segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Uma chance para filmes boicotados - Parte 1


Há alguns posts atrás, na parte dos comentários, eu tentei explicar meu critério para "boicotar" filmes como "Avatar", "Anticristo" e a trilogia "Jurassic Park". Mas a verdade verdadeira é que não existe um critério muito definido: eu simplesmente não tenho a menor vontade de assistir certos filmes por diferentes motivos, seja sua super-exposição na mídia, os "talentos" envolvidos ou o fato de alguns não fazerem qualquer diferença para mim como espectador. É basicamente por estas razões que nunca vi "Sociedade dos Poetas Mortos", que não engulo os filmes do famoso L.V.T., e que nem me dei ao trabalho de ver as seqüências de "X-Men" (por ter achado o original tão medíocre).

Aí chega este período mágico das férias, quando mesmo cheias de coisas para fazer, como eu, subitamente se encontram com muito tempo nas mãos. Isso, somado a uma vantajosa promoção na locadora da minha cidade para quem alugasse 10 DVDs por vez, fez com que eu engolisse meu orgulho (hã?!?) e desse uma chance a várias obras, conhecidas ou nem tanto, que eu havia boicotado no passado. O que quer dizer que, num futuro não muito distante, talvez eu dê uma nova chance também para os boicotados de agora, tipo "Avatar".

Bem, como eu já vi 43 filmes neste início de ano (muitos deles anteriormente na lista de "não vi e não gostei"), optei por castigá-los com um extenso relatório em três partes trazendo a minha avaliação de alguns deles, incluindo produções que passei anos (em alguns casos, até décadas!) sem ver. Eu não esperava nada da maioria, mas - quem diria - apareceram boas surpresas, enquanto outros bem que podiam ter continuado boicotados...

A eles:



A parte interessante desse início de ano foi que rolou uma "Sessão Dupla John Woo", em parte motivada pela interessante retrospectiva do trabalho do diretor publicada no blog O Dia da Fúria. Eu tinha boicotado a "fase norte-americana" de Woo a partir de "Missão Impossível 2", porque sentia que este cineasta, cuja obra eu muito admirava, vinha se repetindo, e seus maneirismos já se tornavam motivo de chacota, não de orgulho. Foi com certo receio, portanto, que comecei a ver CÓDIGOS DE GUERRA (Windtalkers, 2002, EUA. Dir: John Woo), mas ao final dos 134 minutos eu simplesmente não conseguia entender o motivo da fria recepção ao filme na época do seu lançamento - foi um fiasco de bilheteria que quase enterrou a carreira do diretor.

A historinha é a de sempre em se tratando de Woo, novamente trabalhando temas como amizade e honra, desta vez em plena brutalidade da Segunda Guerra, filmada com o habitual brilhantismo técnico do diretor - aqui voltando ao "ballet da violência" à la Sam Peckinpah que era a marca registrada dos seus grandes filmes de Hong-Kong.

O resultado parece um remake de "No Coração do Perigo", um dos meus filmes preferidos de Woo, sem poupar em sangue e perdas para os dois lados do confronto, remetendo diretamente ao cinema de Peckinpah (algumas cenas envolvendo corpos arremessados em arame farpado inclusive lembram muito "A Cruz de Ferro", o clássico de guerra do velho Sam). E Woo não faz feio na comparação, mesmo quando apela para clichês típicos do gênero. Veredicto: filmaço de guerra que quase ninguém viu, uma pena!



O mesmo não se pode dizer do segundo filme da Sessão Dupla, O PAGAMENTO (Paycheck, 2003, EUA. Dir: John Woo). A história (baseada em conto de Philip K. Dick) é intrigante o suficiente para manter a atenção do espectador, mas o resultado é burocrático e nada memorável. A relação de defeitos renderia um post inteiro: Ben Affleck não convence como herói de ação, Uma Thurman está feia e vive um romance patético com o protagonista, o vilão de Aaron Eckhart é ridículo, e o impagável Paul Giamatti é sumariamente desperdiçado como alívio cômico.

E se a trama é bastante curiosa (uma espécie de releitura de "O Vingador do Futuro", sobre memórias apagadas e perda de identidade), o maior problema talvez seja justamente a direção de Woo: você fica o tempo inteiro esperando cenas de ação mirabolantes no estilo do cineasta, mas estas nunca aparecem, com a exceção de uma perseguição envolvendo os heróis numa moto sendo caçados por carros e um helicóptero. Pouco, muito pouco, para suprir as expectativas de quem conhece o talento de Woo (até "Blackjack", aquele filme para a TV que ele fez com o Dolph Lundgren, tem mais ação!!!), e por isso um outro diretor talvez conseguisse um melhor resultado.

Não que o resultado seja ruim: passa como Sessão da Tarde, mas desaparece da mente horas depois - o que é irônico, considerando que perda de memória é justamente o tema do filme!



O GUARDA-COSTAS (The Bodyguard, 1992, EUA. Dir: Mick Jackson) foi um fenômeno pop no ano de seu lançamento, e é um dos filmes que minha mãe mais viu na vida (quarenta-e-poucas-vezes, desde a última vez que perguntei). Lá atrás, em 1992, era o "Titanic" do momento, e talvez por isso eu tenha perdido o interesse de vê-lo então. Nem vou explicar os motivos que me levaram a assisti-lo agora, quase 20 anos depois, porque isso também renderia um post a parte. Mas simplesmente não dá para entender os motivos para "isso" ter virado fenômeno pop.

OK, o filme é divertido e até vale como passatempo; tem algumas cenas legais e um Kevin Costner "cool", quase anti-herói, anos antes de virar um mala egocêntrico em tranqueiras ambiciosas como "O Mensageiro". Só que o conjunto da obra é lamentável: não passa de um suspense preguiçoso, com um romance que não convence e um par romântico impossível de engolir. Se eu fosse guarda-costas da Whitney Houston, não iria me esforçar muito para proteger a vida dela, pelo menos não da personagem chatíssima e arrogante que ela interpreta aqui.

Também não dá para entender como um cara do calibre de Lawrence Kasdan escreveu um roteiro tão insosso, daqueles que você adivinha nos primeiros 10 minutos quem é o "misterioso assassino" e o "misterioso mandante do crime", supostas revelações "surpreendentes" do último ato. Conclusão: uma Sessão da Tarde cuja fama não se justifica. E talvez minha mãe esteja necessitando de ajuda psiquiátrica...



Bem, quem acompanha o FILMES PARA DOIDOS sabe que tenho certo preconceito com "moderninhos queridinhos da crítica". O francês Michel Gondry é um deles, mas pelo menos neste caso o culto apaixonado a BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004, EUA. Dir: Michel Gondry) se justifica: o filme é bem legalzinho, diferente e muito criativo, e ainda traz Jim Carrey muito bem num papel um tanto "diferente" (já que passa a maior parte da trama revivendo suas próprias memórias enquanto elas desaparecem).

O que me fez "desgostar" um pouco da coisa toda é aquela desesperada tentativa de querer ser "moderninho", ou "culti" - como as cores de cabelo da Kate Winslet, algumas doideiras que só existem para justificar a fama de "maluco beleza" do roteirista Charlie Kaufman (outro queridinho da crítica que eu não engulo), e "rebeldias" tipo mostrar atores famosos (Mark Ruffalo, Elijah Wood e Kirsten Dunst) fumando maconha - oh céus, que horror!!!

Por essas e por outras, mesmo que o filme tenha ficado acima do que eu esperava, é obviamente mais um daqueles casos do tipo "Ame ou odeie", como "Encontros e Desencontros" (que eu particularmente amo). Não é que eu tenha odiado "Brilho Eterno...", só não morri de amores não.



Outra bela surpresa deste resgate de boicotados foi REGRAS DO JOGO (Rules of Engagement, 2000, EUA/Canadá/Inglaterra/Alemanha. Dir: William Friedkin). Até porque qualquer filme em que um militar ordena o massacre de dezenas de inocentes no Iêmen, e é o HERÓI da história, merece um mínimo de consideração só pela coragem.

O que diferencia este de bobagens pró-militarismo estilo "Falcão Negro em Perigo" é o fato de Friedkin não estar endeusando o "heroísmo" do milico vivido por Samuel L. Jackson, e sim criticando o fato de ele ser um fantoche orgulhoso de ter "cumprido suas ordens", mesmo que isso envolva o tal massacre de inocentes. Friedkin é um mestre em cenas realistas de ação e violência, como demonstra nas cenas iniciais (no Vietnã) e no já citado massacre em frente à embaixada do Iêmen. O restante do filme se concentra no julgamento do protagonista, mas o diretor não deixa a peteca cair, manipulando cada espectador para tirar suas próprias conclusões sobre a inocência ou culpa do personagem de Jackson.

É uma pena, portanto, que o estúdio tenha forçado o cineasta a incluir uma cena (totalmente dispensável) que comprova a "verdade" sobre o ocorrido, tirando do espectador o veredicto final. Mesmo assim, no conjunto, eis outra gema perdida que eu demorei muito para ver e que, no geral, merecia mais reconhecimento - pelo menos muito mais do que o medíocre "Falcão Negro em Perigo".



Um caso que me deixou perplexo foi CINE MAJESTIC (The Majestic, 2001, EUA. Dir: Frank Darabont). O diretor vinha de dois sucessos ("Um Sonho de Liberdade" e "À Espera de um Milagre", e fez um filme bonitinho com um pouco de tudo que o público podia querer: Jim Carrey como astro, uma linda história de amor, uma situação edificante com lição de moral estilo Frank Kafka, belíssima reconstituição de época e todo aquele "blablabla" tradicional sobre a magia do cinema - parece até que a intenção era fazer um "Cinema Paradiso" falado em inglês.

Mas o resultado foi um fracasso de bilheteria que também quase acabou com a carreira do diretor (ele demorou seis anos para voltar com o excelente "O Nevoeiro"). Uma pena, pois "Cine Majestic" é um ótimo filme. Tudo bem, há defeitos evidentes, como os personagens bonzinhos demais para existirem fora do universo cinematográfico, ou o sentimentalismo empurrado goela abaixo do espectador (só faltam legendas do tipo "Hora de chorar" ou "Prepare-se, agora vai morrer Fulano"...).

Mesmo assim, achei o resultado positivo, nem que seja apenas pelas cenas que retratam a Hollywood dos anos 50, ou pelo falso filme "Sand Pirates of the Sahara" (roteirizado pelo personagem de Carrey), que traz Bruce Campbell como herói estilo Indiana Jones recuperando um ídolo dourado idêntico àquele visto no início de "Os Caçadores da Arca Perdida"! Fechando-se um olho para o excesso de água-com-açúcar, uma obra acima da média - e injustiçada!



Fechando esta primeira parte do resgate dos filmes boicotados, nada melhor do que relembrar o "Avatar" de cinco anos atrás, CAPITÃO SKY E O MUNDO DO AMANHÃ (Sky Captain and the World of Tomorrow, 2004, EUA. Dir: Kerry Conran). Permitam-me arejar vossas memórias: na época do seu lançamento, esta produção relativamente barata (custou 40 milhões de dólares) era saudada com comentários tipo "a revolução do cinema", graças à tecnologia que permitiu que cenários e personagens fossem inteiramente criados por computador, enquanto os atores de carne-e-osso atuavam diante de uma tela azul. Revistas especializadas deram capa e falaram maravilhas sobre a obra, e críticos tipo aquele que é piada em conversas de cinéfilo tascaram cinco estrelinhas, maravilhados com o que viram. Dá até uma sensação de déja-vu agora com "Avatar"...

Ironicamente, ao contrário do que está acontecendo com "Avatar", o público não se sensibilizou: mesmo com orçamento relativamente baixo, o filme acabou nem se pagando, e a "revolução do cinema" foi rapidamente esquecida. Nem é difícil entender o porquê: como parece ser o caso também agora com o filme de James Cameron, a única atração de "Capitão Sky..." são os efeitos digitais, que criam um "mundo novo" (com visual retrô dos anos 30-40), mas sem que exista uma história interessante ou minimamente diferente para prender o interesse do espectador, que logo cansa daquele gigantesco videogame não-interativo.

A intenção do diretor-roteirista de primeira e única viagem era criar um herói de ação com sua própria série, estilo Indiana Jones, mas o Capitão Sky de Jude Law não teve fôlego para justificar a realização de novas aventuras, perdido em cenas de ação frouxas e nitidamente falsas, personagens fracos e sem carisma e uma história inexistente que parece ter sido escrita às pressas. Assim não há visual fantástico que salve, e ainda que o filme tenha algumas qualidades (tipo os robôs, alguns cenários e a piada da cena final), serve mais como prova de que às vezes é cedo falar em "revolução do cinema", pois quem faz este julgamento de valor é o tempo.

Veremos se "Avatar" terá o mesmo destino do Capitão Sky...

27 comentários:

João do caminhão disse...

Desses filmes aí, na minha opinião o melhor de todos é o "Brilho Eterno...", eu acredito que Jim Carrey deveria deixar a comédia de lado pois é um baita ator quando não está fazendo caras e bocas.

Agora o pior dessa lista é o tal Capitão Sky, nunca consegui ver até o final, filminho bobo e sem graça...

Agora o Guarda-Costas, puts só de ouvir a música tema eu corro...

Allan Verissimo disse...

Jim Carrey deveria fazer mais dramas, pois ele está ótimo em Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e O Show de Truman.

Eu sinceramente nunca consegui entender por que você nunca se interessou pela trilogia Jurassic Park (se bem que o unico que vale a pena é o primeiro), mesmo com o nome de Spielberg na direção.

Vagno Fernandes disse...

Dessa lista, o pior com certeza é o Capitão Sky, nunca gostei desse Judie Law, e depois desse filme então, não assisto mais nada que tenha ese cara. Agora o Jurassik Park, acho legal você ver hein Guerra, aí na sequência, você põe King Kong Vs Godzilla pra comparar os efeitos, rsrs. E sobre Avatar, taí um filme que eu gostaria muito de ler uma opinião sua. Dá uma chance pro cara...você conhece o curriculo da fera. Valeu.

Allan Veríssimo disse...

E também poderia ver as animações da Pixar, especialmente Wall-E e Up.

Ibertson Medeiros disse...

Belo post. Aguardo as outras partes.
Eu também gostei bastante de Códigos de Guerra quando vi. O Pagamento é legalzinho.
Não vi O Guarda-Costas, nem pretendo (Também está na minha lista de boicotados).
Não vejo todo esse brilhantismo em Brilho Eterno de uma mente sem lembranças, assim como também não vejo em Quero ser John Malkovich.
Não vi Regras do Jogo, mas me interesso.
Achei Cine Majestic legal também, apesar de achar o menos bom do Darabont.
E Capitão Sky é legalzinho tb.
Aguardo comentários seus sobre Anticristo e Avatar.

Gabriel Paixão disse...

Que raios de locadora dá desconto pra quem aluga 10 DVD's de uma vez?! Hahahaha... É igual aquela promoção, se você conseguir comer uma pizza gigante inteira, ganha mais uma pra comer agora! rs. Eu uma lista grande de "rejeitados pelo diabo" (avatar mesmo não vi), mas pior, alguns deles eu tenho comprado em DVD, mas postergo a exibição em favor de outras.

Thomas Alex disse...

Felipe, desses filmes aí o único que eu gostei foi Códicos de Guerra!!!

João Pires disse...

Felipe,

Na época do lançamento do Capitão Sky, ninguém gostou do filme, que me lembre. Não estou entendendo esta comparação com Avatar, filme que grande parte das pessoas que assistem gosta muito. Nem lembro de Capitão Sky concorrer a prêmios e tal (não que isso tenha alguma importância)...

Quanto ao Guarda Costas, prefiro assistir duas vezes seguido Halloween do Zombie que este filme, não suporto a canção e acho o filme sem graça nenhuma...

Fábio P disse...

Porra Shittos! Tu não tinha visto Brilho Eterno e ainda metia pau no filme! É um bostão mesmo!!!!
Daqui a pouco vai falar mal de Wes Anderson tb!

Iesus disse...

Ver jim carrey em coisas tipo cine majestic me fazem voltar a realidade e ter a certeza de que os bons tempos se foram e que a vida vem se tornando bem mais chata. O máximo que Jim Carrey pode chegar do drama ou de algo mais sério é, exatamente, o brilho eterno... que combina bem os elementos “sérios” com o cômico; dessa maneira, sem forçar a barra, Jim Carrey consegue sim ser um ótimo ator. Mas acho que eu devo ser o único que sente falta das bombas “cinema em casa”: ace ventura, máskara e até aquela interpretação ultra-over-acting em um dos filmes do dirty Harry. Dam...
Bem, O Pagamento é isso mesmo, fraco, sem sal, com a ceninha da motoca lá...
E porra, guarda costas é filme de domingo a tarde pra família, é covardia ficar avaliando tão severamente - claro que é filme água com açúcar, pra dona de casa, natal, etc...
Capitão Sky ficou na lista de “vou ver um dia”, mas que já tem 5 anos... quem sabe um dia de bobera ta passando na temperatura máxima...
Reinterando: aquela cara de Jim Carrey a la Freddie Prinze Jr. fazendo-se de ator, não dá

Felipe M. Guerra disse...

JOÃO, pelo que eu lembro foi exatamente o contrário: o Capitão Sky era a nova maravilha da humanidade quando foi lançado, em 2004. Além de críticas maravilhadas como a do P.V. com suas 5 estrelinhas, o filme ganhou capa e muitas páginas na SET, fora todas as resenhas internacionais que, como eu escrevi, saudavam-no como "uma revolução do cinema".

Claro que o tempo fez justiça à coisa e logo perceberam que os méritos do filme eram unicamente técnicos, mais ou menos como também aconteceu com FINAL FANTASY (lembro que, na época desse, algumas revistas e jornais chegaram a escrever extensas reportagens sobre como atores seriam desnecessários com o advento da computação gráfica).

Ironicamente, em suas respectivas épocas, tanto Capitão Sky quanto Final Fantasy, e também Tron e O Passageiro do Futuro, eram "os" filmes, mais ou menos como Avatar é agora. Veremos se a obra do Cameron também acabará esquecida como as citadas, suplantada pela próxima "maravilha tecnológica da semana", ou se continuará sendo lembrada.

Vagno Fernandes disse...

Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao, Final Fantasy é muito ruim, Guerra. Agora, só fazendo uma pequena ressalva, esse Final Fantasy, Tron, Passageiro do Futuro e Capitão Sky, tiveram um pouco de repercussão sim, mas só no meio gráfico mesmo, foram filmes ruins, não deram dinheiro, (talvez o Tron seja meio Cult), nenhum deles não chegou nem no dedão do pé que é o sucesso comercial de Avatar. Orra, Guerra, olha só os diretores que você tá comparando com Cameron, ah não Guerra. Tudo bem, você não querer ver Avatar, ou não gostar, opinião é opinião, mas comparar os diretores desses filmes com o cara que nos deu Exterminador 1 e 2, True Lies, e Aliens o Resgate, não é forçar a barra não?

E só pra constar, aquela cara lá em cima do Malcom McDowell ficou bem animal, hehehe.

Felipe M. Guerra disse...

Mas VAGNO, não estou comparando diretores, e sim o que se falou de todos estes filmes citados. Para exemplificar: até agora não li nenhum comentário de "Avatar" dizendo coisas como "Nossa, a trama é simplesmente espetacular", ou "As interpretações são fantásticas". Todo e qualquer comentário do filme do Cameron que se lê por aí destaca muito mais os méritos técnicos da obra do que qualquer outra coisa - a exemplo de O Passageiro do Futuro, Final Fantasy, Capitão Sky, etc etc etc. Não foi o que aconteceu com Matrix e outros filmes que também trouxeram evoluções técnicas, mas ao mesmo tempo tinham HISTÓRIA para contar.

L.F. Riesemberg disse...

Putz, eu ainda não assisti O Guarda-Costas inteiro, apesar de ter passado umas 40 vezes na TV aberta (pelo jeito sua mãe assistiu todas elas). De todos esses eu só vi Brilho Eterno, (que é bom, e definitivamente a melhor coisa já feita pelo Gondry) e Cine Majestic (que eu também não entendo como foi um fracasso - assim como O Nevoeiro).

Vagno Fernandes disse...

Ah,tá explicado...e sobre Matrix na época algumas revistas nem deram tanta bola assim. Lembro que li uma critica na Veja, (não vou lembrar o nome do jornalista), escreveu que o filme era um "cadeirão de referências, mas ainda sim, pouco para adquirir o status de clássico da ficção". Mas hoje nós vemos que o negócio é outro, e passado aí 10 anos de Matrix, o filme conseguiu sim o seu status de clássico.

Valter JR disse...

Felipe, assista "Anticristo". O tal do Von Trier é um mala sem alça com fãs idem, mas o filme merece ser melhor descoberto, na minha opinião. Tem muitas influências do cinema de horror europeu e uma história interessante. Vale a pena!

Anônimo disse...

Felipe, seu blog é muito legal. Você não quer colaborar com a gente pra Movie, revista e site?
Abraço!

André Forastieri
www.movie.uol.com.br

Fabiano disse...

não assisto nada que tenha o jim carey.

foda-se se o filme é bom.

não consigo mesmo.

Cecilia Barroso disse...

Gostei muito do post!

Sou uma das poucas pessoas que conheço que não odeia WIndtalkers. Vejo problemas no filme, mas nada tão absurdo assim.

Ainda não vi Regras do Jogo e não gosto de O Guarda-Costas de jeito nenhum, mas os outros filmes acabaram me conquistando.

Brilho Eterno é sensacional!

Beijocas

João do caminhão disse...

Eu não sei acho o Final Fantasy um pouco injustiçado nessas história toda, não é um grande filme, mas eu até gostei da estória. Mas realmente foi feito um auê do caramba em cima do filme, acho que se a mídia especializada não tivesse "hypado" tanto o filme, talvez as pessoas gostassem mais dele e não tivessem ido ao cinema esperando tanto e recebendo menos...
E a respeito do Matrix, só o primeiro presta mesmo, um filmaço que é uma salada de frutas, que vai desde religião, kung-fu e informática...Já os outros dois foram revolucionários em efeitos especiais, mas a estória virou um fiapo amarrado por frases de efeito como: Tudo que começa tem um fim...blablabla

João Pires disse...

Alguém aí citou que Matrix é uma salada de referências... e é mesmo, muito bem feito mas é...

Chega ao exagero de cenas inteiras copiadas de filmes como "Mascara Negra", do Jet Li, se não me engano.... tiroteios a la John Woo...
Mas no geral é um grande filme...assim como os Tarantinos também são uma enxurrada de referências, mas que soam mais como homenagem do que oportunismo (como as inovações dos irmãos Walchovisviscuskis...)

UMA disse...

Sinto falta de sua resenha para "Nós que aqui estamos, por vós esperamos"^^

Lucas disse...

Post muito divertido, acompanho o blog faz algum tempo, mas só hoje tive coragem de comentar.

Existem alguns filmes que eu também "boicotei", como as sequências de 'Matrix' e 'Titanic', e demorei dois meses para assistir 'Avatar', que eu acabei gostando.

Dos filmes citados, o único que gosto é 'Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças' e é um caso de ame ou odeio mesmo. Certeza que foi o melhor trabalho de Michel Gondry, que se eu não me engano dirigiu aquele filme péssimo com o Jack Black sobre uma locadora, não lembro agora o nome.

'O Guarda-Costas' nunca vi, e prefiro deixar assim, hehehe.

Anônimo disse...

Você esqueceu de comentar a participação meteórica no filme de Angelina Jolie como ex alguma coisa do tal Capitão Sky, além é claro da atriz que sei que é famosa mas não faço idéia de quem seja, a reporter.
Um ponto de interesse é colocar que a "Revolução" quis se garantir com uns rostos bonitos na tela, e eu achei legal, parecem mesmo personagens das histórias dos anos 30-40, repare inclusive que tudo no filme tem aquele tom, não só o cenário e tecnologia de ficção, como os diálogos, o enredo pueril.
Talvez, por isso não tenha funcionado, um filme tentar passar 80 anos depois aquela atmosfera para o público não dá certo.Eu chamaria de injustiçado.

JFelepe McQuade disse...

hehehehe! sempre identifiquei com o Felipe, no meu comecinho de Orkut, quando ele dizia nao ter assistido Jurassic Parck inteiro e nem ter vontade. Na época msm, enquanto um amigo de professor particular, pegava fila esperando a fita chegar de novo na locadora... nunca me empolguei nem em alugar, quanto mais a ir no cinema.

Juan disse...

Oi Felipe!
Puxa, quem não tem uma lista de boicotados?!?
Na minha lista incluem filmes como o "Ensaio sobre a Cegueira", "Xavier", "Trair e coçar é só começar", "Nosso Lar"... putz!! Tá dificil o cinema nacional ultimamente... incluindo o Tropa de Elite 2 que estou receoso em assistir porque pelo que já li em várias criticas, incluindo a sua, mudou muito do estilo original.
Bem.. por enquanto é só porque a lista de boicotados vai longe.
abs

Felipe M. Guerra disse...

JUAN, "Ensaio Sobre a Cegueira" eu achei um filmaço, e "Chico Xavier" achei um filme comum e nada memorável. Os outros dois também estão na minha lista de boicotados. Tipo, você não vai perder nada se nunca assistir "Chico Xavier", mas dá uma chance para o "Ensaio..." que acho que você vai se surpreender!