quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Código dos Anjos e Demônios


Muita gente vai pensar que levei o título deste blog muito a sério e fiquei doido, mas mesmo assim vou na contramão dos críticos "sérios" e de toda a blogosfera: eu gostei de "Anjos e Demônios". Inclusive acredito que seja, até agora, o segundo melhor blockbuster hollywoodiano de 2009. O primeiro, obviamente, é o "visionário" filme de super-heróis do Zack Snyder, que fica ainda melhor diante de bombas do calibre do "Wolverine" ou do "The Spirit".

Isso quer dizer que "Anjos e Demônios" é um graaaaande filme? Não, não é. Mas garante umas boas duas horas de diversão sem muita enrolação. Porque, sabem, "só trabalho sem diversão faz de Jack um bobalhão"...

"Anjos e Demônios" é baseado em outra obra de Dan Brown, o mais famoso "escritor de livros de rodoviária" dos Estados Unidos, e praticamente traz de volta toda a equipe técnica responsável pelo péssimo "O Código Da Vinci" em 2006: o diretor Ron Howard, o astro Tom Hanks e o "roteirista" (sim, as aspas significam ironia) Akiva Goldsman, aquele mesmo senhor que escreveu coisas como "Eu Sou a Lenda" e "Batman & Robin".

Bem, para começo de conversa, "Anjos e Demônios", o filme, é bem melhor que "O Código Da Vinci", o filme - o que não quer dizer muita coisa, dada a extrema ruindade da associação anterior entre Ron Howard, Tom Hanks, Akiva Goldsman e um livro de Dan Brown.


Pelo visto, a trupe toda aprendeu com os erros da primeira adaptação, quando, na ânsia de serem fielmente reverentes à mirabolante trama escrita por Brown, acabaram com um monstruoso e prolixo filme ruim repleto de diálogos expositivos e personagens que precisavam explicar as coisas tintim por tintim enquanto andavam ou corriam, para dar tempo de adaptar toda a história do livro.

O novo filme tem dois grandes acertos. O primeiro é não ser tão reverente à literatura de rodoviária de Dan Brown, mudando-a e modelando-a para o universo cinematográfico. Algumas coisas ficaram piores que o livro, risco que sempre se corre nesse tipo de adaptação; mas a maioria das mudanças aqui foi para melhor. O segundo grande acerto é transformar em seqüência uma trama que, no livro, era anterior a "O Código Da Vinci". Assim, o Robert Langdon do filme "Anjos e Demônios" é o Robert Langdon que comeu o pão que o diabo amassou em "O Código Da Vinci" e sabe que a Igreja Católica é um ninho de cobras e de mentiras.

Filme e livro se passam após a morte do Papa (um pontífice fictício, obviamente) e durante a realização do conclave dos cardeais para elegerem seu sucessor. O mais irônico é que o livro de Brown foi publicado em 2000, alguns anos antes da morte do Papa João Paulo II na vida real, quando pouca gente sabia como era o ritual de eleição de um novo pontífice - coisa que a mídia tratou de explicar detalhadamente na época da eleição do atual Bento XVI.


A trama começa com o assassinato de um cientista do projeto LHC, e segue com o seqüestro dos quatro cardeais mais cotados para assumir o cargo mais importante da Igreja Católica. A responsabilidade recai sobre uma misteriosa sociedade secreta chamada Illuminati, que pregava a ciência e a razão ao invés da religião, e por isso seus membros foram caçados e mortos pela Igreja séculos antes. Agora, eles aparentemente voltaram à ativa e pretendem se vingar não só matando os quatro cardeais, mas também fazendo explodir uma bomba de anti-matéria (não pergunte...) bem no centro da Praça de São Pedro, no coração do Vaticano.

E como o simbologista norte-americano Langdon havia escrito um livro sobre os Illuminati, ele é convocado para ir até o Vaticano ajudar nas investigações, ao lado da bela cientista Vittoria Vetra (interpretada por Ayelet Zurer). Langdon cita uma lenda sobre os quatro "Altares da Ciência" escondidos pelos Illuminati em igrejas de Roma, e que representariam os quatro elementos (água, ar, fogo e terra); seguindo-os, seria possível chegar ao "Caminho da Iluminação", onde o herói acredita estar a solução para impedir as mortes e encontrar a tal bomba.

Durante a aventura pela Itália, a dupla é ajudada pelo camerlengo (nome dado ao assessor pessoal do falecido Papa), interpretado por Ewan McGregor, e atrapalhada pelo comandante da Guarda Suíça, interpretado por Stellan Skarsgård.

A estrutura básica de "Anjos e Demônios" é muito parecida com a de "O Código Da Vinci": Langdon e sua parceira feminina passam o filme caçando pistas escondidas em velhas igrejas reais e em obras de artes reais, principalmente as esculturas do artista italiano Gian Lorenzo Bernini. Outras famosas figuras históricas, como Rafael e Galileu Galilei, são citadas o tempo inteiro.


Isso quer dizer que "Anjos e Demônios" é uma cópia xerox de "O Código Da Vinci"? Bom, na verdade é justamente o contrário, pois nas livrarias ele foi lançado ANTES de "O Código Da Vinci". O que ocorre é que o autor Dan Brown, apesar de hábil em manipular o suspense e a atenção do leitor, é um escritor medíocre e repetitivo, pois os livros têm estrutura praticamente idêntica. Aliás, analisando friamente, é a MESMA HISTÓRIA, com pequenas alterações. Se duvida, confira:

- Nos dois livros, o simbologista Robert Langdon investiga um mistério cujas pistas estão espalhadas em prédios históricos (igrejas italianas em "AED", igrejas francesas em "CDV") e obras de arte (as esculturas de Bernini em "AED" e os quadros de Da Vinci em "CDV")

- Ambos começam com o assassinato de uma figura proeminente (um famoso cientista do projeto Grande Colisor de Hádrons em "AED", o curador do Museu do Louvre em "CDV")

- Langdon é ajudado por uma garota diferente em cada livro, mas a dita cuja sempre é ligada por algum laço de família ao tal primeiro assassinado de cada livro (filha adotiva do cientista assassinado em "AED", num detalhe eliminado do filme, e "sobrinha adotiva" do curador do Louvre assassinado em "CDV"). Para piorar, Langdon não pega nenhuma das duas!!!

- O casal sempre precisa correr contra o relógio para decifrar os enigmas (em "AED" para tentar evitar a morte dos quatro cardeais, em "CDV" porque são perseguidos pela polícia)

- Uma misteriosa sociedade (Illuminati em "AED", Opus Dei em "CDV") sempre parece estar por trás dos crimes

- O grande vilão que articula tudo é apresentado apenas como "Mestre", e sua identidade só é revelada nas páginas finais. Mas, nos dois livros, Brown usa a mesmíssima tática: jogar a culpa num personagem nada simpático (o chefe da Guarda Suíça em "AED" e o inspetor de polícia em "CDV") para depois revelar que o culpado era o menos suspeito de todos, em ambos os casos um aliado dos heróis (bom, essa eu não vou entregar para não estragar a surpresa).



Com tanto em comum entre os dois livros, ainda bem que o roteiro de "Anjos e Demônios" faz o favor de mudar algumas coisas e deixar outras de lado. O novo filme também corrige o principal defeito da adaptação de "O Código Da Vinci": o excesso de informação. Este novo roteiro de Goldsman (argh!) e David Koepp enxugou ao máximo o texto original, mas mantendo a essência.

Assim, apesar de várias bobagens aqui e ali, "Anjos e Demônios" até consegue criar suspense e tensão em alguns momentos, já que agora Langdon está correndo contra o relógio para tentar impedir quatro mortes e evitar uma tragédia na Praça de São Pedro - ao contrário da outra aventura, em que ele buscava apenas liv'rar o próprio pescoço. Ao contrário do livro, o destino do quarteto de cardeais é diferente no filme, o que garante algumas surpresas para quem já leu a obra (ao contrário do que acontecia em "O Código Da Vinci").

Embora volta-e-meia o filme sofra do mal "muito enfeite para pouca informação" (como o injustificável excesso de efeitos computadorizados durante a experiência com anti-matéria, no início), os produtores ganham pontos por "diminuir" vários absurdos gritantes do texto de Dan Brown (digamos apenas que Langdon também estava no helicóptero na cena final, para quem já viu o filme mas não leu o livro, e escapava da morte de um jeito à la McGyver!), e também por eliminar clichês como o seqüestro da mocinha pelo vilão (sim, isso também acontecia no livro!).


Porém o mais interessante de "Anjos e Demônios", o filme, é o contraste gritante entre os rituais seculares da Igreja Católica, cheios de frescuras seguidas à risca (da destruição do anel do Papa morto até o excesso de detalhes da preparação do conclave), com o mundo moderno da tecnologia e da ciência. Chega a ser irônico ver o conclave seguindo regras medievais numa cena e os cardeais utilizando telefones celulares e filmadoras digitais no momento seguinte (bem como usar fumaça preta/fumaça branca em plena era da informática!). Também chama a atenção a alta tecnologia de preservação dos documentos nos arquivos secretos do Vaticano.

Infelizmente, o roteiro de Goldsman e Koepp não escapa de furos gritantes, que parecem insultos à inteligência do espectador. O principal deles é o assassino anônimo (interpretado pelo ótimo Nikolaj Lie Kaas), que é implacável e sangue-frio na hora de matar cardeais, policiais e até agentes especiais do Vaticano, mas nunca atira em Langdon ou Vittoria, mesmo tendo ao menos umas cinco chances de fazê-lo ao longo do filme. A cena mais ridícula, inclusive, é aquela em que o assassino rende a dupla de heróis, mas solta algo do tipo "Não tenho motivos para matá-los, a não ser que vocês me sigam", e realmente vai embora sem atirar neles, apesar de ter matado muita gente antes por menos que isso!


E "Anjos e Demônios" provavelmente entrará para a história do cinema como um dos maiores desperdícios de talentos já filmados, pois astros como Tom Hanks e Ewan McGregor e grandes atores como Stellan Skarsgård e Armin Mueller-Stahl passam pelo filme sem nem tentar interpretar, em atuações nada memoráveis, dignas de novela das seis. Do jeito que está, podia até ser C. Thomas Howell no papel principal que ninguém iria perceber.

O mesmo vale para o diretor Ron Howard: parece que ele ficou dormindo no set e deixou o eletricista filmar. Dá para contar nos dedos as cenas realmente marcantes - uma delas é a exumação do falecido Papa.

Mas, somando prós e contras, o resultado é um passatempo bastante aceitável, um blockbuster disfarçado de "filme culto" que realmente diverte e prende a atenção, ainda que seja facilmente esquecível. E é uma aventura que cumpre melhor o papel de levar alguma cultura às massas, de Bernini a Galileu, do que a maioria dos programas supostamente "educativos" da Rede Globo, por exemplo.

Como o Indiana Jones do século 21 está muito ocupado caçando alienígenas, ainda bem que sobrou o Robert Langdon para resolver interessantes mistérios históricos baseados em relíquias reais. Entre a "Caveira de Cristal" e esse aqui, fico com o Langdon!


PS: É bom não encarar tudo o que Dan Brown escreve como verdade absoluta (como fizeram também com "O Código Da Vinci"), pois basta pesquisar um pouco para perceber a quantidade de informações equivocadas presentes tanto no livro quanto no filme "Anjos e Demônios". Por exemplo: o Papa João Paulo II extinguiu a eleição de um novo Papa por aclamação em 1996; o camerlengo deve sempre ser um cardeal, e não um padre, como no filme; com a morte de um Papa, o poder da Igreja passa para um grupo de cardeais, e não para o camerlengo, e por aí vai...

20 comentários:

Ronald Perrone disse...

Com esse seu texto até surgiu uma ponta de dúvida se eu assisto ou não... porque a decisão já estava tomada de que eu não assistiria... trauma do Código da Vinci que eu não consegui passar dos 10 minutos, coisa rara pra mim, que já se acostumou com tralhas.

Quem sabe agora eu dê uma chance a este aí?

Allan Verissimo disse...

Ronaldo, assiste ANJOS E DEMÔNIOS. O filme é cheio de defeitos, mas consegue fazer o que promete: diversão e tensão durante duas horas.

Gélikom disse...

Guerra, eu gosto de algumas trabalhas do C.Thomas Howell e adoro os classicos juvenis do anos 80, como admiradora secreta, viadas sem rumo, uma escola muito louca, etc

artur disse...

não entendi o fato de todo mundo achar O CODIGO DA VINCI uma porcaria, gostei muito mais do primeiro, pois consegiu me deixar de olho grudado na tela, com aquelas investigações e mais mistérios e mistérios e támbem sobre sociedades secretas, como o Priorado e os segredos sobre a história da Bíblia,mas támbem não levem tudo a sério o que o livro e o filme dizem, esse ANJOS E DÊMONIOS támbem foi legal, mas ficou com um pouco de cheiro de coninuação caça-niques, apertando o acelerador e colocando algumas cenas de ação aqui e ali, embora tenha o mesmo clima do primeiro, acontece támbem que não da pra negar o fato de que eu gosto de filme grandes, assim nunca fico com gostinho de quero mais, O CODIGO foi mais legal e não entendi o porque é uma porcaria, alguém poderia me responder?

Felipe M. Guerra disse...

Eu achei uma porcaria porque é uma adaptação sem qualquer emoção de um livro bastante divertido. E o diretor e o roteirista deram importância demais ao material do livro: se era para colocar TUDO no filme, então deviam ter feito uma minissérie de 6 horas. Do jeito que ficou, todas as informações são jogadas na corrida, os enigmas são decifrados em segundos, e os personagens são tão mal-trabalhados que parecem figuras de cartolina. Para quem não leu o livro, vá lá, talvez o "resumão corrido" até funcione; mas para quem leu, é impossível não ficar frustrado no final. Diferente do "Anjos e Demônios", que já faz alterações no livro, melhora algumas coisas, piora outras mas, pelo menos, resume e condensa bastante o excesso de informação, tornando o resultado menos prolixo. Minha opinião, claro.

Ibertson Medeiros disse...

Eu gostei do filme. É melhor que O Código da Vinci, mas mesmo assim não achei grande coisa. Quase que durmo durante o filme e apesar de bastante fiel, não tem nenhuma cena memorável, principalmente para quem já leu o livro. Tom Hanks está muito fraco aqui mesmo. Aliás, nenhuma atuação aqui se salva.

Ibertson Medeiros disse...

E os dois melhores blockbusters do momento até agora foram Star Trek e Watchmen, na minha opinião.

Felipe M. Guerra disse...

Gélikom, também gosto do C. Thomas Howell. Só citei-o porque ele interpretou uma "cópia pobre" do Robert Langdon no trashão THE DA VINCI TREASURE, versão genérica de "O Código Da Vinci" feita pela produtora norte-americana The Asylum.

artur disse...

por isso que muita gente diz que quem gostou do filme é porque não leu o livro, mas é bom separar o livro do filme, porque era de se esperar qua adaptação não fose 100% FIEL ao livro, basta olharmos para tras, em O PODEROSO CHEFÂO por exemplo, no filme existem muitas cenas que NÃO TEM no livro, tudo inventado por Coppola, mas se a gente não souber separar o livro do filme, vamos achar o filme ruim (é por isso que não gosto das "adsptações" recentes de filmes de super-heroi, e ja que estamos falando de Blockbuster, um Blockbuster de verdade é esse aqui ó: http://1.bp.blogspot.com/_mHGAlzxo-lc/SbNB-9jIUvI/AAAAAAAAAb0/UQYJMZFBVH0/s1600-h/O+Dolar+Furado.JPG

Felipe M. Guerra disse...

Mas o problema de O CÓDIGO DA VINCI é justamente tentar ser 100% fiel ao livro, e não o contrário. É muito material e muita informação para 2h30min de filme, e por isso ficou aquele bombardeio de diálogos, flashbacks, nomes, datas, pesquisas feitas na corrida, enigmas descobertos em segundos, etc e tal. Quem leu o livro de Dan Brown sabe que ele tem tantas referências a fatos, obras e pessoas de todas as etapas da história que somente com uma minissérie caprichada para dar conta de tudo. Entretanto, o "roteirista" Akiva Goldsman optou por manter toda a carga de informações (ao invés de simplificá-la), e fazer tudo em forma de resumo. Por isso que o filme não funcionou para a maior parte do público, mas ESPECIALMENTE para quem conhece o livro, onde as coisas são explicadas com calma e com todos os detalhes necessários.

Bruno C. Martino disse...

Minha birra é o mesmo que aconteceu com o EU SOU A LENDA. Akiva Goldsman é analfabeto funcional, só pode. O cara deve ler, não entender e fazer um roteiro nada a ver com a obra original. Porque em CDV o sentido é totalmente desvirtuado, acho que foi bem mais grave do que colocarem um monte de informações. Duro mesmo é aturar uma heroína que deveria ser inteligentíssima no mesmo nivel de Langdon transformada numa palerma na adaptação (E isso porque o livro é uma ode ao Feminino, imagina se não fosse!)

O sucesso de um filme com o publico é também medido pela venda de DVDs nas lojas. Como o primeiro HULK, o DVD DUPLO com luvinha, bonitinho e tal do CODIGO DA VINCI passou a ser vendido por 12 reais nem tinha passado 2 meses do lançamento. hahahaha

E esse aí não vou ver não. Já chega!

Allan Verissimo disse...

Mas,a respeito das cenas maracntes, aquela sequência toda onde o Robert Langdon está tentando sair da sala sem oxigênio até que foi tensa, não acham?

Allan Verissimo disse...

E, Bruno, você acredita se eu disser, que no ano passado, o dvd duplo do SUPERMAN RETURNS estava a 10 reais?

Felipe M. Guerra disse...

Bem lembrado, Bruno! Eu tinha esquecido do principal defeito do filme O Código Da Vinci: os caras deturparam a história original em vários momentos, mas principalmente ao colocar o Langdon refutando as teorias do seu amigo sobre o Santo Graal (sendo que no livro ele era muito mais cético e concordava 100% com tais teorias) e também ao sugerir que, mesmo tendo deixado uma linhagem sangüínea, Jesus era sim o filho de Deus e um milagreiro (isso fica sub-entendido quando a mocinha "cura" a enxaqueca do Langdon com as mãos, um momento estúpido que não existia no livro, onde Jesus seria apenas uma pessoa comum, e aí residia todo o perigo da revelação do segredo do "código").

Bruno C. Martino disse...

Allan eu já vi esse DVD do Superman por 13 reais. Eu quase cheguei a comprar pq sempre tive vontade de ver o making of (que dizem ter umas 3 Horas), mas acho o filme muito chato então nem comprei.

Isso mesmo Felipe. Outra coisa que não gostei foi como trataram o avô da mulher. Ele ficou parecendo um vilão e tarado (pra variar no filme não explicaram o sentido daquela orgia que eles faziam).

Aquele Langdon é frouxo. Mesmo assim teve pessoas na sala que reagiram mal às "polêmicas" do filme. Se tivessem lido o livro veriam que é bem pior, hahahaha

artur disse...

que erro de adaptação feio, mas como não li o livro, achei o filme legal, mas tentar que o filme seja100% fiel ao livro ai ja foi demais, bruno é natural que as pessoas reagam assim a filmes que colocam em dúvida o que a Biblia diz, as pessoas levam a Biblia muito ao pé da letra e não deveria ser assim, mas támbem pesquisas que os cientistas fazem não comprovam nada 100%, ja li até dizendo que esse filme é um desrespeito a igreja catolica, mas ca entre nos, se o que a igreja prega é verdade porque então que a igreja tentou inpedir as filmagens de OCODIGO e ANJOS? o pessoal leva filmes muito a serio e acreditam em tudo que o filme diz, claro que Deus existe mas as pessoas deveriam questionar mais, e se abrirem para opiniões diferentes.

disse...

Adorei seu blog, ele é ótimo.
Aproveito para dizer que adicionei seu link no meu. Sinta-se convidado desde já a visitá-lo.
Abraços

Allan Verissimo disse...

Ei, Felipe, porque o senhor não gostou do WOLVERINE? Foi por causa do roteiro raso e de nenhum personagem do filme se destacar?

Felipe M. Guerra disse...

Não, porque o filme é RUIM mesmo!

Allan Verissimo disse...

Tudo bem, cara. Eu também não gostei muito do filme mesmo.