quinta-feira, 8 de novembro de 2012

TERROR EM LOVE CITY (1986)

 

Eu nunca fui um grande fã de animes (filmes de animação produzidos ao estilo japonês) ou de mangás (as histórias em quadrinhos japonesas). Mas dois filmes que marcaram a minha juventude são justamente animes adaptados de mangás: "Akira" (1988), de Katsuhiro Otomo, que considero uma obra-prima, e "Ai City" (ou "Ai Shitî", no original), de Kôichi Mashimo, que foi produzido dois anos antes, mas tem muitos elementos em comum com "Akira" - e talvez por isso mesmo eu goste tanto dos dois.

"Akira" é bastante popular aqui no Brasil, e recentemente ganhou uma respeitável edição de colecionador numa caixa metálica com 2 DVDs. Já "Ai City" caiu na obscuridade, e pouquíssimas pessoas que não eram moleques na década de 80 (como era esse que vos escreve) vão lembrar que o desenho foi lançado em vídeo nas nossas locadoras com o título TERROR EM LOVE CITY, lá por meados de 1987.


Peço licença aos leitores para dividir com vocês como redescobri TERROR EM LOVE CITY depois de mais de 20 anos da primeira vez que vi: eu conhecia o título nacional da animação, mas não o original ("Ai City"), então não tinha nem como pesquisar maiores informações sobre ela na internet. Pois eis que ano passado (2011) entrei numa videolocadora em São Paulo que estava se desfazendo das suas últimas fitas VHS, e no meio delas estava TERROR EM LOVE CITY. Emocionado, comprei na mesma hora. Custou apenas um real, mas não me importaria em pagar 50 por esse autêntico pedaço da minha infância.

O incrível é que mais de 20 anos se passaram desde aquela primeira e única vez que eu tinha visto o filme, mas ainda tinha diversas imagens da animação gravadas de maneira bem nítida em minha mente, como as enormes cabeças que surgem no meio de uma estrada e levantam voo, ou os violentos combates entre heróis e vilões com fantásticos poderes telepáticos, ou ainda o vilão que é um anãozinho no controle de um gigantesco corpo robótico, quase como uma versão cyberpunk do Master Blaster de "Mad Max Além da Cúpula do Trovão"!


Outra coisa que me lembrava muito bem é que, quando moleque, eu não tinha entendido patavinas da trama do filme, mas mesmo assim fiquei embasbacado com a ação e com o visual "futurista" do desenho. Pois vejam só: agora, mais de 20 anos depois, continuo sem entender patavinas de TERROR EM LOVE CITY, talvez porque a dublagem nacional tenha sido mal-feita, ou talvez porque o roteiro de Hideki Sonoda simplesmente não faça nenhum sentido, tentando condensar num único filme de 1h20min informação suficiente para uma série inteira com cinco ou seis episódios!

Mas o que importa é que o negócio continua cumprindo seu papel: desde que comprei a fita, eu já revi o desenho umas duas ou três vezes, e, mesmo sem ter certeza se entendi ou não a história, continuo ficando embasbacado com a ação e com o visual! E como tem muito marmanjão igualzinho a mim por aí (descobri que o cineasta capixaba Rodrigo Aragão, diretor de "Mangue Negro" e "A Noite do Chupacabras", é outro grande fã do filme), eis aqui um justo resgate dessa pérola esquecida.


Vamos começar com duas coisas curiosas sobre a fita lançada aqui no Brasil pela WR Filmes. A primeira é um ponto positivo: o filme surpreendentemente chegou ao mercado nacional numa cópia em seu formato original; ou seja, em widescreen, com as famigeradas barras pretas em cima e embaixo da tela, que não eram comuns nos tempos do VHS, e que muita gente simplesmente odiava, autorizando as distribuidoras a cortar as laterais da imagem para chegar ao famigerado formato "tela cheia".

A outra curiosidade é um ponto negativo: os distribuidores nacionais resolveram cortar toda a sequência de créditos iniciais, eliminando assim qualquer informação que permitisse ao espectador pesquisar maiores detalhes sobre a produção (como o título original ou o nome dos realizadores). Sem a abertura, o filme começa bem no meio da ação, e o dublador anuncia o título TERROR EM LOVE CITY sem que nenhum título apareça escrito na tela!


Por sinal, eis uma das grandes qualidades dessa animação: a história já começa a mil por hora, sem apresentar os personagens e sem dar maiores explicações (e buscar explicações é algo inútil, conforme veremos em seguida). Sem nenhum letreiro informativo ou narração que apresente a época e o lugar em que se passa a história, já encontramos nossos personagens principais num carro em alta velocidade, sendo perseguidos por velozes motocicletas pelas ruas desertas e escuras do que parece ser uma cidade futurista não-identificada.

No caso, os personagens principais são Kei (pronúncia gringa da letra "K"), um rapaz que possui destruidores poderes psíquicos; Ai (pronúncia gringa da letra "I"), sua filha pequena dotada de poderes ainda maiores; Reiden Yoshioka, um ex-policial beberrão que agora trabalha como detetive particular, e um esquisito gato com reações humanas que parece ter saído de algum desenho dos Estúdios Disney.


Como eu escrevi dois parágrafos atrás, o roteiro de Sonoda não se preocupa em dar muito "background", então o espectador nunca fica sabendo como diabos esses personagens acabaram dentro daquele carro em movimento, ou como se encontraram. Porque, pelos diálogos, fica evidente que Reiden não faz a menor ideia de quem sejam Kei, Ai e o gato mutante; então como é que eles acabaram todos juntos no meio de uma perseguição, afinal? E como o detetive foi se meter nessa história de super-humanos e poderes psíquicos se é "apenas" um homem normal?

Desista: o roteiro não explica como se deu o encontro nem porquê. É como se você estivesse assistindo uma minissérie a partir do segundo capítulo e o primeiro nunca mais será reprisado, então você precisa pegar a história já andando e tentar entendê-la. No caso, aqui, nossos heróis começam sua aventura fugindo de motoqueiros malvados liderados por outra telepata, a bela K2 (cujo nome foi traduzido simplesmente como "Kate" na versão brasileira). A moça é tão poderosa que pilota sua motocicleta com a força da mente, sem sequer segurar o guidão.


Enquanto transcorre a perseguição, o diálogo entre Kei e Reiden dá as primeiras pistas para que o espectador entenda um mínimo sobre o que está acontecendo: no universo futurista do filme, existe uma organização criminosa chamada "Fraud", que, por meio de experimentos (ilegais?), está criando "super-humanos" ao amplificar seus poderes telepáticos em laboratório.

Kei e Ai eram cobaias da Fraud, mas escaparam dos laboratórios da organização e agora são perseguidos pelos seus soldados, incluindo K2 - que, conforme o nome original evidencia, deve ser uma versão "revista e melhorada" do próprio Kei.


Se parece simples lendo assim, saiba que assistindo o desenho animado pela primeira vez não é tão fácil de entender. Até porque a dublagem nacional traduz o nome da organização criminosa literalmente, como "Fraude", e seus membros como "Fraudulentos" (!!!).

E a primeira vez em que Kei cita Fraude e Fraudulentos numa mesma frase, você precisa se segurar para não rir - aliás, quem foi o engraçadinho que achou que "Fraude" era um bom nome para uma organização criminosa, se sequer é discreto? Isso lembra aquela piada sobre a placa escrita "QG Secreto do Serviço de Inteligência de Portugal" na frente do prédio do QG Secreto do Serviço de Inteligência de Portugal...


Voltando à ação: os motociclistas malvados são explodidos ao bater num caminhão-tanque, e Kei e K2 lutam usando seus poderes psíquicos. Essa cena é brilhante porque já dá o tom da coisa: os guerreiros telepáticos de TERROR EM LOVE CITY, batizados "Headmeters" no original, exibem num mostrador digital luminoso em suas testas (!!!) o nível do seu poder mental. Quanto maior o número na testa, maior a força psíquica do indivíduo - mais ou menos como se os Scanners de David Cronenberg fossem personagens de um videogame 8 bits!

O que K2 não sabe é que Kei, originalmente um "Headmeter" fraquinho que mal atinge o nível 5, tornou-se uma espécie de super-paranormal graças à sua associação com Ai, e agora consegue elevar seu poder ao infinito!!! Ao fazer isso, ele detona K2 e rasga o horizonte da cidade (não tente entender, é preciso ver para crer!), abrindo um portal para outra dimensão que suga a inimiga. Mais tarde, K2 voltará desmemoriada graças à "surra telepática" que levou, e passará a lutar do lado dos bonzinhos.


Tudo isso acontece nos primeiros cinco minutos de TERROR EM LOVE CITY, e deve ter detonado o cérebro de vários moleques inocentes, como este que vos escreve, graças à sua ação desenfreada, violência explícita e nudez (K2 fica completamente nua ao ser atingida pela onda de "poder mental" de Kei!!!). E a coisa só fica mais e mais exagerada e movimentada a partir de então.

Logo descobrimos que a Fraud é liderada por Lee, um vilão que tem o rosto coberto por uma máscara metálica, e que é tão fodão que nem se dá ao trabalho de caminhar: ele levita para lá e para cá usando seus poderes psíquicos! Nunca fica muito claro (hehehe) o que exatamente a Fraud quer com a menina Ai, mas é atrás dela que Lee e seus "Fraudulentos" estão, e azar de quem ficar pelo caminho.


Mas há um outro problema que ameaça ambos os lados do confronto: Lai Lou Chin, um antigo aliado de Lee, e que agora é um dissidente da Fraud e também quer pôr suas mãos em Ai. O sujeito tem aquele visual "Master Blaster" que citei no começo da resenha: ele é um velho anãozinho que fica o tempo inteiro submerso dentro de uma espécie de aquário na "cabeça" de um gigantesco corpo mecânico que controla por telepatia (acima)! Sério, o que será que tem na água que esses japas tomam?

Lee e Lai Lou Chin começam a brigar para ver quem pega Ai primeiro, com direito às tais cabeças gigantes que brotam do asfalto (uma das cenas mais geniais do filme, e que acabou estampada na capinha da fita brasileira), sangrentos duelos entre paranormais, robôs gigantes e o bizarro "romance" entre a desmemoriada K2 e o beberrão Reiden - que, coitado, é o único ser humano "normal" na trama, sem nenhum poder especial além de um revólver de pouquíssima utilidade!


Quando parece que a história não pode ficar mais confusa e complexa, eis que o roteiro apresenta uma nova ameaça à integridade física de heróis e vilões: uma substância identificada (ao menos na dublagem brasileira) como bio-poluição, que se espalha como um câncer pelo corpo dos humanos e os transforma em monstros gosmentos que se alimentam de DNA (!!!).

E depois que você já desistiu de entender o que se passa e espera que pelo menos o final jogue um pouco de luz sobre a história toda, TERROR EM LOVE CITY termina com uma conclusão sem pé nem cabeça, um daqueles "finais circulares" que fazem a trama voltar ao ponto de partida, mas sem nenhuma mínima explicação sobre o que aconteceu e o porquê daquele desfecho! Como já escrevi, muito moleque deve ter ficado com danos permanentes no cérebro graças a essa animação...

O engraçado é que os próprios personagens do filme fazem piada com o fato de a história ser tão confusa. Quando Reiden pede a Kei que "explique direitinho" porque eles estão sendo perseguidos pela Fraud, Ai responde: "Nem explicando o senhor entende!". Mais adiante, no meio de uma pancadaria, Kei fala para um ainda confuso Reiden: "A explicação fica para depois, vamos fugir daqui!". É claro que a tal explicação nunca vem, ao menos para o espectador...


Alguns flashbacks interrompem a narrativa para tentar explicar o mínimo sobre o passado dos personagens. Descobrimos, por exemplo, que Kei e Ai não são pai e filha, mas algo bem mais complicado: Ai é um clone 10 anos mais jovem de Etsuko, grande amor de Kei, que também foi cobaia nas experiências da Fraud, mas morreu no processo. Ao descobrir sobre o clone, o rapaz resolveu adotar Ai como filha e ajudá-la a fugir do laboratório e da perseguição da Fraud.

(Essa cena também explica os nomes dos personagens, já que descobrimos que Kei é o experimento 308-K, por isso o nome "K", e Ai é a cobaia 307-I, por isso se chama "I"!)


Já um outro flashback mais confunde do que explica: nela vemos vários dos personagens, heróis e vilões, como cientistas de cara limpa, sem seus implantes biônicos ou corpos robóticos, e aparentemente todos são amigos, dando a entender que a história inteira pode estar se passando numa dimensão paralela ou num mundo artifícial criado por esses cientistas, estilo "Matrix", onde Ai seria a única pessoa "real"! Quer saber? Nem tente entender!

Há uma possível explicação para o fato de a história de TERROR EM LOVE CITY ser tão confusa: o roteiro foi baseado num mangá criado por Shuho Itabashi, e publicado entre 1983 e 1984 no Japão (capa de uma das revistas ao lado). Não consegui encontrar os gibis para ler, mas um artigo na Wikipedia dá mais detalhes sobre a trama e sobre os personagens originais dos quadrinhos, o que ajuda a encontrar um pouco mais de sentido na adaptação cinematográfica.

Embora o roteiro da animação tenha deixado de fora muita coisa do mangá (como a esposa de Reiden, Akemi, que fica enciumada com a paixão platônica da "ex-vilã" K2), o básico das motivações dos heróis e vilões entrou no filme, ainda que de maneira bem simplificada. O mangá também esclarece porque Lee e a Fraud querem Ai: eles acreditam que a menina é uma criatura lendária conhecida como "Trigger", capaz de amplificar o poder dos paranormais ao seu redor (o que ela realmente faz com Kei). Talvez o mangá também explique melhor a criatura de bio-poluição que aparece na conclusão e o que diabos significa aquele "final circular"...


Mesmo que TERROR EM LOVE CITY me deixe com um nó no cérebro toda vez que revejo, eu continuo gostando muito do filme. Não só pela nostalgia, mas principalmente pelo charme dessa aventura cyberpunk, que parece ter forte influência do cinema de horror classe B dos anos 80, incluindo a violência explícita obrigatória nas produções daquela década.

Há uma cena fantástica em que Lee mostra a extensão dos seus poderes mentais explodindo a cabeça de um criado humanóide e espalhando o cérebro da vítima pelo rosto da sua secretária! O monstro gosmento e cheio de tentáculos que absorve suas vítimas para roubar-lhes o DNA também rende uns momentos bem escabrosos, com imagens dignas de filmes como "Do Além" e "O Enigma do Outro Mundo".


E dá para pescar algumas referências diretas a filmes de ficção científica, como as cabeças gigantes que lembram "Zardoz", de John Boorman, ou um letreiro anunciando a emissora de TV "THX-1138", que também é o nome do primeiro longa-metragem de George Lucas.

Além das referências, existe algo de muito engraçado nos diálogos rebuscados, cheios de baboseiras pseudo-científicas que fazem pouco ou nenhum sentido, e que rendem pérolas do tipo "Aponte essa arma para mim novamente e eu acabo até mesmo com suas células", ou "Tenho 83,5% de certeza". O fator trash rende até um momento impagável quando, durante uma luta de Kei com vários inimigos da Fraud, toca um pop-rock bem fuleiro com letra em inglês, cujo refrão anuncia: "He's our man / He's a special man / He's a psychic fighter"!!!


Enfim, TERROR EM LOVE CITY é muito, mas muito legal! Poucas coisas são tão anos 80 quanto guerreiros psíquicos cujo nível de poder aparece num mostrador digital luminoso em suas testas (no estilo daqueles velhos relógios digitais da Casio)! Poucas coisas, também, são tão anos 80 quando batalhas entre telepatas que soltam raios e rajadas elétricas ao som de pop-rock! Por fim, poucas coisas são tão anos 80 quanto o visual cyberpunk absolutamente caricatural dos personagens e cenários aqui representados, com destaque para o imponente arranha-céu de centenas de andares que é o quartel-general da Fraud, e que se projeta muitos metros acima dos prédios "comuns".

A verdade é que você esquece rapidinho que a história não faz o menor sentido graças à ação, às lutas absurdas e exageradas, à arte "futurista" da animação, e principalmente graças à excentricidade dos personagens - eis que, lá pelas tantas, K2 inexplicavelmente se veste como uma coelhinha da Playboy (!!!), com orelhas de pelúcia e até rabinho!!!


Embora seja relativamente desconhecido, TERROR EM LOVE CITY também tem muito em comum com outras produções mais famosas da mesma época. Por exemplo, o visual dos vilões Lee e Lai Lou Chin é muito parecido com o do Destruidor e de Krang, dois inimigos das Tartarugas Ninja nos quadrinhos e desenhos animados (com a diferença de que Krang foi criado para a série animada em 1987, um ano depois desse anime japonês).

Outros elementos, visuais e narrativos, lembram muito "Akira", da sequência de perseguição com motos velozes na auto-estrada aos duelos entre paranormais, da organização secreta que faz experiências para criar soldados com poderes psíquicos à bizarra criatura gosmenta que aparece no ato final. Embora a adaptação para o cinema seja de 1988, o mangá "Akira" era publicado desde 1982, e deve ter inspirado tanto o mangá "Ai City" quanto TERROR EM LOVE CITY.


Tudo somado, eu recomendo TERROR EM LOVE CITY com louvor, mesmo para aqueles que não morrem de amores por desenhos animados japoneses, seja pelo traço característico ou pela ação estilizada dessas produções.

Mas, descontando o fato de ser uma animação japonesa, o que temos aqui é um autêntico "Filme para Doidos", com um roteiro sem pé nem cabeça que troca explicações por ação, violência explícita e nudez, e com um montão de personagens legais tanto do lado dos heróis quanto dos vilões.


Quando o filme acaba, você pode até estar totalmente perdido e confuso com o que viu, mas dificilmente não ficou fascinado com o universo de "Ai City" a ponto de lamentar que não tenham sido produzidas outras animações ou histórias com os mesmos personagens. Com a devida imaginação, você pode até encarar TERROR EM LOVE CITY como uma espécie de "prequel" para o maravilhoso "Akira".

E, como curiosidade final, tanto o diretor Mashimo quanto o roteirista Sonoda continuam na ativa, principalmente este último, que escreveu episódios do desenho "Pokemón" e alguns dos longas baseados nessa série animada, além de - pasmem! - ter feito uma pequena participação especial como ator em... "The Toxic Avenger 2", da Troma!


Como escrevi, eu não sou muito fã e tampouco um grande conhecedor de animes. Pode ser que hoje existam coisas semelhantes ou bem melhores que TERROR EM LOVE CITY, provavelmente mais sangrentas e complexas também - e já li um montão de resenhas negativas sobre este anime pela internet.

Mas o que importa é que essa obscuridade foi uma das tantas que teve um papel fundamental na minha formação como cinéfilo "alternativo", naqueles saudosos tempos em que você podia entrar numa videolocadora e topar com um tesouro como a fita desse filme. Rever a velha VHS da WR Filmes tem um sabor de nostalgia e ao mesmo tempo de tristeza, porque remete a um tempo bom que não volta mais.

Cena de abertura de TERROR EM LOVE CITY
(cortada do VHS nacional)



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Ai City / Ai Shitî (1986, Japão)
Direção: Kôichi Mashimo
Com as vozes de: Miyuki Ueda, Hirotaka Suzuoki, Yûji Ueda,
Nachi Nozawa, Mami Koyama e Kiyoshi Kobayashi.


* E a quem interessar possa, eis a capinha do VHS brasileiro do filme (clique para ampliar).

30 comentários:

Marcelo Gama disse...

Desencavou esse, hein Guerra?
Também vi na época do VHS, junto com GOLGO 13 - O PROFISSIONAL e também me lembro que não entendi quase nada, apesar de ter gostado das bizarrices.

Só vi uma vez e nunca mais, e nunca me esqueci das já citadas cabeças gigantes e do anão no robô! Se não viu GOLGO 13, também é muito bom, e esse, pelo menos, saiu em DVD lá fora e eu consegui resgatar. Ao contrário do LOVE CITY, que não saiu em lugar nenhum, né?

Felipe M. Guerra disse...

MARCELO GAMA, tem um DVD italiano do "Ai City", mas estou tentando baixar ele desde julho e parou nos 98.8% (malditos seeders que se mandam antes dos outros terminarem de baixar!!!). Pelo menos deu para acessar o arquivo e capturar as imagens para essa resenha, mas não dá para assistir porque algumas cenas ficam faltando graças aos 1.2% que não baixou. Então, acho que a única esperança é procurar pela fita VHS mesmo.

spektro72 disse...

eu comprei este filme " terror em love city!" em 1998 por 3,00 reais na epoca troquei o filme por uma fita de um seriado japones ao qual sou fã ate hoje,mas felizmente gravei uma copia dele VHS para VHS So nao tenho a capa,assisti este filme na epoca 4 vezes para entende-lo e que conclusao cheguei ??? nada e um daqueles filmes que não precisa entender nada assista-o e embarque na aventura dele,este VHS ta dificil de achar conheço algumas locadoras mas nunca mas vi este filme para venda nem no centro.. mas uma hora aparece por ai,valeu por mas esta perola esquecidissima do cinema underground, mestre Felipe!
P.S - " Q.G DO SERVIÇO SECRETO DE PORTUGAL ,k,k,k,k foi hilario !!!!

Anônimo disse...

Deve ser mesmo um filmaço. Valeu por divulgar essa preciosidade. Eu lembro que há uns anos a Band exibia, durante as madrugadas, um anime ultra violento, que tinha a ver com demônios e moças sendo arrombadas por monstros repletos de tentáculos.

Osvaldo Neto disse...

Só fui me dar conta de que este filme era tão raro e difícil de achar uns dois dias depois de ter visto a VHS num sebo do centrão por 3 reais. Voltei, fucei tudo e não encontrei de novo. :(

Fillipe Jardim disse...

Vixe, do fundo do baú. Quero encontrar um que era sobre um torneio de luta (o protagonista lembra um pouco o Ryu do Street Fighter).

Era bem violento. Lembro que nas lutas o pessoal arrancava os nervos dos oponentes para paralisá-los!

Queria ver de novo, eu locava muito esse desenho nos tempos de moleque, só que não lembro mais o nome...

laurindo big boss disse...

Laurindo Big Boss, Amigo Felipe, não tive a oportunidade de ver esta perola da animação(WR FILMES), por isso gostaria de saber, existe cópia em DVD?, Este filme tem uma segunda parte(ouvi algo a respeito), ou continuação(como preferir)? Gostaria que o amigo pudesse me esclarecer. Por fim, vi GOLGO 13 O PROFISSIONAL,e achei bem interessante, qual sua opinião? Um Abraço Laurindo Junior.

Anônimo disse...

Desse eu não lembro. Talvez tenha visto e nem recorde. Quando eu era pequeno, justamente pela febre do anime do Akira, eu procurava outros longa-metragens animes.

Vi uma porrada, mas não lembro desse!

Vou procurar!



Night Owl.

Fairchild disse...

Felipe, maneiro esse anime aí, apesar de você não gostar muito de desenho japonês, recomendo imensamente a minissérie Genocyber (6 episódios de 30 minutos) e M.D. Geist (2 episódios de 40), ambos dessa época aí, 1986 e pouco. O primeiro é um dos mais violentos animes em que já botei os olhos, com uma história sem noção e cyberpunk até o talo, com trilha sonora pop legalzinha (Fairy Deammin'), saca só:
http://www.youtube.com/watch?v=pXZ2bTigdGY
A trilha sonora:
http://www.youtube.com/watch?v=pXZ2bTigdGY

Já o M.D. Geist é um cyberpunk com Mad Max:
http://www.youtube.com/watch?v=qxHgVBpKNEo&feature=related

Golgo 13 é um mangá de um assassino profissional com big cojones! Lembra um pouco James Bond, ele é tão foda que começou a ser publicado em 1969 e continua até hoje.

Sérgio Peixoto Silva disse...

Parabéns pela excelente resenha, Felipe! Também assisiti e tenho em casa uma cópia em VHS deste espetacular anime do anos 1980. E como você disse, eu e muitos amigos que assistiram Ai City ficaram horas tentando encontrar alguma lógica nele. Perda de tempo, é claro. Mas nenhum desgostou ou conseguiu esquecê-lo! Além de lembrar e ter curtido adoidado tudo o que você descreveu acima, algo nunca me saiu da cabeça foi a batucada pop-rock que toca durante a luta entre Kei e um dos "changeman" (ei, você não notou isso?): a música A Psychik Man, que deixo o link do youtube caso você não a tenha: http://www.youtube.com/watch?v=LOkaol35kow

Estarei divulgando o link para seu tópico em meu Blog (http://animaxmagazine.blogspot.com.br/) e no Grupo da Animax no Facebook (http://www.facebook.com/groups/147255705398388/). Parabéns novamente e abraços!

vitor disse...

http://adf.ly/1834592/terror-em-love-city-f link para o desenho dublado

J. Verneti disse...

Anônimo, o trash erótico exibido pela Band de madrugada no fim da década de 90 se chama A Lenda do Demônio (Urutsukidoji).
Guerra, confesso que até então desconhecia este anime, valeu pelo resgate. E nessa mesma linha de animes futuristas recomendo as minisséries Detonator Orgun e Zeorimer, ambas foram exibidas pela Rede Manchete, por volta de 97/98, numa sessão chamada U.S Manga Corps. que apresentou tambem os já citados Genocyber M.D. Geist.
Valeu;

Felipe M. Guerra disse...

SÉRGIO, obrigado pela divulgação. Eu comentei sobre essa música lá pelo final do texto, é a única canção com letra em inglês, e o refrão é algo tipo: "He's our man / He's a special man / He's a psychic fighter"... hahahaha. Fuleiragem total! Mas eu realmente não me lembrava que tinham traduzido nos cyborgs como "Changemen". Esses dubladores foram visionários.

elemesmo disse...

Felipe, nunca assistiu "Ghost In The Shell"? (acho que era "O Fantasma da Máquina" aqui no Brasil). Várias pessoas citem como uma das influências de Matrix

spektro72 disse...

elesmesmo !este " ghost in the shell" chama-se realmente " O Fantasma da Maquina "foi lançado em DVD pela FLASHSTAR e hoje se encontra fora de catalogo ,mas sera lançado em Blu Ray em breve.

João Ferreira disse...

Como já comentaram, tem vários filmes ou OVAs (produções direto pra vídeo) dos anos 80 e 90 que se enquadrariam tranquilamente como "Filmes Para Doidos", hehehe... Mas não citaram o filme "Fist of the North Star" (aka Hokuto No Ken) onde o herói Kenshiro, uma mistura de Bruce Lee com Mad Max, explode os seus inimigos com "cutucões". Inclusive a trama (originária dos mangás) ganhou uma adaptação americana (de 1995) estrelada por Gary Daniels e Malcolm Macdowel (que, claro, faz o papel de vilão). Ele chegou a passar na Globo tempos atrás.

Quanto a Terror em Love City, assisti esse anime há um bom tempo e a trama era uma bagunça mesmo, tanto que não lembro de porra nenhuma, hehehe...

Danilo disse...

Oi! Citaram alguns OVAS muito bons, como MD Geist. Genocyber só vale pelo primeiro OVA, os outros são tediosos e escassos de violencia gráfica. Detonator Orgum vale mais para os saudosistas da sessão US Mangá da finada Manchete. A Lenda do Demonio tem vários OVAS, todos Hentai, sendo o primeiro o único que se salva (tbm retalhado em VHS aqui no Brasil, e consequentemente, qnd foi exibido na BAND.

Este que foi resenhado, creio que deve ter sido lançado no Brasil retalhado, como tantos outros animes japoneses. Pelo menos é o que acontece quando os enredos aparentemente são incompreensiveis.

Felipe M. Guerra disse...

DANILO, baixei o DVD de "Ai City" lançado na Europa e é a mesma versão que saiu em video aqui, só que a fita brasileira não tem a sequência dos créditos iniciais. De resto, não tem outros cortes - a não ser que a versão oriental seja mais longa, é claro.

vitor disse...

sugestão do proximo filme para doidos: a história de ricky-oh

Anônimo disse...

O filme que o Fillipe Jardim estava falando parece mesmo com "Hokuto no Ken", também conhecido como "Fist of the North Star", que um colega a seguir definiu bem como uma mistura de Bruce Lee com Mad Max. O mais engraçado é que o autor desse mangá se chamava "Buronson" (hahaha).

Golgo 13 - The Professional, eu baixei aqui e é ótimo. Eu gosto desses desenhos japoneses mais "sérios" (tá, nem tanto), ou com temas policiais. Os caras realmente sabem fazer ação. Recomendo também a séria "City Hunter", que teve até um filme live-action meia boca com o Jackie Chan.

E sobre isso de ir na locadora e pegar um desses achados. Lembro que o primeiro desenho japonês que eu vi era uma fita chamada "Capitão Harlock e a Nave Arcádia". Eu não entendi patavinas da história, mas um pirata espacial de capa, tapa olho e uma baita cicatriz no rosto é muito legal! E tinha uma parte que era um flashback durante a Segunda Guerra (não me pergunte!), as batalhas aéreas com os caças da época era demais. Muito bem feitas.

E ainda tem um filme, este eu não vi, o qual eu li num daqueles guias antigos de cinema (aqueles que eram bons, os de hoje não prestam!). Acho que tinha a palavra "erótico" no título. Cidade Erótica ou coisa assim. Só lembro que tinha uma mulher que se transformava numa imensa aranha e comia (hehehe) literalmente suas vítimas.

Aaah... esses japoneses. O que seria do entretenimento sem eles?

Att.: Onyas Claudio.

Anônimo disse...

Também nunca fui muito de anime/ mangá mas recomendo muito este filme "Ghost In The Shell"
http://www.imdb.com/title/tt0113568/

Felipe você ainda vende os dvds dos seus filmes ?

Abraço,
Luiz.


Anônimo disse...

Eu sinceramente nunca me acostumei com animes e mangás. Acho os traços faciais dos personagens de nariz pequeno e olhos esbugalhados muito caricato. Desse jeito qualquer tentativa de levar um filme assim a sério vai por água abaixo.

Por isso que eu considero muitos animes de terror e ficção científica verdadeiras comédias involuntárias. Ainda mais então quando eles misturam putaria! Ver esses personagens com "cara de Dragon Ball Z" em cenas de sexo e diálogos pretensamente sérios e filosóficos torna a densidade desses filmes tão consistentes quanto uma gelatina estragada.

Esse tal de "Lenda do Demônio" que passava na Band e foi citado aqui nos comentários, eu achava muito engraçado, principalmente por causa daquele final destrambelhado e das cenas de sexo absurdas.

Esse "Terror em Love City", por exemplo, deve ir para o mesmo caminho, ainda mais com um roteiro amalucado desses.

Fabrício

Anônimo disse...

Por falar em OVAS. Vocês já assistiram MEZZO FORTE? É um anime hentai (por tanto tem sexo explícito, kkkkk) de 2001.

Tipo, a história do filme eu não lembro, mas não é grande coisa. Mas o filme mostra uma violência física e sexual bem extremista.

E apesar da história e do roteiro não serem lá nada de "uau", esse filme chama a atenção pela ANIMAÇÃO em si. Muito bem feita, ainda mais considerando que é um anime com muita sanguinolência e com sexo explícito, e com traços muito detalhistas (se comparado a outros animes, claro). Enfim, todo anime hentai que eu já vi tinha uma produção bem porcona. A produção desse "Mezzo Forte" é espetacular. Isso me intrigou porque eles devem ter gasto uma boa grana pra produzir esse OVA, mas com a violência e as cenas de sexo a classificação dele obviamente é de 18 anos (não sei qual é a maioridade no Japão... tem países que é 18 e outros que é 21).




Night Owl.

Anônimo disse...

Já ouvi falar a respeito de hentai chamado MEZZO FORTE. Dizem que é exagerado ao extremo!

Fabrício

Jaws disse...

Vou garimpar esse desenho para tentar colocar no meu blog para baixa,me lembro dele e do comercial do vhs que passava se não me engano na bandeirantes.
www.filmessegregados.blogspot.com

jonathan ribeiro disse...

Eu sou fã de Animes( e prefiro os mais antigos,Cavaleiros,shurato,Dragon Ball,Yu Yu Hakusho)e já assistir Akira e gostei bastante(tenho até algumas revistas da Globo)
mas nunca tinha ouvido falar dessa animação,ela me pareceu bem interessante,e a semelhança com o estilo e a trama de Akira,pode sugerir que ela veio na esteira do sucesso de Akira,vou caçar esse filme pra ver.

Lutelro disse...

E eu pensando que ninguém nunca falaria desse filme, assim como Johnny, o Motoqueiro, que eu aluguei na mesma locadora que esse aí! Mucho loco esse filme!

Lutelro disse...

Creio que não dá pra não citar Aika. Esse anime é a cara do Filme Para Doidos. Provavelmente uma das maiores sex symbols do anime japonês com uma das transformações mais sacanas que já vi (quando ela veste o super-uniforme).

Tudo Online.tk disse...

Olá ótimo blog :) si alguém quiser ver esse filme online http://www.tudoonlinedublado.tk/2014/11/assistir-terror-em-love-city-online-dublado-hd.html

Leonardo Peixoto disse...

Apesar de você não ser muito fã de animes , recomendo que procure os desenhos japoneses que eram exibidos no US Manga Corps do Brasil ! Eram muito bons , cheios de violência e são fáceis de achar na internet !