domingo, 30 de maio de 2010

O novo filme de horror brasileiro

Sim, eu sei que é humor negro e rir da desgraça alheia, mas desta vez eu não resisti:

"Extermínio 3" no Brasil



E todos temos que concordar que as imagens verídicas são mesmo dignas de um filme de horror. Quando vi pela primeira vez, até achei que era alguma cena excluída de REC, ou quem sabe um novo remake do "Dawn of the Dead".

Enfim, sempre é bom ver o povo brasileiro mostrando seu poder de união - pena que normalmente é para propósitos mesquinhos, como brigas de torcida, arrastões e invasões de lojas durante liquidações. Se o povão invadisse o Palácio do Planalto desse mesmo jeito, quando saem as notícias de corrupção e rapinagens diversas, talvez os governantes passassem a respeitar (ou ao menos temer) seus governados.

Ah, e eu não fui o primeiro a brincar com o fato: um sujeito fez esta outra montagem, também divertida, em que os espartanos de "300" incitam a invasão da loja. Pelo menos nós, brasileiros, sabemos rir das nossas próprias desgraças...

Os 300 do Atacadão



E deixo para vocês novas sugestões nos comentários: que outros filmes poderiam ser mesclados com a já famosa invasão do Atacadão dos Eletros?

PS: É claro que este post foi uma matação porque eu estava com preguiça de terminar a verdadeira postagem deste final de semana, que será devidamente empurrada com a barriga até a terça-feira!

terça-feira, 25 de maio de 2010

DEATH WARRIOR (1984)


Dica do FILMES PARA DOIDOS: a forma mais prática, rápida e barata (e segura) de se ter uma viagem lisérgica, sem a necessidade de tomar LSD, é assistir um filme turco. De preferência sem legendas, com os diálogos originalmente em turco e você sem entender bulhufas do que está sendo falado (até porque estes filmes são tão nonsense que os diálogos geralmente não fazem a menor diferença).

Nos primórdios do blog, eu escrevi sobre "3 Dev Adam", a clássica aventura em que Capitão América e El Santo enfrentam um Homem-Aranha malvado. Desde lá, fiquei devendo outras análises de clássicos turcos como "Dünyayi Kurtaran Adam" (o famosíssimo "Star Wars Turco", e um dos filmes mais absurdos já feitos pela humanidade).

Para compensar este longo hiato, vou dividir com meus nobres leitores a experiência verdadeiramente alucinógena que tive há algumas noites, quando fui inventar de ver o estrambólico "Ölüm Savasçisi", conhecido no Ocidente como DEATH WARRIOR.


O filme é de 1984 e circula em uma única cópia porca e mal-conservada, aparentemente gravada da TV turca. Não tem legendas em nenhum idioma compreensível pelo ser humano. Não tem créditos iniciais e nem finais, apenas um enorme "Fim" (no caso, em turco, "Son") que pipoca na tela de maneira abrupta. Não tem pé nem cabeça também, mas isso já era esperado.

Com duas taças de vinho na cachola, pus-me a apreciar esta maravilha sem grandes referências e sem saber sobre o que exatamente era a trama. A única coisa que eu sabia é que o filme era uma espécie de versão turca de "Octagon", aquele filme em que Chuck Norris enfrenta ninjas. E escrito e dirigido por Çetin Inanç, o mesmo diretor do "Star Wars Turco", o que já me bastava como referência.

Mas, para completar o programa, DEATH WARRIOR foi produzido, co-escrito, co-dirigido e estrelado (!!!) pelo maior herói de ação turco, o indestrutível Cüneyt Arkin!!!


Cüneyt, que também estrelou o "Star Wars Turco" (isso fica cada vez melhor...), é um verdadeiro patrimônio do cinema da Turquia, embora seja tão valorizado hoje por lá quanto o Mojica é por aqui. Nascido no mesmo dia que eu (7 de setembro), mas em 1937, o ator apareceu em mais de 250 filmes (!!!), geralmente como galã, e ainda arrumou um tempinho para dirigir 26 deles.

Mesmo com o declínio da indústria cinematográfica turca, o velhinho continua na ativa até hoje, e sempre dando uma banana para os críticos. Em 2006, por exemplo, apareceu na continuação do "Star Wars Turco", chamada "Dünyayi Kurtaran Adam'in Oglu", quando estava com nada mais nada menos que 69 anos de idade!

Na época de DEATH WARRIOR, Cüneyt Arkin já estava chegando aos 50. Mas a idade parece não apresentar restrição alguma ao grande herói de ação da Turquia: ele aparece o filme todo lutando artes marciais desenfreadamente, como um Bruce Lee em overdose de ecstasy, e não é dublê não!

Logo, não é exagero dizer que Cüneyt Arkin é o Charles Bronson da Turquia. Até porque o olhar gélido dos dois atores é muito parecido, como você pode comparar nas fotos abaixo (Cüneyt em cima, Bronson embaixo).


Mas afinal, sobre o que é DEATH WARRIOR? Boa pergunta! O roteiro vai empilhando elementos e situações sem muito critério, e como eu não entendo nada de turco fiquei boiando nos diálogos - embora duvide que eles ajudem a explicar os muitos "mistérios" da trama.

A única forma de compreender pelo menos o básico do que está acontecendo é tentar lembrar da narrativa de "Octagon". Se no filme norte-americano tínhamos Chuck Norris enfrentando ninjas, aqui temos Cüneyt Arkin enfrentando ninjas. Logo, é um confronto muito mais desleal.

A história começa mostrando o treinamento de um grupo de ninjas, liderados por um mestre vestido de preto e com barba, praticamente um clone do próprio Chuck Norris. Vamos chamá-lo de "O Chefão". O sujeito é interpretado por Osman Betin, que também apareceu no "Tubarão Turco" ("Çöl", 1983) e no "Rambo Turco" ("Korkusuz", 1986).

Como todo bom vilão cinematográfico, O Chefão ensina seus "alunos" a serem ninjas dando porrada neles, e inclusive matando alguns no processo. Demonstra suas habilidades vendado, move pedras com a força do pensamento (mas vem cá, o cara é ninja ou Jedi?), e até ensina, na prática, como matar usando uma simples carta de baralho!


Os alunos ninjas então saem para uma onda de assassinatos numa cidade não-identificada dos Estados Unidos, provavelmente como "prova final" para passar no seu cursinho de ninjas. Vários cidadãos são assassinados brutalmente pelos vilões, que aparecem magicamente graças ao simplório efeito de "desliga a câmera-liga a câmera de novo".

Detalhe: ao invés de espadas ninjas, os vilões usam aquelas espadas árabes com lâmina em curva (creio que o nome é cimitarra), e obviamente de plástico, compradas em alguma loja de R$ 1,99 de Istambul...


Quando a polícia ianque percebe que não conseguirá lidar com a ameaça ninja, resta chamar o maior herói de todos os tempos: o Inspetor Kemal, da Polícia de Istambul (Cüneyt Arkin, claro). Mestre em todas as artes marciais possíveis e imagináveis, e até naquelas que ainda não foram inventadas, Kemal já enfrentou ninjas no passado, conforme mostrado em uma enorme cena de flashback.

Tal flashback já dá uma idéia do que esperar do restante do filme: ao som da trilha sonora de "Fuga de Nova York", do John Carpenter, Cüneyt troca porradas e espadadas com um sujeito, enquanto ambos trocam golpes impossíveis - trampolins, camas-elásticas e filme projetado em reversão ajudam a criar estes movimentos contrários a todas as leis da natureza.

Invencível, Kemal não se acovarda nem mesmo quando perde sua cimitarra: simplesmente bloqueia as espadadas do inimigo com as próprias mãos!!!!


Convocado pelo Governo Americano para dar um jeitinho nos ninjas de lá, Kemal deixa sua esposa (interpretada por Füsun Uçar, par romântico do astro também no "Star Wars Turco") e vai para os States, onde milagrosamente todos falam turco, inclusive o chefe de polícia (Hüseyin Peyda, outro saído do elenco do "Star Wars Turco"). Segue-se um festival de lutas e pancadaria até o confronto final de Kemal com O Chefão.

Até chegar ao final, entretanto, o caminho não é nada fácil. Ao que parece, doses cavalares de LSD eram consumidas pelos atores e realizadores de DEATH WARRIOR. O que no papel aparenta ser apenas uma aventura de artes marciais chupada de "Octagon" logo ganha ares de filme de horror (sem qualquer explicação lógica), quando os galhos de uma planta ganham vida e sufocam um sujeito (à la "Evil Dead"), e um monstrão tosco estilo Abominável Homem das Neves surge do nada e começa a assassinar pessoas (e desaparece sem mais nem menos).

No auge da doideira, Kemal vai parar numa casa assombrada (não pergunte...) onde encontra uma sensual moça (Necla Fide, que também apareceu em... adivinhe... "Star Wars Turco"!). Pois a garota, sem mais nem menos, se transforma num monstrinho voador (!!!), na verdade uma evidente estatueta de porcelana (!!!), que salta na jugular do herói!


E quando você acha que a coisa não pode ficar mais estranha, temos o hilário confronto final entre Kemal e O Chefão, digno de uma conclusão de slasher movie, já que o vilão simplesmente se recusa a morrer.

Generoso, coloquei o vídeo completo da luta final no final do texto, para que vocês possam ver com seus próprios olhos. Mesmo espancado até a morte pelo herói, O Chefão levanta duas vezes para apanhar mais. Finalmente vencido, tenta usar seus poderes Jedi para jogar uma pedra explosiva (novamente, não pergunte...) sobre Kemal, mas o feitiço vira contra o feiticeiro e o herói rebate a bomba para cima do vilão.

Parece que acabou, mas não será tão fácil: com o corpo totalmente em chamas, O Chefão continua lutando normalmente contra o mocinho (!!!), à la Michael Myers no final do "Halloween 2" de 1981. Claro que o ator foi substituído por um boneco de pano puxado por cabos, mas nem dá pra notar a diferença (sim, isso foi uma ironia). E se você não se mijar de rir ao ver Cüneyt Arkin lutando contra um boneco em chamas, definitivamente seu negócio é Glauber Rocha ou Godard.


(Repare também que a equipe parece ter aprontado uma grande sacanagem para o ator: o boneco incendiado fica um tempo imóvel no chão, como se estivesse morto, e o ator relaxa pensando que a cena de luta terminou, mas subitamente o "vilão" é novamente erguido pelos cabos, dando um susto VERDADEIRO no pobre Cüneyt!!! hahahaha. Só esta cena já vale pelo filme inteiro!)

Óbvio que não é nada fácil ver uma produção turca sem a devida preparação - ainda mais quando não se tem o alívio das legendas para ajudar a tornar a coisa toda menos bagunçada. DEATH WARRIOR começa meio lento e exige um pouco de paciência para seguir adiante.

Eu mesmo quase desisti no meio do caminho e iria perder o inesquecível confronto do astro com o Tocha Humana no final!


Pobre e mal-feito, DEATH WARRIOR também é um sinônimo do pior do cinema, e por isso certamente será considerado uma perda de tempo por 99% da humanidade. É preciso ser MUITO fã de trash movies, ou de FILMES PARA DOIDOS, para conseguir suportar até o fim. A propósito: para quem não quiser baixar, o filme inteiro está disponível no YouTube.

Com escabrosos erros de continuidade, efeitos bagaceiros (como fios de nylon erguendo as "pedras"), a sonoplastia roubada de filmes de artes marciais de Hong-Kong e a trilha sonora de diferentes sucessos de Hollywood (toca até a música do "Rambo"!), DEATH WARRIOR e boa parte dos filmes feitos na Turquia são uma prova incontestável de que Ed Wood, supostamente "o pior cineasta de todos os tempos", na verdade foi um grande injustiçado, e tem muita coisa pior e mais mal-feita por aí.

Aqui, a trama é tão desconexa e impossível de seguir (basicamente uma colagem de cenas malucas) que os rolos do filme poderiam ser projetados em qualquer ordem, sem prejuízo algum à "história".



Além disso tudo, a exagerada invencibilidade do herói de Cüneyt Arkin ajuda a transformar o filme numa hilariante comédia involuntária. Afinal, o sujeito bloqueia golpes de espada com as mãos nuas sem se cortar, enfrenta dezenas de ninjas de uma vez só sem suar ou perder sangue, agarra facas no ar para lançá-las de volta nos sujeitos que as atiraram, dispara dezenas de flechas certeiras em inimigos num intervalo de três segundos e sem sequer ajeitar a mira (melhor que o Legolas, de "O Senhor dos Anéis"!), bloqueia outra dezena de flechas disparadas contra ele usando uma simples espada (!!!), e por aí vai.

Graças a façanhas como estas, os "Chuck Norris Facts" deveriam se reescritos com Cüneyt Arkin no lugar do barbudão...

E para quem gosta justamente deste tipo de cinema maluco, estúpido e injustificável, DEATH WARRIOR é um verdadeiro achado, trazendo tudo de pior, mais tosco e mais maluco que se pode esperar de um diretor incapaz, de um astro exagerado e de um roteiro sem pé nem cabeça! Viva a Turquia!!!

O duelo final de DEATH WARRIOR



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Death Warrior / Ölüm Savasçisi
(1984, Turquia)

Direção: Cüneyt Arkin e Çetin Inanç
Elenco: Cüneyt Arkin, Osman Betin, Funda
Firat, Kemal Özkan, Kadir Kök, Nejat Gürçen,
Hüseyin Peyda e Necla Fide.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

COISAS ERÓTICAS (1981)


Independente da sua qualidade artística e da sua pobreza como produto erótico (é mais brochante do que propriamente excitante), o longa COISAS ERÓTICAS, produzido em 1981 e exibido em 1982, tem seu lugarzinho de honra na história do cinema brasileiro: foi o primeiro filme pornográfico produzido no país, uma "novidade" que levou uma multidão de 4,7 milhões de curiosos para as salas de cinema!

Claro, eram outros tempos. O videocassete engatinhava mundo afora e ainda era novidade no Brasil, portanto a pornografia cinematográfica ainda não era um ritual individual (você com sua fita ou DVD no conforto da sua casa), e sim coletivo (você no cinema, vendo o sexo explícito na tela grande e desconfortavelmente rodeado de outros punheteiros).

Também havia ainda no Brasil a forte censura, que não permitia a exibição de pornôs em nossos cinemas, embora nos Estados Unidos e na Europa a indústria hardcore já estivesse instituída desde o começo dos anos 70.


Ironicamente, a censura nunca impediu que o cinema brasileiro explorasse o sexo e a sexualidade - embora não o pudesse fazer explicitamente, como nos produtos importados. Mas não faltava sacanagem nos filmes nacionais pré-COISAS ERÓTICAS, basta lembrar de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (com José Wilker pegando Sônia Braga de quatro), "A Dama do Lotação" e as famosas pornochanchadas do período.

A abertura para a pornografia explícita começou em 1980, com algumas cenas rápidas e escuras em obras como "Boneca Cobiçada", de Rafaelle Rossi. E foi no ano seguinte que o mesmo Rossi chutou o pau da barraca e rodou COISAS ERÓTICAS, primeiro filme nacional a mostrar tudo, sem cortes - como o cartaz de cinema anunciava, cheio de erros de pontuação, "E assim!... Conheceram as maravilhas do Sexo!".


COISAS ERÓTICAS é um longa composto por três historinhas péssimas - mas, como o objetivo era mostrar putaria, vamos dar um desconto. A primeira e a última foram dirigidas pelo também produtor e roteirista Rafaelle Rossi, e a do meio é assinada por Laente Calicchio.

O primeiro episódio (que traz o nome do filme, "Coisas Eróticas") é uma pérola do mau gosto. Começa com Eduardo (Oásis Minitti, de "O Império do Sexo Explícito") literalmente sentado no trono, enquanto folheia uma revista masculina. Ato encerrado, o sujeito limpa a bunda, dá uma suspeita olhadinha sorridente para o papel higiênico sujo e vai direto para o chuveiro descascar a banana enquanto olha para a bela modelo nas páginas da revista.


Uma coisa que salta aos olhos já nestes primeiros momentos é o banheirinho tosco e tipicamente brasileiro: aquelas janelinhas basculantes com a toalhinha pendurada para secar, os azulejos bregas, o box minúsculo para tomar banho com uma enorme esponjona pendurada num preguinho na parede... Enfim, o tipo de coisa que só se vê mesmo no Brasil!

A história continua e só "melhora": Eduardo vai dar uma voltinha com sua Brasília e, numa rua movimentada, cruza com uma bela mulher num sinal fechado. Surpresa: é a modelo para quem ele bateu uma bronha horas antes! E não tem como segurar o riso diante do close na cara de surpresa de Minitti enquanto ele declara, emocionado: "Ei, mas eu te conheço!".


Segue-se um flerte, uma noitada no restaurante, e a bela modelo (interpretada pela linda Jussara Calmon, em seu primeiro filme) convida o rapaz para um final de semana em sua chácara. Lá chegando, Eduardo conhece a filha adolescente da amada, Arlete (Ilse Cotrim), uma daquelas meninas com os hormônios em ebulição. Detalhe: Arlete e uma amiga estão tomando banho de sol completamente nuas, mas nem elas e nem a mãe ficam constrangidas, e Eduardo é apresentado normalmente às garotas!

Mais tarde, enquanto Arlete transa com a amiguinha no chuveiro, Eduardo e sua modelo transam na cama de casal, quando finalmente rolam as tais "cenas explícitas" que todo mundo pagou ingresso para ver. A filha espia tudo pelo buraco da fechadura - apesar de a cena anterior deixar bem claro que a cama NÃO estava em frente à porta para permitir qualquer visualização!!! - e se apaixona pelo "quase padrasto", que irá seduzir no momento em que a mãe sair para "ir até a cidade".


A conclusão da "trama" é fantástica: a modelo volta à chácara antes da hora (num carro diferente daquele em que ela estava ao sair!!!), flagra o amado na cama com a própria filha e só consegue soltar um "Não...". O casal nem ao menos pára o que está fazendo, e a modelo sai para flertar com outro desconhecido no sinal de trânsito. Uma salva de palmas!

O segundo episódio (misteriosamente também batizado "Coisas Eróticas"!!!) é mais divertido, mas igualmente sem noção: um casal sadomasoquista (Marília Nauê e Andrev Soller), que só se excita trocando pancadas e chicotadas na cama, coloca um anúncio numa revista masculina oferecendo-se para fazer swing - uma novidade que seduzia a sociedade brasileira da época, também enfocada na engraçada pornochanchada "Embalos Alucinantes - A Troca de Casais" (1978), de José Miziara.


Quem responde ao anúncio é um casal aparentemente certinho e recatado (Vânia Bonier e Michel Belmondo), mas já no primeiro encontro os dois pares fazem um surubão com direito a troca-troca (homem com homem, mulher com mulher) e ménage a trois entre chicotadas.

Estranhamente, a historinha não tem uma conclusão, e nem mesmo o sexo "termina": os personagens ainda estão transando animadamente quando o episódio chega ao fim, sem que nem ao menos se mostre a ejaculação para dar a certeza do orgasmo.

E para quem não ligou o nome à pessoa, a feinha Vânia Bonier ficou "famosa" por fazer uma cena caliente com o pastor-alemão Jack no "clássico" "24 Horas de Sexo Explícito" (1984), de José Mojica Marins!


Finalmente, Rafaelle Rossi volta à direção para a terceira história, desta vez com um título diferente ("Férias de Amor"), e que na verdade tem um argumento muito parecido com o da primeira: os colegas de faculdade Betinho (Walder Laurentis) e Laura (a deusa Zaira Bueno) se apaixonam, e a moça convida o rapaz para um final de semana na chácara da família.

Ali, Betinho passa a pistola em tudo que se move (a sogra, as duas cunhadas... só o sogro escapa!). Mas, na conclusão engraçadinha, fica furioso com o convite da namorada Laura para transar no chuveiro, já que o hipócrita queria preservar a castidade da moça para o casamento - um marcante traço cultural daquela época.

Por sinal, já que estamos falando de Zaira Bueno no chuveiro, nunca vi um filme com tantas cenas de gente tomando banho como esse! A conta deve ter saído uma fortuna no final das filmagens. É quase mais água que em "Waterworld"!


COISAS ERÓTICAS foi uma verdadeira revolução na época do seu lançamento, já que os espectadores brasileiros finalmente poderiam ver os atores "transando de verdade", e não aquelas simulações um tanto ingênuas mostradas nas pornochanchadas e filmes eróticos de então.

A bem da verdade, ainda há muito sexo simulado no filme de Rafaelle Rossi, com alguns poucos closes do "tchaca-tchaca na butchaca" para comprovar que, sim, está ocorrendo penetração. Algumas das atrizes nem toparam ir até o fim: Zaira Bueno, por exemplo, não aparece fazendo sexo, nem explícito e nem simulado, apenas peladinha numa cena de banho - mas já vale, pois ela é a mulher mais bonita do elenco.

Além disso, o filme mostra um sexo explícito ainda tímido, e que os diretores visivelmente não sabem filmar direito (os órgãos sexuais ficam encobertos por braços e pernas o tempo todo; os ângulos de câmera escolhidos não são exatamente os melhores para ver a "ação").

Cenas de sexo oral (nele e nela) são rápidas e filmadas de longe, talvez para não chocar. E o filme raramente mostra a ejaculação dos atores, que nos pornôs costuma representar o realismo da coisa ("Se o ator gozou, é porque eles estavam transando de verdade!").


Mas pelo seu aspecto pioneiro e revolucionário, pelos detalhes 100% brasileiros (os banheiros bregas, os carros da época, as salas decoradas com vasos suspensos de samambaia!) e pela nudez das musas Jussara Calmon e Zaira Bueno (as outras mulheres são "normais" ou feias), COISAS ERÓTICAS merece ser conhecido (e reconhecido), até porque está para fazer 30 anos e com certeza a data vai passar em branco.

Nem que seja para dar risada diante dos tradicionais diálogos constrangedores, como "Arlete, não sei porque essa sua atitude, não fica bem pra você! Você é uma garota, e não pode saber coisas sérias sobre o amor" (dita por Minitti à filha da sua namorada, que acabou de ficar completamente pelada na sua frente!)


Ou ainda da conversa entre o rapaz e sua sogra no terceiro episódio, quando passam em frente a um motel de beira de estrada:

- Conheço um casal de amigos que vem ao motel duas ou três vezes por mês. Eles contam milagres! Dizem que a decoração é excitante! Qualquer dia eu gostaria de conhecer um só pra matar a curiosidade...
- Se quiser, eu posso lhe mostrar um agora!
- responde prontamente o genro safado.
- Hihihi... Até que a ocasião é própria!

Vale destacar que COISAS ERÓTICAS, um filme pornográfico, aparece em respeitável 12º lugar na lista das maiores bilheterias do cinema brasileiro de todos os tempos, com 4.729.000 espectadores, muito à frente de filmes como "Se Eu Fosse Você" (23º colocado), "Cidade de Deus" (31º colocado) e "Roberto Carlos a 300 Km por Hora" (45º colocado). Glauber Rocha e sua turma de xaropes cinema-novistas nem mesmo aparecem nessa lista, o que já diz tudo.

E o mais surpreendente é que se tirarmos da tal relação os filmes dos Trapalhões (22 deles aparecem entre as 50 maiores bilheterias!), os da Xuxa e os do Mazzaropi, COISAS ERÓTICAS imediatamente sobe para uma honrosa SEXTA COLOCAÇÃO entre as maiores bilheterias do cinema nacional, atrás de "Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia" e "Dois Filhos de Francisco"!!!


Não é pouca coisa para um filme pornográfico... Ainda mais para um pornô brochante como este do Rafaelle Rossi, que comete até o disparate de colocar uma versão disco do tema de "Tubarão" (!!!) para tocar durante uma cena de sexo, e traz um dos personagens dublado por Marthus Mathias, o dublador oficial do Fred Flinstone!!! Dá até medo que ele grite um "Wilmaaaaaaaaa!" durante a cena de sexo...

Mesmo assim, COISAS ERÓTICAS conquistou o público e ganhou uma seqüência menos famosa, realizada pelo mesmo diretor em 1984.

PS: Para entender um pouco do "choque" que foi ver um pornô nacional nos cinemas lá atrás, no início da década de 80, é sempre interessante procurar pelos relatos de quem viveu aquela época. Aqui tem um bem interessante, e que revela um pouco de uma época cheia de inocência, diferente destes tempos modernos em que qualquer pivete com acesso à internet consegue ver uma suruba de loiras siliconadas com cães, gatos e coprofagia a qualquer hora, no conforto do seu lar...


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Coisas Eróticas (1981, Brasil)
Direção: Rafaelle Rossi e Laente Calicchio
Elenco: Oásis Minitti, Jussara Calmon, Zaira
Bueno, Vânia Bonier, Walder Laurentis,
Regina Célia e Deusa Angelino.

domingo, 16 de maio de 2010

Luigi Cozzi no Fantaspoa 2010


Sempre que eu lia sobre aquelas mostras de cinema fantástico realizadas na Europa, com a presença de diretores como Dario Argento, Ruggero Deodato e Enzo G. Castellari, ficava morrendo de inveja e ao mesmo tempo frustrado por saber que uma coisa assim jamais aconteceria no Brasil, onde estes cineastas mais "alternativos" não são tão conhecidos (mesmo Argento). Mas eis que este ano acontece uma das primeiras tentativas (que eu me lembre) de mudar este cenário: o cineasta italiano Luigi Cozzi estará participando do Fantaspoa - Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, com uma mostra retrospectiva da sua obra.

O curador do evento é este que vos escreve, que também espera que a Mostra Luigi Cozzi seja apenas a primeira de muitas outras que possam trazer ao Brasil e homenagear, pela primeira vez, estes amados diretores "cult" europeus.

Conheci Cozzi há uns cinco anos, quando descobri que ele tinha uma página na internet que informava seu e-mail. Sem pensar duas vezes, enviei um e-mail sugerindo uma entrevista para o site Boca do Inferno, já que sempre fui muito fã dos seus filmes, especialmente "Paganini Horror" e "Alien Contamination". Em poucas semanas, Luigi não apenas concedeu a entrevista como ainda mandou inúmeros presentes para a minha casa, entre livros de sua autoria, revistas que publica na Itália e até um DVD francês com a edição de colecionador de "Starcrash".

No ano passado, quando estive viajando pela Europa, não pensei duas vezes e me mandei para a loja Profondo Rosso, que Cozzi administra bem pertinho do Vaticano. Ele é um bonachão, muito simpático e acessível. Após um bate-papo de umas duas horas, saí da loja cheio de livros e DVDs, e já pensando na possibilidade de trazer o cineasta para o Brasil.

O homenageado e o curador

Sugeri esta possibilidade aos organizadores do Fantaspoa, as negociações aconteceram rapidamente (com a ajuda do meu amigo e tradutor oficial de italiano Eliseu Demari), e logo o velho Luigi já estava todo faceiro com a idéia de participar de uma retrospectiva da sua obra no país.

O resto é história.

Segue a programação da Mostra Luigi Cozzi no Fantaspoa 2010. Serão exibidos todos os seus longas, mais documentários que ele dirigiu sobre Dario Argento, episódios de seriados da TV italiana que ele roteirizou ou dirigiu e até "Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza", clássico giallo dirigido por Argento e co-roteirizado por Cozzi, inédito no Brasil e em versão sem cortes!

Programem-se e não deixem passar esta oportunidade de conhecer pessoalmente um cineasta da Era de Ouro do cinema fantástico italiano!

Mais informações no blog do Fantaspoa 2010.

PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA LUIGI COZZI

* Terça-feira - 6 de julho
15 horas – Turno da Noite + O Túnel Sobre o Mundo
17 horas – O Túnel do Submundo
19 horas – Hércules
21 horas – As Aventuras do Incrível Hércules – Sessão Comentada por Luigi Cozzi

* Quarta-feira - 7 de julho
15 horas – Hércules
17 horas – O Vizinho + Testemunha Ocular
19 horas – Alien – O Monstro Assassino (Alien Contamination)
21 horas – Starcrash – Sessão Comentada por Luigi Cozzi

* Quinta-Feira - 8 de julho
15 horas – Starcrash
17 horas – Matador Implacável
19 horas – Filmagem Macabra (The Black Cat)
21 horas – Paganini Horror – Sessão Comentada por Luigi Cozzi

* Sexta-feira - 9 de julho
15 horas – Alien – O Monstro Assassino (Alien Contamination)
17 horas – Dario Argento: O meu Cinema (Partes 1 e 2)
19 horas – Matador Implacável
21 horas – Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza – Sessão Comentada por Luigi Cozzi

Cozzi convida para o Fantaspoa 2010!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

INTREPIDOS PUNKS (1980)


Se você achava que este blog já tinha descido aos mais baixos níveis de ruindade cinematográfica ao resenhar "Força Cruel" e "Deadly Prey - Extermínio de Mercenários", seja bem-vindo de volta ao território pútrido do lixão fílmico, com mais uma daquelas "obra-primas" que fazem você se perguntar a cada cinco minutos: "Mas afinal, por que é mesmo que eu estou vendo ISSO?".

O título da bagaça não poderia ser mais sedutor: INTREPIDOS PUNKS. E apesar de parecer um título escrito em bom português (falta apenas um singelo acento agudo), não se trata de um filme brasileiro: estamos diante de uma obscura produção MEXICANA dirigida por Francisco Guerrero, mas que até lembra, e muito, aquelas produções bagaceiras da Boca do Lixo - com as quais divide a pobreza e a quantidade de sexo e mulheres peladas.


Sem mais rodeios, já que ando sendo acusado de escrever demais sobre filmes que não merecem tanto, INTREPIDOS PUNKS é a singela história de uma quadrilha de motociclistas punks (não me diga!!!!) caracterizados como aqueles vilões pós-apocalípticos de filme B italiano (ou seja, roupitchas de couro e coloridos cabelos ao estilo moicano).

Apesar disso, os punks vivem numa cidadezinha do interior do México (!!!), em sua própria comunidade no deserto (peraí, são punks ou hippies?), de onde volta-e-meia saem para assaltar bancos e postos de gasolina, além de matar e estuprar inocentes, não necessariamente nesta ordem.


O mais incrível da história toda é que o filme, visualmente pelo menos, parece uma cópia bagaceira dos dois últimos episódios da série "Mad Max" - a clássica Parte 2 e o "Além da Cúpula do Trovão". Inclusive os punks são liderados por uma loiraça sensual chamada Fiera (interpretada por... não ria... "Princesa Lea"!!!), e a moça usa figurino e penteado parecidíssimos com Tina Turner no terceiro "Mad Max".

Porém, quando fui pesquisar (e é aqui que entra o "mais incrível da história toda" do parágrafo anterior), levei um choque: INTREPIDOS PUNKS é de 1980, logo ANTERIOR ao próprio "Mad Max 2" (que é de 1981) e à sua estética "punk-chique" que tornou-se clichê do cinema pós-apocalíptico. Por essa eu não esperava: os mexicanos já tinham seus vilões punks espalhafatosos antes dos australianos!

Ainda assim, a aventura mexicana não esconde duas influências óbvias: "The Warriors - Os Selvagens da Noite" (que também já trazia gangues de marginais usando figurinos excêntricos) e "Mad Max 1" (igualmente com suas gangues de motoqueiros violentos).


Hilariante de tão ruim, INTREPIDOS PUNKS não tem um roteiro muito coerente, com uma trama que se desenrola apenas catalogando os crimes "selvagens" cometidos pelos punks.

Na primeira cena, as moças do grupo assaltam um banco vestidas como freiras, só para dar uma idéia do nível da coisa. Depois há surubas, estupros coletivos, um rapaz incendiado vivo num posto de gasolina e um ousado plano para libertar da cadeia o amante de Fiera e verdadeiro líder da quadrilha, Tarzan (!!!), interpretado por um daqueles lutadores mexicanos mascarados, conhecido apenas por El Fantasma - e sim, o sujeito usa máscara o filme inteiro, e quando não usa a câmera não enquadra seu rosto!

(E se Fiera e Tarzan não parecem "nomes punks" bons o suficiente para você, caro leitor, saiba que outros membros do grupo têm apelidos tão singelos quanto Calígula e Pirata!!!)


Mas é claro que não temos apenas punks espalhafatosos em cena: não demora muito para entrar em cena a dupla de "heróis" da coisa. Agora tente segurar o riso: são dois quarentões bigodudos e ostentando respeitáveis barriguinhas de cerveja, além de vestirem aquele figurino hilário do fim dos anos 70/início da década de 80, incluindo "discretíssimos" ternos em tons vermelho-berrante (!!!).

Seus nomes são Marco e Javier (atores não creditados, e não sei porque isso não me surpreende...), dois agentes federais bons de briga e de mira, daquele tipo cinematográfico que prefere matar os bandidos a prendê-los.

Porém, como roteiro ruim é pouco neste caso, Marco e Javier só vão tratar da ameaça dos punks nos 25 minutos finais de INTREPIDOS PUNKS! Antes, eles estão muito ocupados resolvendo "missões secundárias" que não têm absolutamente nada a ver com os moicanos e moicanas: desbaratar uma quadrilha de contrabandistas e um cartel de traficantes de drogas - é provável que o filme tenha ficado muito curto e o diretor rodou essas cenas "nada a ver" apenas para completar a duração.


INTREPIDOS PUNKS é tão ruim, mas tão ruim, que você não consegue desgrudar os olhos da tela - e o espanhol falado pelos protagonistas só ajuda no fator diversão, já que a pronúncia de "punks" se transforma em "PÓNKS" com o carregadíssimo sotaque mexicano.

Há tantas cenas estúpidas que seria de questionar a sanidade de diretor e do seu elenco. Mas a mais absurda delas certamente é um estupro coletivo comandado por Fiera, que manda seus asseclas violentarem as esposas dos diretores do presídio onde Tarzan (quaquaqua) está trancafiado. Pois os estupros são intercalados com cenas de uma banda punk-rock tocando AO LADO DOS CASAIS TRANSANDO, como se os caras tivessem levado bateria, guitarras e caixas de som para ajudar na animação da orgia!


E por falar em música, a canção-tema do filme, chamada "Intrepidos Punks" (que criativo!), toca umas 80 vezes durante os 90 minutos de duração da película. Ao que parece, a produção era tão pobre que não havia dinheiro para comprar outras músicas, assim restou aos pobres mexicanos repetir sempre a mesma. Acredite, dá para decorar a letra até chegarem os créditos finais...

A verdade é que embora seja vendido como filme de aventura, INTREPIDOS PUNKS é um exploitation com todas as letras: tem (muito) sexo, violência e consumo de drogas, além de uma abordagem ridiculamente sensacionalista de um fenômeno social em pleno auge na época, o movimento punk - aqui, claro, distorcido de forma preconceituosa e exagerada.

É até engraçado pensar numa quadrilha de punks que vive no meio do deserto fazendo orgias, mas todos estão sempre maquiados e com os cabelos armados em excêntricos penteados! Alguns deles, de tão espalhafotosos, parecem ter saído do filme "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton, como este da foto abaixo:


Destaque absoluto para a tal Princesa Lea, a loiraça peituda que interpreta a grande vilã da trama. Ela aparece o tempo inteiro pelada ou quase, vestindo umas tirinhas de couro que mal cobrem os biquinhos dos seios (porque o resto fica todo de fora). E seu corpão é um verdadeiro atentado à moral e aos bons costumes (numa época pré-silicone e pré-lipoaspiração)!

Dei uma pesquisada no Google e descobri que Princesa Lea (quaquaqua) era uma espalhafatosa dançarina e cantora mexicana daquela época, conhecida por suas performances "sensuais" e por aparecer peladona em filmes - mais ou menos como a Gretchen ou a Rita Cadillac na mesma época aqui no Brasil, para comparar. A propósito: ela começou a usar o nome "Princesa Lea" em 1977, ano de "Star Wars", então dificilmente se trata de um caso de mera coincidência...

(A título de curiosidade, dá uma sacada nos títulos de outras obras em que a moça aparece: "Chile Picante", "Muñecas de Medianoche" e "El Violador Infernal"!!!)


Sem mais delongas, INTREPIDOS PUNKS é um filme que precisa ser desenterrado e VISTO. É impossível quantificar a sua ruindade em tão poucos parágrafos, só mesmo testemunhando as atrocidades que chamam de roteiro e direção para entender do que estou falando. Com direito a cena de pancadaria coletiva estilo Os Trapalhões, quando Tarzan (ou El Fantasma, como você preferir) tem a chance de mostrar seus dotes de lutador de luta livre, e com direito também aos heróis vencendo o vilão numa luta "dois contra um" (e daí que é covardia?).

Ah, também pelo IMDB, descobri que essa pérola teve uma seqüência (!!!) em 1991, "La Venganza de los Punks", dirigida por Damián Acosta Esparza e com o retorno de alguns "astros" do original, como El Fantasma no papel de Tarzan! O que será que os "pónks" mexicanos aprontaram depois de 11 anos? E será que alguém realmente quer saber?

Para encerrar, sugiro uma sessão dupla imperdível para ser curtida com a ajuda de doses cavalares de álcool: INTREPIDOS PUNKS para aquecer e o hilário filme nacional "Punk's - Os Filhos da Noite" (1982), de Levi Salgado, com Danton Jardim e Lady Francisco, para encerrar a noitada. Melhor ainda se você convidar alguns amigos punks "de verdade" para conferir. Garantia de uma noite inesquecível...

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Intrepidos Punks (1980, México)

Direção: Francisco Guerrero
Elenco: Princesa Lea, El Fantasma, Olga
Rios, Juan Gallardo, Rosita Bouchot,
Juan Valentín e Alfredo Gutiérrez.