sexta-feira, 11 de abril de 2014

JACK THE RIPPER (1976)


Em 1975, Jess Franco estava sem produtor e sem dinheiro, e bem no meio das filmagens de um WIP (aqueles filmes de sacanagem sobre mulheres na cadeia). Desesperado, foi choramingar com o produtor suíço Erwin C. Dietrich, que na época estava financiando (e às vezes até dirigindo) tranqueiras sexploitation como "The Erotic Adventures of Robin Hood" (1969) e "The Three Musketeers and Their Sexual Adventures" (1971).

Dietrich caiu na lábia do espanhol e topou bancar o que faltava de grana para que ele terminasse o tal filme, chamado "Frauengefängnis" (mais conhecido pelo título em inglês "Barbed Wire Dolls"). Ao ver o filme pronto, o coitado ficou horrorizado: Franco tinha filmado da forma mais desleixada possível, com luz natural, câmera no ombro e várias cenas fora de foco, o completo oposto do mínimo de qualidade que o produtor exigia mesmo nas podreiras que financiava. Mais uma vez, o velho Jess venceu-o na lábia, dizendo que aquele era o futuro do cinema: filmes com uma cara mais amadora e realista (ou seja, de certa forma ele já antecipava o Dogma 95!!!).

Porém nada poderia preparar o pobre Dietrich para o capítulo seguinte desta novela: enquanto preparava os contratos de distribuição do tal "Barbed Wire Dolls", ele descobriu que estava chegando aos cinemas uma co-produção italiana chamada "Women Behind Bars", e as imagens e nomes de atrizes no pôster deste filme lhe eram estranhamente familiares.

Acontece que Franco havia rodado também este segundo filme de mulheres na cadeia ao mesmo tempo em que filmava "Barbed Wire Dolls", nos mesmos cenários, com o mesmo elenco e usando o equipamento de Dietrich (ao lado, o pôster dos dois filmes)!

Algo do tipo "take 1 vai para 'Barbed Wire Dolls', take 2 vai para 'Women Behind Bars'", porque ele tinha pegado dinheiro de produtores italianos para um outro projeto que não saiu do papel, mas continuava devendo um filme para eles! Dá pra acreditar?

Esta introdução foi apenas para explicar porque o produtor suíço montou uma verdadeira operação de guerra para impedir que Franco lhe engambelasse novamente no filme seguinte que fizeram juntos, JACK THE RIPPER (1976), mais uma adaptação para o cinema dos lendários assassinatos de Jack, O Estripador.


Para evitar que Jess filmasse qualquer outra coisa nos intervalos da produção "oficial", Dietrich forçou-o a transferir as locações de Portugal, onde ele pretendia rodar o filme originalmente, para Zurique, uma das cidades mais luxuosas da Suíça, onde o produtor podia acompanhar os trabalhos de perto. E ainda colocou um dos seus homens de confiança, Edouard A. Stöckli, como gerente de produção, para impedir qualquer picaretagem do espanhol malandrão.

A operação até funcionou no sentido de resultar em um trabalho de mais qualidade. Mas Franco foi picareta de qualquer jeito: ao invés de fazer um filme sobre Jack, O Estripador, como Dietrich queria, ele simplesmente refilmou seu clássico "O Terrível Dr. Orloff" (1961) praticamente cena a cena, com pequeníssimas alterações!


Na vida real, o assassino desconhecido identificado apenas como Jack, O Estripador aterrorizou o bairro pobre de Whitechapel, em Londres, no final do século 19. Ele matou e esquartejou cinco prostitutas entre as madrugadas de 31 de agosto e 9 de novembro de 1888. Outros crimes foram atribuídos a ele, bem como cartas ameaçadoras enviadas a jornais, mas nunca se confirmou nada.

As cinco vítimas "oficiais" foram Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly, e as sangrentas cenas dos crimes variavam de pescoços cortados e peitos abertos até seios e úteros arrancados e órgãos internos removidos, levando a polícia a acreditar que o Estripador seria alguém com conhecimento do que fazia, tipo um cirurgião ou açougueiro.

Tão misteriosamente quanto surgiu, o misterioso Jack desapareceu sem deixar rastros, e sem que sua identidade fosse descoberta - até hoje existem diversas teorias sobre o caso, que acabam rendendo vasto material para novos livros e documentários do Discovery Channel a cada par de anos.


Quando Jess foi contratado para dirigir o "seu" JACK THE RIPPER, o terrível Estripador já tinha aparecido em mais de 30 filmes, sendo que o primeiro deles foi o clássico do expressionismo alemão "O Gabinete das Figuras de Cera", dirigido por Paul Leni e Leo Birinsky em 1924. De lá para cá, atores tão díspares quanto Anthony Perkins, Udo Kier, Ian Holm e até Tor Johnson (sim, o gigantesco "muso" do Ed Wood!) interpretaram o famoso serial killer londrino em produções bem diversas.

Para a sua adaptação, o diretor contou com um dos atores mais problemáticos da época, uma figura que tinha fama de louco furioso e psicopata NA VIDA REAL, e portanto a pessoa mais apropriada para interpretar Jack, O Estripador: ninguém menos que o alemão Klaus Kinski, o terror dos diretores e produtores, que já havia trabalhado com Franco anteriormente em "Conde Drácula", "Santuário Mortal" e "Venus em Fúria".


Kinski interpreta um médico chamado Denis Orloff (sacou?), um respeitado membro da sociedade e um filantropo durante o dia (ele chega a atender pessoas carentes de graça em seu consultório), mas um monstro à noite, quando sai para as ruas e assume a identidade de Jack, O Estripador para matar e retalhar as pobres garotas de vida fácil que encontra em seu caminho.

À medida que a contagem de cadáveres aumenta, e a polícia começa a sofrer pressão popular para prender o assassino, o Inspetor Anthony Selby (Andreas Mannkopff), melhor investigador da Scotland Yard, é recrutado para trabalhar no caso.


Selby tem uma namorada dançarina, Cynthia (Josephine Chaplin), que, para ajudar o amado, resolve investigar os crimes por conta própria, inclusive vestindo-se de prostituta e circulando sozinha por Whitechappel à noite, tentando atrair o Estripador para uma armadilha.

O problema é que o Dr. Orloff mata prostitutas por causa de um trauma de infância (sua própria mãe trabalhava nessa profissão), e a pobre Cynthia é muito parecida fisicamente com a Sra. Orloff. Ou seja: passa imediatamente para o topo da lista de futuras vítimas de Jack, O Estripador!


O que mais chama a atenção em JACK THE RIPPER é a total falta de comprometimento de Jess com os fatos históricos relacionados ao Estripador real. Apenas o uso do nome "Jack, O Estripador", a ambientação numa falsa Londres e a existência de um assassino de prostitutas lembram os assassinatos acontecidos em 1888; todo o resto é invenção do diretor-roteirista, a partir de seu clássico "O Terrível Dr. Orloff".

A história é praticamente a mesma: Jack tem até uma ajudante (como Orloff tinha Morpho), uma mulher demente chamada Frieda (Nikola Weisse), que é vigia no Jardim Botânico de Londres, para onde o psicopata leva suas vítimas para poder retalhá-las em paz.

A tal ajudante parece ter sido operada e lobotomizada pelo médico louco para virar sua serva leal (ao menos uma cicatriz na cabeça da mulher é mostrada em destaque), o que a aproximaria ainda mais do velho Morpho. E ela se refere às vítimas do assassino como "bonecas", talvez por perceber a satisfação com que seu mestre "brinca" com elas.


E não pára por aí: Jack coloca suas vítimas num barco a remo para transportá-las até o Jardim Botânico pelo Rio Tâmisa (como Orloff e Morpho faziam com suas vítimas em "O Terrível Dr. Orloff, para conduzi-las da cidade até o castelo do cientista), e depois descarta os cadáveres mutilados no próprio rio.

Enquanto em "O Terrível Dr. Orloff" um pescador encontrava o colar de uma das vítimas, que havia caído do barco durante o transporte, aqui um outro pescador encontra a mão decepada de uma das vítimas. Todo o episódio envolvendo o Inspetor Selby e sua namorada que resolve investigar os crimes por conta própria também foram tirados do filme de 1961, em que o mesmo acontecia com o Inspetor Tanner e sua namorada (também bailarina!) Wanda.


Os dois filmes ainda têm cenas inteiras em comum, refilmadas por Jess com ângulos de câmera praticamente idênticos. Uma é aquela em que o investigador reúne todas as potenciais testemunhas - incluindo um vendedor de flores cego! - para elaborar um retrato falado do criminoso, baseado nos pequenos fragmentos de informação que cada uma delas lembra.

A outra é aquela em que o Estripador passa pela carruagem onde Cynthia está e fica olhando assustadoramente para a garota. Em "O Terrível Dr. Orloff", o vilão reconhecia em Wanda a sua filha; aqui, o Estripador acha a moça muito parecida com sua falecida mãe. Em ambos os filmes, a moça grita e seu namorado chega a perseguir um vulto que se afasta, mas que não é o vilão!


A prova de que Franco não tem nenhum compromisso com os fatos históricos é que, além de mudar a quantidade de vítimas e os seus nomes - nada de Mary Ann, Annie, Elizabeth, Catherine ou Mary Jane aqui; as vítimas de Jess se chamam Sally Brown, Jeanny e Marika! -, o espanhol não pensa duas vezes em reescrever a história e, na conclusão, (SPOILERS) mostra a polícia encontrando, identificando e prendendo Jack, O Estripador! Como nada nem perto disso aconteceu na vida real, e o verdadeiro serial killer simplesmente desapareceu sem deixar vestígios, no mínimo Jess podia ter incluído um diálogo do tipo "Vamos manter isso em segredo, nunca saberão quem é o Estripador", para ficar menos fuleiro! (FIM DOS SPOILERS)
 

Quando o produtor Dietrich percebeu que Franco tinha refilmado "O Terrível Dr. Orloff" como JACK THE RIPPER, já era tarde demais. O que deu para fazer foi modificar a dublagem do filme, eliminando qualquer referência ao nome verdadeiro do Estripador como sendo "Dr. Orloff" e transformando-o num médico anônimo (embora "Dr. Dennis Orloff" ainda apareça nas dublagens em alguns idiomas).

Mas a malandragem do diretor espanhol acabou passando em brancas nuvens para os espectadores da época, e mesmo a análise de JACK THE RIPPER no livro "Obsession: The Fims of Jess Franco", que foi publicado em 1993, não faz qualquer menção ao fato de as duas obras serem cara de uma, focinho da outra. Só mais recentemente, com a possibilidade de revisar ambos os filmes primeiro em vídeo e depois em DVD/blu-ray, é que as pessoas começaram a constatar a malandragem.


Se o espectador conseguir descontar a picaretagem (como refilmagem colorida de "O Terrível Dr. Orloff", este novo filme é bem mais fraco que o original) e a falta de fidelidade histórica do roteiro, JACK THE RIPPER poderá ser apreciado como uma das produções mais bem cuidadas que Franco dirigiu naquele período.

Seus famosos excessos com zoom nos filmes da época, e cenas gravadas com câmera no ombro, foram podados por Dietrich e seu gerente de produção linha-dura, e o filme todo foi fotografado em estilo clássico, com becos escuros repletos de nevoeiro, lembrando muito o visual dos velhos filmes da Hammer - parece até que o Conde Drácula vai saltar de algum beco escuro a qualquer momento, ao invés de Jack, O Estripador!


O diretor de fotografia foi Peter Baumgartner, que conseguiu capturar com bastante estilo as ruas escuras e desertas (às vezes MUITO desertas, talvez por falta de figurantes) de Zurique. Graças à inserção de diversas cenas de arquivo (do Big Ben, por exemplo), a cidade suíça até acaba enganando como a Londres da Época Vitoriana.

Mas JACK THE RIPPER vale mesmo como mais uma tour-de-force do doidão Klaus Kinski. Não podia haver ator melhor para representar o serial killer, já que o alemão gela o sangue das suas vítimas só com o olhar (e o diretor faz questão de mostrar os olhos do ator em close o tempo inteiro).


O incrível é que sua performance aqui está até contida, já que Klaus tentou passar a ideia de que Orloff era um homem dividido entre duas personalidades: a de médico bonzinho e a de psicopata descontrolado.

É uma abordagem curiosa, que lembra mais Jekyll e Hyde - as duas metades da mesma pessoa no livro "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson - do que propriamente Jack, O Estripador. Kinski representa o contraste entre estas duas personalidades diferentes sem exageros, mas a verdade é que não tem muita graça ver o ator "interpretando" um louco, pois parece que está apenas sendo ele mesmo!


Com fama de difícil nos bastidores, o alemão não teria dado muito trabalho em JACK THE RIPPER, segundo Franco e o produtor Dietrich. Nem por isso guardou boas recordações da produção, que foi filmada às pressas e com pouco dinheiro. "Eu filmei aquela merda em apenas oito dias", resumiu o ator, numa entrevista posterior.

Dietrich confirmou que ele gravou todas as suas cenas em oito dias numa entrevista ao livro "Obsession: The Films of Jess Franco", mas lembrou que as filmagens com ele eram quase sempre noturnas - algo bem desgastante, principalmente porque duravam várias horas seguidas entre o anoitecer e o amanhecer. Mesmo assim, o "difícil" Kinski não teria reclamado - quem sabe por saber que passaria essas oito noites insones rodeado de belas mulheres nuas em quase todas as suas cenas!


Obviamente, um filme sobre Jack, O Estripador precisa envolver certa dose de violência, considerando o estrago que o verdadeiro serial killer inflingia em suas vítimas.  Este é o único aspecto em que JACK THE RIPPER consegue acrescentar algo a "O Terrível Dr. Orloff", pois aqui há sangue aos borbotões em cada ataque do vilão.

O problema é que as mutilações são encenadas com efeitos tosquíssimos, no nível das obras de Herschell Gordon Lewis (tipo "Banquete de Sangue"). Ou seja: "bonecos" absurdamente falsos são desmembrados e cortados em close, com aquele sangue vermelhão dos filmes dos anos 70 jorrando dos ferimentos, em cenas que muitas vezes soam mais engraçadas (até pelo exagero) do que chocantes - repare nos "seios" arrancados nas imagens abaixo.


JACK THE RIPPER também tem uma cena tosquíssima em que o Estripador, nos seus dias "normais" como Dr. Orloff, arranca "a seco" (sem qualquer tipo de anestesia ou mesmo assepsia) a pústula que um paciente pobretão tinha na perna - e que não passa de uma visível bolinha de látex com sangue falso por baixo.

Embora o propósito desta cena seja comprovar que o alter-ego "normal" de Jack (o bom doutor) está gradativamente perdendo o controle, sendo violento até com seus pacientes, Franco podia ter mostrado isso de outra maneira, sem aquele close que deixa a "maquiagem" ainda mais evidente. Detalhe: o doutor depois libera seu paciente sem no mínimo enfaixar o ferimento ou fazer um curativo! Assim fica fácil (e barato) fazer caridade atendendo pacientes pobres de graça!


No fim, o produtor ficou bem contente com o resultado, pois Franco se comportou, não foi tão desleixado quanto de costume durante as filmagens e ainda entregou o nível de putaria que se esperava dele (Dietrich confirmou que só o contratou para o projeto pela sua habilidade em mesclar sexo e violência em filmes rodados em pouco tempo e com pouquíssimo dinheiro).

Todas as vítimas do Estripador aparecem nuas, incluindo a "mocinha" Josephine Chaplin no final. Lina Romay, esposa e musa do diretor, aparece como Marika, uma das vítimas, numa cena que depois seria repetida à exaustão em filmes tipo os da série "Sexta-feira 13": ela tenta fugir de Orloff/Jack por uma floresta escura à noite, naquele que talvez seja o momento mais climático do filme.


Embora frustrante para quem espera um filme minimamente fiel à história verídica de Jack, O Estripador (e ainda mais frustrante quando se percebe que é só uma cópia disfarçada de "O Terrível Dr. Orloff"), JACK THE RIPPER vale a assistida por pelo menos dois motivos: constatar como Jess consegue "fingir" uma produção classuda mesmo com pouquíssimo dinheiro, e conferir o finado Klaus Kinski como astro do espetáculo.

Fora isso, não há nenhum mistério para o espectador desvendar (Kinski É Jack, O Estripador desde o começo, e a investigação realizada pela polícia nunca empolga) e pouquíssimas cenas de suspense ou tensão, já que sempre que o vilão cruza com alguma garota, você sabe que ela será morta violentamente mais cedo ou mais tarde.


Mesmo assim, é no mínimo interessante ver dois mitos (Jess Franco e Klaus Kinski) em ação. Principalmente porque, quase quatro décadas depois, ainda não aprendemos a fazer um filme decente sobre Jack, O Estripador!

Uma rara exceção é o quase desconhecido "À Beira da Loucura" (1989), de Gérard Kikoïne, que traz o eterno Norman Bates, Anthony Perkins, numa reinterpretação da história muito parecida com o que Kinski tentou fazer aqui: um cruzamento entre o serial killer real e "O Médico e o Monstro"! Neste filme, Perkins interpreta um Dr. Jekyll da Londres Vitoriana, que se transforma em Jack, O Estripador ao servir de cobaia para a sua fórmula!

Até vale uma sessão dupla com ambos os filmes, para comparar como dois excelentes atores interpretaram, cada um à sua maneira, o mais famoso (e misterioso) de todos os serial killers...


Trailer de JACK THE RIPPER



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Jack The Ripper (1976, Suíça/Alemanha)
Direção: Jess Franco
Elenco: Klaus Kinski, Josephine Chaplin, Andreas
Mannkopff, Herbert Fux, Lina Romay, Olga Gebhard,
Friedrich Schönfelder e Francine Custer.

7 comentários:

spektro 72 disse...

filmes de " Jack - O Estripador " teve tantos os filmes que mais lembro são " Nevoas do Terror " ,"Assassinato por Decreto " dentre outros filmes,uma frase que ele escreveu em suas cartas ate hoje atual " Eu Sou o Ínicio o Século 20 " realmente ele iniciou pois foi o primeiro de uma serie de psicopatas - assassinos que infestaram o século passado e continuam a sua trajetória neste século. Xiii! começou a picaretagem do nosso Jess Franco estava demorando e lendo o vosso conteúdo de seu blog pude analisar friamente que o filme só vale por causa do Klaus Kinski a fotografia do filme pois as suas fotos ficaram bem legais ,quem sabe um dia eu vou assisti-lo..pois é mais um dos filmes inéditos deste diretor vanguardista espanhol.
Um Abraço de Spektro 72.

laurindo Junior disse...

Amigo Felipe, para variar(estou sendo repetitivo), uma ótima resenha, que nos deixa muito pouco a comentar. Assisti este filme, em um cinema poeira, chamado Guanabara(bons tempos), para variar em programa duplo com um Kung Fu qualquer e claro, apesar de estar mais interessado em namorar(bons tempos 2), pude ver a interpretação, sempre geniosa e neurótica de Klaus, que para mim, um dos grandes atores de sua época. Com erros e acertos e um toque de erotismo, o filme agrada, apesar, dos pesares, afinal, como era bom namorar em um cinema poeira(bons tempos 3). Mas sério achei, um bom filme, que comparado ao que se ve hoje, é muito melhor...Abraços Laurindo Junior.

P.S. Na sua opinião Felipe, será que o genial Klaus, teve, digamos, uma relação intima com sua linda filha Natasha, como sempre foi dito???

Felipe M. Guerra disse...

LAURINDO, do Kinski podemos esperar qualquer coisa!

Poe Fan disse...

Fantástico perceber como Jess era habilidoso em suas "sabotagens"!

Luiz Carlos disse...

Acabo de descobrir o blog e me surpreendeu. Vou começar agora mesmo a acompanhar a serie de posts de Jesus Franco

João Ferreira disse...

Muito bom o texto sobre a "releitura" de Jess Franco sobre Jack, O Estripador.

Master Bates disse...

Segundo a Natassja, isso é mentira! Ela diz que quem tirou o lacre dela foi Roman Polanski.