sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DJANGO, O BASTARDO (1969)


(Este filme foi o único "Sotto-Django" que já havia sido resenhado aqui no FILMES PARA DOIDOS antes da MARATONA VIVA DJANGO!, no longínquo 16 de fevereiro de 2009! Para os novos leitores, que não acompanham o blog desde o começo, e para não deixar incompleta esta ambiciosa Maratona, resolvi republicar a resenha, agora em versão revisada e ampliada.)

"Eu vou te matar, Murdok. Lentamente... Vou fazer você morrer mil mortes, como os seus homens", ameaça Django, no clímax de DJANGO, O BASTARDO, uma daquelas ótimas surpresas para quem acha que já viu tudo em matéria de western spaghetti. Sem nenhuma relação com o "Django" de Sergio Corbucci além do nome do personagem, o filme difere de outras aventuras não-oficias do personagem porque foge do lugar-comum ao apresentar uma curiosa mistura de faroeste e horror, dando a Django uma certa aura sobrenatural.

Produzido em 1969 (apenas três anos depois do original), DJANGO, O BASTARDO tem outro destaque além do toque fantasmagórico: a presença, no papel principal, de Anthony Steffen, pseudônimo "americanizado" do italiano filho de brasileiros Antonio Luiz de Teffé. (O quê? Você ainda não leu o livro que Daniel Camargo, Fábio Vellozo e Rodrigo Pereira escreveram sobre o ator? Então saia JÁ da internet e vá em busca deste livro obrigatório!!!).


Já a direção é de Sergio Garrone, que dirigiu vários westerns, mas hoje é mais conhecido no "underground" pelas suas lamentáveis contribuições ao ciclo "nazisploitation" italiano, como "SS Experiment Camp" (1976) e "SS Camp 5: Women's Hell" (1977). Garrone já havia dirigido dois faroestes cujo personagem principal foi rebatizado como "Django" em alguns países ("Atirar para Viver", de 1968, e "Uma Longa Fila de Cruzes", em 1969, este último também estrelado por Steffen).

DJANGO, O BASTARDO é a primeira produção de Garrone realmente pensada e produzida para ser uma aventura não-oficial de Django (e não algum outro western qualquer que ganhou novo título com o nome do personagem). O roteiro foi escrito em parceria entre o diretor e seu astro, marcando também a estreia de Steffen como co-roteirista (função que ele exerceria em outras três produções). Em entrevistas, Garrone diria que este era o seu filme preferido entre os diversos que dirigiu; Steffen também tinha um carinho muito grande por ele.


Nossa aventura começa com vários takes mostrando um personagem misterioso caminhando, mas sempre sem mostrar o rosto do sujeito. Sua caminhada, que parece durar uma eternidade, acaba na frente de uma bela cabana, onde o misterioso homem finca no chão uma cruz com o nome "Sam Hawkins" e a data daquele dia. Os capangas de Sam ficam apavorados com aquela aparição e saem da cabana para confrontar o desconhecido.

Neste momento, a câmera acompanha o homem enquanto ele levanta o rosto, revelando finalmente os olhos frios e o rosto desprovido de emoção. Trata-se de Django, nosso protagonista, e antes que os seus antagonistas possam sequer trocar algumas palavras, ele atira rapidamente, eliminando todos em cena; Hawkins, claro, cai perto da cruz de madeira com seu nome.


Corta para uma luxuosa mansão onde encontramos os dois outros personagens centrais da trama: o banqueiro Ross Howard (Jean Louis) e o vilão, um poderoso fazendeiro chamado Rod Murdok (Paolo Gozlino), que vive ali com o irmão psicótico, Luke (Luciano Rossi, vilão habitual dos westerns e policiais da época, aqui creditado como "Lu Kamonte" e numa perfeita interpretação de desequilibrado, à la Klaus Kinski!!!).

Quando conhecemos os malvadões, eles estão assistindo a um bizarro jogo onde dois homens atiram, um para o outro, uma banana de dinamite com o pavio em chamas - numa ideia bastante inspirada, que rende uma cena tensa que Garrone estica até deixar o espectador na maior agonia, esperando pela iminente explosão da bomba!


Descobrimos que Murdok e Ross têm negócios fraudulentos em comum, e também parecem ligados por um segredo do passado. Logo, chega à cidade o misterioso Django, que vai procurar um marceneiro e lhe pede para construir uma cruz de madeira. Segue-se um diálogo impagável:

- É apenas um dólar. Que nome e data quer que eu grave?
- O nome é Ross Howard. E a data é de hoje.
- Ross Howard? Então pode guardar o seu dólar! É de graça!



Naquela noite, Django visita Howard em sua casa. O banqueiro é atraído pelo pistoleiro até um velho cemitério. Durante o trajeto, Howard só sabe repetir: "Eu não tive culpa, Django! Eu não tive culpa!". Mas é inútil. Levado até uma sepultura aberta, onde está a cruz de madeira com seu nome e a data daquele dia, Howard é impiedosamente baleado por Django. Ah, antes que você pense que estou indo longe demais na descrição da trama, isso tudo acontece nos primeiros 20 minutos do filme!

É quando o diretor freia o ritmo. Ficamos sabendo mais sobre os irmãos Murdok - Rod e Luke. Assustado com a possibilidade de ser a próxima vítima, já que uma cruz de madeira com seu nome apareceu do lado de fora do rancho, Rod contrata dezenas de pistoleiros mercenários para protegerem sua pele. Eles inclusive expulsam todos os moradores da cidadezinha para que possam ter controle total da situação (uma desculpa para justificar a falta de dinheiro para contratar figurantes, claro...).

Só que, numa noite escura, o fantasmagórico Django aparecerá para acertar as contas com Murdok e todo o seu exército de mercenários, ajudado/atrapalhado pela própria esposa do vilão, a ambiciosa Alida (Rada Rassimov, irmã de outro Django não-oficial, Ivan Rassimov, e que já havia aparecido em "Django Não Espera... Mata")


O grande acerto de DJANGO, O BASTARDO é apresentar o personagem-título como um carrasco misterioso e impiedoso, e circulando na tênue linha entre uma ameaça humana e real e uma invencível aparição sobrenatural. Por meio de um flashback, descobrimos que o herói era um soldado durante a Guerra Civil - e, ironicamente, um soldado confederado, enquanto o Django de Corbucci lutava pela União! Certo dia, todo o seu batalhão foi traído pelos seus superiores, Hawkins, Howard e Murdok, e exterminados sem piedade (incluindo outro ator com sangue brasileiro, o paulista Celso Faria, figurinha carimbada nos "Sotto-Djangos").

Vemos, ainda no flashback, Django caindo após ser alvejado pelas costas. Mas terá morrido e virado um fantasma vingador, ou sobrevivido ao atentado para dar o troco? Boa pergunta. Até os 15 minutos finais, o espectador não tem nenhuma dúvida de que Django é um fantasma vindo do passado para vingar-se dos homens que o mataram. Mas aí o "fantasma" é ferido e sangra no confronto final com seus inimigos, desmistificando aquela aura de assombração que o acompanhara até então. Real ou sobrenatural? No livro "Dizionario del Western All'Italiana", de Marco Giusti, o diretor Garrone não dá nenhuma explicação conclusiva: "Ao final você não sabe se Django é real ou não, se é um sonho ou um fantasma", disse.


Para reforçar o "toque sobrenatural" da trama, Garrone usa diferentes artifícios cênicos, alguns bem simples, mas ainda eficientes. Por exemplo: poucas vezes, ao longo do filme, vemos o rosto de Django, que aparece quase sempre envolto pela escuridão. Em algumas cenas, apenas um pequeno facho de luz ilumina seus olhos! Tem também um inspirado momento em que um oponente de Django é "engolido" pela enorme sombra do herói projetada em uma parede. Por essas e outras, entre todas as obras de Garrone que vi, esta é a mais e bem filmada e visualmente criativa.

Apesar de ter um ritmo bastante irregular, DJANGO, O BASTARDO é um excelente bangue-bangue, que tenta - e consegue - escapar das armadilhas e clichês típicos do gênero. Embora os tiroteios não sejam tão inspirados, a forma como Django surge e elimina seus oponentes rende alguns bons momentos. Não raras vezes ele usa bonecos feitos com suas roupas para enganar os adversários e pegá-los pelas costas. E há ainda alguns toques bastante macabros, como três pistoleiros mortos pelo herói que voltam à cidade levados por seus cavalos, crucificados sobre as selas!


O grande ponto fraco do filme é a inexistência de um duelo final mais criativo entre Django e o grande vilão, Murdok, pois Garrone se limita ao batido e pouco emocionante "mano a mano" de quem saca mais rápido. É uma pena, porque em vários momentos constatamos que Murdok é um grande espadachim, e por um momento imaginei que ele fosse usar suas habilidades no manejo da espada contra o herói - coisa que nunca acontece.

Para terminar, vale lembrar que este é um raro caso de produção italiana "copiada" anos depois numa grande produção norte-americana, e não o contrário. Acontece que quatro anos depois, em 1973, Clint Eastwood dirigiu e estrelou "O Estranho Sem Nome", um faroeste com tom "sobrenatural" bastante parecido com o de DJANGO, O BASTARDO, e cujo roteiro (assinado por Ernest Tidyman) traz Eastwood como um xerife que supostamente volta da morte para se vingar dos seus algozes.


Graças ao sucesso do filme com Eastwood, o produtor norte-americano Herman Cohen comprou os direitos de exibição da obra de Garrone e remontou-a para sua estreia nos cinemas dos Estados Unidos, dando-lhe um título, "The Stranger's Gundown". A única diferença perceptível é que a cena em que os soldados confederados são exterminados foi jogada lá para o meio do filme, como flashback, enquanto na versão original italiana o massacre acontecia logo no começo, antes mesmo dos créditos iniciais (esta resenha foi baseada na montagem norte-americana).

Considerando que as aventuras não-oficiais baseadas no clássico de Sergio Corbucci raramente fugiam do lugar-comum, DJANGO, O BASTARDO foi um sopro de criatividade muito bem-vindo no universo dos "Sub-Djangos". Não só é um dos grandes trabalhos do diretor Garrone, como um dos melhores filmes com o personagem. Steffen voltaria a ele em "Um Homem Chamado Django" (1971), de Edoardo Mulargia, mas dessa vez sem nenhum toque sobrenatural.


E embora Garrone não tenha feito outro filme com um herói de nome Django, pelo menos mais um filme dele foi rebatizado para parecer aventura não-oficial do personagem: a co-produção Itália-Espanha "Tequila" (1971), que, mesmo com um herói chamado Johnny), foi distribuída na Itália, França e Estados Unidos com o enganoso título "Mate, Django... Mate Primeiro!".

PS: Este é um dos primeiros filmes do técnico em efeitos especiais Paolo Ricci, que depois comandaria as barbaridades e sangrentas mutilações de filmes como "A Montanha dos Canibais" e "A Ilha dos Homens-Peixe", de Sergio Martino, e "Paganini Horror", de Luigi Cozzi.


Cena inicial de DJANGO, O BASTARDO



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Django, Il Bastardo (1969, Itália)
Direção: Sergio Garrone
Elenco: Anthony Steffen, Rada Rassimov, Luciano Rossi, 

Paolo Gozlino, Furio Meniconi, Celso Faria, Teodoro 
Corrà, Jean Louis e Emy Rossi Scotti.

30 comentários:

artur disse...

fala felipe, ja estava na hora de postar um spaghettão, tambem vou escrever em breve sobre esse maravilhoso filme, acho que no filme, django é um homem comum que usa o ar "sobrenatural" para assusstar os seus inimigos é um exelente filme, sem sombra de duvida, tenho esse filme aqui comigo onde no dvd tambem tem o django em original e 10.000 dólares para django com gianni garko, tem uma parte bem engraçada neste texto: "(uma desculpa para justificar a falta de dinheiro para contratar figurantes, claro...)." hehehehe legal,um exelente filme, infelizmente não tenho o livro,fui a 3 livrarias (incluindo a siciliano) e não encontrei, e olha que a siciliano vende até na internet, vou esperar a bienal do livro daqui de salvador pra ver se tem, abraço.

Allan Verissimo disse...

Esse filme existe em vhs ou dvd aqui no Brasil?

artur disse...

existe em dvd allan, é so procurar na lojas americanas ou no pirtão de 5 reais.

Ronald Perrone disse...

Eu tenho esse filme em DVD, mas ainda não assisti...

Matheus Ferraz disse...

Meu pai que adora os spaghetti, foi ele que me fez gostar deles . Ele viu vários clássicos destes na época em que ainda haviam cinemas de rua em BH, como o Cine Paladium, o Cine Acaiaca e o Cine Brasil, que já viraram todos igrejas.

Ibertson Medeiros disse...

Eu já vi uns 5 filmes com o nome de Django, sem contar o do Takashi Miike hehehe
Eu tenho o Django do Corbucci e sua sequência, piratões e dublados hehehehe.
Esse Django: O Bastardo parece ser muito bom.
Destaco no texto o jogo da dinamite, a parte da cruz e o diálogo que deu início ao post.
Vou procurar esse filme.

TITARA BARROS disse...

Eu tenho esse filme...gostei muito!!
E aki o piratão e 2 contos de reis....hehehe...
e Guerra, queo ver a sua analise sobre os filmes da serie Thunder...se é q vc tem ae..
Abs!! e ainda roxo de inveja da vossa foto com o Cozzi.

Rodrigo Pereira, um sujeito que gosta de cinema disse...

Oi, Felipe. Obrigado por considerar nosso modesto livro como "obrigatório". Artur, não creio que vc vai encontrar o ANTHONY STEFFEN à venda na Bienal aí. Atualmente, o livro está a venda nos sites da Fnac, da 2001 Vídeo e no Submarino, mas talvez o melhor caminho seja o site da própria editora, matrixeditora.com.br. A editora envia para o país todo e não cobra frete. Abraços,

Felipe M. Guerra disse...

Eu não cobro comissão dos autores para divulgar o livro, mas acho que depois desse merchandising explícito do Rodrigo vou ter que cobrar o espaço publicitário dele aqui! hahahaha.

Não, não, brincadeira. O livro é mesmo obrigatório e eu recomendo a todos. É o tipo de coisa que aqui no Brasil ainda é para públicos específicos, infelizmente, mas que lá fora iria vender horrores.

vitor disse...

Esse filme passou no canal rural(não sei se é esse nome)esses dias atras e realmente é muito bom.Alias passa todos dias spaghetti westerns nesse canal,esses dias atras eu me diverti assistindo sabata um dos melhores westerns que eu ja vi.

Adrianoconan disse...

Sem contar a ótima trilha com uma voz feminina e fantasmagorica sussurando "Djaaaaaaaaaaaaaaango..."

Anônimo disse...

PORQUE E TÂO DIFICIL BAIXAR FILMES
GRATES NESTE SAITE

leandromd disse...

Eu comprei esse filme recentemente, pensando que era o Django "original", que eu assisti quando era pequeno na TV, na casa de um amigo da escola.

Comecei a assistir o DVD do filme em questão, mas nada de aparecer a tal metralhadora e caixão, que eu tinha uma vaga lembrança...

Devo confessar que fiquei meio desapontado...

E, como estava com sono, acabei nem assistindo o filme todo!

Bem, vou ver se assisto novamente, e inteiro, mas sem a "expectativa" de ser o outro filme! rsrs

[]s

Marco A. S. Freitas disse...

Morrir de rir depois de ler o q o Leandro postou(não, não estou zombando de ti)...pelo jeito, o ´marketing picareta´ "abocanhou" (UI!) mais um...não se preocupe, Leandro...a intenção foi confundir vc , mesmo e fazê-lo achar q se tratave do clássico.
Quem nunca caiu nessa, q atire a primeira pedra (ou jogue um barril de pólvora!).
Faz anos q não vejo esse longa (por sinal, gosto mais da premissa do q do filme propriamente dito), mas, na versão original, ele não é chamado de DJANGO em algum momento, certo?

Felipe M. Guerra disse...

MARCO, na verdade este filme foi concebido desde o início como aventura não-oficial de Django (coisa rara na época, quando era mais rápido e mais fácil renomear filmes e personagens). Então o Steffen é chamado, sim, de Django, inclusive no áudio em italiano.

Anônimo disse...

Eu vi uma entrevista do Anthony Steffen no Jô Soares em que ele diz
que tinha horror a cavalos, pois já havia sofrido acidentes com os equinos. E no livro sobre ele diz que odiava o barulho dos tiros disparados durante as produções. Esse Steffen devia ser uma figura hilária.

Paulo Geovani

elemesmo disse...

Que pena que o Felipe não vai escrever sobre Django Kill, o filme em que o Thomas Milian (que nem se chama Django no filme) enfrenta uma gang de cowboys gays! Quase um "Kung Fu contra as bonecas"

Marco A. S. Freitas disse...

Interessante, Felipe.
Podemos citar tbm q a idéia de um ´fantasma vingando a própria morte´ foi tão apreciada por Eastwood que ele a repetiu num dos filmes dele q eu mais gosto-se não me enagno, foi o primeiro dirigido por ele q os críticos franceses realmente adoraram, ressaltando q ele deixara de ser ´apenas um home de ação e ator limitado´: PALE RIDER-O CAVALEIRO SOLITÁRIO (não só o ´pastor´ q ele interpreta, quando tira a roupa, apresenta várias marcas de bala espalhadas pelo corpo, mas, quando ele confronta os ´donos da cidade´, ele parece ser reconhecido por um deles, como se indicando q ele tivesse sido fuzilado pelo próprio)

Felipe M. Guerra disse...

Pois é MARCO, há quem diga que a única diferença entre os dois filmes é que o 'fantasma' de "O Estranho Sem Nome" veio o Inferno, enquanto o de "O Cavaleiro Solitário" veio do Céu.

gélikom disse...

"e Guerra, queo ver a sua analise sobre os filmes da serie Thunder...se é q vc tem ae.." Até hoje não entendi como nada do Thunder foi ainda resenhando pelo Guerra. A trilogia tem a cara do blog.

Anônimo disse...

"enfrenta uma gang de cowboys gays!"

kkkkkkkkkkk, sério isso? Deve ser engraçadão!



Abraços!



Night Owl.

Anônimo disse...

elemesmo... um Western que eu acho que se enquadra perfeitamente na proposta do Blog é o Red Western "Lemonade Joe". Filme de 1964 da extinta Checoslováquia. O filme é uma comédia pastelona (mas muito inteligente) + cenas musicais (mas diferente dos musicais de Hollywood) e faz uma ótima paródia com os Westerns americanos. E o destaque é pra fotografia do filme que parece uma pintura. O filme é preto e branco, mas é aquele preto e branco colorido! Parece estranho falar isso, né? Bem, vocês viram as versões de "O Golem" (1920) e "Nosferatu" (1922) onde cada quadro tem uma tonalidade de cor diferente... uma hora a imagem é toda verde, outra hora é toda azul, outra é toda vermelha, etc???

Pois então, Lemonade Joe é assim, só que o interessante é que nesse filme ao invés das cores mudarem de uma cena pra outra num corte seco, as cores vão mudando em degradê. Se os personagens entram num lugar fechado o tom de cor fica mais frio, quando saem pra um lugar ensolarado, essa cor fria vai se transformando em uma cor quente, como se estivessem ligando alguma lampada por perto. A maior parte do filme usa um verde limão (nem precisa perguntar o porquê, rsrs). Se o Zack Snyder precisou do recurso de computação gráfica pra fazer uma fotografia que lembra pintura em "300", aqui o diretor Oldrich Lipský contratou uma equipe que fez na raça mesmo (eu não sei quem fez a fotografia do filme, no IMDB não encontrei nenhuma informação, por isso falei "equipe").

E o personagem principal, o Lemonade Joe, tem como sua kryptonita o Whisky (que é a bebida favorita do vilão do filme), e a bebida de limonada dá forças pra ele. kkkkkkkkkkkk! E de bônus a mocinha do filme é a atriz Olga Schoberová, que chegou a participar de um filme da Hammer!

E acreditem, Billy The Kid, Wild Bill Hickok, Buffalo Bill, Django, Angel Eyes, Tuco, Clint Eastwood, Charles Bronson, John Wayne, Hnery Fonda, Trinity, Tex, Racha Cuca, Chapolin e quem mais vocês quiserem, são fichinhas perto do Lemonade Joe em termos de serem o "gatilho mais rápido do Oeste". rsrs

Inclusive, aquele episódio do Chapolin enfrentando o Racha-Cuca onde o Chapolin aparece e desaparece em vários lugares diferentes deve ter sido inspirado numa cena desse filme onde o Lemonade Joe e o vilão Hogofogo protagonizam um duelo bem semelhante! Até o Flash deve ter ficado com inveja do cowboy limão aqui! rsrs

Enfim, é um filme que vale a pena assistir e que também vale ser resenhado! Se forem baixar na internet não esqueçam de tentar arrumar legendas, já que o filme é todo falado em checo.


Abração!




Night Owl.

elemesmo disse...

Vixi! Vô Baxá! Brigado Night Owl!

Bruno disse...

Felipe, além desse resenhado e dos dois do Eastwood, você conhece mais algum faroeste com toques sobrenaturais? Faroeste mesmo e não filmes de horror como "A Casa dos Pássaroa Mortos".

Dylan Dog a.ka.Victor B. disse...

Esse filme é bem legal.O Steffen é carismático(e tem uma incrível semelhança com o Madds Mikkelsen).Tem uma cena bem engraçada,em que ele pede pro marceneiro da cidade confeccionar uma cruz e quando ele fala o nome que deve ser colocado nela e a data,o marceneiro faz ele de graça. Só fiquei com um dúvida:se o cara é um fantasma,porque sangra e sente dor?Se bem que no filme O Corvo,o personagem também se tornava mortal no final do filme.

spektro72 disse...

'O ESTRANHO SEM NOME " era um dos western preferido do meu pai por que tinha aquele negocio sobrenatural do sheriff que vai se vingar do seus algozes ," O Cavaleiro Solitario " é um remake dele.. tem um filme que meu pai me falava que era pareceido com este do CLINT EASTWOOD chamado " CLINT - O SOLITARIO " ele me falava que era muito parecido com este ( O CAVALEIRO SOLITARIO ) algumas coisas era diferentes mas lembrava, Caramba! quantas locadoras ele foi tentar achar este filme para assisti-lo e não consegui ,eu mesmo nem sei se saiu isso em DVD ,afinal! esta saindo tanto WESTERN SPAGHETTI talvez ate tenha saido ..naõ sei.
eu assisti este entrevista com ANTHONY STEFFEN no JÔ ONZE E MEIA NO SBT ,foi divertido meu assistiu tambem .
abraços
Spektro 72

Júlio Daniel disse...

Lemonade Joe deve ter sido um filme muito engraçado. Lembro de ter assistido ao triller no cinema e rido muito. Fiquei de assistir o filme quando estreasse, mas deixei passar a oportunidade não lembro porquê.

Abs a todos

J Daniel

laurindo big boss disse...

Laurindo Big Boss: Amigo Felipe,hoje me sinto no dever de prestar meus respeitos a voce, em nome de todo o povo do Rio Grande do Sul, em especial a cidade de Santa Maria, pela tragedia acontecida, na Boate Kiss, que a todos nos chocou. Aceite nossos pesares, em nome do povo gaucho, que com a sua fibra e valentia, certamente ira se erguer novamente, ante a um fato tão marcantemente triste...Um Abraço Solidario, do amigo Laurindo e Familia.

Anônimo disse...

Ontem no agro canal na parabólica passou esse filme e eu não acredito que perdi.obs: no agro canal e no canal do boi passa muitos filmes classicos de faroeste ASS: + OU - CINÉFILO

Anônimo disse...

ah! ia me esquecendo o horário de exibição dos filmes não é dos melhores quase sempre de madrugada apartir de 01:00 nos sabádos e domingos passam no final da tarde eu acho! link da programação do agro canal www.equipea.com.br/sba-complementos/cine.aspx?canal=agrocanal ou canal do boi http://www.equipea.com.br/sba-complementos/cine.aspx?canal=canaldoboi ASS: + OU - CINÉFILO