quinta-feira, 17 de outubro de 2013

KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO (1986)


(Esta foi uma das primeiras postagens do FILMES PARA DOIDOS, publicada originalmente há cinco anos, em 11/10/2008. Como ela ainda estava no formato antigo - muito texto e alguns vídeos, sem fotos -, e pensando em quem está chegando agora e não conhece as postagens antigas, resolvi republicá-la em versão revisada e ilustrada. Dedico esta republicação ao amigo Osvaldo Neto, do blog Vá e Veja, já que eu fui o culpado por convertê-lo em fã de Paco Queruak!)

Quando eu era mais novo (não que hoje seja TÃO velho, é claro), KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO era uma espécie de "clássico de infância", que eu adorava ver e rever toda vez que o SBT reprisava na Sessão das Dez ou no Cinema em Casa. Todo mundo tem esses clássicos só seus, às vezes filmes horrorosos, mas que para nós têm certo charme especial. E eu gostava tanto deste que me ressentia de não ter um espaço para escrever um texto sobre ele, que todo mundo pudesse ler - à época, quem poderia imaginar que um dia teríamos a Internet para poder expressar as ideias ao mundo inteiro?


De tão viciado na fita, comecei a usar o pseudônimo do diretor italiano Sergio Martino - que assina este e vários outros filmes como "Martin Dolman" - como se fosse o meu próprio pseudônimo, para escrever contos e postar em fóruns e chats. Até hoje tenho contas de e-mail com este nome, e até hoje continuo fã declarado desta tralha trash.

Assim como eu, muita gente viu o filme nas intermináveis reprises proporcionadas pelo SBT. E, assim como eu, muitos viraram fã desta aventura pobre e divertida. É claro que, revendo hoje, todos temos um olhar mais crítico, e algumas coisas não são mais tão legais quanto eram na infância (quando até cenas de queda-de-braço eram o máximo!). Mas, surpreendentemente, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO continua uma ótima diversão, na linha "guilty pleasure" (aqueles filmes ruins que adoramos).


Com um excelente elenco de figurinhas carimbadas das produções italianas da época, a participação de John Saxon como o malvadão e muita ação e tiros, além dos tradicionais exageros do cinema italiano, trata-se de um programa obrigatório para quem gosta desse estilo muito peculiar de "arte".

O roteiro, escrito a dez mãos (!!!) por Martino/Dolman, Elisa Briganti, Lewis E. Ciannelli, Ernesto Gastaldi e Dardano Sacchetti, é praticamente uma mistura no liquificador de tudo que se fazia no cinema americano de ação da época (anos 1980), conforme veremos ao longo dessa resenha.


Lançado em 1986, o filme se chama "Mani di Pietra" (Mãos de Pedra) na Itália e "Hands of Steel" (Mãos de Aço) nos EUA - ou seja: muda o país, muda o material das mãos do cara! No Brasil, o título envolvendo a palavra "Exterminador" é uma mera referência ao sucesso de "O Exterminador do Futuro", com Schwarzenegger, dirigido em 1984 pelo americano James Cameron. Entretanto, se fosse seguir a lógica de materiais duros (pedra, aço...) usados nos títulos italiano e americano, KERUAK deveria ser rebatizado como "Mãos de Diamante", "Mãos de Granito" ou "Mãos de Adamantium" por aqui...

Depois, nos sucessivos lançamentos e relançamentos ao redor do mundo, a obra foi ganhando outros nomes cada vez mais estrambólicos, como "Vendetta dal Futuro" (Vingança do Futuro), "Atomic Cyborg" (O Cyborg... pfffff! Atômico!!!) e até "Return of the Terminator", para forçar mesmo uma relação com "O Exterminador do Futuro"!!! Mas vamos à trama.


O forçudo Paco Queruak (e não "Keruak", como foi utilizado no título nacional, talvez porque o tradutor era fã do escritor Jack Kerouac) é um cyborg que um dia foi humano, mas sofreu um acidente e teve que ser reconstruído ciberneticamente. Restou-lhe apenas 30% de humanidade no corpo; os outros 70% foram reconstruídos mecanicamente.

Paco é "interpretado" pelo americano Daniel Greene, basicamente numa imitação do Exterminador de Schwarzenegger, e a trama se passa num "futuro" não muito distante e nunca identificado (1997, segundo algumas fontes), quando a natureza e o meio ambiente foram arruinados pela poluição - isso é apresentado principalmente nos créditos iniciais, com imagens de fábricas despejando fumaça no ambiente e mendigos dormindo na rua, e numa cena posterior em que o herói atravessa uma zona de chuva ácida como se fosse a coisa mais comum do mundo.


Condicionado para ser um "exterminador" (desculpem o trocadilho), Paco foi contratado por uma ambiciosa organização, chefiada pelo maléfico Francis Turner (John Saxon, em pequena participação onde quase sempre aparece ao telefone). A missão: eliminar (ou "exterminar") o líder de um grupo de chatíssimos ecologistas, o reverendo Arthur Mosely (Franco Fantasia, um veterano do western spaghetti).

Pouco antes de cumprir sua missão, o cyborg verifica o horário para ver se está "dentro do cronograma" e o diretor Martino nos brinda com um plano de detalhe do seu fantástico "relógio-futurista" - que, na verdade, é apenas um daqueles velhos relógios digitais de camelô que vinha com calculadora junto (abaixo), que era o máximo de tecnologia lá na década de 80!


Quando está para exterminar (hehehe) o alvo, algo no cérebro do robô assassino (lembranças de quando era humano, talvez?) faz com que ele não atinja o Reverendo mortalmente, apenas apunhale-o no peito com a própria mão (ele é um cyborg com mãos de pedra/aço, esqueceu?). Depois, Paco escapa do edifício cheio de seguranças e policiais, passando por um túnel de alta tensão, até chegar a um também estiloso "carrão futurista", que é basicamente um calhambeque qualquer com um cano prateado colado em cima. Usando este possante carrão, o cyborg foge enfrentando até a tal tempestade de chuva ácida (!!!), que corrói o veículo.

A polícia e o FBI imediatamente iniciam a perseguição ao assassino, mas não estarão sozinhos na jornada. Acontece que a organização que programou o cyborg sabe que se ele cair nas mãos da lei, pode acabar revelando alguma coisa sobre os podres de Turner. Por isso, o figurão envia alguns de seus homens em busca de Queruak no lugar onde ele nasceu - a pequena cidadezinha de Page, no desértico Arizona.


Neste momento, o cyborg vai parar em um bar/motel de beira de estrada chefiado por Linda (Janet Agren, de "Pânico"). Ele decide ficar por lá trabalhando para Linda e protegendo-a dos valentões que aparecem, mais ou menos como uma versão anabolizada do Shane, o pistoleiro do clássico "Os Brutos Também Amam". E olha que valentões não faltam! O pior deles é o caminhoneiro Raul Morales, interpretado pelo "Antropophagous" em pessoa, George Eastman, dublado com um ridículo sotaque mexicano de dar dó (o dublador parece estar imitando o Tony Montana de Al Pacino em "Scarface"!).

O grandalhão Morales se enfurece com a presença de Queruak desde o começo. Bêbado, insiste para que o herói repita a frase "Raul Morales is the strongest", ou "Raul Morales é o mais forte" (e não tem como não rolar de rir com a dublagem desta cena; eu, pelo menos, me divirto até hoje). Com seu olhar intimidador de cyborg (aliás, o único olhar que demonstra o filme inteiro), Paco responde: "You're a looser!" ("Você é um perdedor!"). Pronto, cutucou a onça com vara curta!


Eis que o bar de Linda promove competições de queda de braço (no que eu até pensei que fosse uma referência a "Falcão - O Campeão dos Campeões", aquela bomba estrelada por Stallone, mas este foi feito no ano posterior, em 1987). Raul se acha o mais fortão da região e desafia Paco para uma queda-de-braço. Mas, claro, acaba perdendo uma fortuna quando o cyborg torce seu braço, e aí também entra no time que quer dar o troco no herói.

E como nada está tão ruim que não possa piorar, um assassino profissional europeu infalível chamado Peter Hallo (Claudio Cassinelli, um dos atores preferidos de Martino, que havia estrelado "A Ilha dos Homens-Peixe") é contratado por Turner para dar cabo do robô com mãos de pedra/aço. Será o fim do nosso herói cibernético?


A partir de então, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO se desenvolve com ação incessante, deixando pouco tempo para o espectador pensar na imbecilidade e na pobreza da coisa toda. Há perseguições de carro, de caminhão, de helicóptero, muitos tiroteios, lutas e mortes. Lá pelas tantas aparece até uma segunda cyborg usada pela organização de Turner, uma loirinha histérica e furiosa que sai na porrada com Queruak mais ou menos como a Pris de "Blade Runner", naquela que definitivamente é a melhor cena do filme (acima).

O final traz um grande duelo como convém a um filme do gênero, numa fábrica abandonada, onde Queruak é cercado por diversos homens de Turner, todos eles vestidos de preto e usando capacetes de motoqueiro (lembrando os vilões de "Fuga do Bronx", de Enzo G. Castellari). Claro que eles não são páreo para o cyborg e acabam sendo exterminados violentamente, em cenas que mostram os efeitos especiais do especialista Sergio Stivaletti - com direito a soco que arrebenta o visor do capacete e o rosto de um dos homens.


KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO é um filme muito divertido e engraçado - desde que se entre no espírito da coisa, claro. Daniel Greene é um péssimo ator (o que ajuda na sua interpretação de cyborg), que parece ter sido escolhido apenas por ser uma montanha de músculos igual a Schwarzenegger (Lou Ferrigno provavelmente era a segunda opção). E a mão do cara é enorme mesmo, o que ajuda o espectador a acreditar no fato de que o cyborg tem as tais "mãos de aço".

Até hoje lembro de cor da frase na capinha da fita lançada no Brasil pela América Vídeo: "Sou o resultado do projeto HOS 1. 70% do meu corpo foi reconstruído. Nível de eficiência: máximo. Características negativas: nenhuma. Poder: MÃOS DE AÇO". E o desenho da capa mostra o musculoso Paco com uma espécie de "Raio-X" de seus braços, mostrando que são cibernéticos - algo que nunca é plenamente exibido em nenhuma cena, talvez devido ao baixíssimo orçamento.

A propósito: como "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão", a indústria de brinquedos Gulliver roubou a arte da capinha do filme para ilustrar as cartelas da sua coleção de bonecos "S.O.S. Commandos", no final dos anos 1980 (veja abaixo a prova do crime).

Participação especial de Keruak nos S.O.S. Commandos!

Embora seja mais conhecido pelos clássicos filmes "giallo" que dirigiu na década de 70, como "Torso" ou "A Cauda do Escorpião", Sergio Martino também é um bom diretor de filmes de aventura feitos com pouca grana (quem viu "A Montanha dos Canibais" e "A Ilha dos Homens-Peixe" sabe disso). Mas um filme como KERUAK realmente precisaria de um cineasta como Enzo G. Castellari para ficar ainda mais divertido e histérico.

Embora Martino até encene alguns momentos em slow motion, à la Castellari, ele na verdade fica completamente perdido ao filmar as cenas de luta. Com uma coreografia pobre (em pelo menos um momento fica evidente que Daniel Greene erra um dos socos cenográficos e seu golpe fica "no vácuo", talvez porque ele e o outro ator não tenham ensaiado o suficiente), e a câmera muito próxima dos atores, as cenas de pauleira são qualquer-nota e pouco memoráveis.


A investigação policial sobre o atentado ao Reverendo lá no começo do filme, comandada por um policial negro e por uma técnica forense chamada Dra. Peckinpah (?!?), também é completamente dispensável e apenas deixa o filme em ponto-morto, atrasando as cenas de ação. E rende um momento simplesmente ridículo, quando o ferimento no peito da vítima é "escaneado" por computador e a máquina revela as possíveis armas utilizadas na agressão: "escultura" (?), "barra de ferro", "peso de papel" (?) e... "MÃO"!

Para compensar estes pontos baixos, o diretor recheia o filme com momentos divertidos pela sua total insanidade, como quando o cyborg disputa uma queda-de-braço com um forçudão chamado Blanco (Darwyn Swalve) em estilo "roleta-russa": o competidor que perder terá sua mão picada por uma cobra cascavel!


A própria pobreza de recursos, dos carros "futuristas" e dos cenários conspira para transformar KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO numa divertida comédia involuntária. É difícil segurar o riso quando John Saxon tenta enfrentar seu cyborg usando um "canhão-laser" que não passa de um tubo preto de plástico com um velho flash de câmera fotográfica colado em cima!

Outros momentos de pobreza constrangedora envolvem o patético laboratório do cientista que criou Queruak (interpretado por Donald O'Brien), e que se resume a meia dúzia de canos prateados e umas luzes coloridas, e a "tecnologia de Atari" (abaixo) do "detector de calor" usado pelo matador Hallo para identificar quantas pessoas estão no interior de um local.


Felizmente, a pobreza não se estende à belíssima trilha sonora do músico nascido no Brasil Claudio Simonetti (aquele mesmo da banda Goblin, que fez as trilhas de "Dawn of the Dead", "Suspiria" e tantos outros clássicos). Pelo contrário, sua trilha poderia muito bem estar num filme melhorzinho, sublinha perfeitamente os momentos de ação e suspense, e é puro anos 80 (ou seja, sintetizadores na potência máxima).

Tanto que na edição 2013 do Fantaspoa (Festival de Cinema Fantástico realizado em Porto Alegre), um dos convidados de honra era o simpaticíssimo Simonetti, que fez seu primeiro concerto no Brasil tocando as trilhas mais famosas do seu repertório. Acompanhando-o na passagem de som, falei do meu apreço pelo seu trabalho em KERUAK e ele improvisou um trechinho da música-tema no teclado (como você pode ver aos 1min40s deste vídeo).


Infelizmente, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO também marca a despedida definitiva do ator Claudio Cassinelli. Durante as filmagens, ele estava a bordo de um helicóptero que perdeu o controle, chocando-se contra uma ponte e explodindo ao atingir o chão. O ator, que estava com 47 anos, morreu junto com o piloto, antes de concluir sua participação no filme.

E como não havia nenhuma maneira de filmar as cenas restantes de Cassinelli como Peter Hallo, a solução foi matá-lo também no filme! Assim, na versão final improvisada, Turner acusa Hallo de ser fraco por ter falhado em sua missão de matar Queruak, e manda outro de seus capangas atirar num vulto que se aproxima do seu helicóptero - e que, obviamente, não é Cassinelli. Ouvem-se alguns tiros e um grito off-screen, fazendo-nos acreditar que o Hallo foi baleado e morto para poder ser retirado da narrativa (sequência de fotos abaixo).


Claro que o acidente marcou Martino para sempre. Na faixa de comentário do DVD importado de "A Montanha dos Canibais", o diretor comenta o caso: "Um crítico da época escreveu que o filme era tão ruim que não valia a vida de Claudio. Ora, nenhum filme vale a vida de um ator!".

Quem deve respirar aliviado até hoje é John Saxon, já que ele se recusou a filmar qualquer cena nos Estados Unidos e gravou toda a sua participação na Itália. Caso contrário, seguindo o roteiro original, ele estaria junto com Cassinelli no helicóptero naquele dia fatídico!


No fim, em meio à ação, o roteiro de KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO acaba não desenvolvendo sua melhor ideia, e que o posterior "Robocop" (1987) trabalhou de forma muito mais eficiente: quem é Paco Queruak? Será ele uma pessoa reconstruída mecanicamente, ou apenas um cyborg 100% mecânico que foi criado para pensar que é humano?

Durante todo o filme, o espectador é levado a acreditar que apenas os membros do cyborg são biônicos, mas o restante é humano e tem "alma". Só que o final é mais frio e pessimista (e bem interessante, também), embora a história encerre sem explicar o que acontece com o personagem - apenas entra um letreiro absurdo dizendo: "Em algum lugar do nosso futuro próximo, a Era do Cyborg começará". Bleargh!!!


Uma última curiosidade: numa cena (acima), Queruak dá uma conferida nos mecanismos cibernéticos do seu braço, e vemos um plano do ator Daniel Greene olhando para baixo e então um outro plano mostrando um braço parcialmente aberto, exibindo a estrutura mecânica que movimenta a mão e os dedos.

Bem, há quem jure que este último plano não foi filmado pelos italianos: os produtores simplesmente teriam comprado alguns takes filmados por James Cameron para a cena em que Schwarzenegger se "auto-conserta" no banheiro de um motel vagabundo em "O Exterminador do Futuro", e que não foram aproveitados na edição final! Nunca consegui confirmar a informação, mas o nível dos efeitos de maquiagem neste take do braço aberto é realmente muito superior a qualquer outra coisa da produção italiana. Portanto...

PS: Depois de uma curta e fracassada trajetória como herói de ação, o brucutu Daniel Greene acabou se rendendo à comédia. Ele fez uma inesperada parceria com os Irmãos Farrelly (aqueles que dirigiram "Debi & Lóide"!!!), e já apareceu em sete comédias da dupla, incluindo uma participação maior como vilão em "Eu, Eu Mesmo e Irene". Quem diria que Paco Queruak acabaria virando piada MESMO?


Trailer de KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO



*******************************************************
Mani di Pietra / Hands of Steel (1986, Itália)
Direção: Martin Dolman (aka Sergio Martino)
Elenco: Daniel Greene, Janet Agren, John Saxon,
Claudio Cassinelli, Donald O'Brien, Amy Werba,
Robert Ben e Pat Monti.

33 comentários:

Anônimo disse...

Cara, eu me elmbro dessa tralha sim... hahahaha, era a maior loucura, quando era muleque pensave se tratar de uma continuacao do exterminador do futuro... rsrsrsrsrsrs.

Anônimo disse...

Caramba, eu vi esse filme várias vezes! Mas não achei dos piores, na época. Achava bem intrigante, e adorava quando ia passar, mas lembro de pouquíssima coisa. Lendo seu texto, foi possível lembrar de algo!

Italianos conseguem ser mais picaretas que brasileiros, hehe!

thiagob disse...

essa lixeira eu já assisti, acho que devemos ter mais ou menos a mesma idade. para você ver como são as idiossincrasias nem me lembrava desse filme, mas o falcão com certeza me lembro até hoje, mas reconheço que também é uma bela porcaria, "quando eu viro o boné é como girar uma chave" kkk, um abração.

Gunther disse...

Este filme foi disponibilizado na época em que o mercado era abastecido por VHS piratas. chegou no Brasil por volta de 90/90. Com certeza uns dos melhores filmes de ação de 1986. E ainda um filme italiano. nota 8.. abs

Peter Cerrone disse...

acabei de assistir,
Muito bom, A trilha sonora é fantastíca Sequenciada totalmente com sintetizadores analógicos modulares, temos que chamar o "PACO"
para fazer alguns serviços no brasil.
peter.cerrone@hotmail.com

spektro 72 disse...

este filme foi um dos mais reprisado do SBT na década 90,passava a tarde e domingo a noite O SBT que tinha a cara de pau de inventar o títulos de filmes já reprisado como se fosse novo( Ex:OPERAÇÃO DRAGÃO como " BRUCE LEE MAÕS DE AÇO )KERUAK não foi diferente acho teve o seu titulo modificado mas não lembro do titulo que eles inventaram para passar o filme como se fosse outro.eu tenho ate hoje duas VHS originais do filme,acho o filme sensacional ( logico olhando para os dias de hoje que droga é essa que assisti ,ainda gosto do filme mesmo com os seus furos no roteiro )a sua trilha sonora fantástica pena que a luta contra a mulher cyborg foi curta por mim dava uma pau nele,atriz e muita boa ( e no outro sentido também).Valeu por mas este resgate do vossos arquivo ,Mestre Felipe que venham mais revisões.
Um Abraço de Spektro 72

Anônimo disse...

Nos anos 80 teve muita tralha, mas ainda prefiro um milhão de vezes os anos 80 do que os atuais.

Anônimo disse...

Acho que encontrei o filme com uma loira que luta pelada: "Phoenix, a guerreira" exibido no SBT nos anos 90. Espero ter ajudado.

Paulo Geovani

laurindo Junior disse...

Amigo Felipe, essa sua resenha dispensa maiores comentários,pois qualquer coisa que se fale,a partir do que você disse, é cair no lugar comum, portanto PARABÉNS mais uma vez, pela diversão de seus comentários(precisos e oportunos) e pela lembrança de uma época tão boa de se assistir ótimos filmes ruins.

P.S. John Saxon, Co-Estrela do antológico Operação Dragão(com o Mito Bruce Lee),era nas décadas de 50(final) e 60, Garoto de Programa, com serviços prestados a astros consagrados, como John Wayne, Van Heflim, Rock Hudson(novidade), entre outros...Um forte abraço, Laurindo(Big Boss) Junior.

Flepas disse...

Agora vou tirar uma onda. Assisti esse filme no cinema e com estilo: sendo menor de idade entrando num cinema poeira(com direito a cadeira de madeira sem forro,rs), em sessão dupla censura 18 no melhor estilo grindhouse (e eu moleque lá ia saber o que era isso?) simplesmente com A Hora do Pesadelo I!!! Isso é que é estilo hein,rs.

Anônimo disse...

Então quer dizer que esse John Saxon é o cara que, em Operação Dragão, literalmente aplica uma mordida no Bolo... Young?

Zequinha Kill Zone disse...

Eu já tinha lido a resenha antiga e li a nova com o maior prazer. E qualquer criança que ganhou o S.O.S. Commandos deve ter crescido com traumas irreversíveis.

Anônimo disse...

John Saxon já havia tido experiências com Cyborgs no seu passado. Em 1974, viveu na série "O Homem De 6 Milhões de Dólares" um amigo de Steve Austin que é raptado por um perito em robótica, que constrói então um robô-sósia, para enganar Steve. Temos então o confronte final entre Saxon e Lee Majors em câmera lenta, como era de prática na série. Steve aplica um soco bem dado e arranca o rosto do inimigo, revelando seu rosto robótico cheio de fios e capacitores. O episódio se chama "Duelo de Gigantes" e com certeza foi por essa participação que Saxon foi chamado para trabalhar em "Keruak".

Anônimo disse...

Pra quem estiver interessado em ver a cena, aí está o link:

http://www.youtube.com/watch?v=Rg-u6-pgdwo

spektro72 disse...

Paulo Giovani,nossa sera que este é filme mesmo , o misterio foi desvendado realmente ???? eu não sei se este filme " Phoenix - A Guerreira" ou Phoenix - A Guerreira do Seculo 21" lançado em VHS pela Zircon Filmes pois este é dos filmes que ainda não assisti estou caçado para ter em minha ridicula VIDEOTECA,realmente ele passou na tv talvez tenha passado na SEXTA SEXY na Bandeirantes não tenho certeza,sei que este filme ja saiu em DVD nos E.U.A fez tempo.. para tirar estas duvidas só o nosso mestre Felipe podera nos esclarecer ou o anonimo que escreveu na epoca nos post "SILK & SILK 2 " falando que procurava este filme da lutadora nua e loira lutando .
JOHN SAXON e um grande ator de sua geraçao teve participações importantes no cinema B como : MERCENARIOS DAS GALAXIAS,A HORA DO PESADELO dentre outros filmes ,não sabia que ele tinha sido Garoto de Programa entre 50&60 como disse Laurindo Big Boss ,bem! Hollywood tem o seu preço e alto entrou na industria paga o preço da fama as vezes não compensa ser famoso pois o passado aflige a esses icones ,pois ha tantos livros falando como Hollywood foi cruel como alguns Artistas,Roteiristas & Diretores.
Um Abraço de Spektro 72

Anônimo disse...

Spektro 72,segundo uma antiga edição da revista "Programa"(um segmento do extinto "Jornal do Brasil), que eu tenho aqui comigo, o filme "Phoenix, a guerreira" foi exibido na "Sessão das Dez" do SBT no dia 05/09/1993. A protagonista é a atriz(???) Kathleen Kimmont que é loira. Eu nunca assisti a ele até pq na época o SBT na minha casa não tinha um bom sinal. Era tudo chuviscado.

Anônimo disse...

Mas o Phoenix - A Guerreira é um filme pós-apocalíptico. E pela declaração do anônimo, o tal filme da loira nua e lutadora é uma história contemporânea.

Daniel I. Dutra disse...

Falando em Phoenix - A Guerreira, este é um filme que merecia uma resenha no Filmes para Doidos. É hilário.


Ps: o tal filme da loira nua pelada que luta não é o Phoenix - A Guerreira. Que eu lembro, sequer há cenas de nudez no filme.

Night Owl disse...

Eu não sei se é esse da Phoenix. Eu lembro que o filme da loira era sim uma história contemporânea. Mas de qualquer forma vou ver se acho pra download esse filme e conferir. Não lembro dele passando no SBT, mas eu também não pude assistir tudo o que passava na Sessão das Dez, meus pais não deixavam eu ficar acordado até tarde porque no dia seguinte tinha escola. O filme da loira que vi foi num dia que meu ar-condicionado estava quebrado, fazia um puta calor e meu pai deixou eu dormir no quarto dele. Ele acabou pegando no sono e deixando a tv ligada, então o filme passou e eu pude assistir a aquela pérola. kkkkkkkk. Quando meu pai fazia algum movimento brusco na cama (eu estava num colchão no chão do quarto) eu fingia que dormia. rsrs

Abraços!

Night Owl disse...

Mas o interessante é que o anônimo falou que o filme foi exibido em 1993. Bate com a data que eu vi o filme da loira. Foi nesse período de 1993 ou 1994. Por aí.

Mas eu acho que foi em 1993 pois eu estava na 4ª série (era pra eu estar na 5ª, mas repeti um ano, rsrs).

Vou procurar esse Phoenix e conferir.

Night Owl disse...

Pessoal, eu fui no youtube procurar o filme Phoenix, tem ele completo lá (mas com censura nas cenas de nudez). Mas digo, eu já vi esse filme, só de ver os créditos iniciais eu lembrei dele. E não é esse o filme da loira. Nesse filme a tal Phoenix nem luta pelada, aparece pouca coisa de nudez. E de fato o filme que vi não era pós-apocaliptico. Então, não é esse. Mas valeu por tentarem achar o bendito filme. rsrs

Abraços!

Anônimo disse...

Então vamos continuar procurando o tal filme da loira pelada rs. Se eu descobrir outro filme com loira, comentarei aqui.

Paulo Geovani

spektro 72 disse...

Já que não é a "Phoenix - A Guerreira "não é filme como disse Night Owl e dentre varias pessoa aqui neste blog ,o misterio continua eu também assisti alguns filmes da sessão das dez do SBT eu nem lembrava que "Phoenix -A Guerreira" havia passado na emissora,mas eu acho que o filme da loira lutando nua deve ter passado na SEXTA SEXY da Bandeirantes afinal filmes Soft-core passava lá na década de 90 já que a Sessão Sala Especial na TV RECORD foi extinto com a venda do canal na época.Claro !nada haver o que eu falei pois nesta sessão de filmes só era exibido filmes nacionais.bem o mistério continua ?????
Um Abraço de Spektro 72

Daniel I. Dutra disse...

Um filme de loira pelada lutando que já foi resenhado no Filmes para Doidos foi "Anjo da Destruição". Confiram link:

http://filmesparadoidos.blogspot.com.br/2012/11/anjo-da-destruicao-1994.html

Mas não é esse o filme da loira pelada lutando. Pelo que falaram nos comentários antigos do blog parece que tem outro filme de uma loira pelada lutando, mas ninguém conseguiu descobrir qual é. Esse é um mistério que ronda o Filmes para Doidos há tempos, hahahahaha

Anônimo disse...

Pessoal, encontrei outra fita que pode ser esse filme da loira brigando pelada. Chama-se "Knockouts". Procurem por ele.

Paulo Geovani

Unknown disse...

Vc é O CARA certo p me ajudar... Achei seu blog procurando um filme que eu vi, lá por 2009, 2010.. Sério! Passou na Record ou Band a noite, era época de fim de ano. Isso tem me torturado desde então.. rsrs Enfim...

O filme é japonês, acredito que seja dos anos noventa, máximo final dos oitenta, pois as lutas eram extremamente bem coreografadas. Protagonistas eram duas mulheres, lembro vagamente q elas saiam na porrada em um elevador em um dado momento, mas não posso afirmar com certeza que era realmente um elevador, a memória pode estar me enganado. Bom, ainda baseando na minha vaguíssima lembrança, parece-me que tem a ver com espionagem, elas eram espiãs.. Algo relacionado a polícia, isso eu tenho certeza. Tenha ainda a impressão que elas eram algum tipo de inimigas e no final lutam juntas contra um vilão, mas também não me recordo ao certo.

Kra, se você puder me ajudar nessa missão impossível ficarei muito agradecido. Gostei demais desse filme e não acho. Na época não tinha informação no site da emissora e nem passou o nome do filme depois do intervalo. Acho q colocaram o filme lá só p tapar buraco.

Abração, vlws!
Diego

Augusto Cezar Lima Queiroz disse...

Parabéns pelo "post" nostálgico. Assisti a um pedacinho desse filme na televisão e a cena da mão "holográfica" escaneada no computador é engraçada demais!

João Ferreira disse...

Consegui assistir o filme e realmente é bem divertido (claro, vendo dentro do espírito "Filmes para Doidos"). A canastrice do Daniel Greene deixaria Steven Seagal intrigado... Muito melhor ver um filme tosco mas que diverte do que uma produção chata mas empurrada por toneladas de marketing.

Só é lamentável que um dos atores tenham morrido durante a filmagem (e a solução encontrada pelo roteiro não foi das melhores...).

Mas achei o filme tão bom que gostaria de saber se foram feitas sequências?

Anônimo disse...

Deus do céu, que clipe mais gay esse do Supla! hahaha.

Anônimo disse...

Bacana!!! Lembro demais desse filme... Ainda hoje gosto dos filmes oitentistas, embora os efeitos estejam ultrapassados...

Leonardo Peixoto disse...

Encontrei esse filme completo no YouTube ! É bom ver pérolas como essa acessíveis para todos !

Walter Gomes disse...

Na boa, um dos piores filmes que já vi!!!

Marcoss Mello disse...

Muito bom esse Filme além de marcar época pra mim quando Eu assisto o Keruak a impressão que dá é faz eu voltar no tempo, algumas pessoas podem até achar o Filme meio fraco por causa da época mas pra quem foi marcado pela epoca que nem Eu pra mim foi ótimo Eu vi em 1886, tinha que ter continuidade tipo Keruak 2 e 3 seria bom ver. Acabei de assistir agora kkk matei saudades 🤗