sábado, 6 de outubro de 2012

O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA (1979)


O nome "Tony Vieira" não significa nada para as novas gerações de cinéfilos, muito menos para aqueles espectadores metidos a besta que acham que agora é que o cinema brasileiro está bom. Entretanto, num período de pouco mais de 10 anos, Tony (o "nome artístico" do mineiro Maury de Oliveira Queiróz) foi um dos mais bem-sucedidos produtores de filmes de ação baratos da Boca do Lixo, daquele tipo bem popularesco, econômico e que dava dinheiro nas bilheterias, com a cor, a cara, o cheiro e o linguajar do povão.

Entre o início da década de 70 e a metade dos anos 80, o homem produziu, dirigiu e estrelou cerca de 15 filmes, policiais ou faroestes que geralmente reaproveitavam os mesmos elencos, locações e figurinos. Investia pouco e lucrava bastante, numa época em que as salas de cinema ficavam na rua e estavam sempre lotadas, muito antes do surgimento do "cinéfilo de shopping" e dos ingressos custando mais de 20 reais.


Eu sempre digo que para fazer esses filmes de hoje, sobre miséria no Nordeste ou violência urbana nas favelas cariocas, é muito fácil: você liga a câmera e a coisa toda já está mais ou menos pronta. Difícil era fazer os filmes que Tony Vieira fazia, transformando cidades do interior de São Paulo/Minas Gerais em cenários de bangue-bangue. Queria ver se essa molecada que faz cinema hoje conseguiria produzir algo como O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA, uma das mais escalafobéticas produções do Chuck Norris brasileiro: trata-se de um filme de ação sobre mercenários brasileiros que enfrentam nazistas (???) no interior do Paraguai!

A trama absurda foi escrita por Rajá de Aragão (que também era diretor na Boca, além de um dos principais colaboradores de Tony). O cinema de ação norte-americano, claro, foi a grande inspiração para a dupla, mas incrivelmente os inúmeros tiroteios, explosões e acrobacias dos heróis foram filmados ANTES de grandes produções gringas como "Braddock - O Super Comando" (1984) e "Rambo 2 - A Missão" (1985). Acredite ou não, O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA é de 1979, e já traz elementos que depois apareceriam nos filmes de Chuck Norris e Stallone, produzidos com dez, vinte vezes mais dinheiro!


O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA se passa "em época e país imprecisos", como explica a sinopse oficial, mas foi filmado na fronteira com o Paraguai. A história não tem muita lógica e é tocada na base do "Foda-se; se colar, colou". Se alguém dublasse isso em inglês, podia muito bem passar por aventura classe B norte-americana; ou, pelo menos, por aquelas imitações das aventuras B norte-americanas produzidas pelos italianos ou filipinos!

Eis que, nessa "época e país imprecisos", existe um oficial nazista chamado General Zog (interpretado por Francisco Assis Soares). Será que o nome foi inspirado no maléfico General Zod, aquele inimigo do Superman nos quadrinhos? Nesse caso, o roteirista Rajá devia ser um ávido leitor das HQs do herói, pois o filme em que aparecia o General Zod (interpretado por Terence Stamp), "Superman 2", saiu apenas um ano depois, em 1980.


O "nosso" General Zog conseguiu reunir um pelotão sob seu comando e montou um campo de concentração onde aprisiona não judeus, mas sim as filhas gostosas dos fazendeiros da região - lembre-se que essa é uma produção da Boca do Lixo, e como tal precisa entregar a cota de nudez que o espectador da época esperava. Os nazistas sequestram as moças para fazer experimentos de fertilização tentando criar uma raça superior. Na prática, as moças seminuas são abusadas e torturadas durante a maior parte do filme, o que lembra tanto aquelas produções sensacionalistas com vilões nazistas (os "nazisploitations") quanto os filmes WIP ("Women in Prison", ou Mulheres na Prisão), ambos bastante populares no período.

Zog tem dois asseclas: o violento Tenente Sparago (Itagiba Carneiro) e a cientista Nicole (Renée Casemart), a única que parece ser realmente alemã, e fala sempre com sotaque carregado, embora vez por outra solte alguma expressão francesa, tipo mon cherry. Nas "horas vagas", quando não está colocando em prática as experiências para criar a raça superior, Zog obriga a cientista a torturar as prisioneiras, em testes dignos do Dr. Mengele para descobrir, por exemplo, quanto tempo uma paciente suporta uma cirurgia sem anestesia antes de morrer.


Só que o reinado de terror dos nazistas paraguaios está para terminar: os fazendeiros das cercanias, pais das moças sequestradas, resolvem contratar uma dupla de mercenários para acertar o placar com os vilões e resgatar as garotas. Porque diabos eles não procuram a polícia ou o Exército Brasileiro é algo que o roteiro não se preocupa em explicar decentemente. De qualquer maneira, entram em cena os mercenários mais improváveis do cinema de ação universal: Jô (Tony Vieira) e Gato (Heitor Gaiotti).

Pensa comigo: quem foi o sem-noção que inventou um herói durão, bom de tiro e pegador chamado... Jô? Isso parece mais apelido carinhoso do que um nome que provoque temor nos bandidos. Imagina o vilão dizendo: "Oh não, o Jô está vindo me pegar". Porra, não funciona! Sem contar que remete ao mala do Jô Soares, então toda hora você fica pensando que o barrigudo vai invadir o filme e não deixar mais ninguém falar!


A entrada em cena de... hã... Jô... é hilária: um helicóptero pousa numa clareira e dele sai Tony Vieira vestindo uniforme camuflado, com uma metralhadora a tiracolo, um capacete antigão que parece ter sido roubado de um museu da Segunda Guerra Mundial e óculos escuros espelhados daquele tipo usado por motorista de ônibus. Não é nenhum Braddock ou Rambo, mas certamente é muito engraçado!

Jô (hehehe) aceita a missão de acabar com os nazistas, mas não para salvar os pobres fazendeiros, nem para resgatar as pobres meninas aprisionadas, e muito menos pelo dinheiro: o que o nosso herói quer é acertar as contas com o Tenente Sparago, com quem "trabalhou" no passado e não recebeu o pagamento justo. Pois ao invés de resolver a questão num Tribunal de Pequenas Causas, Jô (hehehe) resolve pegar sua metralhadora e, no processo, dar uma mão aos fazendeiros e acabar com a nazistada paraguaia.


Forma-se, então, um improvável grupo de resgate com Gato (o alívio cômico, sempre falando bobagem), Jô (o herói sério e quietão, sempre mandando Gato calar a boca) e Beto (Elden Ribeiro), um dos homens do vilarejo, convocado para guiar os mercenários até o campo de concentração.

Enquanto isso, no tal campo de concentração, os vilões estão tendo seus próprios problemas: a Dra. Nicole está arrependida de torturar e matar pobres garotas seminuas, e pretende abandonar o grupo. Mas sua própria filha Zeida (Cristina Kristner), devidamente convertida à "causa", cagueta a mãe, que é fuzilada na sua frente por traição. Só que aí a pequena delatora percebe que seus "companheiros" não são flor que se cheire e foge do campo de concentração, aliando-se ao grupo de mercenários para dar um fim na ameaça nazista.


Se não deu para perceber só pelo resumo da trama, O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA é um daqueles filmes inacreditáveis, hilários, que se tornam obrigatórios pela sua ingenuidade e criatividade.

Como escrevi lá em cima, fazer filme de favela e Nordeste é fácil, pois cenários e personagens já existem; quero ver é ter coragem de fazer uma aventura de guerra com mercenários lutando contra nazistas, e no Brasil! Por si só, já é um motivo mais do que suficiente para recomendar a obra: este é o melhor filme brasileiro sobre mercenários contra nazistas paraguaios de todos os tempos!


O título já entrega a inspiração de Rajá e Tony: "Selvagens Cães de Guerra" (The Wild Geese), uma bem-sucedida aventura lançada no ano anterior (1978), dirigida por Andrew V. McLaglen e estrelada por Richard Burton, Roger Moore e Richard Harris. Os realizadores provavelmente tentaram forçar uma relação inexistente com o filme gringo, para que o espectador desavisado pensasse estar vendo uma continuação ou nova aventura dos "Cães de Guerra" importados.

(O engraçado é que esta picaretagem brasileira saiu seis anos ANTES da continuação oficial de "The Wild Geese", lançada apenas em 1985, e batizada por aqui como "Caçado pelos Cães de Guerra".)


Óbvio que qualquer comparação entre O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA e os "Cães de Guerra" estrangeiros é injusta. Afinal, Tony Vieira e sua turma fizeram o filme nacional com uma merreca de orçamento, o que transparece nos efeitos simplórios dos tiros e explosões, nos cenários e na reutilização de figurantes para dar a impressão de que o pelotão nazista é muito maior do que na verdade era - tem figurante que morre umas seis vezes até o final do filme.

O roteiro de Rajá dispensa os diálogos rebuscados e floreados dos "Cães de Guerra" importados em prol de expressões chulas, palavrões e conversas simplesmente inacreditáveis entre nossos "herói" Jô (hehehe) e seu parceiro Gato. Isso responde por 60% da diversão no filme de Tony, já que é impossível não pegar-se rindo sozinho do festival de bobajada.


Os diálogos fuleiros também fazem de O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA um filme único em comparação aos enlatados estrangeiros que ele homenageia/emula/copia. Por exemplo, em várias aventuras de ontem e de hoje, você certamente já viu o herói ou seu companheiro cair em alguma armadilha daquelas que deixam o sujeito pendurado de cabeça para baixo.

Isso também acontece aqui, com o personagem de Gaiotti. É a reação do sujeito que faz a diferença, já que você jamais esperaria ver Braddock ou Rambo gritando algo como: "Será que tem algum rio aqui por perto? Acho que me caguei todo!". E não, não é no sentido figurado: na cena seguinte, Gaiotti realmente aparece lavando a bunda dentro de um rio! Braddock e Rambo nunca cagaram nas calças, por isso O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA é muito mais divertido.


Você também não espera que uma aventura gringa traga um diálogo como este, em que um dos fazendeiros explica a Gato sobre as experiências genéticas dos nazistas:
- Teve um cara com essa mesma ideia, e por causa disso ele quase botou fogo no mundo.
- Hitler. Adolph Hitler.
- É esse mesmo o filho da puta!

O mesmo Gaiotti tem uma reação inacreditável a uma cena de sexo entre Jô (hehehe) e a nazista convertida a mercenária Zeida: "Muito bonito... Eu me fodendo com os pernilongos, e você deitando e rolando nesse contra-filé!". (Nesse momento, visualize uma projeção mental de Sandra Anneberg e seu famoso "Que deselegante".)


A tal cena de sexo é fantástica e responde por um daqueles momentos absurdos e gratuitos que só estão no filme para cumprir a cota de sexo e mulher pelada esperada numa produção da Boca. Pois eis que Jô (hehehe) e Zeida começam a transar sem que haja qualquer preliminar, qualquer menção de atração física, uma piscadinha ou olhadela sensual, um diálogo maroto... Nada!

Os personagens se conhecem, mal falam seus nomes um para o outro, e na cena seguinte já estão rolando pelados dentro de um rio! Caramba, por que nunca acontece um troço desses comigo? O Jô (hehehe) é tão fodão que nem precisou lançar uma cantada elaborada, fingir que concordava com os gostos de Zeida ou sequer pagar flores ou um jantarzinho antes. O cara é mestre!


Por falar em fodão, Rajá criou todo tipo de diálogo absurdo para justificar a "fodãozice" de Jô (hehehe) e para transformá-lo numa espécie de "super-mercenário". Todos os outros personagens, heróis e vilões, passam o tempo todo falando maravilhas sobre o herói, mesmo que na prática não vejamos nada de tão espetacular. Gato, por exemplo, lança um "Lembra daquele dia no Vietnã, Jô?", enquanto o vilão Sparago informa ao general que Jô (hehehe) "esteve na Angola, na Argélia e no Vietnã". Braddock e Rambo são meros principiantes perto do "nosso" cão de guerra...

E já que estamos falando em diálogos, lá pelas tantas o General Zog larga um discurso tão sem pé nem cabeça que estou até agora na dúvida se o roteirista Rajá fez de propósito, para deixar bem claro que o vilão era maluco, ou ele mesmo era maluco e escreveu o texto a sério. É algo assim: "A próxima etapa é a infiltração em toda a América Latina. A terceira etapa será a conquista da Austrália e de todo o Continenta Africano. A Europa não nos interessa, porque está em decomposição física e mental". Epa, peraí: os caras são nazistas e não querem conquistar a Alemanha, que fica na Europa, preferindo a África e a Austrália? Mas que espécie de prioridades são essas? Porra, Austrália??? Bem, mas o que esperar de supostos nazistas que tratam uns aos outros por "camaradas", como se fossem comunistas?


Como bom trashão que é, O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA também está repleto de momentos hilários. Ao toparem com um campo minado, por exemplo, os heróis simplesmente detonam as minas terrestres rolando um tronco de árvore sobre elas - como se uma única mina não tivesse poder de fogo suficiente para explodir o tronco em pedacinhos!

Sem contar que a missão de resgate é um autêntico fiasco, pois os vilões retaliam matando quase todos os fazendeiros que contrataram os mercenários (!!!), e praticamente todas as garotas aprisionadas perdem a vida na fuga. Ou seja, teria sido até melhor se continuassem presas no campo de concentração, e não sobrou nenhuma família viva para comemorar o fim do pesadelo!

Na última cena, Tony até é cruel o suficiente para mostrar os bebês ainda vivos no berçário da base nazista agora destruída; pois as pobres crianças, que eram resultado dos experimentos genéticos dos nazistas, certamente morrerão abandonadas à própria sorte, já que não tem mais ninguém vivo num raio de muitos quilômetros, e o campo de concentração estava em chamas quando os heróis saíram de lá...


As prisioneiras dos nazistas, vale o registro, são interpretadas por musas da Boca do Lixo, como a deusa loira Arlete Moreira (de "Os Trapalhões na Guerra dos Planetas") e a futura estrela pornô Débora Muniz (de "A Quinta Dimensão do Sexo"). Christina Kristner, que interpreta Zeida, também é uma gracinha, e ainda faz o gênero "girls with guns", enfrentando os vilões de igual para igual com uma metralhadora nas mãos.

Outros nomes conhecidos da Boca que integram a equipe técnica são José "Índio" Lopes, como responsável pelos efeitos especiais com uma pequena participação no filme (hilária, pois envolve assédio sexual gay), e Afonso Brazza como eletricista. Esse último tornaria-se herdeiro direto de Tony Vieira, pois, com a morte do cineasta mineiro, ficou com sua mulher Claudete Joubert e produziu, dirigiu e estrelou várias aventuras baratas em vídeo. Como aconteceu com Tony, Brazza morreu na miséria.


Infelizmente, O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA pertence àquela saudosa categoria de filmes que os cineastas brasileiros modernos não têm mais interesse em fazer, pois são muito "populares" e "comerciais" para o gosto deles. Infelizmente, também, tornou-se artigo raro, que só circula por aí numa cópia horrível (como você pode ver pela qualidade das imagens capturadas) tirada de um velho VHS castelhano, com legendas em espanhol e tudo mais. Se bobear, os negativos originais já se perderam para sempre, o que é uma lástima.

Nesses tempos em que os diretores brazucas estão muito preocupados fazendo tratados de sociologia para pensar na diversão do povão, é triste constatar que nunca mais veremos um herói popular, como o mercenário Jô (hehehe), enfrentando nazistas paraguaios, muito menos comunistas argentinos, e muito menos ainda fascistas uruguaios.

E, assim, o título do filme se revela tristemente poético: Tony foi, realmente, o "último cão de guerra", e hoje temos que nos contentar com uns poodles de madame tipo Thiago Lacerda em "Segurança Nacional" ou Aílton Carmo em "Besouro"...

Bons tempos: estreia do filme num cinema de rua de São Paulo

Por último, mas não menos importante, descobri um fã ilustre de O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA quando estive em Palmitos, interior de Santa Catarina, filmando um documentário ano passado: trata-se do cineasta independente Petter Baiestorf (foto abaixo), que gentilmente atendeu meu pedido de escrever suas memórias sobre o filme de Tony Vieira, que ele viu na infância. Eu sempre acho o máximo essas recordações de uma época ingênua em que as produções brasileiras rodavam o país e chegavam às menores cidades em condições bem improvisadas, algo que remete ao maravilhoso "Cinema Paradiso". Isso criou uma legião de adoradores de cinema do tipo mais puro, não aqueles mequetrefes que leem a Ilustrada ou a Cahiers du Cinéma e saem papagaiando frases prontas por aí. Com vocês, as memórias de Petter Baiestorf:

"Não lembro o ano exato, nem que idade eu tinha, mas foi entre 8 e 10 anos. Como eu fazia todos os anos em minhas férias escolares, me mandei prá casa de minha vó que ficava numa estância hidromineral chamada Ilha Redonda. Tinha piscinas, sorvete, diversões, árvores com frutas para colher e comer, primos para brincar e até um pequeno cinema improvisado (as cadeiras eram de palha e a tela era um enorme lençol branco). Naquele ano cheguei na casa da minha vó e o dono do cinema improvisado estava anunciando um filme de guerra chamado 'O Último Cão de Guerra', somente para maiores de 18 anos. Fui até minha vó e comecei a encher o saco em tempo integral para ir ao cinema. Como sempre conseguia o que queria através da insistência, foi fácil dobrar a velha e logo estava na fila com minha vó me 'cuidando'. Na hora de entrar o dono do cinema me achou jovem demais, mas minha vó (possivelmente já irritada comigo e meu objetivo de ver o filme de qualquer modo) resmungou com o cara e entramos.


Começa o filme e me deparo com um filme de guerra diferente, algo que até então eu nunca tinha visto. Prisão de mulheres, milhares de mulheres nuas, pelos reluzentes nas bucetas (que visão maravilhosa), torturas sangrentas, cenas com blasfêmias, diálogos hilários que não tinha em filmes de Hollywood, cenários sujos, sangue, tudo que um filme precisa ter! Porra, fiquei fascinado com aquele universo fantástico do Tony Vieira (que só vim a saber anos depois quem era) sorvendo tudo extasiado. Revi o filme duas décadas depois, já adulto, e continua uma tranqueira adorável. As cenas com torturas são bem ingênuas e mal filmadas, mas para um moleque de 8 anos eram perfeitas. 

Depois desta sessão de cinema com 'O Último Cão de Guerra' comecei a descobrir o cinema vagabundo mundial, comecei a descobrir o que era a Boca do Lixo paulista com suas produções maravilhosas de filmes sujos e sexuais, onde as pessoas falavam palavrões, trepavam e suavam, bem distante daquele cinema limpinho e sem graça dos americanos. O que mais um moleque poderia querer nos anos 80 além de sexo e violência sem noção? Naquele dia senti que as portas do paraíso haviam se aberto para mim."

PS: A atriz Christina Kristner, que descambou daqui direto para a obscuridade, foi brutalmente assassinada no México, país em que vivia há dez anos, em 2011. O caso praticamente não repercutiu aqui no Brasil, mas foi bastante polêmico por lá graças à extrema crueldade do assassino, que esquartejou o cadáver da brasileira e espalhou os pedaços pela cidade! O nome verdadeiro de Christina era Matilde Christina Arré Verri, e ela passa a engrossar a triste galeria de ex-musas do cinema brasileiro que tiveram um fim trágico e/ou violento. Para quem se interessar em saber mais, uma das poucas notícias do crime em português pode ser lida aqui.


Lobby cards de O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA


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O Último Cão de Guerra (1979, Brasil)
Direção: Tony Vieira
Elenco: Tony, Heitor Gaiotti, Christina Kristner, Itagiba
Carneiro, Arlete Moreira, Francisco Assis Soares, Elden
Ribeiro, Renée Casemart e Débora Muniz.

34 comentários:

Alexandre Julião disse...

Por um segundo lí Cristina Kirchner no cartaz do filme! Bem que alguém podia dar uma cópia desse filme pra ela na próxima vez que ela vier pro Brazil.
Lembro de ter visto pelo menos um filme do Tony Viera quando eu era moleque na velha Sala Especial da Record. Isso ficou na minha memória especialmente, porque apesar de assistir Sala Especial pra ver as cenas de sexo, eu acabei gostando do filme todo, exatamente por ser tão absurdo, que ficou ótimo.

PAULO HENRIQUE DE DEUS disse...

"Será que tem algum rio aqui por perto? Acho que me caguei todo!"

Cara que loucura, nunca ri tanto com uma resenha de filme, que especie de sujeito fala uma frase dessa, que especie de herói tem o nome de Jô. A boca do lixo é uma coisa que faz falta ni cinema nacional. Hohje em dia os nossos cieastas só querem saber de emular caras Cronenberg, Truffaut, Clauber Rocha, e companhia limitada, mas olha com desprezo para o cinema mais popular, com a cara da boca do lixo. E o "cinéfilo de shopping" é só mais um segmento do tipico babaca pseudo intelectual que há nesse pais.

Anônimo disse...

"Infelizmente, O ÚLTIMO CÃO DE GUERRA pertence àquela saudosa categoria de filmes que os cineastas brasileiros modernos não têm mais interesse em fazer, pois são muito "populares" e "comerciais" para o gosto deles."

Esse teu parágrafo ilustra muito bem um dos atuais aspectos do cinema mainstream nacional. Alguns cineastas confundem "arte inteligente" com "punhetagem intelectual". O resultado disso são alguns "filmes artísticos" que parecem ser compreensíveis apenas por estudantes de comunicação e fãs de Glauber Rocha

Anônimo disse...

Recado para o autor do blogue

Parabéns... Ótimo resgate de um filme esquecido por muitos, inclusive por mim.

Apenas uma informação adicional: Essa Débora Muniz, citada em um dos trechos do texto, é também a protagonista do "Bunda Profunda", que é uma paródia sem vergonha do famoso "Garganta Profunda".

No "Bunda Profunda", a saudosa Débora possui o clitóris no brioco, sendo assim, para sentir prazer durante o coito, a moça deve levar pirocadas no cagador.

Gustavo

Castro disse...

Assim como o anônimo mencionou o filme "Bunda Profunda" gostaria de ver alguma resenha sua, Felipe, sobre este filme no blog. Acho ele ótimo.

E mais: Há tempos que não vejo algo no blog sobre os filmes dos Trapalhões. A última resenha foi em 2010 cara!!!

Felipe M. Guerra disse...

ANÔNIMO e CASTRO, respeitem a censura que o filme recebeu na época do seu lançamento: o título correto é "A B... Profunda"! hahaha. E Os Trapalhões em breve estarão de volta ao blog.

spektro72 disse...

saudoso TONY VIEIRA era o campeao de exibicao na SALA ESPECIAL na Saudosa TV RECORD da familia caravalho a emissora que esta hoje ai nem de longe chega aos pes deste emissora ao qual assisti,OSCAR,POLTRONA 7,COLOR 7, BANGUE BANGUE Á ITALIANA,ESPECIAL DO MES,CALAFRIO ,SEMPRE AOS DOMINGOS , Dentre outras sessoes de exibição de filmes enlatados.
hilario!!! um heroi mercenario chamado Jô .. como disse o nosso mestre poderia lembrar o sem graça entrevistador de um canal grandioso ou ate mesmo um travesti denominado JÔ, logico sem desmerecer a imagem de TONY VIEIRA pois era um grande ator,diretor e produtor de perolas com esta.
INFORMAÇAO UTIL OU INUTIL:
OS SELVAGEM CAES DE GUERRA saiu em DVD como a dublagem antiga pela DIA FILME e VHS saiu pela WARNER HOME VIDEO Nos anos 80, sua continuação CAÇADO PELOS CÃES DE GUERRA ainda nao saui em dvd somente em VHS pela V.T.I NETWORK VIDEO tambem nos anos 80,parabens pelo o seu post mestre do obscuro cinema FANTASTICO .
P.S - MESTRE! so faltou colocar no seu artigo o numero romano ou numerico da continuação "THE WILD GREESE II ou 2 "

Marcelo Gama disse...

Excelente post, mas ao mesmo tempo é triste constatar que o Brasil é uma merda tratando-se do seu mercado de DVDs. Há muitos filmes nacionais ótimos que sabemos que nunca sairão nesse formato como a maioria dos que o Guerra postou no sue blog e muitos outros, que continuarão no limbo do esquecimento. E nem o grande público quer saber deles, pois irão preferir essa enxurrada de comédias idiotas que saem aos montes, filmes sobre famosos, etc.

OFF-TOPIC: Atenção, evitem comprar essa bosta de DVD do SELVAGENS CÃES DE GUERRA. Apesar da ótima dica do spektro72, o filme está ridiculamente cortado.
Apesar de que eu já tivesse o importado (sem legenda nenhuma) e por ser um dos meus filmes preferidos, comprei essa versão nacional no ato. Realmente, tem a dublagem clássica do Domingo Maior, mas o filme tem mais de duas horas, e a versão mequetrefe daqui tem apenas 1h e 40min!!! Cortaram a parte em que o médico gay é fatiado pelas tropas africanas e outras partes importantes. Essa merda não durou nem um dia aqui em casa; foi pro lixo.

Ainda dei azar de comprar o DESEJO DE MATAR 3 que saiu agora pela Flashstar e vi que cortaram, simplesmente, meia hora de filme!!! Isso mesmo, MEIA HORA de filme! Não paguem pra ver!

Felipe M. Guerra disse...

MARCELO GAMA, infelizmente as distribuidoras brasileiras estão fazendo um trabalho cada vez mais porco com os DVDs nacionais, e depois têm a cara-de-pau de reclamar quando o cara baixa ou compra pirata. Em pleno século 21, ainda tem distribuidora que lança filme em full screen, cortando as laterais da imagem, e com legendas porcas que parecem feitas via Google Tradutor. Agora, lançar filme com cenas cortadas é o fim da picada, uma verdadeira vergonha!

spektro72 disse...

valeu,marcelo gama ! muito obrigado por esta informação nao sabia que esta copia dos " SELVAGENS CAES DE GUERRA" Esta mal -editado ou pessimo para alguns.. pelo menos eu tenho o VHS dele pois nele ha o filme completo.. hum! Aqui no brasil o que estao lancado e so resto de dvd como sempre ... malditas distribuidoras.
P.S- Voce marcelo comprou pela flashstar o filme do CHARLES BRONSON " dez minutos para morrer" voce ja assisti-o gostaria de saber se ele esta completo,bem a fla shstar vai lançar " desejo de matar 2" e " deu a louca no mundo " sera que estes filmes serao bem lançados digo completos ou teremos que nos contentar em adquirir estes lixos lançados por elas ( distribuidoras) e lamentavel que somos tratados como resto ...do mundo!

Marcelo Gama disse...

Pois é, Guerra, as distribuidoras nacionais estão se lixando para o consumidor, mas o que me choca de verdade é ver que os DVDs-muamba da escrota Continental/Paragon/Magnus Opus/etc estão sendo vendidos como se fossem produtos normais em lojas virtuais e reais consideradas sérias! Eu entro na Saraiva e pelo menos 40% do estoque são desses merdas!
Eu bato no peito e brado com orgulho que não tenho nenhum DVD desses FDPs, hahaha! Em compensação, tenho alguns da Spectra Nova, Works e outras distribuidoras mais rasteiras...

Felipe M. Guerra disse...

Eu vi o DVD brasileiro do "10 Minutos Para Morrer" ontem. Menu horrível e legendas cheias de erros de digitação, mas é o que se espera desses "lançamentos" da Flashstar. Pelo menos o filme não tem nenhum corte, e a imagem está bem melhor que a do velho VHS da Globo Vídeo. Não deixem de ler a resenha desse grande filme aqui no FILMES PARA DOIDOS!

Marcelo Gama disse...

Sim, spektro72, comprei ASSASSINO A PREÇO FIXO e 10 MINUTOS PARA MORRER da Flashstar. O primeiro está completinho e a imagem está muito boa. Já o 10 MINUTOS, a imagem está de razoável para boa, e cortaram o prólogo de alguns segundos em que Bronson está datilografando no escritório da delegacia, já iniciando o filme nos letreiros iniciais. Nesse caso, fiz vista grossa já que em minha opinião, o corte não fez muita falta ao filme e nem interfere no andamento dele. O resto está intacto.

Já vi o DEU A LOUCA NO MUNDO para vender, mas agora estou muito pé atrás com a Flashstar. O jeito é partir pra roleta-russa, mas sinceramente, não sei que quero dar meu dinheiro para esses pilantras... O pior é que vão lançar o ROBUR, O CONQUISTADOR DO MUNDO, e nesse caso, devo arriscar, já que, pelo menos, ao contrário da Continental, a Flashstar vende barato as suas porqueiras.

Felipe M. Guerra disse...

Eu nem tinha reparado nesse pequeno corte no início do "10 To Midnight", MARCELO...

Felipe M. Guerra disse...

Acabei de conferir meu DVD importado do "10 to Midnight", e realmente a Flashstar lançou o filme sem a cena inicial antes dos créditos, uma introdução de 1min36s com o Bronson na delegacia trabalhando e declarando para um jornalista: "I'm a mean son of a bitch". Por que será que os caras fizeram isso, não tem lógica alguma!!!

Marcelo Gama disse...

Porra, 1min36s?! Não me lembrava que era tudo isso! Podia jurar que não chegava nem a 1 minuto! Bastardos!!!

E comprei esse DVD do DESEJO DE MATAR 3, porque me recusei a comprar aquele box porco da Spectra Nova, além do fato de já ter aquele box da Columbia com o 1 e 2. Sabe que a Flashstar cortou a morte do Risadinha e o estupro da Marina Sirtis?! O contador do DVD player deu uma hora cravada!

Vou pegar o importado mesmo...

Felipe M. Guerra disse...

Agora estou me perguntando porque a Flashstar está fazendo esses cortes. Não é questão de a cópia já chegar cortada para eles, porque nesse caso do "10 to Midnight", por exemplo, não é corte de censura por causa de violência ou sexo, é um corte imbecil de uma cena com diálogos! Mesma coisa no "Desejo de Matar 3", esse eu nem comprei o DVD da Flashstar, mas qual a razão de cortar a morte do Risadinha se tem outras cenas muito mais violentas no filme? Muito estranho... E um desrespeito total com o espectador, é claro.

Marcelo Gama disse...

Não sei não, mas a Continental, por mais porca que seja, nunca cortou filmes desse jeito. No caso dela, nem precisa cortar pois a merda do DVD trava mesmo, hahaha!

E eu sou muito chato com esse lance de coleção, muito chato mesmo! Antes de constatar toda essa cagada que a Flashstar anda cometendo em relação a cortes, eu deixei de comprar o PRECE PARA UM CONDENADO só porque no verso do DVD estava a sinopse e o elenco de ASSASSINO A PREÇO FIXO! Se é para ter a versão porca de um filme, prefiro não ter. Só se for algo extremamente raro.

Solução? Boicote neles! E ainda tem neguinho que te acha esnobe se você só compra DVDs importados!

Felipe M. Guerra disse...

Mais uma má notícia: a Flashstar também vai lançar, dentro dessa coleção Clássicos MGM, o maravilhoso "A Volta dos Mortos-Vivos". Ou seja, o cara espera décadas para que alguma distribuidora decente lance o filme no Brasil, mas acaba caindo nas mãos porcas de uma Flashstar da vida... Felizmente, já tenho o DVD importado com extras, então vou passar longe desse produto nacional. Até porque a Flashstar conseguiu a façanha de não usar aquela maravilhosa arte original da capa do filme, mas sim uma imagem photoshopada ridícula que o sobrinho do dono da distribuidora deve ter feito em cinco minutos!!!

Anônimo disse...

Voltando ao tema do post: O Tony Vieira foi um batalhador que fazia filmes pq gostava, mesmo que a qualidade não refletisse no prduto final. Ele e o Ed Wood merecem todo o meu respeito po isso.

Bem que um dia,quem sabe,você poderia falar sobre outro "astro" da Boca do Lixo paulistana: Walter Gabarron, um dos atores mais atuantes da fase explícita da Boca.

E qual filme dos Trapalhões vai trazê-los de volta aqui ao blog?

Paulo Geovani

Luciano Milhouse disse...

Felipe, como foi que você conseguiu uma cópia dessa pérola?? Há muito eu procuro, mas na internet (a menos que seja em sites pagos) é impossível de achar e Putrescine parece que também saiu do ar...

Agradeço qualquer dica que possa dar!

Abraço!

spektro72 disse...

muito obrigado,marcelo gama & o mestre blogueiro felipe guerra por suas explicações ééé parece que vamos ser novamente tratados com lixo.. pensei que ' 10 minutos para morrer " estaria completo eu tenho copia do velho VHS dele da extinta globo video, o engraçado se é que é para rir ou chorar que a FLASHSTAR vai lançar muitos filmes como esse que nosso mestre falou ' A VOLTA DOS MORTOS -VIVOS" Vai ser um pecado eles cortarem algo do filme ,eu por exemplo estou comprando varios filmes desta distribuidora ja comprei : O EMBAIXADOR,ASSASSINO A PREÇO FIXO,10 MINUTOS PARA MORRER,COLORS - AS CORES DA VIOLENCIA,OS AMANTES DE MARIA,DUELOS DE GIGANTES,FALCÃO - CAMPEÃO DOS CAMPEOES,UM GOLPE MUITO LOUCO... Nao assisti nenhum ainda pois minha tv pifou e outra estou sem tempo tambem ,espero que estes que mencionei aqui estejam bons, senão foi dinheiro jogado no lixo.. com o marcelo gama disse deveriamos boicotar estas distribuidoras safadas e exijir DVD'S decente .. afinal não somos " tal de quinta economia do mundo"(kkkk)desculpem! so rindo mesmo como dissem um certo partido da estrela vermelha .
abraços a todos

Anônimo disse...

Felipe, você já viu o filme "Mahakaal"???? É um filme indiano que copia na maior cara de pau os filmes "A Hora Do Pesadelo". O filme é ruim pra dedéu, mas tem algumas cenas musicais inacreditávelmente hilárias, além de ter um ator (se é que ele é ator mesmo) que é a versão hindu do Michael Jackson (acho que é exatamente o mesmo ator daquele vídeo do "Thriller Indiano" que tem no Youtube). Velho, se você achava "Os Trapalhões Na Guerra Dos Planetas" tão ruim (ou pior) que o "Star Wars Turco", você vai achar esse "A Hora do Pesadelo Hindu" PIOR AINDA! KKKKKKKKK! Se você puder, faça uma resenha desse filme (se você conseguir aguentar assistir até o final, são 2 horas e 12 minutos de pura tortura TRASH). Abraços!

Arthur disse...

ai Felipe, onde você encontra esses filmes para baixar do Tony? bem não diria que o Glauber será esquecido assim, cada vez mais vejo gente resgatar a história do cinema popular barsileiro, até o Canal Brasil que além de passar essas produções, fizeram uma série com 5 reportagens de meia-hora contando a história dessa turma.

Rudemangueboy disse...

Depois deste segundo filme do Tony Vieira aqui resenhado, Inicio minha campanha: queremos Afonso Brazza no filmes para doidos!

laurindo big boss disse...

Laurindo Big Boss: Felipe, vi este filme por duas vezes em cinemas poeiras(tempo bom aquele!), e ao ler sua resenha, me volta na memoria, praticamente todo o filme(como diria o saudoso humorista Lilico¨TEMPO BOM NÃO VOLTA MAIS, SAUDADES DE OUTROS TEMPOS IGUAIS¨). Aproveito para te perguntar, qual foi o ultimo trabalho do grande TONY VIEIRA. Abraços...Laurindo Junior.

Felipe M. Guerra disse...

LAURINDO, o Tony Vieira passou os anos 80 fazendo filmes pornográficos, porque era a única coisa que dava dinheiro no cinema brasileiro da época. Mas ele apenas dirigia, não atuava. Seu último filme como ator e diretor foi "Calibre 12", em 1988, uma mal-sucedida tentativa de voltar aos seus tempos de filmes de ação/faroeste. Como diretor, seu último trabalho foi "A Famosa Língua de Ouro", pornô lançado no mesmo ano de 1988. Ele morreu dois anos depois, em 1990.

Arthur disse...

corrigindo aqui, fiz e heresia de confundir o Tony com o Glauber, ai Felipe cade o link com os filmes?

Felipe M. Guerra disse...

Não sei se tem, ARTHUR, só procurando. Os filme do Tony que eu tenho comprei no antigo Putrescine ou troquei com colegas colecionadores.

Anônimo disse...

Felipe, você sabe porque o Putrescine saiu do ar??? Lá tinha uns filmes nacionais que eu tinha vontade de ver, com preços ótimos!

Pena que não tem mais o site! Ou será que existe algum novo endereço?

laurindo big boss disse...

Laurindo Big Boss: Amigo Felipe, obrigado pela resposta, sobre Tony Vieira que me deu. Gostaria de saber também, que fim levou CLAUDET JOUBERT, esposa e musa de grande parte dos seus filmes. Um Abraço...Laurindo Junior.

Arthur disse...

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/11/28/ult4332u1383.jhtm

Luciano Milhouse disse...

Anônimo, o Putrescine saiu mesmo do ar e o responsável, após umas tentativas minhas de entrar em contato com ele via e-mail me respondeu educadamente que "não trabalha mais com isso"... pena!

Anônimo disse...

Zod é o vilão principal de Superman 2, mas já aparece em Superman- O Filme ( 1978 )

Heitor