-ALEC-GUINN-STAR-WARS-TRILOGY-6PC+++7890552072975-2-2-N.html ?

Abraço!

Felipe M. Guerra disse...

MATUSALIX, foi essa mesmo que eu comprei, mas muitos fãs psicopatas de "Star Wars" garantem que estes DVDs não trazem a versão ORIGINAL dos filmes do George Lucas, com algumas pequenas mudanças aqui e ali, embora nada tão pesado quanto as alterações digitais promovidas por ele nos anos 90 (adicionando cenários, personagens e bobagens tipo o "Greedo atirou primeiro"). Por via das dúvidas, ainda mantenho minhas velhas fitas VHS dos primeiros "Star Wars", que muitos garantem ser a única versão sem qualquer alteração...

Anônimo disse...

Eu acho que os fãs de Star Wars são doentes mentais, isso sim!

E Allan Veríssimo, a obra depois de lançada não pertence ao público. Só depois de sei lá quantos anos após a morte do autor (isso varia de país pra país). É o chamado "domínio público".

Enquanto o autor FATURAR com sua criação ele tem o direito de fazer com ela o que quiser.

Acho sem noção demais essa porra de "trair os fãs". Ora, primeiro que sem o George Lucas esses "fãs" não teriam SEQUER esse universo ficcional. Então podiam dar no mínimo uma colher de chá pro cara.

Essa história é semelhante com o que o Dave Mustaine fez com os discos remasterizados do Megadeth. Nos remasters parece que todos os instrumentos foram regravados (se é que não foram)... mas ainda tem alguns imbecis que reclamam dizendo que cada disco tinha sua peculiaridade sonora e que os discos remasterizados parecem todos ter a mesma sonoridade.

Pra mim isso é viadice pura (ops, tenho que tomar cuidado... esses tempos politicamente corretos, rsrs). Pra mim o que importa é a composição em si.

Vai perguntar pros fãs de Mozart se eles se importam da obra do cara ter sido gravada por inúmeros maestros e orquestras diferentes, com diferenças sonoras nas gravações? Não... porque? Porque as partituras existem, e lá está o registro que importa. Afinal de contas, nenhum dos maestros que gravaram e regeram suas orquestras é o Mozart. Ninguém poderia dizer hoje em dia como o verdadeiro Mozart conduziria as orquestras. Mas no papel a obra está lá!

Assim como nos filmes as bitolas estão aí! Filmadinhas! A execução delas, se é em VHS, se é DVD, se é em Blu-Ray, se é com ou sem efeitos digitais adicionados, isso pra mim não importa. Todas essas versões existem, eu vou escolher a que me agrada mais. (Aliás, não sou fã de Star Wars, só estou dando um exemplo).

BAH disse...

Não tenho problema nenhum com o fato de George Lucas ficar mexendo e remexendo nos seus filmes. É sim um direito dele, lançar quantos Produtor-agora-com-Dinheiro´s Cuts quiser. O problema é que ao mesmo tempo que ele faz isso, ele tenta desqualificar as versões originais dos filmes. O citado Blade Runner sai em edições em dvd com não sei quantas versões. Quem quiser ver as versões originais de Star Wars tem que se contentar com uma edição agora rara em dvd com o filme em letterbox não remasterizado ou as velhas fitas VHS. Para mim, esse é o absurdo da coisa!

Já com a trilogia nova, acho o saldo final positivo. O primeiro filme é de longe o mais fraco por diversos motivos. O protagonista é um ator mirim irritante, temos que aturar Jar Jar Binks, a história dos Midi-Chlorians é um retcom que tem que ser relevado para não destruir memórias nostálgicas da infância e a corrida dos pods pareceu estar lá apenas para gerar um videogame ao invés de servir para mostrar que Anakin desde criança era um piloto fodão (conforme dito por Alec Guinnes no filme original). Por outro lado, a luta final é sensacional. Até hoje lembro da minha estupefação quando Darth Maul revela ter um sabre de luz duplo. Mas bem que o duelo final podia ter tido um desfecho menos mequetrefe.

O segundo filme é correto, embora mais uma vez tenha pecado na escolha do protagonista. Já o terceiro eu gostei bastante, mas tive que relevar o fato de Anakin Skywalker ter se tornado Darth Vader por pirraça. Não sei se a queda pro lado negro foi mais explorada nas séries, como foi o caso do General Grievous (que no desenho é um fdp fodão e no filme é um bandido genérico), mas no filme (e na trilogia como um todo) ela tinha que ser mais desenvolvida. Ao invés de colocarem o Anakin resmungando e choramingando, ele poderia ir confrontando verbal e fisicamente os Jedi até chegar as vias de fato. Um duelo entre ele e o mala do Mace Windu seria sensacional!

Jacob Freez disse...

Acho que a Ameaça Fantasma seria bem diferente sem o Jar Jar Binks e o Yoda em CGI (devo ser o único que tem o DVD com o Yoda em "Muppet").

E eu já havia visto a trilogia original pelo SBT, mas faz muito tempo.

Particularmente, odiei todas as mudanças, mas como disseram no documentário "Império dos Sonhos", George Lucas apenas adicionou o que estava faltando por causa dos recursos.

spektro72 disse...

Comentario Atrasado:
Quando se fala em "Guerra nas Estrelas" vem o amor e odio por seu criador George Lucas que para mim sinceramente não um grande diretor e sim criador ( para não falar que ele acabou com saga ,fazendo um monte de merda neste DVD'S recem lançados)eu mesmo não tenho nenhum deles so tem o VHS de um filme nao consegui ate hoje ter O Imperio Contra-Ataca & O Retorno de Jedi nas minhas maos ,uma pena!
Vagno Fernandes os filmes no Brasil passou na ordem certa primeiro na REDE MANCHETE EM 1984 ou 1985 os outros dois na REDE GLOBO " O IMPERIO CONTRA ATACA "no SUPER CINE em 1986 e o " O RETORNO DE JEDI " abrindo a nova sessão filmes ineditos exibidos na Segundas -Feiras de nome " TELA QUENTE " no dia 07 /03 /1988 no lugar do " VIVA O GORDO "ja que Jô Soares havia indo para o SBT estreiaria o programa " VEJA O GORDO"no mesmo dia da exibição deste filme ,Making Of do " O IMPERIO CONTRA-ATACA " passou na TVS como tapa-buraco de sabado as 20:00 em 1981 a 1982 pois não tinha nada para passar nesse dia eram exibidos varios documentarios e Making Of de alguns do sucesso de Hollywood da epoca.
eu mesmo gosto do filmes antigos do " GUERRA NAS ESTRELAS " se eu fosse Lucas só faria remasterialização das imagens o contexto deixaria do mesmo jeito... mas tiraria os Eworks do EPISODIO 6 o que foi aquilo ? Lucas! tava comendo merda quando inventou aquilo estragou o filme.
a para encerrar ( claro! ninguem vai ler isso ) J.J Abrams vai terminar o que o nosso preguiçoso Lucas não consegui terminar a saga"STAR WARS" fazendo os 3 ultimos la vem mais cagada se preparem -se eu não gosto do diretor em si que criou a serie cultuada ( para mim,não !) de nome "LOST" assim que assistia ao seu primeiro episodio já sabia o que tinha acontecido com todo mundo na aquele ilha idiota.
mais um vez um otimo post ,Mestre Felipe !
Um Abraço de Spektro72

Anônimo disse...

Concordo com o texto a obra supera o autor so que George Lucas se acha na arrogancia de adulterar sua propria obra.

jricardo350 disse...

Os episódios IV e v foram muito bons, na minha opinião. O Retorno de Jedi foi um lixo, cheio de bobagens, com queles ursinhos de pelúcia patéticos, dizimando tropas armadas até os dentes e outras imbecilidades, além de um Darth Vader sentimental e frouxo, que foi derrotado em segundos, por um ataque de pelanca de um pseudo-Jedi (Luke)mostrando claramente uma "tara" quase que "pedófila" em ABOCANHAR o mercado de novos fãs, especialmente recrutados entre recém-nascidos (sem poder de discernimento, claro!) e crianças de, pelo menos 1 a 4 anos de idade....desprezível do ponto de vista do nível e do enredo da saga.
Quanto às novas trilogias, concordo com a maioria dos comentários daqui: excesso de efeitos visuais, enredos imbecis, falhas absurdas de cronologia (os tios adotivos de Luke pareciam adolescentes no filme A Vingança dos Sith e, em Star Wars IV, Luke não passa de um garoto e eles estão beirando os 70 anos de idade em aparência ...será que só eu percebi isso ??kkkk....). Pois é...lixo cinematográfico, pouca coisa se salva.
Além disso, o recém estreado Star Wars 7 - O Despertas da Força , despertou rasgados elogios na massa (que também perece não ter o mínimo senso crítico) e segue pelo mesmo caminho de idiotices e clichês dos outros 3 últimos filmes, e este primeiro filme da última trilogia, além de ridículo, previsível, desnecessariamente cheio de piadinhas sem graça, e recheado de absurdos totalmente fora do contexto, foi quase que uma cópia do Episódio IV, com a diferença que a megalomania de armas gigantescas já está quase no limite do patético. Talvez , no próximo filme, o novo "império", agora chamado de "primeira ordem", construa uma nova super arma de raios, do tamanho do nosso planeta JÚPITER, com poder de fogo suficiente para destruir uma galáxia inteira!
É esperar para ver. Não tem outro jeito!
Eu, sinceramente espero que o filme "ROGUE ONE" seja um pouco mais decente, apesar de o trailer já revelar que os "temíveis" stormtroopers continuam sendo abatidos como moscas, até mesmo por um cego, e continuam sendo "implacáveis" somente com os figurantes ou com pessoas desarmadas...
Realmente acho que muitos filmes feitos por fãs, em todo o mundo, demonstram muito mais seriedade e coerência com a obra original do que os feitos por esses grandes estúdios...lamentável, mas, fazer o que...